Na Argentina, 12 julgamentos por crimes da ditadura


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Repressão militar na Argentina deixou mais de 30 mil desaparecidos, de acordo com organizações de direitos humanos



Em Buenos Aires, continua o julgamento de 68 acusados por 789 sequestros, torturas e homicídios cometidos na ESMA

    
Trinta e sete anos após o golpe de Estado de 24 de março de 1976, quando uma junta militar foi instalada na Argentina, a Justiça do país realiza 12 processos judiciais por delitos de lesa humanidade nas províncias de San Juan, Jujuy, Santa Fe, Tucumán, Chaco, Chubut, Córdoba e na Capital Federal.

Repressão militar na Argentina deixou mais de 30 mil desaparecidos, de acordo com organizações de direitos humanos 

Em Buenos Aires, continua o julgamento de 68 acusados por 789 sequestros, torturas e homicídios cometidos na ESMA (Escola de Mecânica da Armada), onde funcionou o maior centro clandestino de prisão do país.

Entre os acusados, estão pela primeira vez oito pilotos e tripulantes acusados de 50 homicídios nos emblemáticos “voos da morte”, prática utilizada por militares para o desaparecimento de pessoas, que eram sedadas e jogadas do alto de aviões no mar ou no Rio da Prata. dentre estes os cometidos por meio dos “vôos da morte”.

Em Córdoba, segue o julgamento da megacausa de “La Perla”,  local que funcionou como epicentro de prisão e extermínio de presos políticos entre 1976 a 1978 e, a partir de 2009, foi transformado em um centro de recuperação da memória.  São 45 réus, dentre eles o repressor general Luciano Benjamín Menéndez.

Homenagens

Neste domingo, organizações de direitos humanos e entidades sociais e políticas da Argentina lideram atos em memória aos mortos e desaparecidos. Os argentinos comemoram o Dia Nacional da Memória pela Verdade e a Justiça com múltiplas manifestações e atos de homenagem tanto em Buenos Aires como no resto do país.

Todos os anos, no 24 de março, a Praça de Maio acolhe boa parte dos eventos programados. A presidente da Argentina, Cristina Kirchner, deve comparecer ao local para se unir às homenagens. A ditadura militar argentina deixou mais de 30 mil desaparecidos, de acordo com organizações de direitos humanos.(Com Telam/Diário Liberdade)

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