sexta-feira, 16 de junho de 2017

Retomar a UNE para o caminho da luta, sem conciliação!

                                                                     
COORDENAÇÃO NACIONAL DA União da Juventude Comunista

A conjuntura de brutais ataques aos direitos políticos, sociais e trabalhistas e de radicalização neoliberal exige que fortaleçamos todos os espaços, frentes e entidades coletivas da juventude. Os anos dos governos petistas foram anos de grande deseducação política e desmobilização das entidades da juventude e dos trabalhadores. É fundamental retomarmos a construção de entidades amplas, em consonância com as bases estudantis. Fortalecer a UNE também passa por fortalecer CAs, DAs, DCEs, Executivas e Federações de Curso.

Infelizmente, o campo majoritário da UNE representa o que há de mais conciliador e atrasado no movimento estudantil brasileiro. Até pouco tempo atrás, esse setor compunha a direção da entidade com a JPMDB e JPSDB, juventudes de partidos golpistas e sem o menor comprometimento com os direitos sociais e democráticos. No lugar de aproximar mais a UNE da base estudantil, esse campo opta pelas negociações pelo alto e pela ultra-institucionalização da entidade.

A UJC defende a mais ampla unidade nessa conjuntura adversa para a juventude. Contudo, é importantíssimo que a UNE seja cada vez mais pressionada nos espaços da entidade e pela base do movimento a retomar o seu histórico de luta, romper com a lógica da conciliação e construir um novo projeto estratégico contra a privatização e os grandes monopólios da educação.

Obviamente, a pressão e o árduo contraponto não serão obra apenas da UJC. É necessário fortalecermos e ampliarmos um amplo campo de esquerda combativo na entidade, que rompa com o mero pragmatismo da disputa pela disputa, que construa um programa popular e anticapitalista para a universidade brasileira. Nesse sentido, constatamos maior aproximação com os companheiros que hoje compõem a Oposição de Esquerda da UNE.

Precisamos ampliar, organizar e politizar cada vez mais o programa da Oposição, que não pode se restringir a disputas dentro da entidade. Temos grande respeito por todos os coletivos e organizações desta frente e, mesmo sabendo que há divergências, os comunistas estão comprometidos a fortalecer o polo mais combativo da UNE, dentro de uma ampla unidade contra os ataques à juventude.

– Construir a Greve Geral contra os ataques aos direitos da juventude e da classe trabalhadora!
– Reconstrução pela base do movimento estudantil brasileiro!
– Fortalecimento dos CAs, DAs, DCEs, Executivas e Federações de Curso!
– Retomar a UNE para o caminho das lutas, sem conciliação!
– Construir uma oposição de esquerda, combativa e popular na UNE!
– Eleição para o CONUNE na base! Eleições via cursos, institutos e escolas!
– Conselho fiscal da UNE composto por DCEs e CAs.
– Apoio da UNE às Frentes Políticas Unitárias, em especial a Frente Povo Sem Medo e a Frente de Esquerda Socialista!
– Pelo fortalecimento e construção da OCLAE (Organização Caribenha e Latino Americana de Estudantes)!
– Pelo fortalecimento dos encontros de mulheres, negros e LGBTs da UNE!


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