quarta-feira, 27 de maio de 2015

Contra a precarização


Senador Paulo Paim em BH


                                                                               

O Senador Paulo Paim estará na Assembleia Legislativa às 14 horas de 6ª feira, dia 29, onde falará sobre a situação do País e a luta contra a terceirização, bem como receberá o título de cidadão mineiro. O evento merece a sua presença. 

terça-feira, 26 de maio de 2015

UNIDADE CLASSISTA

                                                                     
Não aos cortes de direitos! Construir a greve geral!

A Unidade Classista considera que é urgente construir um amplo movimento nacional puxado por organizações sindicais e populares de todos os níveis que envolva e mobilize trabalhadores da ativa, aposentados, terceirizados, pensionistas, desempregados e a juventude em apoio à construção da greve geral necessária para enfrentar, de forma exemplar, o governo e suas bases subservientes aos interesses dos patrões. 

As leis impopulares criadas para a saída da crise econômica que eles mesmos provocaram precisam ser revertidas, pois retiram direitos e conquistas da classe trabalhadora como abono, auxílio-doença, seguro-desemprego e pensões, e ainda precarizam contratos de trabalho via terceirizações. 

O sistema judiciário, por sua vez, criminaliza as lutas sociais estimulando ainda mais ataques fascistas contra todos que lutam por melhores condições de trabalho e vida, como fazem hoje muitas categorias profissionais, como a dos professores, em todo o Brasil.

A Unidade Classista, associada a outras organizações, vem participando de todos os enfrentamentos ao capital neste último período. No entanto, estamos convencidos de que não basta o denuncismo, a reação pontual e a luta de resistência heróica de algumas organizações da classe dentro dos limites deste modelo social, político e econômico que procura sair de suas crises cíclicas sacrificando a vida dos trabalhadores. É preciso avançar na luta por mais direitos para os trabalhadores.

Já passa da hora de, em unidade, construir de forma gradual e firme a contra-ofensiva ao capitalismo e à sua superestrutura jurídico-política que põe cabresto nos trabalhadores e amortece a luta de classes no Brasil. Nesse sentido, devemos apontar para a conquista, como patamar inicial, do salário mínimo definido pelo Dieese, que, em abril, era de R$ 3.251,61, numa luta orientada por ganhos reais e não pela pauta de colaboração de classes embutida no campeonato sindical de participação nos lucros e resultados (PLRs), além de demissões negociadas.

No atual estágio do capitalismo mundializado, as soluções encontradas pelas minorias patronais proprietárias das maiores parcelas das terras produtivas do planeta, das indústrias e prestadoras de serviços podem, se não assumirmos a contra-ofensiva dentro de uma perspectiva classista, desembocar em variantes fascistas ou até mesmo, em caso de necessidade extrema, em guerras que aquecem a produção e queimam estoque do chamado exército industrial de reserva.

Diante disso, está na ordem do dia a convocação de um grande Encontro Nacional da Classe Trabalhadora – ENCLAT – precedido por ações unitárias de luta desde as bases, nos locais de trabalho e moradia. Neste fórum construído sem hegemonismo, messianismo ou auto-proclamação, delegações convocadas poderão debater e deliberar democraticamente sobre as lutas contra-ofensivas imediatas e avançar na organização da classe trabalhadora de forma unitária contra o capital, no rumo da construção do PODER POPULAR, como contraponto à falsa democracia que perpetua a ditadura da burguesia, e que aponte para o Socialismo.

Construir de forma unitária os protestos e a paralisações do dia 29 de maio rumo à GREVE GERAL;
Pelo fim das terceirizações e do fator previdenciário;
Por ganhos reais referenciados no salário mínimo do DIEESE;
Não a ampliação da extração da mais-valia embutidas nas PLRs;
Redução da jornada de trabalho sem redução de salários;
Contra os cortes de direitos previstos no ajuste fiscal;
Pela garantia do emprego para todos;
Pela estatização dos serviços públicos e sua universalização com qualidade;
Pelo PODER POPULAR no Rumo do Socialismo.
Organizar, lutar, vencer!

UNIDADE CLASSISTA

China radicaliza: tabaco zero!

                                             


Com a aproximação do dia primeiro de junho, a partir do qual Beijing vai proibir completamente a fumaça em todos os lugares públicos fechados e suspender todas as promoções do tabaco. 

Segundo o Comitê Patriótico de Campanha de Saúde de Beijing, para realizar a nova regra sobre a proibição de fumar, a prefeitura vai enviar inspetores do controle de tabaco aos hotéis e zonas turísticas e ao mesmo tempo, as salas para fumantes no Aeroporto Internacional de Beijing serão substituídas por zonas para fumantes ao ar livre. 

Segundo a regulação do controle de tabaco de Beijing, a partir do dia primeiro do próximo mês, serão proibidas as promoções e patrocínio de tabaco em todas as formas. De acordo com a Administração de Monopólio de Tabaco de Beijing, na data indicada, as empresas domésticas e estrangeiras de tabaco em Beijing serão proibidas de fazer promoção de tabaco e a Administração não vai colocar em registros as promoções concernentes.

 Além disso, a Administração não vai emitir licenças de venda exclusiva de tabaco a lojas que fiquem a menos de 100 metros de jardins infantis, escolas primárias e secundárias, e centros de atividades juvenis. As licenças atuais não vão ser renovadas quando chegarem a data de expiração.

A regulação do controle de tabaco ainda inclui a proibição de publicidades de tabaco por meios de rádio, filme, TV, jornal, revista, livro, vídeo, publicação elétrica, telecomunicação, Internet, entre outras mídias de comunicação em massa, a proibição de colocar publicidades nos lugares públicos e veículos de transporte público, e a proibição da instalação de outdoor de tabaco.

Além disso, mais de 600 estações e paradas de ônibus terão zonas ao ar livre para fumantes. Segundo se informou, a zona para fumantes ficará longe das áreas povoadas e corredores principais para pedestres, e terá boas condições de ventilação. A zona para fumantes vai ser marcada por linhas amarelas, com uma área de cerca de 1,5 m².

As estações e vagões dos trens de metrô também são zonas de proibição de fumar. A empresa de metrô vai estabelecer sinais de proibição de fumar em lugares atraentes, tais como as entradas, plataformas, espaço interno dos vagões, salas de equipamentos, banheiros, entre outros.

Atualmente, o Aeroporto Internacional de Beijing tem em total 14 salas para fumantes. No futuro, com a construção das zonas de fumantes ao ar livre do aeroporto, estas salas serão fechadas. Segundo o plano preliminar, o aeroporto vai estabelecer 11 zonas para fumantes em frente dos terminais. 

Antes da entrada em vigor da regulação no dia primeiro de junho, o aeroporto vai instalar todos os sensores de fumo nos banheiros e câmaras nas escaladas. (Com o diariodopovoonline)

As FARC suspendem o cessar-fogo unilateral (Comunicado)

                                           


"Não estava na nossa perspectiva a suspender a determinação anterior de cessar-fogo unilateral e indefinido proclamado em 20 de Dezembro de 2014, como gesto humanitário e de diminuição da escala do conflito, mas a incoerência do governo de Juan Manuel Santos conseguiu-o, depois de 5 meses de ofensivas terrestres e aéreas contra as nossas estruturas em todo o país.

Deploramos o ataque conjunto da Força Aérea, do exército e da polícia executado na madrugada de quinta-feira, contra o acampamento da 29ª Frente das FARC em Guapi (Cauca), onde de acordo com a s fontes oficiais foram assassinados 26 guerrilheiros.

Para nós são igualmente dolorosas as mortes dos guerrilheiros e dos soldados, filhos do mesmo povo e oriundos de famílias pobres. Devemos parar esta sangueira desatada.

Contra a nossa vontade temos de prosseguir o diálogo em confrontação. Ainda que Juan Manuel Santos anuncie que manterá a ofensiva, insistiremos na necessidade de acordar, quanto antes para a saúde do processo de paz e evitar novas vítimas, o cessar-fogo bilateral que com tanta insistência têm reclamado as maiorias nacionais.

Agradecemos o trabalho de acompanhamento e verificação do cessar-fogo unilateral que durante cinco meses realizaram a Frente Ampla pela Paz e o movimento social e político da Colômbia.

Montanhas da Colômbia, 22 de Maio de 2015

Secretariado do Estado-Maior Central das FARC-EP"

Falar duas línguas pode atrasar os danos causados pelo Alzheimer


Você tem vontade de aprender uma segunda língua? Um estudo recente pode te dar uma motivação definitiva para começar!

Pela primeira vez, um estudo sobre os benefícios de falar uma segunda língua comprova que o aprendizado pode retardar o aparecimento de três tipos diferentes de demência, independente do grau de escolaridade dos idosos. A pesquisa foi feita no Nizam’s Institute of Medical Sciences, em Hyderabad, India, e publicada no site Neurology. 

O estudo avaliou 648 idosos com diversos tipos de demência e diferentes graus de escolaridade, e levou os pesquisadores a concluírem que os participantes que falavam uma segunda língua foram capazes de atrasar o aparecimento da Doença de Alzheimer, Demência Vascular e Demência frontotemporal em 4,5 anos – em comparação com os pacientes que falavam apenas uma língua.

Os idosos avaliados tinham em média 66 anos e 14% deles eram analfabetos. Dentre os 648 participantes do estudo, 60% falavam duas ou mais línguas. Em todos as avaliações, 240 foram diagnosticados com Alzheimer, 189 com demência vascular e 119 com demência frontotemporal. 

Após a avaliação do estudo, os pesquisadores concluíram que os participantes bilíngues atrasaram certos tipos de demência em uma média de 4,5 anos. Nenhum benefício a mais foi encontrado naqueles que falavam mais de duas línguas. Escolaridade, gênero e profissão não demonstraram benefícios adicionais.

Apesar de ser desconhecido o motivo exato de pessoas bilíngues apresentarem este tipo de atraso, falar duas línguas requer treinamento de uma parte específica do cérebro, transformando esse exercício em um treino cerebral bem sucedido. 

Dessa forma, a prática de um segundo idioma, além de ativar o seu cérebro, contribui para as reservas cognitivas, resultando no atraso da demência. A parte do cérebro ligada a estas ações pode ser a chave para descobrir o motivo do benefício. (Com a CONAZ)

Trincheira do Flávio Anselmo

                                                               

CRUZEIRO CONTA COM FORÇA DO MINEIRÃO LOTADO PRA ATROPELAR RIVER PLATE E SEGUIR  ATRÁS DO TRI NA COPA LIBERTADORES



INCENTIVO DA MASSA - Não será fácil não e convém esquecermos dessa história de que o River Plate é freguês de caderninho e que a vantagem do Cruzeiro é insuperável, depois da vitória por 1 a 0 no Monumental de Nuñes. Pode-se curtir que, no passado, os azuis passaram por cima dos milionários de Buenos Aires e conquistaram títulos importantes, inclusive a célebre vitória numa disputada melhor de três, em1976, no primeiro título continental da Raposa.



ESTATÍSTICA E HISTÓRIA - Passado só é interessante pra estatística e pra história. Agora só conta mesmo o presente. E aí vem a primeira questão: você, torcedor, confia mesmo neste time comandado por Marcelo Pacote Oliveira, que tem se alternado com altos e baixos? Esteve em alta contra o São Paulo e depois contra o River lá em Buenos Aires. E aqui?



NÚMEROS DO CRUZEIRO - Pra que eu não tenha o apodo (arre!) de derrotista e pessimista, vou logo entrar no clima do jogo e que impera na Capital esburacada e suja do atleticano Dr. Lacerda.  Que  o River é freguês de caderneta, daquelas das saudosas vendinhas de outrora, não se tem dúvida. Embaixo o quadro enviado pelo assessor de imprensa, Cláudio Antônio:



Total de jogos: 13

Vitórias do Cruzeiro: 10

Empates: 0

Vitórias do River Plate: 3

Gols do Cruzeiro: 24

Gols do River Plate: 10

Saldo de gols do Cruzeiro: 14


Que freguês, realmente, maravilhoso este River Plate. Precisa de tratamento VIP nesta quarta-feira, com uma derrota meramente simples e sem sufoco pro lado de cá, pra que não nos acuse de carrasco e fique, pela eternidade afora, atrás de vingança. Tenho dito, amém!


FESTAS EM CARATINGA - Espero curtir duas grandes festas em Caratinga. A primeira, claro, a classificação do Cruzeiro que acompanharei lá da Santa Terrinha. A segunda festa, no dia seguinte, dia 28, quinta-feira, no lançamento dos dois últimos livros meus, no Casarão das Artes, como apoio da Doctum, do meu chapa Cláudio Leitão, apoiado por seus braços especiais Américo Galvão e Vinicius. Espero ver aqui, também, um clima de Mineirão. Casa cheia. Sempre tive o melhor apoio dos conterrâneos e gostaria de contar de novo com eles, na quinta-feira



ENTERREM-NO LOGO - O Flamengo não aguentou mais a soberba de Vanderlei Luxemburgo e o dispensou sumariamente. Para que ele não apareça mais, deviam enterrá-lo junto com o sapo, que o Eurico Miranda mandou enterrar, com a boca amarrada, nos terreiros da Gávea.



COMO PODE? O Corinthians não aguentou renovar com Guerreiro, no entanto o Flamengo, também em regime de cofre fechado, anuncia o atacante ganhando 700 mil por mês, com a saída de Vanderlei.



VASCO PEGA RIASCOS - Enquanto isso, na Toca da Raposa, sai o anúncio agradável de que o Cruzeiro emprestou Riascos ao Vasco da Gama.



PÉ NA FORMA - Levir Culpi tem uma preocupação que quase lhe tira o sono. Como fazer Carlos, principalmente, acertar o gol adversário. Não era pra ter tão preocupação com o goleador Lucas Pratto, mas anda tenho.



ANCELOTTI DESEMPREGADO - Dizem as más línguas: Luxa justificou sua saída do Flamengo porque estuda nova proposta de voltar ao Real Madrid. E lá em Madrid, Carlo Ancelotti informa que pediu pra sair pra atender um convite do Flamengo. Heheheh!




AMIZADE NÃO TEM PREÇO - Do meu amigo do peito, meu irmão camarada, conterrâneo de boas farras e ex-colega de Tiro de Guerra-69, Marco Antônio Matos, recebo esta carinhosa mensagem:

"Caro Irmão Flávio. Fica difícil medir o quanto você enriqueceu a biografia que apresentaremos durante as festividades do aniversário de Caratinga. Nesta ocasião será também comemorado o centenário de nascimento do papai, cujo título é Moacyr de Matos "UMA PAIXÃO INFINITA". Será no sábado dia 20/06 mas de antemão fui informado que você estará tomando vinhos Chilenos ao lado do mano Paceli, brindando seus admiradores com as transmissões da Copa América. 

Quero deixar meu abraço aliado de toda Família Matos afirmando que nos sentimos muito honrados com a sua participação. Assim você também poderá observar que sua história mereceu um lugar de destaque nesta obra. Envio daqui o nosso abraço fraterno e amigo, desejando à você e toda equipe aquele sucesso durante a copa América. Até breve".



Resposta: Quem teria de agradecer pela honra de escrever sobre o Sr. Moacyr de Matos seria este filho de Sodico e dona Geralda. Não só pelo que ele representou na vida de todos nós, caratinguenses, como pela amizade que a família Matos nos permitiu curtir. Espero ansioso meu exemplar pra curti-lo e colocá-lo depois num lugar de honra na minha humilde biblioteca.

  

Desfile de vaidades pela janela

  


 Carlos Lúcio Gontijo



       A cultura que sempre recebeu poucos recursos dos governantes é o primeiro setor atingido nos momentos de crise, vivenciando a mesma situação das classes menos favorecidas brasileiras, que nada têm, mas, com a chegada das chuvas, costumam perder tudo!

    Na estrada da edição de livro desde 1977, podemos afirmar que o livro está para o autor como a semente para a lavoura. Ou seja, sem passar pelo processo de impressão a obra não existe nem tem colheita; pois não vem à luz. Ademais, é por intermédio da edição que os autores podem dimensionar o valor de seu trabalho, ao serem lidos por alguém além de si mesmos.

   Dizia Platão (filósofo grego, 427 a.C.), que se um livro for lido por pelo menos outra pessoa além do próprio autor já estará justificada a labuta intelectual despendida em sua elaboração. Ou seja, naquele tempo já se vislumbrava a realidade de os leitores não serem muitos, ficando a propagação do conteúdo dos livros na mão de mentes tocadas pela divina busca de conhecimento e sensibilização do espírito através da arte da palavra escrita.

  Assistimos hoje a uma colossal supremacia da imagem sobre a palavra, como se tivéssemos voltado ao tempo da comunicação à base de desenhos na parede das cavernas. Todavia, apesar dos pesares, ainda vale o que está escrito e os livros continuam tendo um grande significado para a humanidade.

  Nossa experiência de autor de 18 livros, alguns deles com segundas edições, nos leva a afirmar que a dificuldade de imprimir obras literárias no Brasil inibe o desenvolvimento de muitos escritores e poetas, que ficam tão prisioneiros quanto seus originais encarcerados nas gavetas, como se vivêssemos em regime de cruel censura ditatorial.

   Os custos em torno da edição de um livro são bastante elevados, mesmo com o governo abrindo mão da cobrança de impostos. Para jogarmos clarões sobre o imbróglio, os autores independentes arcam com o pagamento da impressão de seus livros e, quando doam seus livros a escolas e bibliotecas, enviando-os pelo serviço de postagem dos Correios, não são contemplados com qualquer benefício, ou seja, são obrigados a enfrentar o ônus de todas as taxas, numa verdadeira punição a quem faz cultura no Brasil, atuando sob o vazio de governo na área.    

    Os que passam pela experiência da edição independente não se perdem na glamourização da atividade literária, pois entendem a gravidade do sacrifício que experimentam por não existir política cultural em nosso país. Este panorama lhes impõe uma procura de constante aprimoramento e, portanto, determinado afastamento dos convescotes e ‘caras e bocas’ culturais, que em muitos casos se lhes apresentam comandados por despreparados, a começar do convite: “Haverão muitas atrações...” Daí então, cientes de que o texto revela a mente, optam por lançar seus livros de quando em vez, voltar para casa e ficar observando o desfile de vaidades pela janela.

       Carlos Lúcio Gontijo

       Poeta, escritor e jornalista

      www.carlosluciogontijo.jor.br

segunda-feira, 25 de maio de 2015

Daniel Aarão Reis na coluna do Ancelmo Gois de hoje

                            

         "Greve no serviço público

Texto do historiador Daniel Aarão Reis, com histórico de militância na esquerda, inclusive na luta armada, agita o meio universitário, ao condenar o uso da greve ("decidida por pequenas minorias de ativistas iluminados, sem representatividade") na luta contra cortes de recursos na educação. Ele propõe outras formas de luta.

Segue...

Para o historiador, a greve dos serviços públicos "é uma infeliz mimetização dos movimentos operários, ou dos segmentos que trabalham nos setores produtivos. Ao invés de prejudicar os patrões, prejudica apenas e tão somente os usuários dos serviços, no nosso caso, os cursos de Graduação". 
Ele não acredita na eficácia do modelo de reposição das aulas depois da greve.

Um bom debate...

Daniel aborda outro aspecto polêmico das greves do serviço público no Brasil, como o fato de os grevistas continuarem recebendo seus salários: 
- Como já disse em outros momentos, se os trabalhadores do mundo soubessem que é possível fazer greve ganhando salários... ai do capitalismo, não haveria um que não paralisasse imediatamente o trabalho.

No mais...

Cartas para a Redação."

Seminário Nacional sobre Reforma Política

                                                         
Ronald Rocha, diretor do Instituto Sérgio Miranda, um dos expositores
                                                             
Programação:

27 de maio de 2015 - Quarta Feira

8h00min - Credenciamento
8h30min - Abertura 
José Calixto Ramos – Presidente da Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria e Nova Central Sindical de Trabalhadores (CNTI/NCST).
Lourenço Ferreira do Prado – Coordenador do Fórum Sindical dos Trabalhadores (FST).

09h00min - Palestra/Debate: 
Reforma Política: alguns elementos constitutivos e estruturantes
Expositores: 
Antônio Augusto de Queiroz – Diretor de Documentação do Departamento Intersindical de Assessoria Parlamentar (DIAP). 
Debate

10h30min – Intervalo - Café

10h45min - Palestra/Debate:
O Sindicalismo e os Movimentos sociais frente à Reforma Política: desafios às representações sociais e das classes trabalhadoras
Expositores:  
Ronald Rocha (foto) – Diretor do Instituto 25 de Março de Sergio Miranda – ISEM e Assessor Técnico da Comissão da Verdade em Minas Gerais (COVEMG).
José Antônio Moroni – Filósofo, Membro do Colegiado de Gestão do Instituto de Estudos Socioeconomicos (INESC). 
Debate

12h15min /14h00min – Intervalo - ALMOÇO

14h00min - Palestra/ Debate:
Reforma Política: perspectiva e análise das propostas parlamentares e da sociedade civil organizada
Expositores:  
Lúcio Remuzat Rennó Junior – Professor do Instituto de Ciência Política da Universidade de Brasília (IPOL/UnB). 
Sávio Bones – Jornalista, Assessor Parlamentar da Assembleia Legislativa de Minas Gerais e membro da Coalizão pela Reforma Política Democrática e Eleições Limpas.
Debate

15h30min – Intervalo - Café

15h45min – Palestra/ Debate:
Realidade da mudança na Estrutura Política: Reforma Política ou Reforma Eleitoral?
Expositores:  
Juarez Guimarães – Professor e coordenador do Departamento de Ciência Política da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG). 
Marcello Lavènere – Advogado, representante da Conferência Nacional dos Bispos do Brasil (CNBB) e do Movimento de Combate a Corrupção Eleitoral (MCCE).
Debate 

17h15min - Proposições e Encaminhamentos
18h00min – Encerramento 

Realização: 
Confederação Nacional dos Trabalhadores na Indústria – CNTI e Fórum Sindical dos Trabalhadores – FST.
Local: Centro de Treinamento Educacional da CNTI – CTE. 


No aniversário de Ho Chi Minh a homenagem em Buenos Aires

Por dentro da violência da guerra na Ucrânia

Em Havana, sonhando com a liberdade

                 
                
José Carlos Alexandre

Quero lhes falar mais uma vez de Havana.

Havana, capital do arquipélago cubano, formado por mais de 100 ilhas.

Onde se destaca Cuba, um dos poucos países socialistas do mundo.

Do Aeroporto José Martí vou  de carro para o hotel.

Um  charmoso prédio pertencente à Universidade de Havana, onde se hospedam alguns professores, estudantes e uns poucos turistas.

O clima é muito parecido com o do Rio de Janeiro nos dias nais quentes: cerca de 40 graus.

Uma vez ou outra o Golfo do México, onde se situa Havana, é cortado por uma leve brisa, melhor apreciada por quem se encontra no Malecon.

No quarto, o ar condicionado parece não dar conta de espantar o calor.

Também não faz mal.

Estou ansioso por um banco de imersão, na banheira que me cheira aos anos 50...

Saio apressadamente, aproveitando as sombras do Vedado, um dos principais bairro habaneros...

Logo ganho o Malecon e me dirijo à Casa das Américas, para ver as novidades editoriais, tomar conhecimento das principais exposições e concursos, ver se encontro alguém com quem conversar um pouco sobre a cultura cubana.

Não demoro muito pois estou mais a fim de tomar um daiquiri no La Floridita.

Faço-o depois de tomar um táxi desses tradicionais na ilha: um ótimo Chevrolet de cor avermelhada.

Resolvo também comer qualquer coisa e lembro-me dos ótimos pratos de Varadero, onde o must é

apreciar uma boa langosta... ao som de violinos e acordeons...

Varadero está a duas horas de Havana.

Contento-me com um bom arroz mouro acompanhado de pollo e, lógico, repetindo daiquiris...

A música é típica cubana e alguns dos músicos me parecem do tempo em que Ernest Hemingway  esbanjava  simpatia encostado no balcão, hoje uma espécie  de templo sagrado pelos seus admiradores.

Dele restam autógrafos, algumas fotos e um busto que o representa, com aquela barba hollywoodiana.

Veem-me à lembrança as cenas de Santiago lutando contra tubarões em "O Velho e o Mar".

Deve ser feito dos daiquiris...

Peço a continha e tomo um ciclo-riquixá com a recomendação de que me deixe no hotel mas passando pela Praça da Revolução.

Afinal quero mais uma vez apeeciar pelo Monumento a José Martí.

De seu mirante,dizem que, nos dias de lua cheia, é possível avistar-se Miami.

Não sei se é verdade.

Quando alcancei o mirante, quando de minha primeira estada em Havana, fi-lo durante o dia, com o Sol escaldante...

Contento-me a fotografá-lo.

O retrato de Guevara é o grande destaque da Praça, ao lado da imagem ampliada de Martí.

Passo pela Universidade de Havana, de 1728, uma das primeiras do Continente, e logo, logo, estou no hotel, em condições ainda de apreciar uma cerveja antes de dormir profundamente.

À noite, bem à noite, vou ver um show no Hotel Habana Libre.

Também mereço, como todos os cubanos, homens e mulheres finalmente livres de todo tipo de exploração.

Como brasileiro, um dia acho que também chegaremos lá...

Cuba entre os melhores destinos turísticos: Havana, cidade maravilha

                                                                



Havana, Cuba

Cuba foi reconhecida nesta terça-feira como melhor destino internacional num evento desenvolvido no Brasil que distingue a executivos, companhias e destinos mais relevantes em 2014, segundo publica o site web do Ministério de Relações Exteriores de Cuba.

Nélida Hernández Carmona, cônsul geral de Cuba em São Paulo, quem recebeu o prêmio outorgado à Ilha, destacou o trabalho realizado pelo Ministério de Turismo de Cuba no desenvolvimento de estratégias de promoção da oferta turística para o Brasil, conjuntamente com linhas aéreas, agências de viagens e instituições desse país de América do Sul.


A diplomata cubana acrescentou que sob a coordenação da Associação Brasileira de Operadores de Turismo (Braztoa), se desenvolveu o Turismo Week de Cuba, a possibilidade de dar conhecer novos destinos em nosso país e seu desenvolvimento extra hoteleiro.

“Este prêmio é uma maneira de homenagear a Cuba, em virtude de seu desempenho turístico e comercial, de sua capacidade de inovação e criatividade e por ser um destino no que os clientes sempre ficam satisfeitos”, disse Roberto Silva, presidente de Sanchattour, agência líder na venda do destino.


Também foram premiadas personalidades do setor, companhias aéreas, hotéis, operadoras de viagem e praias.

Havana, finalista entre as cidades maravilhas do mundo (Com Pátria Latina)

domingo, 24 de maio de 2015

Juíza manda Hoje em Dia reintegrar jornalista Aloísio Morais Martins

                                                                 
O jornal Hoje em Dia foi condenado em primeira instância na Justiça do Trabalho a reintegrar o jornalista Aloísio Morais Martins (foto) e pagar-lhe salários e demais vantagens contratuais, com juros e atualização monetária, desde seu afastamento do cargo de editor adjunto, em outubro de 2014. A decisão, em primeira instância e para a qual cabe recurso, foi publicada nesta sexta-feira 22/5/15. Ela ganha importância especial por tratar da liberdade expressão dos trabalhadores no novo ambiente das redes sociais.

Na sentença, a juíza Adriana Goulart de Sena Orsini, da 47ª Vara do Trabalho de Belo Horizonte, julgou improcedente o Inquérito Judicial para Apuração de Falta Grave ajuizado pela Ediminas S.A. Editora Gráfica Industrial de Minas Gerais, proprietária do jornal Hoje em Dia, contra Aloísio Morais, ex-presidente e atual diretor do Sindicato, também diretor da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj). Ela determinou a reintegração do profissional aos quadros da empresa, “garantindo-lhe o pagamento de sua remuneração mensal, acrescidas de todas as vantagens contratuais e legais”.

A Ediminas foi condenada também ao pagamento de “salários, 13º salários, férias +1/3 e FGTS a que teria direito no período de suspensão, nos termos do art. 495 da CLT”. Os valores da indenização, com juros de mora a partir do ajuizamento da ação, serão atualizados monetariamente até a data do respectivo pagamento e a empresa deverá ainda comprovar recolhimentos previdenciários a favor do jornalista e pagar as custas processuais.

Falta grave e justa causa

A Ação de Inquérito Judicial foi ajuizada pela Edminas S.A. sob a alegação de que o jornalista teria publicado no Facebook, no dia 27/10/2014, três manchetes do jornal “com dizeres que denegriam a imagem do seu empregador”. O jornalista foi acusado ainda de ter usado “a mesma rede social para publicar opiniões depreciando o jornal”. Em vista de “falta grave” cometida pelo jornalista, a empresa fez uso da faculdade do art. 853 da CLT, suspendendo-o e instaurando o referido inquérito, visando à rescisão do contrato de trabalho por justa causa a partir da data do ajuizamento.

No dia 11 de dezembro do ano passado foi realizada a primeira audiência entre as partes, que acabou adiada para 11 de maio de 2015. Em sua defesa, Aloísio Morais sustentou que não tem responsabilidade pela repercussão nacional acerca da idoneidade da pesquisa de intenção de votos para presidente, em 2014, realizada pelo Instituto Veritá, questionada pelo jornal Folha de S.Paulo

Reiterou que “não há como associar uma crítica direcionada a certos institutos de pesquisa com a honra e a imagem da empresa para a qual trabalha”. Conforme prova apresentada pela defesa nos autos, Aloísio limitou-se a compartilhar e comentar publicação feita pelo sociólogo Paulinho Saturnino no Facebook.
                  
Na sua sentença, a juíza analisa o uso das redes sociais e sua importância no aprimoramento dos debates políticos e na maior participação da população na política. Ela observa também que, segundo testemunhas, não havia proibição de acesso à internet e às redes sociais na redação do jornal. 

“A controvérsia dos autos gravita em grande medida se a publicação do requerido em sua página do Facebook extrapolou ou não os limites de sua liberdade de expressão e se atingiu ou não a honra e boa fama de sua empregadora”, observa a juíza.

Liberdade de pensamento e de expressão

A juíza Adriana Orsini cita prova existente nos autos de que pesquisas realizadas pelo Instituto Veritá destoaram fortemente de outras pesquisas realizadas por institutos consagrados e conhecidos dos leitores, como Datafolha e Ibope. “Ao escolher como CAPA do jornal pesquisa destoante, assumiu o risco de provocar reações variadas de seus leitores, inclusive seus próprios empregados, como também que estas pessoas reagissem com perplexidade e fizessem comentários nas redes sociais acerca das divergências observadas.”

A juíza lembra que o pluralismo político, bem como a liberdade de pensamento e de expressão são direitos previstos na Constituição brasileira. “Neste sentido, a utilização de rede social, ambiente notoriamente informal, para expressar críticas, seja a partidos, candidatos ou à imprensa, é mera decorrência do exercício dos direitos constitucionais e políticos de qualquer cidadão.” 

Ela salienta que o comentário feito pelo jornalista no Facebook “foi breve e não foge à forma e ao conteúdo de inúmeros outros comentários publicados nas redes sociais ou nos próprios espaços disponibilizados pelos próprios jornais na internet, sendo nitidamente informal e despretensioso, em conversa social com seus amigos do Facebook”.

O caráter informal e dinâmico das redes sociais possibilita aos participantes emitirem suas opiniões com agilidade e rapidez. “Atribuir gravidade máxima justrabalhista à expressão de pensamento, publicado em tal espaço de rede social, seria desconsiderar a realidade deste novo meio de comunicação, que possui como inequívoco diferencial o fato de ser um lugar informal e aberto à expressão de opiniões”, afirma a sentença.

A juíza considerou ainda que o compartilhamento de foto com manchetes de três edições do jornal Hoje em Dia não configura falta grave que justifique “a ruptura de um contrato de trabalho de 27 anos de um empregado que é dirigente sindical”. 

Ela acrescenta que foi o jornal “quem tomou a decisão de dar maior destaque aos institutos de pesquisa que apresentavam determinado candidato liderando a disputa eleitoral para presidente, o qual ao final saiu vencido”.

Prática antissindical

Justificando sua decisão, a juíza cita a própria defesa da liberdade de imprensa feita pelo jornal. “Seria razoável supor e defender que a liberdade de expressão seja não apenas defendida, mas garantida aos seus próprios empregados com o mesmo ardor”, observa. Ela afirma que não há nos autos nada que justifique “o rompimento de um contrato de trabalho de vinte e sete anos de um dirigente sindical”.

Mesmo durante a ditadura, lembra a juíza, os tribunais do Trabalho não consideravam as convicções políticas e ideológicas do empregado como justa causa de demissão. “Com amparo no texto constitucional, a jurisprudência trabalhista brasileira considerou nula a despedida de empregado, porque verificada com autêntica restrição ao princípio de liberdade de expressão, garantido no art. 5º, inciso IV da Constituição da República de 1988, e determinou a reintegração do empregado.”

A juíza relembra que, segundo depoimento de colegas de trabalho, o jornalista goza de respeito e consideração de todos e vê na ação do jornal uma prática antissindical. “Quando o requerente se volta com virulência desproporcional ao ocorrido e em tratamento incompatível, o tema da discriminação pela condição de um sindicalista, defensor de estabilidade provisória que gera limite à fruição do poder empregatício, não pode passar ao largo do caso dos autos, devendo ser enfrentada”, afirma a sentença.
(Com o SJPMG)

Os companheiros, de Mario Monicelli