domingo, 21 de setembro de 2014

Heróis e presos. 5 vezes Cuba, a história não contada.


                                                             

1976, uma bomba é colocada na embaixada de Cuba em Portugal. Morrem duas pessoas.
06 e outubro do mesmo ano. Duas bombas explodem em um avião civil da companhia cubana de aviación. 73 pessoas morreram, entre elas, toda a equipe cubana juvenil de esgrima que havia acabado de ganhar os jogos pan-americanos.

Entra as décadas de 1970, 1980 e 1990, Cuba, que já sofria com o isolamento provocado pelo embargo econômico imposto pelos Estados Unidos, e tinha na agricultura e depois no turismo, opções de desenvolvimento, sofreu uma série de atentados terroristas.

Os campos agrícolas eram pulverizados com pragas. Bombas explodiram em hotéis e restaurantes. 
Todos esses atentados foram atribuídos, e alguns assumidos, por grupos anticastristas de Miami, formados por cubanos que chegaram aos estados unidos logo depois da revolução cubana em 1959. 

Pessoas de classe média e alta, que antes viviam privilégios em cuba, sob o comando do ditador Fulgêncio Batista e, em território norte-americano, seguiam na luta para tirar Fidel Castro do poder. 

Para combater as ações desses grupos em Cuba, no início da década de 1990, foi montada a rede vespa. Uma rede de informantes cubanos, que se infiltrariam em Miami para tentar impedir que o terror continuasse.

Cinco deles foram descobertos e presos nos Estados Unidos em 1998.

É a história deles, que vai ser contada, no Melhor e Mais Justo.​

Melhor e Mais Justo exibido em 11/09/2014
Tema: Heróis e presos. 5 vezes Cuba, a história não contada.

Tributo ao criador desde sua criação

                                                           
Proclama a Uneac o comandante da Revolução Juan Almeida membro de honra, post mortem, da organização

PEDRO DE LA HOZ

A um lustro de sua morte, a União de Escritores e Artistas de Cuba (Uneac) proclamou o comandante da Revolução Juan Almeida Bosque membro de honra da organização.

A distinção, concedida com caráter póstumo, foi tornada pública pelo presidente da Uneac, Miguel Barnet, durante uma homenagem prestada pelos escritores e artistas a um combatente que combinou a ação revolucionária com a escritura de canções memoráveis, poemas e testemunhos.

Um colóquio, presidido pela historiadora Ivette García e organizado conjuntamente pela Associação de Escritores e a Comissão José Antonio Aponte, também abordou diversas facetas da vida e obra de Almeida. (Com o Granma)

Filhos de desaparecidos da ditadura argentina resgatam passado através da literatura

                                                                     


"Não esquecer, nem perdoar": mural em homenagem às Mães da Praça de Maio em Buenos Aires

Geração de escritoras e escritores narra anos de violência e repressão através de seus pontos de vista
      
Carlos Reusser Monsalvez
                                                   
Era o dia dois de setembro de 2003 quando Néstor Kirchner, então há pouco eleito presidente da Argentina, promulgou a norma que anulava as leis do Punto Final e da Obediencia Debida, que garantiam impunidade aos militares golpistas e torturadores. 

Em março do ano seguinte, inaugurando o Museu da Memória que ele idealizou no edifício que abrigava a Esma, a Escola de Mecânica da Armada, onde milhares de pessoas argentinas foram torturadas e mortas, Kirchner declarou: “Como Presidente da Nação Argentina, venho pedir perdão por parte do Estado nacional pela vergonha de ter silenciado sobre tantas atrocidades durante vinte anos de democracia. Falemos claramente: não é rancor nem ódio a nos guiar e a me guiar, apenas a justiça e a luta contra a impunidade. Os responsáveis por esses eventos tenebrosos e macabros, por tantos campos de concentração como a Esma, têm só um nome: são assassinos repudiados pelo povo argentino.”

A partir daquele momento, sem mais ser obrigada a lutar para “existir”, uma geração de escritoras e escritores que tinha visto pessoas de suas famílias morrerem sob os golpes da repressão ou desaparecer no oceano Atlântico pôde começar a narrar os anos da violência e da ditadura através de seus pontos de vista. 

Militantes sobreviventes já tinham produzido ótimos livros, entre os quais obras-primas como “Recuerdo de la morte” (“Lembrança da morte”, em tradução livre), de Miguel Bonasso. Agora o testemunho da narrativa passava às pessoas que tinham vivido aqueles eventos não como protagonistas adultos, mas como crianças, como espectadores e vítimas, frequentemente inconscientes, da aniquilação de suas próprias famílias.

Aquela geração se pôs a acertar as contas com a memória através da literatura. A memória, pessoal e/ou coletiva, é um dos instrumentos principais de pessoas que narram em suas abordagens da realidade. Parece simples: minhas recordações são (deveriam ser) minha “verdadeira realidade”. No entanto, não é nada simples. 

Os mais recentes estudos sobre o funcionamento do cérebro humano confirmam esse fato, mas para romancistas a falibilidade da memória não é uma descoberta nova. Muitas já tinham descoberto há tempos que a memória não é um armário ou uma geladeira de que se retiram as recordações à medida que se precisa delas. 

A memória é complexa: não somente acumula, registra, estoca, arquiva... Ela elimina, reduz, corta, infla, estica, adiciona, agiganta, mistura, confunde. A memória fabula, narra. A memória inventa.
E isso é verdade também para a história pessoal recente. Assim confirmaram em outubro de 2013, em Buenos Aires, escritoras e escritores reunidos em um seminário organizado pelo Departamento Lectura Mundi da Universidade Nacional de San Martin, intitulado “Narrativas do real: histórias e memórias”. 

Laura Alcoba, Félix Bruzzone, Julián López, Mariana Eva Pérez, Raquel Robles, Ernesto Semán e Ángela Urondo contaram como, a partir de 2003, se sentiram livres para encarar as histórias de suas famílias sem mais constrangimentos e como, cada um a seu modo, a partir de suas próprias lembranças ou dos fiapos de memórias, elaboraram histórias que, mesmo quando parecem relatos pessoais ou autobiografia pura, conservam as características da ficção.
                                                            
“Pequeños combatientes”, de Raquel Robles, por exemplo, é a história, contada em primeira pessoa, com uma voz fresca e adolescente, de uma garota de doze anos e seu irmão de oito, crescidos na clandestinidade e que vivem com os avós. 

Os irmãos estão convencidos de que os pais estão ainda a combater aquela “guerra” na qual também eles se sentem envolvidos: são, de fato, “pequenos combatentes”, que pouco a pouco se dão conta do desaparecimento dos próprios pais. 

O romance parece a simples narrativa da história real de Raquel Robles, que é engajada na luta de organizações pelos direitos humanos e é filha de desaparecidos da ditadura. A autora, no entanto, explicou que partiu de um grumo confuso e indistinto de lembranças da infância que depois desenvolveu de acordo com as regras da ficção, buscando a “voz” do romance na filha, que tem a mesma idade da protagonista.

Emblemático também o caso de Ángela Urondo. Em junho de 1976, Ángela tinha apenas onze meses quando o automóvel em que viajava com os pais, ambos militantes montoneros, foi parado e cravejado de balas por militares nos arredores de Mendoza. 

O pai, o escritor Paco Urondo, morreu no local. Alicia Raboy, a mãe, jornalista, correu com o bebê nos braços tentando se salvar, mas não conseguiu. Acabou na Esma e depois desaparecida. Ángela foi sequestrada pelos militares, entregue em um orfanato e depois à avó materna, que prometeu criá-la em comum acordo com a família Urondo.

Porém, sem avisar à outra avó, decidiu dá-la em adoção à sobrinha, que a partir de então cortou os laços entre os Urondo e a menina. A pequena Ángela sabia que seus pais biológicos estavam mortos, mas acreditava que tinham falecido em um acidente de carro. 

A família adotiva não lhe disse nem ao menos que tinha um irmão e uma irmã, essa última também desaparecida. Ángela descobriu de fato quem é somente quando, aos dezenove anos, o irmão veio “resgatá-la”. 

Começou então a lutar para recuperar sua própria identidade, seu sobrenome, e iniciou uma causa de “desadoção” (seu próprio neologismo). “Era uma causa civil contra meus pais adotivos, com a qual solicitava à justiça a anulação da adoção. 

Geralmente, adoções são irreversíveis. Fiz algo fora da norma, mas era um direito meu.” Esse direito lhe foi reconhecido cerca de dois anos depois, quando ela finalmente pôde se chamar Ángela Urondo Raboy. No meio tempo, começou a escrever para contar sobre seu doloroso percurso de reconstrução da própria história pessoal, para tornar público um drama que não era só privado.
                                                                            
“¿Quién te creés que sos?” (“Quem você pensa que eu sou?”) é o livro que resultou de todo o processo. Um livro não linear, construído como um quebra-cabeças, em que adquirem sentido até os sonhos recorrentes da autora adulta que, como ela vem a descobrir somente mais tarde, resgatam as cenas terríveis que ela viveu quando bebê.
  
Também dramático é o caso narrado por Victoria Donda em “Mi nombre es Victoria” (“Meu nome é Victoria”). A obra é menos literária, com um recorte memorialístico e autobiográfico. É a história da reapropriação do nome e da identidade de uma dos tantos hijos de desaparecidos. 

O elemento interessante é que ela permanece suspensa em uma terra de ninguém, entre duas famílias: não há o final feliz do retorno à família originária, com o acolhimento regado a lágrimas. Pelo contrário: na família de sangue ela encontra também o responsável pela denúncia e pelo desaparecimento dos próprios pais. 

A família, longe de ser um recanto de paz, é um lugar de conflitos políticos irreconciliáveis. E dramática também é a permanência na família de adoção: o tio da família de sangue era um repressor amigo do pai de adoção. Uma descoberta inquietante: “trata-se de uma pessoa que eu chamava de ‘tio’, que me foi apresentada como meu padrinho de batismo (...). Meu pseudo padrinho, Héctor Febrés, responsável pelo “setor quadro” da Esma, o setor das mulheres grávidas. O homem que me tirou dos braços de minha mãe. Meu sequestrador”, narra Victoria no livro.

O amor de Victoria pelos pais montoneros se desfaz frente à figura do tio Adolfo, irmão e traidor do pai de sangue, conhecido como “Geronimo” pelas pessoas que torturava. Victoria passa então a descrever o relacionamento conflituoso e angustiante dos avós paternos com o filho torturador, o senso de culpa... A família se quebra, como se quebra a sociedade argentina, mas de maneira talvez mais dramática. 

No fim, Victoria consegue recuperar um contato distante com os avós postiços e mantém um relacionamento com os pais adotivos, que respeitaram a escolha de sua militância política à esquerda, maturada antes de conhecer sua verdadeira história e identidade (quando ainda não era Victoria, mas Analía). 

Ela não sente necessidade de excluí-los da rede familiar, e sua relação com a irmã adotiva é melhor do que com a irmã de sangue, também criada em uma família conservadora, mas que não tem interesse em iluminar seu próprio passado.
                                                             
Para Victoria, por fim, família é acima de tudo o grupo de militantes que permaneceu ao seu lado: os jovens dos Hijos, as Avós da Praça de Maio, e as figuras mais maduras no movimento, a quem atribui um papel paterno – aqueles que sente mais próximos ao percurso de luta dos pais desaparecidos. A militância é um modo para “aumentar a amplitude do termo ‘família’”, como escreve Victoria, além dos vínculos de sangue e de adoção.

E ao fim, uma surpresa: quase todas e todos esses escritores e escritoras reivindicam o “direito ao esquecimento”. Escrevem, talvez, para poder esquecer. Atenção: passar uma borracha sobre o que aconteceu está bem distante de suas intenções. 

Pelo contrário: só se pode esquecer algo que conhecemos e tornamos profundamente nosso. Agora as “últimas vítimas diretas da ditadura”, como algumas dessas pessoas se definem, não precisam mais dar seu testemunho. Agora, talvez, para essas pessoas seja finalmente hora de viver.

Tradução: Carolina de Assis (Com Opera Mundi)

sábado, 20 de setembro de 2014

Despejo de família de trabalhadores causa irritação




Brasil - A Verdade - A população do bairro Nossa Senhora de Fátima, em Nova Lima, indignada com a falta de política de moradia e os constantes despejos feitos pela prefeitura municipal, fechou a rodovia MG30 na última quarta-feira com pneus e madeiras em chamas para protestar contra mais um despejo.

O morador que teve a casa demolida, Hebert Duarte, conta que não recebeu nenhuma notificação e no momento do despejo estava em viagem, trabalhando. "Moro aqui há mais de 20 anos e só nesta casa havia cerca de 13 anos. Não recebemos comunicado da prefeitura e por pouco eles não derrubavam com meus móveis dentro. Meus amigos que retiraram os móveis num momento em que o trator atolou." 

A prefeitura disse que a área será utilizada para construção de uma Unidade Básica de Saúde, mas não apresentou nenhum projeto e não fez nenhum debate com a população. Os moradores não acreditam na promessa e ainda que fosse de fato construída a Unidade de Saúde, os moradores despejados deveriam ter garantido o direito constitucional à moradia.

Outra residência foi ameaçada de despejo, também sem ordem judicial, mas os moradores garantem que não irão deixar acontecer, mesmo que tenham que ir para o confronto com a polícia e fazer novas manifestações.

Na manhã de hoje, 19/09, os moradores aguardam organizados a chegada da polícia e dos fiscais da prefeitura, que ameaçaram o morador Ronivon Souza de despejo. Segundo ele, "o investimento na construção foi alto, cerca de 60 mil reais. Isso são anos de trabalho e já estava sonhando com a minha casa totalmente pronta". Roni, como é conhecido pelos amigos, disse que não vê sentido em aceitar um despejo desses e que irá resistir até a morte se for o caso, pois não tem pra onde ir.

O Movimento de Luta nos Bairros, Vilas e Favelas – MLB – acompanha esta luta e auxilia os moradores a organizar a resistência, com a experiência de mais de 15 anos de luta pela moradia, pela reforma urbana e contra os despejos. O direito à moradia é garantido na constituição e se o poder público não respeita esse direito por bem, vai ter que respeitar na marra! (Com o jornal  AVerdade/Diário Liberdade)

sexta-feira, 19 de setembro de 2014

CONHECIMENTO COMPARTILHADO

                                                                


Bibliotecas podem digitalizar livro sem autorização, decide corte europeia

Aline Pinheiro

O Tribunal de Justiça da União Europeia decidiu que o direito dos autores pode ser flexibilizado em prol do compartilhamento do conhecimento. Por isso, uma biblioteca pode digitalizar uma obra mesmo contra a vontade do detentor dos direitos autorais e disponibilizar essa obra para o público. O documento digitalizado pode até ser impresso ou salvo em cartões de memória pelos leitores, mas, nesse caso, é necessário que seja paga uma quantia ao autor, como se a obra tivesse sido comprada.

A decisão da corte, anunciada recentemente, joga luzes sobre como as bibliotecas têm de se portar frente ao aumento da procura por livros digitais, os chamados e-books. Pelo entendimento firmado, ainda que a editora ofereça à biblioteca a obra digitalizada, esta pode recusar e fazer a sua própria digitalização.

O julgamento aconteceu num pedido de esclarecimentos feito pelo Tribunal Federal de Justiça da Alemanha. Lá, uma biblioteca se negou a adquirir a versão digital de determinados livros e decidiu escanear a obra para disponibilizar para os usuários em seus terminais de leitura. A editora não gostou e reclamou à Justiça, alegando ser a detentora dos direitos autorais.

Como regra geral, cabe ao autor o direito exclusivo de autorizar ou proibir a reprodução e comunicação das suas obras. A Diretiva 2001/29/CE do Parlamento Europeu, no entanto, prevê algumas exceções. Uma dessas exceções garante que as bibliotecas disponibilizem em computadores internos a obra para os leitores acessarem.

Ao analisar o conflito, o Tribunal de Justiça da União Europeia considerou que esse direito das bibliotecas também garante a elas que digitalizem obras sem consultar seus autores. Esses livros devem ficar disponíveis gratuitamente apenas em computadores internos. O tribunal avaliou que o leitor pode imprimir ou salvar partes da obra em um cartão de memórias. Mas, nesse caso, deve ser paga uma contrapartida ao detentor do direito autoral. (Com a Conjur)

A Hora do Dinossauro no Stonehenge

                                                 

Neste sábado,  20/09 às 18 horas ao vivo diretamente do Stonehenge Rock Bar faremos a 1ª transmissão ao vivo do meu programa A Hora do Dinossauro com a participação da Banda Concreto a entrada será Franca, no horário do programa a banda tocará e dará entrevistas falando sobre novo EP a ser lançado e ainda com participação do publico presente 

Formato: ENTRADA FRANCA

14h - Abertura da Casa - som DJ Dinossauro
18h - Inicio Programa e Transmissão - participação Banda Concreto e público
19h - Fim Programa e continua - som DJ Dinossauro
20h - Fechamento do evento 



Gales e Irlanda do Norte pressionam Londres por 'mesmos direitos' da Escócia após referendo

                                                                              
                                                                                          Efe/Divulgação

“O que é oferecido para a Escócia tem de estar disponível para o País de Gales também”, afirmou o líder do Partido de Gales, Leanne Wood
      
Após o plebiscito escocês, que decidiu pela manutenção da Escócia como parte do Reino Unido por 55% dos votos, contra 45% de independentistas, o primeiro ministro britânico, David Cameron, se comprometeu a aumentar os poderes da Escócia, tal como prometido na campanha. Isso abriu a brecha para que outras nações do país reivindiquem, no mínimo, os mesmos direitos que serão outorgados aos escoceses.

Com participação de 84,5%, o referendo bateu recorde histórico no Reino Unido

Em discurso logo após a divulgação do resultado na manhã desta sexta-feira (19/09), Cameron assegurou que as ações para a Escócia serão acompanhadas de uma revisão da situação no País de Gales e na Irlanda do Norte. Mas, ressaltou: “é preciso também ouvir a voz da Inglaterra”.

Um ponto que poderá ser revisto é a chamada questão de West Lothian, que leva o nome da circunscrição do deputado Tam Dalyell, que a formulou em 1977. A controvérsia passa pelo fato de que os representantes de Irlanda do Norte, Gales e Escócia têm papel decisivo nas questões relativas à Inglaterra, mas não possuem a mesma autonomia com relação às nações que representam.

“Da mesma maneira que a Escócia votará no Parlamento escocês sobre assuntos fiscais, gastos e políticas sociais, também Inglaterra, assim como Gales e Irlanda do Norte, deveriam votar sobre estas matérias”, ressaltou o primeiro ministro, que acrescentou que isso “deverá ocorrer em paralelo e ao mesmo ritmo que a aplicação do acordado com a Escócia”.

Gales

Para além das promessas de Cameron, o líder do Partido de Gales (Plaid Cymru), Leanne Wood, disse, em entrevista à agência Russia Today, que agora o País de Gales precisa garantir que as demandas e necessidades específicas que apresentam também serão ouvidas.

Wood afirmou ser cético sobre se as promessas feitas à Escócia serão realmente cumpridas. “O que eu diria é que, no mínimo possível, o que é oferecido para a Escócia tem de estar disponível para o País de Gales também. Há um risco muito real de termos a segunda ou terceira classe de descentralização aqui no País de Gales, enquanto uma descentralização de primeira classe está sendo oferecida para a Escócia. E essa situação não é aceitável – precisamos de uma primeira classe de descentralização aqui também”.

De acordo com o político, as pesquisas de opinião indicam que a população aspira por mais descentralização e é um “excelente momento para garantir que Gales deixe de ser a nação espectadora, como fomos ao longo desta campanha, e que asseguremos que nossas necessidades e demandas estejam no centro deste debate”.

Irlanda do Norte

O primeiro-ministro da Irlanda do Norte, Peter Robinson, também defendeu mais direitos. Ele declarou que as discussões devem ser tomadas a partir de agora por todo o Reino Unido, não por um subcomitê de gabinete ministerial.

Políticos da Irlanda do Norte pretendem manter a fórmula atual de cálculo para definir o gasto público no Reino Unido e diminuir os impostos para as empresas. Além disso, eles defendem a transferência total dos poderes fiscais de Londres para a Irlanda do Norte.

“Há acordo sobre uma série de questões. Todas as partes concordam que nós devemos ter o poder de definir nossos níveis de impostos sociais. Nós também pediremos ao governo britânico que transfira todos os poderes fiscais para a Assembleia”, afirmou Robinson. (Com Opera Mundi)

René González em entrevista ao "Avante"

                                             


«Sentimo-nos heróis como qualquer cubano»

Hugo Janeiro (texto)


René González, preso e condenado pelos EUA num processo político, esteve na Festa do Avante!. Ao Órgão Central do PCP o patriota cubano, libertado após cumprir a sentença, rejeitou ser um arquétipo e sublinhou a heroicidade de Cuba e do seu povo; denunciou os EUA como os principais promotores do terrorismo e explicou como resistiram os cinco anti-terroristas, três dos quais (Antonio, Ramón e Gerardo) permanecem encarcerados apesar da crescente exigência da sua libertação, pelo que, nota, «este é o momento para que o governo norte-americano tome a decisão correcta: aplicar a justiça e libertá-los».


Sentes-te um herói?

Nunca aspirei a tal. Todavia, as circunstâncias colocaram-me e aos meus quatro companheiros em condições especiais no confronto com o imperialismo norte-americano. Sentimo-nos heróis como qualquer cubano. Tão heróis como os alfabetizadores que caminham nas ruas do meu país, como os que combateram em Playa Girón [aquando da invasão da Baía dos Porcos pelos EUA, n.d.r.], como os que foram para Angola ou para a Etiópia; heróis como os que saem de Cuba para ensinar a ler e a escrever ou para assistir milhares de pessoas que, de outro modo, não teriam cuidados médicos.
Nas circunstâncias em que nos colocou o governo dos EUA, assumimos o compromisso de representarmos com dignidade o nosso povo.

Mas ainda que te sintas parte dum colectivo heróico, não foi assim que foste recebido pelos visitantes da Festa do Avante!…

Creio que a forma como fui tratado traduz o reconhecimento do papel de Cuba no mundo. Expressam para comigo o carinho que têm por Cuba, o que é uma grande responsabilidade, pois compromete-me cada vez mais com o projecto cubano e com a solidariedade que o meu país sempre prestou aos povos.

Estiveste mais de 12 anos preso nos EUA. Passaste seguramente por muitos momentos, uns mais difíceis que outros. O que nos podes dizer sobre esse período?

Dizemos em Cuba – e em Portugal devem ter uma expressão semelhante – que «o que não mata, engorda». Nos EUA, diz-se: «se não te mata, faz-te crescer». Quando fomos presos, decidimos que não íamos morrer. Portanto, crescemos.

Procuramos reter da experiência a sua parte sã, o que não é apenas uma forma de resistir mas, sobretudo, o caminho para sair vitorioso. Obviamente que o governo norte-americano tentou quebrar-nos com as condições de detenção e os castigos, mas se sais desanimado, amargurado, com a saúde arrasada, eles derrotaram-te. Esse era um luxo a que não nos podíamos dar!

Em certa medida o governo norte-americano ajudou-nos a sobreviver na fase mais penosa porque foi sempre muito imoral. Inventou este processo e manipulou-o expondo-se e aos seus propósitos políticos. A partir de determinado momento, perdemos-lhes completamente o respeito. O governo dos EUA deixou o que lhe restava de dignidade na sala de audiências.

No final, a combinação de estarmos a fazer o correcto, o justo, com a baixeza do processo e dos acusadores – tudo somado ao apoio e à solidariedade que foi crescendo –, tornou-nos mais fortes.
                                                                                           
No covil terrorista

A missão que vos cabia era recolher informações sobre os grupos e acções terroristas contra Cuba, promovidas a partir dos EUA. Isso levou-te a trabalhar no «coração» dos grupos terroristas anti-cubanos, que ficaste a conhecer como ninguém. Como actuam?

Quem se der ao trabalho de estudar a história recente, facilmente descobrirá que não existe maior organização terrorista do que o governo norte-americano. Os EUA criaram a Al-Qaeda, que utilizaram como instrumento contra os soviéticos no Afeganistão. Depois de ter sido libertado e de ter derrotado o apartheid, Nelson Mandela permaneceu na lista de personalidades que os EUA consideravam terroristas. Até recentemente, os terroristas levavam a guerra à Síria com o apoio dos EUA, e agora vemos as consequências da situação no Iraque. Ora, a história com Cuba não é diferente.
Como bem disseste, estive entre eles. Os terroristas têm um traço em comum: a desmoralização enquanto seres humanos. Move-os o ódio, a vingança, perdem a noção do que é justo e admissível, por isso não observam qualquer padrão ético.

Estive entre pessoas que planeavam lançar um avião contra a Praça da Revolução, em Havana, ou metralhar hotéis porque consideravam que matar turistas em Cuba era bom para a sua causa. Acompanhei planos para liquidar dirigentes da revolução cubana, ou a preparação de assassinatos de pescadores cubanos, acções que eles consideravam benéficas para os seus objectivos.

O que é preocupante é o apoio dos EUA a estes projectos e intentonas reflectir a política externa norte-americana.

Eram claros os mecanismos de financiamento dos grupos terroristas?

O financiamento começou a ser feito pela CIA nos anos 60 do século passado, quando os EUA apoiaram grupos armados no interior de Cuba e promoveram a invasão da Baía dos Porcos. Ao longo do tempo, estes grupos foram ganhando importância social, foram criando uma rede de interesses, ganharam proeminência em Miami e passaram a gerir negócios de onde sai o dinheiro para organizações monstruosas como a Fundação Cubano-Americana.

Outra fórmula enquadra os menos capazes, menos habilitados. Estes dedicaram-se logo ao narcotráfico. A mim propuseram-me em várias ocasiões participar no tráfico de droga, por isso pude notificar tantas vezes o FBI e neutralizar algumas acções e grupos terroristas.
Em suma, o terrorismo encontra vários mecanismos para se financiar, alguns mais «legais» e abertos do que outros. A questão fundamental é que Cuba tem sabido e tem conseguido resistir, defender-se, não apenas através de nós, os Cinco, mas pela acção de todo o seu povo. De uma maneira ou de outra, todos os cubanos foram já chamados a defender o seu país do terrorismo e o facto é que sempre o fizeram com brio.

Lutar pela liberdade
                                                                         
O René e o Fernando González saíram da prisão depois de cumprirem as respectivas penas. Gerardo, Antonio e Ramón permanecem presos. Os recursos nos tribunais estão esgotados. Como é possível libertar os três patriotas cubanos que os EUA mantêm presos apesar do crescente movimento de exigência da sua libertação, particularmente em território norte-americano?

O nosso caso foi sempre político. Qualquer saída legal não será outra coisa senão uma decisão política disfarçada de judicial. Como bem implica a pergunta, julgo que muita coisa mudou nos EUA nos últimos anos. Até recentemente, o governo norte-americano não perdia nada em manter-nos presos. Já não é assim.
O peso da solidariedade faz-se sentir. Muita gente de boa vontade denuncia o crime cometido contra os Cinco, independentemente de ter, ou não, as mesmas posições políticas e ideológicas que nós. Este facto é importante. Nós não exigimos que concordem connosco no projecto de sociedade que defendemos. Apelamos a que repudiem a violação grosseira dos mais elementares direitos, do direito à Justiça que nos foi negado e exijam o fim da monstruosidade a que fomos sujeitos.

Dentro da sociedade norte-americana há já uma postura diferente em relação aos Cinco porque também o há em relação a Cuba. Este é o momento para que o governo norte-americano tome a decisão correcta: aplicar a Justiça e libertar os três companheiros que permanecem detidos.

Sempre pedimos que os juízes aplicassem a lei norte-americana. Eles não o fizeram por razões políticas. Podem agora tomar a decisão inversa, mas isso implica um aumento da pressão sobre a Casa Branca, que deve sentir que privar Antonio, Gerardo e Ramon da liberdade é insustentável.


Tens mantido contacto com Antonio, Gerardo e Ramón?

Sim, estão bem, determinados e cientes da sua razão. Já passaram 16 anos e isso tem consequências na sua saúde para além das maleitas normais da idade. A pior doença, porém, é continuarem presos.

Entrevista publicada no “Avante!” nº 2129, 18.09.2014 (Com o diarioinfo)

Seis por meia dúzia

                                    


"Trocar a Dilma pela Marina é trocar seis por meia dúzia".  Afirmou ontem em Venda Nova, o candidato do PSDB a presidente da República, Aécio Neves

DIVERSIDADE


                                             
Preconceito na mídia

Alberto Dines | Programa nº 742 | 16/09/2014 | 0 comentários

       
A mídia combate ou fortalece preconceitos? Racismo, xenofobia, intolerância religiosa, psicofobia, preconceito contra portadores de necessidades especiais, quanto à idade, à classe social, ao gênero e até a quem pensa diferente. Tudo o que leva à discriminação, impedindo que cidadãos de minorias tenham os mesmos direitos e sejam respeitados igualmente, deveria ser denunciado pela mídia e os responsáveis, punidos. O respeito à diversidade, sem hierarquização ou privilégios, está na Constituição e é função dos veículos de informação ajudar a promovê-lo. A missão não parece fácil.

Historiadores apontam que o preconceito existe desde a época das tribos. Mas a civilização, em sociedades mais educadas e instruídas, deve reprimir comportamentos excludentes. Há o preconceito flagrante, uma maneira de discriminação que geralmente envolve violência, xingamentos, agressão física e verbal, e é de fácil percepção e até de denúncia – como ocorreu com os jogadores de futebol, Daniel Alves, do Barcelona, e recentemente com o Aranha, do Santos, xingados de macacos, com forte repercussão nas redes sociais.

O Observatório da Imprensa quer debater a abordagem dos preconceitos pela imprensa tradicional e pelas mídias digitais, que espalham e amplificam qualquer opinião, mesmo quando se configura crime. (Com o Observatório da Imprensa)

Oração a um trabalhador - Victor Jarra

Victor Jara: a voz do Chile socialista de Salvador Allende

                                                                     
Cancioneiro e poeta, compositor popular, professor e ativista político (era membro do Partido Comunista do Chile), além de dramaturgo e apaixonado pelas raízes folclóricas da Nueva Canción Chilena, Victor Jara era um letrista engajado e autor de músicas que arrebatavam a classe operária (“Te Recuerda Amanda”).

E esta voz foi eliminada brutalmente pelos golpistas chilenos, liderados pelo facínora general Augusto Pinochet. As primeiras falsas certezas asseguravam que ele fora levado para o Estádio Nacional [usado como campo de prisioneiros e de extermínio] onde lhe teriam decepado as mãos de músico antes de executá-lo, como ocorrera com Che Guevara após sua captura na Bolívia — só que Guevara já estava morto ao ser mutilado.

Na verdade, Victor Jara sequer conseguiu chegar ao Estádio Nacional. Morreu numa arena menor. No centro de detenção improvisado do Estádio Chile foi logo identificado por um oficial e teve uma primeira avalanche de chutes e coronhadas à vista de todos. 

Com várias costelas quebradas e um olho inutilizado, permaneceu imóvel 24 horas ao alcance da bota militar, sem alimento ou água. Naquele mesmo estádio, quatro anos antes, fora aclamado vencedor do primeiro Festival da Nueva Canción Chilena com “Oração de um trabalhador”.

No domingo dia 16/9/1973 circulara a notícia de que alguns detentos seriam libertados, o que levou os demais a escrever mensagens para esposas, filhos, pais, amigos. Victor Jara foi um dos mais ansiosos. Só parou ao ser arrastado por dois soldados até uma saleta de transmissão do estádio. Mas conseguiu deixar para trás as duas folhas de papel que escreveu, rapidamente escondidas pelo advogado Boris Navia.

Não eram cartas para a mulher nem para as filhas. Era um poema. Não tinha título. Descrevia o ambiente à sua volta. Foi-lhe dado, post mortem, o título “Estadio Chile”.

Os detentos fizeram duas cópias, entregues a um estudante e um médico que seriam libertados. Um deles foi revistado. Navia, que escondera o manuscrito original numa fenda aberta na sola do sapato, foi levado para o centro de torturas do velódromo. Mas a terceira cópia alçou voo e correu mundo.

A última visão que Navia e seus companheiros tiveram de Jara foi do seu espancamento a golpes de fuzil na saleta do estádio. No final da mesma tarde, cruzaram o saguão principal para serem transferidos para o Estádio Nacional. Ali se depararam com cerca de 50 cadáveres espalhados pelo chão. Entre eles, o de Victor Jara.

O Estádio Chile foi rebatizado de Estádio Victor Jara. As fitas máster das gravações do músico que a ditadura se empenhou em destruir foram laboriosamente substituídas por outras versões. Brotaram remixagens, remasterizações, foi lançada uma caixa com 9 CDs, republicada uma antologia com seus poemas. Bandas jovens o interpretam como um dos seus, companheiros velhos o cantam como no passado. 

No próximo dia 28 de setembro, Victor Jara faria 82 anos.

Adaptação do texto "40 anos depois, o Chile canta Victor Jara", de Dorrit Harazim, publicado no jornal O Globo, em 9/9/2013. (Com Prestes a Ressurgir)

terça-feira, 16 de setembro de 2014

Contra a safadeza na política, vote PCB, vote 21

Academia Brasileira de Letras lança aplicativo de consulta sobre a língua portuguesa

                                          
A Academia Brasileira de Letras lançou um aplicativo gratuito para dispositivos móveis que permite ao usuário ter acesso aos quase 400 mil verbetes do Vocabulário Ortográfico da Língua Portuguesa (Volp). A ferramenta está disponível para os sistemas operacionais iOS e Android.

Segundo a EBC, o usuário pode digitar a palavra ou expressão em seu tablet ou smartphone e conferir a grafia correta, flexões, classificações gramaticais e outras informações, tudo de acordo com o novo Acordo Ortográfico. Além disso, as opções de navegação são customizáveis.

A expectativa da Academia é que o aplicativo responda à demanda das quase 1,6 mil perguntas sobre gramática e ortografia feitas mensalmente por internautas no site da entidade.

Trincheira do Flávio Anselmo

                                                                       

NUMA DECISÃO INCOMUM, TRIBUNAL TIRA 21 PONTOS DO AMERICA E JOGA O TIME PRA LANTERNA DA SÉRIE B.




Não sei exatamente o que pensar da decisão da Primeira Comissão Disciplinar do STJD que tirou 21 pontos do América e botou o time na lanterna na série B. Não sei porque outro dia mesmo uma comissão da mesma ordem aplicou uma severa pena no jogador Petrus, do Corinthians, por agressão ao árbitro, e que depois foi reduzida de seis meses pra três jogos.

Um contrassenso absoluto na decisão. Ainda creio que apesar deste susto, o América haverá de reverter a situação no STJD pra uma punição nem tão rigorosa.

Todos sabem que o América foi julgado e perdeu 21 pontos na Série B porque sua incompetente diretoria de futebol permitiu a escalação irregular do lateral-esquerdo Eduardo em quatro jogos da competição. O clube ainda foi multado em R$ 4 mil. Com a decisão, o Coelho despenca da oitava posição pra lanterna somando 12 pontos.

Dos pontos perdidos pelo América, 12 são referentes aos quatro jogos nos quais constou o nome de Eduardo na súmula e nove às vitórias conquistadas sobre Paraná Clube (1 a 0), Oeste (3 a 0) e ABC (1 a 0). O América vai recorrer da decisão no Tribunal Pleno, em data a ser definida. O julgamento teve Joinville e Boa Esporte como terceiros interessados. O JEC foi representado pelo advogado Roberto Pugliese Jr., autor da notícia de infração disciplinar contra o América. O Boa não enviou ninguém ao Tribunal. Por sua vez, o Coelho contou com defesa de Henrique.

Responsável pela acusação, o sub-procurador do STJD, William Figueiredo afirmou que “houve um descuido do América e que o clube deveria ser apenado”. Ele citou o artigo 49 do Regulamento Geral das Competições da CBF (RGC), que impede um atleta de disputar competições nacionais por três equipes diferentes num mesmo ano, como “muito claro” para determinar a punição ao clube mineiro. Também mencionou o artigo 214 do Código Brasileiro de Justiça Desportiva (CBJD), solicitando a perda de 21 pontos ao Coelho.

GAÚCHO DOS NÚMEROS DIZ QUE VANTAGEM DO CRUZEIRO AINDA É CONSIDERÁVEL SOBRE SÃO PAULO. E EXPLICA.



(Superesportes) - O Cruzeiro perdeu o confronto direto com o São Paulo pela liderança do Campeonato Brasileiro. Apesar disso, os quatro pontos de vantagem do clube celeste na ponta da tabela deixam a equipe em situação confortável na disputa pelo título nacional. É o que diz o engenheiro gaúcho Tristão Garcia, especialista em números no futebol e dono do site Infobola. (Em dois jogos, os são-paulinos empataram um e venceram outro)

Ao Superesportes, Tristão explicou que o Cruzeiro ainda tem uma vantagem considerável em relação ao São Paulo, pois joga nove vezes no Mineirão até o fim do campeonato, onde tem 100% de aproveitamento. Já o São Paulo disputará oito partidas no Morumbi e nove fora de casa, algumas delas contra adversários fortes como mandante, como Corinthians no Itaquerão, Grêmio na Arena, Atlético no Independência e Santos na Vila Belmiro.

”Para calcular as probabilidades, fazemos o que chamamos de média qualificada, calculada em cima de uma meta de o clube vencer todos os jogos em casa e empatar fora. O Cruzeiro está cinco pontos acima desta média, enquanto o São Paulo está um ponto abaixo. O São Paulo ontem (domingo), ao vencer o Cruzeiro, não fez mais do que uma obrigação, que é vencer todos os jogos em casa para almejar o título”, analisou Tristão.

PONTUAÇÃO SEGURA; - Jamais um vice-campeão brasileiro fez mais do que 72 pontos. Essa pontuação foi alcançada pelo Grêmio em 2008 e pelo Atlético em 2012. “Essa pontuação do Atlético é falsa em termos matemáticos, porque na última rodada, na verdade, o time já tinha perdido o título. Aí ganhou o clássico do Cruzeiro e chegou aos 72. O Grêmio foi o único vice que chegou à última rodada disputando título, em condições de ganhar, e terminou o campeonato com 72”, ponderou o engenheiro.

Apesar desse histórico, Tristão Garcia acredita que o Cruzeiro não deve trabalhar com este número baixo, para não haver imprevistos pelo caminho, já que o São Paulo vem de uma evolução técnica e pode aumentar muito seu rendimento. “A pontuação realmente segura é 76 ou 77 pontos. Quem chegar a esse número muito provavelmente será o campeão”.

Para alcançar os 73 pontos, o Cruzeiro precisa vencer seus nove jogos em casa. Para chegar aos 76, seria necessário vencer uma partida a mais fora de casa, ou empatar três.
PIOR PERSEGUIDOR; - Tristão Garcia definiu o São Paulo como o pior perseguidor de um clube no Brasileirão. A história mostra que o Tricolor já tirou vantagens grandes de concorrentes e conseguiu o título. Ocorreu em 2008, quando terminou o primeiro turno oito pontos atrás do Grêmio e acabou campeão.

”O São Paulo é o pior perseguidor que um clube pode ter, é o maior pontuador do Brasileiro de pontos corridos e o maior vencedor. Vale ressaltar que nunca uma equipe fez mais de 43 pontos em um returno, essa marca pertence ao Grêmio em 2010. O São Paulo de 2008 fez 42 e foi campeão”, revelou.
Caso repita a excelente campanha de 2008 no segundo turno, o São Paulo terminará o Brasileiro com 78 pontos. Nesse caso, o Cruzeiro teria que vencer pelo menos 11 dos 17 jogos restantes para fazer 79 e assegurar o título.
Jogos restantes do Cruzeiro
No Mineirão:
Atlético-PR, Atlético, Internacional, Corinthians, Palmeiras, Botafogo, Criciúma, Goiás e Fluminense
Fora de casa:
Coritiba, Sport, Flamengo, Vitória, Figueirense, Santos, Grêmio e Chapecoense
Jogos restantes do São Paulo
Fora de casa:
Coritiba, Corinthians, Grêmio, Atlético, Chapecoense, Criciúma, Vitória, Santos, Sport
No Morumbi:
Flamengo, Fluminense, Atlético-PR, Bahia, Goiás, Palmeiras, Internacional, Figueirense



TRINCHEIRA; Só pra dizer que não acredito porra nenhuma nessa histórica de matemática em Campeonato Brasileiro. Prever vitória em casa é papo furado. No futebol, a matemática, ciência exata, cai da arquibancada toda hora.



VAMOS LER PITACOS ALHEIOS: -Não quer dizer que eu concorde com tudo que escrevem meus queridos leitores, mas têm razão em muita coisa. Além do mais, respeito o que dizem, não discuto com eles, e faço da Trincheira um foro de debates. Quem quiser que se manifeste, a favor ou contra.



João Batista escreveu: "Amigo Flávio. Sem dúvida que o pênalti desarticulou o Cruzeiro, mas é inadmissível que esse trapalhão Dedé entregue todos os jogos importantes que o Cruzeiro perde, seja em competições do Brasileirão contra os grandes fora de casa seja fora do país. Esse rapaz precisa aprender a jogar o simples e não achar que joga mais do que ele é capaz. Contra só para lembrar as falhas recentes: Uma trapalhada com o Fred resultou em gol; contra o SP foi uma lástima: amarelado antes dos quinze minutos do primeiro tempo e é claro que faria uma lambança como o fez. Só o Marcelo mantém esse trapalhão na zaga, deixando o Manoel que joga simples no banco. Seria para compensar o alto salário do sujeito que ele pões para jogar e comprometer os resultados? 80% dos jogos que o Cruzeiro perde, tem uma trapalhada desse sujeito, um absurdo! Cadê o Bruno que não volta para fazer a zaga com o Léo e Manoel? Outro que não jogou nada foi o Everton Ribeiro, outro que quando mais o time precisa se perde em campo com toques excessivos, nesta partida forma mais de 12 passes errados do cara. É preciso mais precisão e treinamento para erra menos. Essa de tirar Lucas Silva e deixa o Grossão do Nilton em campo, outra falha do Marcelo... enfim. Bom perder agora no início do returno e acender a lanterna amarela para as correções urgentes. Dois Atléticos nas duas próximas rodadas definirão se o Cruzeiro vai levar ou não este título que já estava em suas mãos com folga, bastava um empate hoje que seguiria mais tranquilo, agora vai ter que correr atrás do prejuízo quer queiram ou não oss mais sensatos, certamente gera um pouco de abalo no grupo e o Pacote tem que recuperar o moral dos seus comandados se não quiser ver um título que já estava em suas mãos escapar pelos dedos. Mais raça, entrega e determinação e menos salto alto, ajudam os times vencedores. Abra o olho Cruzeiro!!!"

Abraço

João Batista de Carvalho

Belo Horizonte


William Renato Lopes - escreveu: gols de cabeça.

Sou atleticano, e gostaria de levantar uma questão que venho observado nos times do Cruzeiro e do Galo.

Não sei se já percebeu, mas o Cruzeiro tem feito muitos gols de cabeça. Acredito que de cada 5 gols do Cruzeiro, 3 ou 4 são de cabeça. Além disso, há um revezamento incrível de jogadores nas cabeçadas mortais: ora Dedé, ora Ricardo Goulart, ora Marcelo Moreno, e por aí vai.

E sempre com a mesma característica: Everton Ribeiro (na maioria das vezes) cruza, quase que sempre da entrada da grande área, buscando o 2º, 3º ou 4º pau. E ali já ficam posicionados de 3 a 4 jogadores azuis, aguardando pelo cabeceio fatal. Chega a impressionar a facilidade que o Cruzeiro tem de fazer gols de cabeça, num futebol tão disputado onde este tipo de gol foi praticamente abolido.

Para um time fazer gol hoje em dia, é toque para lá, toque para cá, com muita burocracia.

Basta ver como jogam atualmente os times da Europa, que já perto da grande área, dão inúmeros toques na bola antes de mandar para o fundo das redes.

O Cruzeiro apenas levanta a bola e manda para o fundo do gol.

Sabe a quê eu atribuo isto?

Na minha opinião, é uma questão de técnico.

Ao meu ver, isto é treinamento muito bem feito pelo Marcelo Oliveira. Parece que ele é um daqueles técnicos que faz o simples. Ao invés de treinamentos mirabolantes, com implantação de doutrinas à lá Pepe Guardiola, parece que ele retorna às origens do futebol básico.

É claro que o Cruzeiro atual não se resume à isto, tem jogadas de velocidade, toques de bola, muita intensidade e disputa.

Mas impressiona esta facilidade nas bolas aéreas.

Creio que por méritos do técnico Marcelo Oliveira, que mostra que está treinando muito bem este time. Quanto ao Galo, burocracia é a marca deste time. Não há gols de cabeça.

Quando um jogador não decide pelo seu talento individual, o time fica à mercê da falta de gols.

Acho que o Levir devia fazer uma reciclagem com o Marcelo Oliveira. Ou voltar às suas origens dos anos de 1994, 1995, quando dirigiu o próprio Atlético. Naquela época, Renaldo deitou e rolou com as bolas aéreas alçadas pelos laterais Paulo Roberto Prestes (1994/1995) e Paulo Roberto Costa (1995).

Acho que vocês comentaristas deviam levantar esta questão.

É algo muito interessante, que deveria ser abordado. Um grande Abraço,

William Renato Lopes

Analista de Sistemas

B. Céu Azul - BH/MG



Paulo Hamacek - BH -  escreveu: "Jogadores superados - Caro Flavio , infelizmente , entra ano sai ano e o América continua o mesmo . È uma pena , a turma da imprensa só meter o pau depois do América atolado . Para o América , jogador bom é o terceiro , quarto reserva , geralmente velho de time ruim . O que o América almeja com esses " craques " ?  Arrebentarem e vende-los por preço alto ?  O atual elenco ( ??) tem 34 jogadores . Para que tanta inutilidade ? Para que tanto dinheiro empregado inutilmente ?  Um bom numero seria em torno de 20 atletas (2 goleiros ) mais jogadores da base .  Quem viu o zagueiro Messias ganhando a Taça MG desse ano , precisa de Adalberto , André ,Vitor Hugo ?  Tem até um Magrão  gordo no plantel .

O Cruzeiro não toma jeito .  O time vai para o ataque e os zagueiros  marcam de longe .  Zagueiro , para não tomar cartão amarelo , não permitir perigo de gol , independente do time estar no ataque tem que colar no atacante . Se estiver colado , cometer falta , não leva cartão .  O Cruzeiro tem tomado muitos gols e cartões assim . Quem corrige isso é o técnico . Como esse Léo é fraco . Zagueiro que vira de bunda com medo da bola  e toma drible fácil , não pode ser zagueiro .  Jogo , como o de ontem , seriam três zagueiros , 2 com marcação homem /homem , desde a linha do meio de campo .. Por essas e outras , os times ruins argentinos ganham Libertadores  Abraços

Wanderley escreveu: "Meu caro Flávio, vc disse tudo. Diretoria Amadora e incompetente (do América). Como é possível contratar alguém no escuro, sem conhecer a "folha corrida" e passada do cidadão. Hoje o Google pode ajudar. Incompetência pura."

Abraços,

Wanderley Pantera

Belo Horizonte

Carlos Antonio Brito Brito , BH, escreveu:

"Enquanto isso, o CUrinthinas escala seu atleta com 180 dias de punição por ter agredido. :( O ajuizada vai fazendo re$ultado$, tirando de uns e dando para os $empre. E o América, na disputa com o vaxxxxxxxxxxxxxxxCU, já está fora do páreo. Isso não é futebol, é uma QUADRILHA com licença para ROUBAR! LIBERDADE ou Rede Globo, Brasil! :( Se você quer mudar alguma coisa neste pais, comece pelo futebol, porra!



TRINCHEIRA: A pornografia, pra quem não gostou, fica por conta do leitor. A coluna republica exatamente o que recebeu.

segunda-feira, 15 de setembro de 2014

Governo chileno anuncia revogação da lei de anistia aprovada durante a ditadura de Pinochet

                                                               
O governo do Chile anunciou na noite de quinta-feira (11) a revogação do decreto-lei aprovado durante a ditadura de Augusto Pinochet [1974-1990], que concede anistia aos agentes do regime. A medida será votada em caráter de urgência e poderá entrar em vigor até o final deste mês, já que o governo tem maioria nas duas casas.

A decisão, que coincidiu com o 41º aniversário do golpe militar e da morte do presidente Salvador Allende, foi anunciada publicamente pelos ministros da Justiça, José Antonio Gómez, e da Presidência, Ximena Rincón.

A revogação do decreto-lei de anistia, que exime de responsabilidade quem cometeu abusos entre 1973 e 1978, foi uma das promessas eleitorais de Bachelet, que assumiu em março a presidência do país, cargo já ocupado entre 2006 e 2010.

Segundo explicou à CNN Chile um dos autores do projeto, o senador Guido Girardi, a medida tem alcance retroativo, o que permitirá abrir processos que a Justiça considerava extintos e julgar os que se beneficiaram da lei.

Para a presidenta da Agrupação de Familiares de Detidos Desaparecidos, Lorena Pizarro, a importância da nulidade da lei de Anistia “para nós é importante porque tem a ver com uma luta histórica, para anular qualquer vestígio da ditadura que tenha tentado permitir a impunidade, estabelecer licença para matar”.

A oposição criticou a medida, sugerindo que a decisão tomada agora tem como objetivo desviar a atenção das explosões que ocorreram recentemente no país. “O Governo deveria preocupar-se com o terrorismo e o desemprego. Os chilenos querem pensar nos assuntos do futuro, não do passado, e custa entender que Bachelet os transforme em uma prioridade. Vai reabrir feridas”, afirmou o presidente da União Democrata Independente (UDI), Ernesto Silva ao jornal espanhol El País.

A Lei de Anistia

Por causa da prisão em Londres do ditador Augusto Pinochet, em novembro de 1998, os juízes chilenos decidiram não aplicar a lei de anistia, que viola a legislação internacional.

No entanto, os familiares das vítimas consideram sua mera existência como uma afronta. O artigo 1º do decreto assinala: "Concede-se anistia a todas as pessoas que, na qualidade de autores, cúmplices ou encobridores, tenham incorrido em fatos delituosos durante a vigência da situação de estado de sítio, compreendida entre o dia 11 de setembro de 1973 e 10 de março de 1978, sempre que não estiverem submetidas a um processo ou condenadas".

Com o avanço da democracia, os tribunais começaram a investigar os crimes cometidos pela ditadura entre 1973 e 1975, apesar da Lei de Anistia, por considerá-los delitos de lesa humanidade, que não prescrevem. No momento de dar a sentença, no entanto, se deparavam com a legislação que tornou impossível no Chile que fossem condenados os responsáveis pelos abusos cometidos nos primeiros cinco anos do Governo de Pinochet.

O governo chileno se comprometeu publicamente nas Nações Unidas a anular o decreto-lei de anistia e para isso apresentou ao Congresso Nacional um projeto de lei nesse sentido.

O anúncio foi feito no dia 8 de julho, depois de ter sido submetido ao escrutínio do Comitê de Direitos Humanos da ONU em Genebra, que vela pelo respeito da Convenção Internacional sobre Direitos Civis e Políticos, da qual o Chile faz parte.

A ONU tinha solicitado ao Chile que anulasse a lei de anistia para que nenhum crime contra a humanidade ficasse impune e para que não houvesse espaço para a interpretação.

O subsecretário de Relações Exteriores do país, Edgardo Riveros, explicou ao comitê da ONU que a lei de anistia não é aplicada, apesar de ainda estar vigente. (Com Opera Mundi)