sexta-feira, 2 de junho de 2017

Sábado Resistente Homenageia Dulce Maia de Souza, combatente da resistência

                                                                      
Evento acontece dentro da programação do Sábado Resistente, no dia 10 de junho, às 14h00, com entrada gratuita e marcará um mês do falecimento de Dulce Maia com a presença de amigos e familiares

No dia 10 de junho, o Memorial da Resistência, instituição da Secretaria da Cultura do Estado de São Paulo, realizará mais uma edição do Sábado Resistente, projeto realizado em parceria com o Núcleo de Preservação da Memória Política. O evento acontece às 14h00, e prestará homenagem a combatente e resistente Dulce Maia, falecida no dia 12 de maio na cidade de Cunha (SP).  

Sobre Dulce Maia

Dulce Maia foi  produtora cultural e militante ativa da Vanguarda Popular Revolucionária (VPR) desde a formação da organização clandestina de resistência a ditadura. Foi a primeira mulher presa e barbaramente torturada pelo regime militar, em janeiro de 1969. Como resultado das torturas que  sofreu, Dulce conviveu com vários problemas de saúde, sequelas que a acompanharam até os seus últimos dias de vida.

Em junho de 1970, por ocasião da captura do embaixador alemão, Dulce, junto com outros 39 presos e presas, saiu da cela diretamente para um avião militar, ainda algemada, e voou para a Argélia, país recém-libertado do colonialismo francês. Depois da Argélia seguiu para Cuba, em busca de tratamento médico.

Em 1973, estava no Chile, quando Pinochet derrubou Allende. Foi, então, para o México e depois para a Bélgica. Lá ficou até abril de 1975, quando aterrissou em Lisboa, onde a ditadura de Salazar havia caído. O último destino de Dulce antes da volta ao Brasil foi Guiné-Bissau. Em 1979, com a Lei da Anistia, foi a primeira exilada a retornar ao País.

De volta ao Brasil, recomeçou sua vida e foi diretora da ONG  Ecoatlântica e da Econsenso (co-gestora do Parque Nacional da Serra da Bocaina). Criou na cidade de Cunha, onde passou a residir, a Associação e a Escola Carlito Maia.

Para lembrar a valorosa combatente, será exibido o documentário “Paredes Pintadas”, de Pedro Santos (Brasil, 2010, 58 min.), que conta a história de quatro mulheres guerrilheiras – Dulce Maia, Sonia Lafoz, Renata Guerra Andrade e Damáris Lucena – mostrando o protagonismo feminino contra a ditadura.

PROGRAMAÇÃO
14h00 – Boas vindas – Kátia Felipini Neves (Memorial da Resistência de São Paulo)
14h10 – Coordenação – Maurice Politi (Núcleo de Preservação da Memória Política)
14h30 – Projeção do Filme Parede Pintadas, com a presença do diretor


SERVIÇO
Memorial da Resistência de São Paulo
Endereço: Largo General Osório, 66 – Luz - Auditório Vitae – 5º andar
Telefone: (011) 3335-4990/ faleconosco@memorialdaresistenciasp.org.br
Aberto de quarta a segunda (fechado às terças)
Entrada Gratuita

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