quinta-feira, 27 de abril de 2017

Um sucesso o 1º Sarau da ACER

                                                                               
                                                                   
                                  
                                                 
                                     
As caminhantes realizaram o 1º Sarau da Associação das Caminhantes da Estrada Real(ACER) em noite memorável no Museu Inimá de Paula.

A iniciativa da diretora da entidade, Maristela Knowles, recaiu sobre a caminhante e jornalista Fátima de Oliveira, que fez a montagem da programação e apresentou a festa em grande estilo.

O apoio das associadas Marilu Verdolin e Cleonice Liboreiro fizeram da noite inédita um acontecimento literário a melhor qualidade.

Dividido em dois momentos o programa apresentou, no primeiro bloco,  uma leitura de Marilu Araújo, sobre o pensamento de Albert Einstein. A seguir o público aplaudiu a arte das irmãs Thomás(Dalva, Piedade e Leila) que leram poemas de Cora  Coralina.

Zélia Lages falou sobre a solidão, Maristela Knowles apresentou a parte de humor do evento, com depoimentos de crianças em várias situações.

A presidente da ACER, Maria Elvira Salles Ferreira apresentou poemas de Pablo Neruda e também leu trecho de um poema de Fernando Pessoa.

A segunda parte do Sarau foi destinada aos convidados. O médico Teófilo Taranto mostrou a poesia de Cecília Meireles e seu irmão Aldemaro, professor de Literatura Portuguesa explicou um poema de Fernando Pessoa.

A artista Yara Tupinambá homenageou Carlos Drummond de Andrade. E o empresário Mileno Bandeira, fechou a noite com poemas de Charles Baudelaire, seguindo-se movimentado coquetel.

terça-feira, 25 de abril de 2017

Paralisação de 28 de abril acontece 100 anos após primeira Greve Geral brasileira

                                                  

Marcha para o enterro de José Ineguez Martinez, operário espanhol morto pela polícia e mártir da Greve Geral de 1917 / Autor desconhecido

Greve de operários fez parte de movimento que 
culminou na aprovação da legislação trabalhista

A proibição do trabalho de menores de 14 anos foi consagrada no país em 1943, com a Consolidação das Leis Trabalhistas (CLT). Assim como o pagamento de 50% no caso de horas extras. Essas demandas, entretanto, já faziam parte das reivindicações do movimento operário no Brasil desde o início de século 20.

Essas foram algumas das bandeiras da primeira Greve Geral realizada no país, que completa cem anos no mês de julho. Além de questões relacionadas ao ambiente fabril, o movimento operário também pautava assuntos como o controle de preços de alimentos e dos aluguéis.

Localizada principalmente em São Paulo e Rio de Janeiro, a paralisação de 1917 durou mais de um mês e não foi pensada originalmente para ter um caráter geral. Em tempos em que a questão social era tratada como questão de polícia, um dos estopins da generalização da greve foi a morte do operário espanhol José Ineguez Martinez, causada pelas forças policiais.

O enterro de Ineguez ocorreu no Cemitério do Araçá, zona oeste da capital paulista. No dia, milhares de operários atravessaram a cidade ao realizarem uma marcha de bairros da região leste – como Mooca e Belenzinho – até o local.

Para Armando Boito, professor de Ciência Política da Unicamp e estudioso do mundo sindical, a Greve Geral de 1917 é um exemplo e nos ajuda a desmistificar a origem dos direitos trabalhistas. Segundo ele, as condições do movimento sindical – formado por imigrantes que sequer compartilhavam a língua - eram muito mais difíceis que as de hoje. “ 

No caso do Brasil da Primeira República, há um fator que diferencia demais a classe operária: a língua. Dificultava a unificação. Além disso, havia disparidades muito grandes no que diz respeito, por exemplo, à remuneração”.

Além desta heterogeneidade, as condições políticas não eram favoráveis aos operários.

“A classe operária não tinha nem direito a voto. Era muito perseguida politicamente. As lideranças eram banidas para estados distantes do Brasil, ou expulsas para seus países de origem. Era muito difícil fazer sindicalismo na Primeira República. Apesar disso, os anarcossindicalistas conseguiram colocar em pé o movimento operário, fundaram a Confederação Operária Brasileira em 1906 e organizaram muitas greves”, diz.

O cientista político entende que a classe operária, em algum grau, sempre foi complexa e dividida em todos os países, citando como exemplo a descrição feita pelo historiador britânico Eric Hobsbawn sobre os trabalhadores europeus.

“Como é possível que uma classe tão heterogênea, no nível linguístico, nas condições de trabalho e de remuneração consiga se unificar? Na verdade, foi o movimento operário que criou a ideia e a realidade da classe operária, e não o contrário. É a luta que unifica”, defende.

Boito lembra que a mobilização operária continuou após a Revolução de 1930, inclusive por meio da Aliança Nacional Libertadora, que chegou a ter mais de 500 mil militantes no país. Foi nesse contexto que o então presidente Getúlio Vargas – que também precisava de apoio contra a reação da oligarquia cafeeira - aprovou a legislação trabalhista.

“Vargas sempre apresentou os direitos trabalhistas que vão sendo estabelecidos em seu governo, e finalmente consolidados na CLT de 1943 como uma dádiva do Estado brasileiro, subliminarmente, dele próprio. Isso é mitologia. Quando o governo o Vargas estabelece direitos ele está respondendo a uma pressão real que existe desde o início do século 20 e que se acumulou ao longo das décadas de 10, 20 e 30”, afirma. Nesse contexto, a disputa entre Vargas e as elites cafeeiras teria aberto uma brecha que potencializou as demandas operárias.

Presente

O papel das greves continuou marcando a história do Brasil. Luiz Ribeiro, técnico do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (Dieese), cita, por exemplo, o papel do movimento sindical na redemocratização do país após a Ditadura Militar.

"A greve é um dos principais instrumentos do trabalhador para se fazer ouvir e expressar suas reivindicações. Quando recuperamos a história de conquista de direito se percebe que, na origem - por exemplo, redução da jornada, garantir piso e salário mínimo - há um movimento grevista. Olhando os processos políticos, como a redemocratização, as greves tiveram um papel essencial", afirma.

Ribeiro explica que há, basicamente, dois tipos de greves: as defensivas e as propositivas.

“Na década de 90 eram muito mais defensivas, para manter direitos ou para que a lei fosse cumprida. A partir de 2003, há uma estabilização do número de greves e elas passam a ter uma característica bem própria: são propositivas, ou seja, que visam ampliação de direitos ou conquistas salariais”, aponta. A explicação para o fenômeno mais recente, entre outros fatores, foi a oferta de vagas, que criava uma tendência em direção ao pleno emprego, favorecendo a luta sindical.

No entanto, para Ribeiro, a próxima greve geral que está sendo puxada pelas centrais sindicais para o próximo dia 28 de abril foge dessa classificação. Na pauta deste ano estão a denúncia das alterações das regras da Previdência - que adia aposentadorias e diminui benefícios - e a defesa de direitos trabalhistas, muitos deles conquistados por meio da luta que tem como marco 1917.

“Nós consideramos a greve chamada para o dia 28 como política, porque reivindica a defesa de direitos universais, de toda a classe trabalhadora. A greve geralmente se relaciona de forma direta com uma empresa. A greve política transcende essa relação imediata, envolve os grandes temas nacionais”, analisa.

(Com o Brasil de Fato)

Longa noite neoliberal

Josetxo Ezcurra/Rebelión

A classe operária vai ao paraíso (Com o" Brasil de Fato")

28 de abril: Vamos parar o Brasil!

                                      
Derrotar as contrarreformas de Temer e avançar
 na reorganização da classe trabalhadora

No dia 27 de março, durante reunião realizada em São Paulo, os representantes das nove centrais presentes finalmente chegaram a uma data consensual para a realização de uma paralisação nacional. Foi aprovada uma convocatória unificada: “Dia 28 de abril, vamos parar o Brasil”!

Diante das devastadoras contrarreformas – previdenciária e trabalhista – propostas pelo governo federal e da aprovação do PL 4302 (ampliação das terceirizações), votado pela Câmara na semana anterior, até mesmo os dirigentes sindicais mais íntimos do Palácio do Planalto foram obrigados a avalizar esta iniciativa comum.

Os atos massivos de 15 de março demonstraram a grande insatisfação do proletariado e dos setores populares em geral contra as políticas de Temer, aprofundando cada vez mais o dilema dos pelegos: mostrar serviço ao governo e à patronal ao mesmo tempo em que procuram parecer combativos para as suas bases.

Apesar das contradições instaladas na cúpula do movimento sindical, centenas de milhares de trabalhadores devem paralisar suas atividades para lotar as ruas do país em 28 de abril. A agudização da crise econômica, política e social vem acirrando a luta de classes.

Os “ajustes” do governo federal aumentam o descontentamento das massas, dificultando as manipulações ideológicas da burguesia e suas mais diversas tentativas de conter a luta dos trabalhadores. Cresce a rejeição popular contra as propostas de destruição da previdência social e da CLT (Consolidação das Leis do Trabalho).

Neste momento, os setores classistas do movimento sindical têm duas tarefas prioritárias: a primeira, sem dúvida, é ampliar sua presença junto às bases, discutindo em cada local de trabalho o significado das contrarreformas e a importância estratégica de construir a greve geral. É preciso desmascarar de uma vez por todas o discurso do empresariado e seus representantes políticos.

As terceirizações representam uma enorme volta ao passado em termos de direitos trabalhistas, reduzindo salários, aumentando jornadas, piorando as condições de trabalho e eliminando a estabilidade; a reforma trabalhista ameaça as férias, o horário de almoço, entre outros direitos; a reforma da previdência torna a aposentadoria integral praticamente impossível para a maioria dos trabalhadores.

Além de contribuir decisivamente para defender os direitos históricos dos trabalhadores e derrotar Temer, o campo classista deve disputar os passos seguintes. Ao longo deste processo, alguns setores vêm antecipando as eleições de 2018 e difundindo ilusões no sentido de canalizar a luta para o restabelecimento de um governo de conciliação. Tal perspectiva deve ser desmascarada. O futuro da nossa classe está em jogo, portanto não temos o direito de insistir nos mesmos erros.

Trata-se de barrar os ataques do capital e reorganizar a classe trabalhadora. É necessário superar a fragmentação do campo sindical classista e a perspectiva da conciliação. A Unidade Classista acredita que poucos momentos são tão propícios para avançar neste sentido como o que estamos vivendo agora. Não há espaço para vacilações.

Vamos construir a greve geral, derrotar as contrarreformas e preparar um grande Encontro Nacional da Classe Trabalhadora!

Coordenação Nacional da Unidade Classista

28 de abril: parar o Brasil para derrotar as contrarreformas de Temer e avançar na reorganização da classe trabalhadora

Contra as reformas do governo

segunda-feira, 24 de abril de 2017

O papo de Mr. Trump com a astronauta Peggy Whitson

                                                                                                                                             Nasa
Observações do Presidente Trump em vídeo-chamada com astronautas da NASA a bordo da Estação Espacial Internacional


NASA: Casa Branca, este é Controle de Missão, Houston. Por favor, ligue para a Estação para uma verificação de voz.

O PRESIDENTE: Está me ouvindo?

CMDR. WHITSON: Sim, senhor. Nós temos você alto e claro.

O PRESIDENTE: Bem, isso é o que gostamos - grande equipamento americano que funciona. E isso não é fácil. (Riso.)

Quero dizer que é muito emocionante estar aqui hoje - muito, muito excitante - e falar com você ao vivo com três astronautas americanos. Estes são os nossos melhores. Estes são grandes, grandes americanos, grandes pessoas. Dois juntam-nos da órbita a bordo da estação espacial internacional: comandante Peggy Whitson e coronel Jack Fischer. E Peggy Whitson tem estabelecido discos, e nós vamos falar sobre isso muito em breve.

Eu estou aqui no escritório oval, junto com minha filha Ivanka e o astronauta Kate Rubins, que retornou recentemente do espaço e da estação espacial. Juntos, estamos sendo acompanhados por estudantes de toda a América, milhares e milhares de alunos que estão aprendendo - eles estão aprendendo sobre o espaço, aprendendo sobre muitas outras coisas - e estão assistindo esta conversa da sala de aula. E, por toda parte, temos astronautas e temos todos, que estão voando agora, 17.000 milhas por hora. Isso é quase tão rápido quanto eu já ouvi. Eu não gostaria de estar voando 17000 milhas por hora. Mas é isso que você faz.

Peggy, Jack e Kate, eu sei que os estudantes da América estão emocionados em ouvir de você. Mas primeiro, eu quero dizer que este é um dia muito especial na gloriosa história do vôo espacial americano. Hoje, comandante Whitson, você quebrou o recorde para o tempo mais total gasto no espaço por um astronauta americano - 534 dias e contando. É um disco incrível para quebrar. E em nome da nossa nação e, francamente, em nome do mundo, eu gostaria de parabenizá-lo. Isso é realmente algo. E eu gostaria de saber, como é a sensação de ter quebrado um registro tão grande e importante?

CMDR. WHITSON: Bem, é realmente uma grande honra quebrar um disco como este, mas é uma honra para mim, basicamente, estar representando todas as pessoas da NASA que fazem este vôo espacial possível e que me fazem definir este registro viável. E por isso é muito emocionante estar na NASA. Estamos todos muito ansiosos, conforme orientado pelo seu novo projeto da NASA - estamos entusiasmados com as missões a Marte nos anos 2030. E então nós, fisicamente, temos hardware no chão que está sendo construído para o foguete SLS que vai nos levar lá. E, claro, o hardware que está sendo construído agora vai ser para os vôos de teste que acabará nos levando lá.

Mas é uma época muito emocionante, e eu estou tão orgulhoso da equipe.

O PRESIDENTE: Ótimo. E o que estamos aprendendo de ter você gastando seu tempo lá em cima? Eu sei que muita pesquisa é feita; Eu estou tendo um vislumbre de alguns deles aqui no Salão Oval. O que estamos aprendendo estando no espaço?

CMDR. WHITSON: Bem, eu acho que provavelmente a Estação Espacial Internacional está fornecendo uma ponte chave de nós que vivem na Terra para ir a algum lugar no espaço profundo. Então, nessas missões de Marte, precisamos entender melhor como a microgravidade está realmente afetando nosso corpo, e precisamos compreendê-lo em grande detalhe. Assim, muitos dos estudos estão olhando para o corpo humano. Também estamos olhando para coisas que envolvem operações de veículos espaciais nessas missões de longa duração e os avanços tecnológicos que serão necessários.

Por exemplo, em uma missão de Marte em vários anos, precisamos ser capazes de fechar o sistema de suporte de vida, e isso significa que, agora, por exemplo, estamos tomando a energia solar que coletamos e usá-la para quebrar Água em oxigénio e hidrogénio. O oxigênio, nós respiramos, é claro. Usamos o hidrogênio, combinamo-lo de volta com o CO2 que tiramos do ar, e fazemos mais água. Mas a água é um recurso tão precioso aqui que também estamos limpando nossa urina e tornando-a potável. E realmente não é tão ruim quanto parece.

PRESIDENTE: Bem, isso é bom. Fico feliz em ouvir isso. (Risos.) Melhor você do que eu. Vou dizer, coronel Fischer, você acabou de chegar, e como foi a sua viagem? Complicado? Fácil? Como foi?

COL. FISCHER: Oh, senhor, foi incrível. Ele fez até mesmo o meu amado F-22 sentir um pouco pouco poder. Eu lancei em um veículo russo com meu amigo russo, Fyodor Yurchikhin, do Cazaquistão. Conseguimos a mudança de perspectiva imediata quando chegamos à órbita, e vi aquela linha de vida frágil, fina e azul ao redor da Terra. Seis horas depois, estamos ancorados na estação. No dia seguinte, eu instalo um experimento no módulo japonês que vai estar procurando novas drogas e como podemos fazer essas drogas para distrofia muscular, Alzheimer, bactérias multi-resistentes a drogas - todos os tipos de coisas. Algumas horas depois, assisti ao nosso tripulante, Thomas Pesquet, um francês, dirigir um braço robótico canadense para capturar uma nave espacial da Virgínia, transportando 3,5 toneladas de carga e de ciência que vai nos manter ocupados nos próximos meses,

Senhor, é incrível. Oh, e então, você sabe, agora eu estou falando com o Presidente dos Estados Unidos, enquanto pendurado em uma parede. É incrível. A Estação Espacial Internacional é, de longe, o melhor exemplo de cooperação internacional eo que podemos fazer quando trabalhamos juntos na história da humanidade. E eu estou tão orgulhoso de ser uma parte dela. E é simplesmente legal. (Risos.) Como, ontem, eu tinha - bem, lá está você - há o nosso ninja de espaço residente fazendo a demonstração da gravidade. E ontem de manhã, eu tinha o meu café em forma de bola floaty, e, senhor, estava delicioso. Então, é incrível.

O PRESIDENTE: Diga-me, Marte - o que você vê um momento para realmente enviar seres humanos para Marte? Existe um horário? E quando você veria isso acontecer?

CMDR. WHITSON: Bem, eu penso que como sua conta dirigida, será aproximadamente nos 2030s. Como eu mencionei, nós realmente estamos construindo hardware para testar o novo veículo de lançamento pesado, e este veículo nos levará mais longe do que nunca estivemos longe deste planeta. Infelizmente, o vôo espacial leva muito tempo e dinheiro, então chegar lá exigirá alguma cooperação internacional para que seja uma abordagem planetária para torná-lo bem-sucedido, só porque é um esforço muito caro. Mas vale a pena fazer.

O PRESIDENTE: Bem, queremos tentar fazê-lo durante o meu primeiro mandato ou, na pior das hipóteses, durante o meu segundo mandato. Então vamos ter que acelerar um pouco, ok?

CMDR. WHITSON: (Risos.) Faremos o nosso melhor.

O PRESIDENTE: Ah, sim. E tenho muito respeito por vocês, pessoal. É incrível o que você faz. E eu só quero apresentar outro grande. Kate Rubins está conosco hoje, e ela tem sido tão impressionante com a pesquisa e tantas outras coisas que têm a ver com a NASA. E, Kate, eu entendo que você é a primeira pessoa a seqüenciar o DNA no espaço. Você pode nos dizer sobre isso?

DR. RUBINS: Sim. Então isso foi realmente apenas neste último verão, e é um exemplo real do que podemos fazer com tecnologia e inovação. Temos um seqüenciador até o tamanho de seu celular, e nós fomos realmente capazes de voar a bordo da estação espacial e DNA de seqüência. Não é apenas a demonstração de tecnologia, mas podemos usar isso para fazer coisas como detectar micróbios na estação espacial, olhar para a saúde dos astronautas. Podemos facilmente usar isso em ambientes baseados na Terra, também, para procurar focos de doenças e para fazer saúde rural também.

O PRESIDENTE: Isso é fantástico. Isso é realmente ótimo. Eu vi alguns dos trabalhos, e é incrível. Você sabe, eu tenho lidado com políticos tanto, estou muito mais impressionado com essas pessoas. Você não tem ideia.

Agora, falando de outra pessoa impressionante - Ivanka, você esteve muito interessado neste programa. Conte-nos algo sobre isso.

SENHORA. TRUMP: Olá, Dr. Whitson. Em primeiro lugar, parabéns pelo seu incrível marco hoje. Você pode saber que meu pai recentemente assinou o Inspire Women Act para incentivar a participação feminina em STEM campos em todas as áreas aeroespaciais, e realmente com um foco na NASA. Portanto, incentivar as mulheres e raparigas a prosseguir carreiras STEM é uma grande prioridade para esta administração.

E hoje estamos sentados com um exemplo surpreendente disso - Dr. Rubins, e você, Dr. Whitson. Então, eu adoraria ouvir de você, qual foi o impulso para você se envolver nas ciências?

DR. RUBINS: Sim, então quando eu tinha uns quinze anos, eu realmente fui a uma conferência, e isso foi muito inspirador para mim. Era uma espécie de início de DNA recombinante e biologia de compreensão. E, portanto, apenas essa exposição aos cientistas e os tipos de coisas que você pode fazer com a ciência e inovação tecnológica.

SENHORA. TRUMP: Incrível. Dr. Whitson?

CMDR. WHITSON: Para mim, na verdade, o programa Apollo foi minha inspiração, e foi quando se tornou um sonho se tornar um astronauta. Mas eu realmente não acho que se tornou um objetivo até que eu me formei no ensino médio, quando as primeiras astronautas foram selecionados. E vendo esses modelos, e com o encorajamento de meus pais e vários mentores na faculdade e pós-graduação, e quando comecei a trabalhar em Rice, isso é o que tornou possível, penso eu, tornar-se um astronauta. E isso me levou muito mais tempo para me tornar um astronauta do que eu realmente queria, mas acho que sou melhor no meu trabalho por causa da jornada.

SENHORA. TRUMP: Você é uma inspiração incrível para todos nós. Gostaria também de lhe fazer mais uma pergunta. Eu sou incrivelmente curioso, como eu tenho certeza que todos os estudantes em todo o país são, para saber como é um dia na vida no espaço. Você poderia compartilhar como é um dia típico, quais são os desafios, apenas alguns momentos especiais?

CMDR. WHITSON: Bem, um dia típico, nós acordamos e olhamos para as mensagens do chão, porque temos uma equipe de chão enorme que está trabalhando durante a noite para preparar mudanças ou os detalhes dos testes que vamos realizar ao longo do curso do dia. Então a primeira coisa que faço é verificar isso, ver o que mudou.

Mas em qualquer dia, pode ser tão dramaticamente diferente. Em um dia, poderíamos nos concentrar na ciência. Em outro dia, poderíamos estar consertando o sistema de remoção de dióxido de carbono. Em outro dia, logo Jack e eu vamos fazer uma caminhada espacial. Conversamos, no último sábado, fizemos operações de robótica. Eu amo a diversidade das diferentes atividades que fazemos. Além disso, temos mais de 200 investigações a bordo da estação espacial, e penso que é uma parte fenomenal do dia.

Claro, há também apenas a vida e, a bordo da estação espacial, é um ambiente tão original e romance. Nada que estamos acostumados a no chão. E é tão especial estar apenas em gravidade zero. Então Jack é o cara novo aqui, e eu acho que ele provavelmente pode lhe dar uma perspectiva melhor sobre o que é isso.

COL. FISCHER: Bem, você sabe, tudo aqui - meu pai sempre disse que se você ama o que faz, nunca trabalha um dia em sua vida. E nós trabalhamos muito duro aqui, mas não é realmente trabalho, é apenas divertido. É como jogar forte quase, só que você está mudando o mundo enquanto você faz isso.

E então no tempo fora, a outra manhã eu estava trabalhando para fora, e em nossa máquina que nós trabalhamos fora, logo abaixo é a janela de cúpula. E assim quando você está no dispositivo onde você faz crunches, toda vez que você subir, você vê a janela. E é incrível porque você meio que vai, crunch, "Oh, meu Deus, isso é lindo! Eu tenho que fazer isso de novo." Crunch, "Oh meu Deus, isso é bonito." É incrivel. Tudo o que fazemos aqui é divertido, e é tão bom saber que estamos a fazer a diferença no terreno e para o futuro da humanidade também. Então é um trabalho incrível e incrível.

O PRESIDENTE: Você está fazendo uma grande diferença, eu tenho que dizer. E este é um momento muito emocionante para o nosso país, e você vê o que está acontecendo com o nosso país em termos de empregos, em termos de negócios, e há tal entusiasmo e tal entusiasmo. Muitos empresários americanos estão correndo para o espaço. Tenho muitos amigos que estão tão entusiasmados com o espaço. Eles querem se envolver no espaço do ponto de vista do empreendedorismo e dos negócios.

Conte-nos sobre as oportunidades que poderiam existir para a próxima geração de cientistas e engenheiros. É algo que você acha um estudante - porque você tem tantos estudantes, centenas de milhares assistindo - é algo que você acha que os alunos devem estar se concentrando, ou eles devem estar pensando em outros assuntos? O que você acha que são as oportunidades para jovens estudantes que querem se envolver no espaço?

COL. FISCHER: Senhor, absolutamente. Eu acho que este é provavelmente o mais emocionante na exploração espacial, certamente na minha vida. Estamos prestes a ter apenas uma explosão de atividade. Há tanto envolvimento na estação espacial com indústrias comerciais e parceiros comerciais. Temos um programa completo para gerenciar a ciência. A NASA fez um trabalho maravilhoso de semear uma nova indústria com o Programa de Tripulação Comercial eo Programa de Carga Comercial para que possamos construir a infra-estrutura que precisamos para a exploração futura.

Uma coisa que eu amo sobre os empresários americanos é, uma vez que você obtê-los ir, é melhor ficar fora do seu caminho, porque eles vão começar chucking. E nós estamos prestes a esse ponto. A NASA está assumindo aquela tarefa cara, difícil e complexa de ir mais longe e mais fundo no espaço com o maravilhoso novo foguete Space Launch System e Orion. E então, assim que abrirmos a porta, essa infra-estrutura incrível que estamos construindo vai estar lá para pegar o bastão e continuar para as estrelas.

Gostaria de dizer a todos os alunos que estão assistindo, o momento de ficar animado é agora. Se você não está estudando ciência e matemática, você pode querer pensar sobre isso porque nosso futuro nas estrelas começa agora, e você pode ser uma parte disso se, como o Dr. Whitson, você pode encontrar essa paixão e trabalhar muito duro . E nós vamos encontrar um ponto de apoio permanente nas estrelas para a humanidade se você fizer isso.

PRESIDENTE: Bem, obrigado. Muito bem dito. E eu tenho que dizer, há uma aplicação militar tremenda no espaço. Nós estamos reconstruindo nossas forças armadas como nunca antes. Estamos ordenando equipamentos e teremos os militares mais fortes que já tivemos, os militares mais fortes que o mundo já viu, e não houve tempo em que mais precisamos. E tenho certeza que todo estudante que está assistindo quer saber, o que é o próximo para os americanos no espaço.

Estou muito orgulhoso de ter assinado um projeto de lei comprometendo a NASA com o objetivo de enviar os astronautas da América para Marte. Então vamos fazer isso. Acho que faremos muito mais cedo do que pensamos. Então, qual de vocês está pronto para ir a Marte? Você está pronto? E eu acho que você está pronta. Eu sei que você está pronta, certo? Nós apenas discutimos isso. Ela gostaria de ir a Marte muito rapidamente. Quem está pronto para ir para Marte lá em cima?

CMDR. WHITSON: Estamos absolutamente prontos para ir para Marte. Vai ser uma viagem fantástica chegar lá, e muito emocionante vezes, e todos nós seria feliz para ir. Mas quero que todos os jovens lá fora reconheçam que os passos reais serão tomados em poucos anos. E assim, estudando matemática, ciência, engenharia, qualquer tipo de tecnologia, você vai ter uma parte nisso, e isso vai ser muito emocionante.

O PRESIDENTE: Quero agradecer-lhe muito. E, Dr. Whitson, eu apenas - parabéns. Surpreendente. Que coisa incrível que você fez. Todos aqui - eu sei que você é família - mas todo mundo aqui é incrivelmente orgulhoso do recorde que você acabou de quebrar. Espero que cada jovem americano assistindo hoje encontre, no seu exemplo, uma razão para amar o espaço e pensar no espaço porque muitas coisas grandes vão sair, enormes descobertas na medicina e tantos outros campos.

Então, muito obrigado. Eu quero dizer que Deus te abençoe, Deus abençoe a América. Estamos muito, muito orgulhosos de você, e muito orgulhosos de sua bravura. Muito obrigado.

(Com a Casa Branca)

Trump quer antecipar ida ao planeta Marte




A chamada de vídeo de Donald Trump para felicitar o novo recorde da astronauta Peggy Whitson pela maior parte do tempo no espaço tornou-se uma ocasião para o presidente dos EUA pressionar um cronograma acelerado para a chegada em Marte, de acordo com um webcast do evento pela NASA na segunda-feira.

Na segunda-feira, Whitson quebrou o recorde anterior da maior permanência no espaço por um astronauta americano, ultrapassando a marca anterior de 534 dias. Whitson também quebrou as barreiras, tornando-se a primeira mulher a comandar a Estação Espacial Internacional, e com a presente missão, a primeira mulher a comandar a estação duas vezes, de acordo com um comunicado de imprensa da NASA.

"Vamos ter que acelerar um pouco", disse Trump sobre a missão de Marte, aparentemente brincando, observando que ele gostaria de ver um ser humano no Planeta Vermelho em seu primeiro ou segundo mandato como presidente.

Quando Trump perguntou quem na estação queria voar para Marte, Whitson respondeu: "Estamos todos prontos para ir."

Mas Whitson disse que o vôo programado para a década de 2030 provavelmente pertenceria à próxima geração de astronautas, instando os alunos a estudar matemática, ciência e tecnologia para que eles pudessem fazer parte dessa missão.

 Whitson explicou que a Estação Espacial Internacional está fornecendo uma "ponte-chave" para que as pessoas na Terra eventualmente viajem para o espaço profundo.

(Com Sputnik)



Lançado o primeiro cargueiro espacial chinês

                                                                                        
Conjunto de gráficos ilustram os procedimentos do lançamento do primeiro cargueiro chinês, o Tianzhou-1, realizado no dia 20 de abril, em Wenchang, na província de Hainan. 

(Com o Diário do Povo)

Macron e Le Pen vão se enfrentar na rodada final


                                                         ABr
   
As votações na França fecharam na primeira volta do voto presidencial, e pela primeira vez na história francesa moderna, nenhum candidato do partido principal avançará ao runoff.

As primeiras projecções baseadas em resultados parciais mostraram Emmanuel  Macron , ex-ministro e líder do centrista En Marche! Partido e Marine  Le Pen , presidente da Frente Nacional de extrema-direita até a segunda e última rodada, que será realizada em 7 de maio.

A participação dos eleitores foi maior do que o esperado na corrida estreitamente vigiada que poderia em última análise mudar o futuro da Europa.

Em um concurso que estava muito perto de chamar até o último minuto, Macron - saudado por meses como favorito para se tornar o próximo presidente da França - foi projetado para obter 24 por cento pelo pesquisador Harris e 23,7 por cento por Elabe.

Le Pen, líder da Frente Nacional anti-imigração e anti-UE, recebeu 22 por cento dos dois institutos. Três outros pesquisadores projetaram resultados amplamente semelhantes.

Havia um total de 11 candidatos em disputa pelo melhor trabalho da França, quatro dos quais tinham uma chance real de chegar à final.

Francois Fillon , ex-ministro e líder do Partido Republicano conservador e Jean-Luc Melenchon , líder do partido La France Insoumise, de extrema esquerda receberam cerca de 20% cada, de acordo com Harris, o que significa sua eliminação da corrida.

Relações UE em foco

Le Pen prometeu rever os laços do país com a União Européia e levantou a perspectiva de deixar o bloco.

Assim que a votação terminou, a sobrinha de Le Pen, Marion Marechal-Le Pen, considerou a eleição "uma vitória histórica para os patriotas".

Le Pen mais tarde emergiu para se dirigir a seus apoiantes, dizendo que ela era o "candidato do povo" e ofereceu "a grande alternativa" na corrida presidencial. 

"A questão principal desta eleição é a globalização fugidia, que está colocando nossa civilização em perigo", disse ela.

Quanto mudou a Frente Nacional da França? - UpFront

"Os franceses têm uma escolha muito simples: ou continuamos no caminho de ... offshoring empregos, concorrência estrangeira injusta, imigração em massa e livre circulação de terroristas ... ou você escolheu a França e as fronteiras que protegem", acrescentou ela. Uma aparente escavação na UE.

Macron, por outro lado, é um partidário sem vergonha da UE, um ponto de vista que provavelmente lhe custará votos tanto na esquerda quanto na direita.

Após a votação encerrada, Macron disse à agência de notícias AFP: "Os franceses expressaram seu desejo de mudança ... Estamos claramente transformando uma página na história política francesa".

Mais tarde, dirigindo-se aos apoiantes, disse: "Reconheço a enorme responsabilidade que recai sobre meus ombros ... a partir de agora, cabe a mim reconciliar a nossa França para que possamos vencer em duas semanas".

"Quero ser presidente de todo o povo da França, de patriotas que enfrentam a ameaça dos nacionalistas, de um presidente que protege, que transforma e que constrói", disse. 

Jean-Marc Ayrault, ministro das Relações Exteriores da França, foi um dos que pediram aos cidadãos franceses que apoiem Macron na rodada final.

Ele twittou havia uma "escolha clara" pela frente, e as pessoas deveriam se mobilizar atrás de Macron "para a França, para a República, para a Europa".

O primeiro-ministro Bernard Cazeneuve, entretanto, disse: "Eu solenemente peço uma votação para Emmanuel Macron na segunda volta ... para vencer a Frente Nacional e bloquear seu plano ruim para trazer a França para trás e dividir os franceses.

Perder candidato Fillon também pediu aos cidadãos para votar em Macron, dizendo que ele admitiu a derrota não havia "outra opção senão votar contra a extrema-direita".

Alto comparecimento

Cerca de 47 milhões de pessoas são elegíveis para votar na França.

No final da tarde, a participação foi acima de 69% - quase tão alta quanto a eleição presidencial de 2012. Muitos esperavam uma participação menor neste ano.

A taxa de abstenção final também foi semelhante aos níveis observados na eleição presidencial anterior em cerca de 20 por cento, de acordo com pesquisas da Harris Interactive e CNews.


Elmire diz que está satisfeita Macron está até a segunda rodada [Shafik Mandhai / Al Jazeera]
Shafik Mandhai, da Al Jazeera, que se reporta da celebração oficial do Macron no Centro de Exposições de Paris, disse: "Entre as multidões, havia um certo otimismo, mas também um ligeiro nervosismo, que Fillon conseguiria arrecadar a expensas de Macron.

"Poucos minutos antes das projeções oficiais foram anunciadas, houve fortes elogios à medida que a notícia se filtrou sobre o resultado iminente."

Elmire, um estudante de 20 anos, disse à Al Jazeera: "Estou feliz que Macron venceu e que ele vai atualizar o sistema político francês".

Os defensores de Le Pen, entretanto, cantavam "Vamos ganhar!" Em sua sede em Henin-Beaumont.

Eles explodiram em uma interpretação do hino nacional francês, e acenaram bandeiras francesas e bandeiras azuis com o "Presidente Marítimo" inscrito neles.

Thomas Brisson, analista político com sede em Paris, disse à Al Jazeera: "Le Pen ganhou novos eleitores em termos sociopolíticos", incluindo xenófobos e "vítimas da globalização".

"Mas a noite de resultados não foi tão boa quanto Le Pen esperava." Algumas semanas atrás, ela esperava obter algo como 26 por cento. "

(Com Al Jazeera e agências de notícias)

Sindicato se reúne com demitidos do jornal ‘O Dia’

                                   
                                               
O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Município do Rio de Janeiro se reunirá nesta segunda-feira, 24, com os seis profissionais demitidos do jornal ‘O Dia’ para discutir as condições propostas pela empresa para a dispensa. 

O site do sindicato publicou que o método utilizado pelo jornal consiste em uma homologação feita com ressalvas no Sindicato que permite a liberação do saldo de FGTS e a requisição de seguro-desemprego ao jornalista demitido.

A entidade acrescenta que o trabalhador entra com ação na Justiça reivindicando o pagamento das verbas rescisórias (férias e 13º salário proporcionais, reajustes previstos em Convenção Coletiva, entre outros) e é chamado pelo jornal ‘O Dia’ para um acordo que prevê o parcelamento da dívida trabalhista.

Em reunião na tarde desta terça-feira, a diretoria do SJPMRJ cobrou do presidente de ‘O Dia’, jornalista Marcos Salles, que envie cópia de todos os acordos do tipo que foram feitos com jornalistas demitidos da empresa nos últimos anos. Assim, o Sindicato poderá saber se a empresa está honrando os compromissos.

A diretoria do Sindicato também cobrou do presidente de ‘O Dia’ o cumprimento imediato da Convenção Coletiva 2015-2016 de Jornais e Revistas e o pagamento de atrasados, como o 13º salário de 2016.

Alegando grave crise financeira e problemas de caixa, Salles – que assumiu o comando da empresa há cerca de um ano – não garantiu quando poderá honrar tais compromissos. Ele afirmou que, hoje, os salários dos 73 jornalistas da empresa estão em dia, mas o pagamento de horas extras foi suspenso, os depósitos de FGTS seguem em atraso e somente o INSS dos trabalhadores tem sido recolhido à Previdência Social. O plano de saúde dos funcionários foi cortado.

Na reunião também foi abordada a situação da repórter fotográfica Ana Claudia Fernandes, a Cacau, que foi uma das vítimas do acidente com o carro alegórico da Paraíso da Tuiuti. A jornalista estava na Sapucaí a serviço de ‘O Dia’. O presidente da empresa disse que está cuidando pessoalmente do caso e que está prestando assistência à profissional – inclusive financeira.

Além dos diretores do SJPMRJ Márcio Leal e Carmen Pereira e do presidente de ‘O Dia’, participaram da reunião Simone Nascimento, coordenadora de Recursos Humanos da empresa, e Fernando Giménez, presidente do Sindicato das Empresas de Jornais e Revistas do Rio de Janeiro, que mediou o encontro.

(Com a ABI)

sábado, 22 de abril de 2017

Adeus Vaduca


                                                               
                     


José Carlos Alexandre


Estamos de Luto. Morreu Osvaldo Liberato.

Foi jogador de futebol vitorioso. 

Integrou a equipe do Villa Nova e fez o gol mais marcante de minha vida: o da conquista do Campeonato mineiro de 1951, no Estádio Independência, contra o Clube Atlético Mineiro.

Nova Lima, sua terra natal, parou para recebê-lo.Todo mundo foi para as ruas.

Vaduca, seu nome esportivo, fui criado, assim como os demais irmãos, todos jogadores, no campo do 

Villa Nova, desde pequeno lidando com a bola e com outros craques do time.

Dos irmãos, três chegaram a jogar juntos; Osório, Juca e Doca.

Todos integraram o time principal do Villa.

Juca foi para o Atlético e jogou algumas vezes enfrentando um atacante que lhe dava muito trabalho: o irmão Vaduca.

Não demorou muito para o próprio Vaduca  fazer história também no Galo e, portanto, no futebol brasileiro.

Foi mais tarde para Itabira onde chegou a jogar pelo Valeriodoce, foi treinador e administrador de futebol. 

Também trabalhou por mais de 20 anos no América. Ele passou pelas divisões de base e pela gerência administrativa do CT Lanna Drumond e só deixou o clube em março do ano passado.

Segundo familiares, o ex-atleta estava internado há 18 dias no Hospital Vila da Serra por insuficiência renal e morreu em decorrência de uma infecção.
                                                                                                               
Quando era pequeno, estive várias vezes no Estádio do Villa, onde sua mãe,viúva, dona Maria Joana, criava seus filhos e alimentava treinadores , massagistas e jogadores do "Leão do Bonfim", como o time campeão era chamado.

Seu pai havia sido zelador do campo.
                                                          
                              
Vaduca e os irmãos Osório (depois funcionário da Previdência Social), Juca e Doca tinham o privilégio de deparar com o campo de futebol já quando abriam as janelas de sua casa.

Depois era correr para o gramado.

Todos crescer ouvindo histórias do time centenário  que revelou talentos para o futebol nacional.

Encontrei-me com ele algumas vezes em Itabira, como o fizera inúmeras vezes na infância e, ultimamente, no mesmo médico.

Durante toda a vida a  família de Vadua  viu-se envolvida com o futebol. E futebol campeão, já que ele integrou a equipe do Galo vitoriosa em 44 jogos e foi campeão mineiro em 1956 e 1958, além do histórico campeonato de 1951 onde , mesmo machucando-se, fez o gol que levou Nova Lima à loucura.

Vaduca, grande primo, fico-lhe devendo homenagens e mais homenagens. Ainda que tardias.




quinta-feira, 20 de abril de 2017

Assembleias e mobilizações de base organizam construção da Greve Geral em Belo Horizonte

                                                                                                                             Diário Liberdade

Alexandre Zambelli

A construção da greve geral no dia 28 de abril segue em forte ritmo de mobilização e organização. Em Belo Horizonte, vários sindicatos e movimentos aceleram esta construção através de assembleias e plenárias de base, com fim de organizar e deliberar sobre a paralisação geral.

Tecemos um breve panorama da organização atual:

Servidores públicos municipais de Belo Horizonte – representados pelo Sindibel, aprovaram adesão à greve geral no mesmo momento em que deliberaram sobre a resposta da Prefeitura de Belo Horizonte à pauta de reivindicações da Campanha Salarial 2017;

Professores da rede municipal de BH – Além dos servidores em geral, os professores da rede municipal estão sendo orientados pelo Sindirede a participarem da paralisação;

Professores da rede estadual de Minas Gerais – Os trabalhadores em educação suspenderam temporariamente a greve que construíram recentemente, mas permanecem em estado de greve, mantendo, assim, a organização para o dia 28 de abril;

Bancários de BH e região – em assembleia terça-feira (18), decidiram pela paralisação;

Trabalhadores e trabalhadoras do poder judiciário federal no estado de Minas Gerais – O sindicato da categoria (Sitraemg) chamou assembleia para esta quarta-feira (20), também para decidir sobre a paralisação no dia 28;

Petroleiros – Em assembleia realizada nesta quarta-feira (19), foi decidida a paralisação da categoria junto aos terceirizados.

Metalúrgicos – os sindicatos das bases de BH (Sindimetal) e Congonhas (Metabase Inconfidentes) estão com atividades de construção para o dia 28, em especial com mobilização de suas bases;

Metroviários de Belo Horizonte – O Sindimetro já se movimenta para paralisação, assim como ocorreu no dia 15 de março. É um setor que impacta sensivelmente a capital, por envolver uma estrutura de transporte utilizada pela população de boa parte da Região Metropolitana;

Professores da UFMG – Diante da omissão da APUBH até o momento, os professores decidiram por realizar, nesta semana, uma assembleia auto-convocada;

Estudantes da UFMG – irão realizar uma assembleia, semana que vem, para decidirem sobre a paralisação estudantil.

É importante, neste momento, que cada trabalhador cobre de suas entidades uma mobilização para este importante momento de resistência frente aos ataques que todos estamos sofrendo. 

Sabemos que alguns sindicatos evitam a mobilização por temerem alguma perda de controle da categoria e, por isso, é necessária a pressão para, se preciso, passar por cima das direções burocráticas.

(Com a Esquedaonline/Diário Liberdade)

Inaugurado 17º Salão do Automóvel em Shanghai

                                                              
 A Exibição Internacional 2017 da Indústria Automóvel de Shanghai foi inaugurada dia 19 contando com mais de 1.4 mil veículos expostos no evento, provenientes de mais de mil empresas de automóveis de vários países.

Foram exibidos também 113 modelos de carros que farão sua estreia mundial, 159 carros movidos a novas energias e 56 carros conceituais.

O evento, cujo tema é "Compromisso com uma Vida Melhor", apresenta os conceitos e as tendências mais avançadas da indústria automóvel.

O evento irá estar aberto aos profissionais da área de 21 a 23, e ao público geral de 24 a 28 de abril.

(Com o Diário do Povo)

Repórter socorre criança e vira ícone de tragédia

                                                                                                             Fhox
                                      Abd Alkader Habak corre com a criança no colo


A imagem de um repórter correndo com uma criança no colo tentando levá-la para uma ambulância, após um atentado suicida na Síria que deixou 126 mortos, entre os quais 68 crianças, no último sábado (15), vem percorrendo o mundo como símbolo da tragédia que aconteceu a oeste de Aleppo. Uma outra imagem aparece o mesmo fotógrafo em prantos ao lado de uma criança morta.

Abd Alkader Habak, repórter de origem síria que viajava em um comboio de refugiados, não hesitou em deixar a câmara no fundo para ajudar as crianças feridas que estavam entre os ferros e chamas. O carro-bomba foi introduzido no local da tragédia, sob o pretexto de entregar ajuda humanitária em uma área periférica da cidade.

As fotografias em que Abd Habak apareceu salvando a criança e chorando perto de um cadáver infantil, percorreram o mundo com milhares de compartilhamentos pelo Twitter e Facebook e inspiraram a sociedade pela atitude humana. 

O repórter não pareceu se importar com protocolos ou com regras que determinam a imparcialidade jornalística. Ao ver o ataque, ele simplesmente fez o que deveria ser feito e tentou salvar uma criança em apuros.

Quando Abd Habak se sentou, ele pegou a câmera e percebeu que uma criança precisava de ajuda. “Eu olhei para seu rosto e eu pude ver que ele estava respirando. Eu o peguei do chão e comecei a correr em direção à ambulância. Eu não sei o que aconteceu com a criança, mas eu coloquei em uma ambulância e ela a levou para um dos hospitais que estão dentro da zona de conflito.”

Embora sem muita repercussão, além de Abd habak, outros membros da imprensa mundial também se sensibilizaram no momento e tentaram salvar algumas crianças que estavam em apuros no local.
                                                                                                        Reproduçao
Em sua conta do Facebook, Abd Habak compartilhou um vídeo do canal britânico ‘Channel 4’, que mostra o efeito devastador do carro-bomba. Ele conta em primeira mão o horror que ocorreu.

 “Não tenho palavras para explicar o que aconteceu. Eu estava em pé ao lado de um carro que estava distribuindo alimentos para crianças. Eu estava a apenas alguns metros quando de repente houve uma enorme explosão”, diz ele no vídeo.

(Com a ABI)

Olga Benario Prestes, uma comunista nos arquivos da Gestapo

                                     
                Novo livro da historiadora Anita Leocadia Prestes

Publicação Boitempo Editorial

Da Gestapo à memória do Brasil

Esta breve narrativa biográfica contém não apenas preciosidades históricas e raridades documentais – que, por si sós, já valeriam a leitura –, ela oferece a perfeita dimensão da luta diária de Olga Benario Prestes por seus ideais, mesmo nas condições mais adversas. 

A resistência da jovem revolucionária diante da gigantesca e cruel máquina do Terceiro Reich, que a considerava uma “comunista perigosa”, parece ainda pulsar nestas páginas, como se seu coração, calado há 75 anos, ainda batesse. 

Um coração intrépido, que, encarcerado, soube conjugar a luta política, o amor pelo grande companheiro e a preocupação com a educação da filha, de quem fora afastada prematuramente.

Após a abertura dos arquivos da Gestapo, essa filha, a historiadora Anita Leocadia Prestes, debruçou-se sobre as cerca de 2 mil páginas a respeito de Olga, recheadas de documentos inéditos, para trazer à tona informações até então desconhecidas. 

Mais do que peças faltantes no quebra-cabeça da história, os documentos aqui reproduzidos, especialmente a correspondência inédita entre Olga e Luiz Carlos Prestes, nos permitem enxergar o presente com outros olhos.

Ficha técnica

autor
Anita Leocadia Prestes
título original
Olga Benario Prestes
páginas
144
Peso
350 gr
ano de publicação
2017
isbn
9788575595497