sábado, 26 de maio de 2018

Prato exótico da culinária chinesa (Com a Rádio Internacional da China)


China já tem farmácia de venda automática 24 horas

                                                                       
                             
Uma farmácia de venda automática do Alipay foi inaugurada nesta última quinta-feira em Zhengzhou. A farmácia oferece pagamento através de escaneamento facial, consultoria remota, bem como venda automática de medicamentos 24 horas, entre outros serviços. Por aqui o sr. Modesto Araújo por certo já está pensando no assunto...

(Com o Diário do Povo)

Rússia lança notas especiais de rublo para celebrar a Copa

                                                                                                                      Tass
                     Entre as imagens impressas há o lendário goleiro soviético Lev Yashin.

Uma nota comemorativa de 100 rublos da Copa do Mundo Fifa 2018 entrou em circulação na Rússia nesta semana.

Segundo os autores, as notas estampam as aspirações de gerações mais jovens do país e os melhores jogadores de futebol da Rússia, como o goleiro soviético Lev Yashin. 

No verso, há uma bola de futebol em movimento, que “representa o globo e a natureza internacional da Copa do Mundo”.

Mais de 20 milhões de notas especiais foram impressas.

A Copa do Mundo na Rússia será realizada 14 de junho e 15 de julho em 12 estádios espalhados por onze cidades do país.

Recentemente, o governo do México enviou bolas de futebol gigantes para decorar Moscou.

(Com Russia Beyond)

Corrupto? O Brasileiro é assim: Corrupto pela própria natureza


Silas Correa Leite

Ignorante político: todos são iguais, escola sem partido, ninguém presta... são os jegues que se rotulam liberais; e o liberalismo o câncer da história contemporânea...Sociedade Brasileira de Corruptos e Hipócritas? Brasileiro adora propina, cartel, levar vantagens, todos mãos sujas, o jeitinho brasileiro impera. Só SP, o impune estado máfia (o mais corrupto do Brasil) rouba 100 bilhões por ano de imposto de renda. Paulistas adoram impunes corruptos...

O crime organizado no Brasil S/A, de máfias
e quadrilhas, de cartéis e de propinas, são
de filhotes impunes da canalha de 64; sequelas
de um militarismo incompetente, corrupto,
violento e senil, no processo histórico brasileiro


O Brasileiro comum de um modo geral reclama do político, sem saber exatamente o que é política, cheio de achismos e mesmices, ele mesmo sendo um corrupto, mas só vale o que ele acha que é, padrão mídia abutre, se achando, mas se sente puro e limpo e criticozinho de ocasião só agora. E antes, quando xingado de VAGABUNDO pelo impune FHC? Pois é, brasileiro é estranho.
Brasileiro é assim, teoria uma, prática, outra, exemplos:
1. - Saqueia cargas de veículos acidentados nas estradas.
2. - Estaciona nas calçadas, muitas vezes debaixo de placas proibitivas.
3. - Suborna ou tenta subornar quando é pego cometendo infração.
4. - Troca voto por qualquer coisa: areia, cimento, tijolo, e até dentadura.
5. - Fala no celular enquanto dirige.
6. -Trafega pela direita nos acostamentos num congestionamento.
7. - Para em filas duplas, triplas, em frente às escolas.
8. - Viola a lei do silêncio.
9. - Dirige após consumir bebida alcoólica.
10. - Fura filas nos bancos, utilizando-se das mais esfarrapadas desculpas.
11. - Espalha mesas, churrasqueira nas calçadas.
12. - Pega atestados médicos sem estar doente, só para faltar ao trabalho.
13. - Faz " gato " de luz, de água e de tv a cabo, quando isso é crime, quase formação de quadrilha.
14. - Registra imóveis no cartório num valor abaixo do comprado, muitas vezes irrisórios, só para pagar menos impostos.
15. - Compra recibos falsos para abater na declaração do imposto de renda só para pagar menos impostos. 90% dos empresários brasileiros roubam o Imposto de Renda. São Paulo, o estado-máfia rouba por ano 100 bilhões do imposto de renda. O estado mais rico do Brasil, o estado mais corrupto do Brasil? É a corrupção que financia o nosso agora capitalhordismo americanalhado, e isso vem desde as capitanias hereditárias...
16. - Muda a cor da pele para ingressar na universidade através do sistema de cotas.
17. - Quando viaja a serviço pela empresa, se o almoço custou 10 pede nota fiscal de 20.
18. - Comercializa objetos doados nessas campanhas de catástrofes.
19. - Estaciona em vagas exclusivas para deficientes.
20. - Adultera o velocímetro do carro para vendê-lo como se fosse pouco rodado.
21. - Compra produtos pirata com a plena consciência de que são piratas, financiando o narcocontrabando informal.
22. - Substitui o catalisador do carro por um que só tem a casca.
23. - Diminui a idade do filho para que este passe por baixo da roleta do ônibus, sem pagar passagem.
24. - Emplaca o carro fora do seu domicílio para pagar menos IPVA.
25. - Frequenta os caça-níqueis e faz uma fezinha no jogo de bicho que é contravenção, crime.
26. - Leva das empresas onde trabalha, pequenos objetos como clipes, envelopes, canetas, lápis.... Como se isso não fosse roubo.
27. - Comercializa os vales-transporte e vales-refeição que recebe das empresas onde trabalha.
28. - Falsifica tudo, tudo mesmo... Só não falsifica aquilo que ainda não foi inventado.
29. - Quando volta do exterior, nunca diz a verdade quando o fiscal aduaneiro pergunta o que traz na bagagem.
30. - Quando encontra algum objeto perdido, na maioria das vezes não devolve.

E quer que os políticos sejam honestos... Escandaliza- se com a farra das passagens aéreas... Diz que todos os políticos são iguais, quando ele é que é igual todos os políticos corruptos. Diz que ninguém presta, pois mede-se por ele mesmo, ele também não presta? 

Seguindo o berrante da mídia tocando a manada, diz que todo político é ladrão, pois de ladroagem ele entende muito, é ladrão e também de si mesmo, de seus conceitos, suas referências, sua cidadania.

Pobre, finge que não é rico, classe média acha que é rico, moreno acha que é branco, branco acha que é loiro...

Diz que é católico, mas só vai na igreja em casamento, batismo, missa de sétimo dia, e ainda diz motes neoevangélicos, com seu patuá de macumba no pescoço, ou seja, é cristão meia boca, interesseiro, dissimulado, intimamente saca que tem culpa no cartório (consciência, remorso, medo de ser pego e apenado) então tem que cercar de todos os credos, santos, talismãs, etc...

Votou num ladrão, num corrupto, num traficante, mas diz que PT rouba, o Lula é Ladário porque tem vergonha de dizer que sendo ladrão de seu próprio voto, votou em ladrão antes, porque se deixou enganar pela mídia, cérebro de penico, fingindo se politizado, critico.
O Brasil seria melhor sem os brasileiros?
Ou sem "professores coxinhas-daslu"?
Ou sem "pobres de direita"?
Ou sem "partidários malformados e mal informados"?
Ou sem "cérebros de penico da mídia abutre"?

PENSAR PODE

Fazem faculdadezinhas de beira de estrada e se acham sabidos. Xingados de VAGABUNDOS pelo FHC do PSDB que quebrou o Brasil 3 vezes e transformou SP/Samparaguai num impune estado-máfia, e se acham?+

Formados pela FACULDADE REDE GLOBO DE TELEVISÃO, plim plim...
Geração Hipoglós...

-Mandam a gente pra CUBA, e moram em SP, o Tucanistão do Brasil, o estado mais corrupto do Brasil, em que nossos empresários paulistas roubam por ano 100 Bilhões do Imposto de renda...

E-mail: poesilas@terra.com.br

(Com o Pravda.Ru)

E o Facebook continua em queda

Martirena/Granma

Guerra dos EUA contra a Venezuela: O povo votou pela paz

                                                                        

 Stella Calloni (*)

Buenos Aires (Prensa Latina) O triunfo eleitoral do presidente Nicolás Maduro e da Revolução bolivariana é um ato heroico de resistência de um povo e um governo que decide continuar seu caminho verdadeiramente democrático.

Isto em meio a uma guerra contra-insurgente: econômica, política, diplomática, psicológica, dirigida e financiada pelos Estados Unidos, a potência imperial que mantém uma estratégia de golpismo permanente na Venezuela desde abril de 2002, quando Washington fracassou em sua primeira tentativa de derrubar o então presidente e líder venezuelano e latino-americano, o comandante Hugo Chávez Frias.

Não é um simples enfrentamento eleitoral, quando esta guerra de Baixa Intensidade (GBI), mas de extrema violência, também está sendo aplicada em todo o continente, em um projeto geoestratégico de recolonização em pleno século XXI, através do qual já submeteu vários países utilizando golpes de Estado com as novas metodologias.

Vimos em Honduras (2009), Paraguai (2012), Brasil (2016) e nas tentativas frustradas na Bolívia (2008), Argentina (2008) e Equador (2010), e a sua maneira pode ser caracterizado como um golpismo pós-eleitoral o ocorrido na Argentina em 2015.

Neste último país triunfou uma aliança de direita, conformada por Washington, impondo um governo integrado por empresários dependentes de Fundações da inteligência estadunidense, que violentou o programa político iludindo assim uma população submetida à chantagem jornalística, para depois fazer tudo ao contrário do prometido, governando mediante decretos e vetos, como uma ditadura, e se amparando na impunidade que lhe dá a proteção imperial.

Os analistas, que aconselham uma série de medidas econômicas ao governo de Maduro, parecem não entender que todos os planos golpistas contra a Venezuela se intensificam com um nível de violência extrema a partir da morte do líder venezuelano Chávez Frias em 2013.

Aplicam as velhas táticas contra-insurgentes, como o desabastecimento, a propaganda de guerra, o esquema fascista da mentira e a desinformação, o confisco de dinheiro em contas externas, o bloqueio, o roubo em massa, sabotagens, ações de rua de violência extrema.

Isto é o realizado pela CIA contra o presidente socialista Salvador Allende no Chile em 1973, superdimensionado neste caso pelas novas tecnologias.

Vários documentos do Comando Sul, que podem ser lidos nas próprias páginas dessa instituição militar estadunidense e alguns outros que nunca serão publicados nessas plataformas, mas que costumam aparecer por outros meios, dão conta dos planos aplicados à Venezuela nos últimos anos, incluindo a violência de rua e as ameaças de intervenção militar.

Tudo isto tem sido derrotado nos últimos quatro anos por respostas inteligentes e criativas do homem escolhido por Chávez para sucedê-lo, Nicolás Maduro e sua equipe, conformado durante os anos em que o chavismo foi instalando o processo revolucionário venezuelano.

Por tudo isto, e apesar dos milhões de dólares gastos por Washington para sustentar a oposição venezuelana e a diversidade de planos montados ao longo destes últimos anos, que deixaram dezenas de mortos, feridos, deficientes, além da destruição de uma quantidade de edifícios públicos, universidades, escolas, levou a situação a um ponto limite.

A maior herança deixada por Chávez foi precisamente a de um povo consciente de sua força e capacidade de resistência, sem a qual teria sido muito difícil suportar a brutal ofensiva econômica, que destruiu programas avançados em favor dos setores mais vulneráveis, reconhecidos inclusive pelas Nações Unidas.

O papel da oposição violenta foi muito preciso nesta destruição, porém, a elevação da violência também dividiu e debilitou essa oposição.

Como sustenta o pesquisador argentino Javier Tolcachier ao analisar as eleições venezuelanas: ‘O principal problema da democracia na Venezuela não é produto de suas desavenças políticas internas, certamente existentes, mas das que provêm de fora’.

Também adverte que ‘na América Latina, depois de repetidas tentativas de submeter e derrubar antidemocraticamente o governo eleito (na Venezuela), o ressentimento geopolítico norte-americano se transformou em ameaça explícita de intervenção armada’.

Refere-se a que ‘a experiência acumulada pelos EUA em um grande número de conspirações anteriores, faz pensar na confluência de táticas ilícitas diversas, entre as quais se encontrariam operações de bandeira falsa, financiamento de grupos mercenários, cooptação de membros das Forças de Segurança ou constituição de supostas ‘alianças da comunidade internacional ou latino-americana’. Inclusive não podem ser descartadas as tentativas de magnicídio’.

Nada pode ser descartado. No documento do comandante do Comando Sul, Kurt W. Tidd, referente a um golpe de mestre contra a Venezuela, as eleições no país sul-americano, que em um primeiro momento seriam realizadas em abril e depois se estenderam para 20 de maio, apareciam como um prazo limite para que a oposição pudesse derrubar, via uma intensificação extrema da desestabilização, o presidente Maduro.

Caso isto fracassasse, a partir desse momento começaria a se impor o projeto de uma intervenção militar, que seria o plano B, para o qual tinha servido as viagens do vice-presidente Mike Pence em 2017.

Pence, em sua passagem pela Argentina em agosto desse ano, expressou-se a favor de uma possível intervenção militar na Venezuela, após uma reunião com o presidente Mauricio Macri.

‘Os Estados Unidos não ficarão de braços cruzados’, afirmou Pence diante do que considerava uma ditadura de Maduro, que ameaçava os EUA e a América Latina, evidentemente um falso argumento, reconhecido pela extrema-direita pró-estadunidense da região.

O duplo critério dos Estados Unidos é evidente, quando são públicos os crimes contra os povos no México, onde no marco do processo eleitoral foram assassinados cerca de 90 candidatos a vereadores e prefeitos.

Em um país onde a falsa guerra contra o narcotráfico instalada pelos Estados Unidos já deixou, desde 2006, com a assinatura do famoso Plano Mérida entre o presidente Felipe Calderón e Washington, mais de 200 mil mortos e desaparecidos.

Nos últimos tempos tentou-se assassinar um candidato presidencial sem que nada seja feito, como no Brasil são assassinados dirigentes políticos e é preso um ex-governante e candidato à presidência por um juiz que trabalha há anos para o departamento de Estado e a CIA dos Estados Unidos.

A OEA, sob o controle de um golpista ativo e assumido como é o secretário-geral Luis Almagro, traidor de sua pátria e da pátria grande, não faz nada diante da continuidade por via de eleições fraudulentas das ditaduras golpistas impostas em Honduras e no Paraguai.

A perseguição política, midiática e judicial contra os melhores líderes de Nossa América não importam para a OEA, convertida outra vez em um Ministério de Colônia a secas.

Seria longo enumerar as violações gravíssimas aos direitos humanos, aos direitos dos povos, à carta das Nações Unidas nesses países. Porém, como faria algo os Estados Unidos, o semeador de ditaduras na América Latina ao longo do século XX, sob o esquema da expansão colonial e da doutrina de Segurança Nacional surgida da ‘guerra fria’, agora substituída pelas democracias da Segurança nacional, que na realidade são ditaduras encobertas e a guerra contra-insurgente?

VIAGENS INGERENCISTAS

Para recordar: durante a viagem do ex-secretário de Estado Rex Tillerson por países da América Latina, em fevereiro passado, seu tema prioritário foi a Venezuela. De fato sua estadia em Bogotá, Colômbia, 7-8 de fevereiro, coincidiu com a última fase do diálogo entre o governo da Venezuela e a oposição, com a coordenação do ex-presidente espanhol José Luis Rodríguez Zapatero e o governante dominicano Danilo Medina.

No momento em que iam firmar o Acordo, que continha todas as propostas opositoras e governamentais pactuadas, só alguns minutos antes de assiná-lo, uma chamada telefônica de Bogotá ordenou o chefe da delegação da Mesa de Unidade Democrática (MUD), Julio Borges, que não assinasse.

Todo o esforço de Rodríguez Zapatero, Medina e dos funcionários do Chile, México, Bolívia e Nicarágua (países de apoio) havia se perdido por ordens dos Estados Unidos, na figura de Tillerson.

Desta maneira foi se preparando o terreno, inclusive para projetar uma espécie de Grupo de Lima não mais no terreno diplomático-político, mas como uma suposta coalizão de forças militares dos ‘países amigos’ – os mesmos que não reconhecem agora as eleições, obedecendo às ordens de Washington para invadir a Venezuela.

E digo suposta coalizão porque em 1983, para invadir Granada, uma ilha de pouco mais de 342 quilômetros quadrados, os Estados Unidos obrigaram várias pequenas ilhas próximas a formar uma coalizão militar, quando algumas só tinham forças policiais.

Não é casual que o ministro de Defesa argentino Oscar Aguad anunciasse pouco depois a criação de uma Força de Intervenção Rápida, como as utilizadas pelo Comando Sul, para este período intervencionista.

No entanto, não será fácil uma invasão no marco das contradições que está criando o governo do presidente Donald Trump, isolado no caso de sua imoral decisão de colocar a embaixada estadunidense em Jerusalém, avivando a ocupação colonial de Israel, que está exterminando o povo palestino, como se viu nos massacres cometidos contra manifestações pacíficas.

Os Estados terroristas dos Estados Unidos e Israel avançam impunemente em sua corrida para dominar o mundo que os tem levado junto com Reino Unido, França e outros ‘países civilizados’ a cometerem os grandes genocídios do século XXI no Afeganistão, Iraque, Líbia, Síria, Iêmen, Sudão, Bahrein e outros, e querem avançar sobre o Líbano e a Jordânia.

O sonho fascista do Grande Oriente Médio das ‘fronteiras seguras’ de Hitler está sendo revivido nas guerras coloniais de ocupação ao preço de milhões de vidas, e agora querem fazer o mesmo com outras metodologias aparentemente menos violentas para dominar Nossa América e controlar, de forma direta, todos os seus recursos.

O povo venezuelano nos deu um exemplo de dignidade, como há mais de meio século fez Cuba resistindo a um império já degradado, mas não menos violento e sanguinário.

(*)Prestigiada intelectual e jornalista argentina, colaboradora da Prensa Latina.

(Com Pátria Latina)

A Palestina ocupada

                                                                     Jorge Alaminos/Rebelión

Acompanhantes internacionais fazem chamado a defender direito à autodeterminação do povo venezuelano

                        
                                                                                            Zurimar Campos/AVN
Em nota, os quase 200 acompanhantes internacionais que participaram das eleições realizadas na Venezuela no dia 20 de maio ratificaram a transparência dos resultados e chamaram a defender o direito à autoterminação do povo, que votou de forma majoritária para ratificar o presidente da República, Nicolás Maduro.

Veja abaixo o comunicado na íntegra, publicado nesta quinta-feira, pela chancelaria venezuelana em sua página web:

Caracas, 21 de maio de 2018

Apoio à legitimidade das eleições na Venezuela

"Nós cidadãos abaixo-assinados, acompanhantes e observadores eleitorais na República Bolivariana da Venezuela declaramos que:

1- Repudiamos as declarações e o chamado a tomar ações de caráter ingerencista e pró-imperialista por parte do Grupo de Lima, tendentes a desestabilizar o governo constitucional venezuelano.

2- O processo eleitoral realizado em 20 de maio com motivo das eleições presidenciais transcorreu no âmbito de uma jornada pacífica e protagônica do povo da Venezuela.

3- Pudemos comprovar o cumprimento estrito da legislação eleitoral vigente, onde se cumpriu com a transparência do processo, que foi auditado antes, durante e depois por todas as forças participantes.

4- Chamamos todas as forças populares a defender o direito à autodeterminação do povo venezuelano, que elegeu Nicolás Maduro como presidente.

Ahmad Atta OSPAAAL
Jorge Mazzarovich Partido Comunista do Uruguai
Diego Domínguez PIT-CNT Uruguai.
José Schullman, Liga Argentina pelos Direitos do Homem
Comitê Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos
Ana Muñoz Rueda - Partido Socialista do Peru-Secretaria de Relações Internacionais
Aída García Naranjo. Partido Socialista. Lima. Peru
Tany Arístides Valer Lopera. Partido Comunista do Peru. Pátria Roja
Kintto Lucas, ex-vice-chanceler do Equador e ex-embaixador do Uruguai pela Unasul, Celac e ALBA
Martín Sequeira e Laura Leonardi Partido Comunista da Argentina
Andrés Alvarez, Partido Comunista colombiano.
Juan Marino, Partido Piquetero da Argentina
Jose Cruz Campagnoli Novo Encontro-Argentina
Alcides García Carrazana. Secretário ALBA Movimentos. Cuba
Manuel Bertoldi Pátria Grande - Argentina Alba Movimentos
Juan Compres, Deputado nacional República Dominicana
Frente Ampla pela Democracia FAD do Panamá
FRENADESO do Panamá
Gonzalo Armua- secretário ALBA Movimentos
Carlos Aznarez. Resumen Latinoamericano e Coordenação política Alba Movimentos Argentina
Joaquin Pinheiro MST Brasil
Movimento Político Winaq. Guatemala
URNG Unidade Revolucionária Nacional Guatemalteca
Carlos Barrientos. CUC Guatemala Coordenação Política ALBA Movimentos
Laura Capote, secretária ALBA Movimentos. Colômbia
Socorro Gomes do Centro Brasileiro de solidariedade aos povos e luta pela Paz
Luiza Lafetá - PCdoB Partido Comunista do Brasil. UJS União da Juventude Socialista.
Carlos Bedoya, coordenador-geral da Rede Latino-Americana sobre Dívida, Desenvolvimento e Direitos (Latindadd) - Peru
Carlos Fonseca. Frente Sandinista de Liberação Nacional. Nicarágua
Vinicio Molina. Sindicato australiano da construção, CFMEU
Partido Comunista da Austrália, CPA
Jorge Coronado, Comissão Nacional de Enlace /Latindadd - Costa Rica
Jorge González. Panamá. Movimento Pátria Coordenadora Panamenha de Solidariedade à Venezuela Bolivariana
Fire This Time Movement for Social Justice - Vancouver, Canadá
Gerardo García e Froilán Fulguera Movimento Ao Socialismo- Instrumento Político pela
Soberania dos Povos- Bolívia
Berta Joubert-Ceci Partido WorkersWorld- Mundo Operário. Estados Unidos da América
Ricardo Cantú. PT do México
Esteban Silva, Socialismo Allendista. MDP-Frente Ampla do Chile
Basel Salem , Frente Popular Palestina
FSM Federação Sindical Mundial- Bogotá
César Muñoz - ABA Equador.
Partido Socialista do Equador.
Rafael Méndez. deputado da República Dominicana.
Laurent Perea. Partido Comunista Francês
Felix Ovidio Cubias . Partido Liberdade e Refundação LIVRE D19 de New Orleans, Louisiana, EUA
Camille Chalmers PAPDA Haiti coordenaçao política alba Movimentos
Bety Izaguirre Movimento Comunitário Alfa e Omega
Imprensa Alternativa Peru
Julio Fernández Baraibar, Instituto Independência, Buenos Aires, Argentina
Alejandro Navarro do Chile

(Com o Diário Liberdade)

sexta-feira, 25 de maio de 2018

O noticiário da TV Cubana



O rublo alusivo à Copa do Mundo


(Com a Rádio Internacional da China)

Carval e a crise

Carval/Opera Mundi/Reprodução

O governo perde totalmente o controle da crise


                                                             
               
O presidente Michel Temer começou a semana com a esperança de que, ao desistir de ser candidato à reeleição, diminuiriam os ataques até o final de seu mandato. Ele chega a esta sexta (25) em situação oposta: protagonista de uma das maiores crises desde que assumiu o Planalto. E desafiado pelas lideranças do Congresso.

A reportagem é de Gustavo Uribe e Daniel Carvalho, publicada por Folha de S. Paulo, 25-05-2018.

Em menos de cinco dias, perdeu o controle da agenda econômica, voltou a ser refém do Legislativo e passou a lidar com o temor de ver sua elevada rejeição se materializar em protestos por causa do desabastecimento.

Temerosa com o fracasso das negociações com o movimento grevista, a equipe presidencial avaliava nesta quinta (24) que o episódio, se não fosse controlado, teria potencial para se tornar um novo junho de 2013, quando a população protestou nas ruas contra o preço do transporte público.

O cenário adverso contaminou até mesmo a pré-campanha do presidenciável do MDB, Henrique Meirelles, que passou a ser cobrado pela alta do preço dos combustíveis e, se depender de adversários, terá de responder sobre o assunto durante a campanha.

Apático desde segunda (21), quando as rodovias começaram a ser bloqueadas, o Planalto não tomou o controle da situação e assistiu ao Legislativo assumir o protagonismo da situação.

Naquele dia, os presidentes da Câmara, Rodrigo Maia (DEM-RJ), e do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), se anteciparam a Temer e anunciaram comissão para discutir saídas para a escalada de preços, em plano traçado já no final de semana.

Com a dianteira do Legislativo, o Executivo tentou no dia seguinte uma primeira reação: prometeu zerar a Cide do diesel desde que o Congresso aprovasse projeto de reoneração da folha de pagamento de alguns setores.

A iniciativa, contudo, não agradou a Maia. Em sinal de insatisfação, ele anunciou que deixaria caducar medida provisória que destravava a privatização das distribuidoras da Eletrobras, uma das prioridades do governo.

Para se manter na condução do processo e evitar o protagonismo de Temer, Maia comunicou que votaria a proposta de reoneração, mas incluindo a redução das alíquotas de PIS/Cofins do óleo diesel, o que irritou Temer.

Segundo a Folha apurou, o presidente reclamou de Maia, vinculou a posição do parlamentar à sua pré-candidatura à sucessão pelo DEM e avaliou que a atitude prejudicava o governo, já que representava frustração de receitas de cerca de R$ 10 bilhões.

Em uma contraofensiva a Maia e na tentativa de arrefecer a crise, Temer pressionou na quarta (23) o presidente da Petrobras, Pedro Parente, a anunciar redução de 10% no preço do diesel durante 15 dias, o que não foi o suficiente para encerrar a paralisação dos caminhoneiros.

“O momento mais difícil foi este”, afirmou o ministro Eliseu Padilha (Casa Civil).

Mesmo sem espaço fiscal, Maia colocou em votação a redução do PIS/Cofins e teve, para desespero do governo, apoio de todos os partidos da base aliada, incluindo a sigla do presidente, o MDB.

“Acho que vocês cometeram um grande erro, um erro de cálculo que impacta neste momento”, disse o ministro da Secretaria de Governo, Carlos Marun, ao se despedir de Orlando Silva (PC do B), relator da proposta.

Nesta quinta (24), Maia voltou a pressionar Temer. Ele admitiu ter trabalhado com uma estimativa de impacto irreal, mas disse que o Executivo tem condições de zerar, por conta própria, as alíquotas de PIS/Cofins. “Será que o governo não pode zerar o diesel de forma transitória? Via decreto, deveria já voltar, no diesel, alíquota de julho de 2017”, disse Maia à Folha.

Alheio ao agravamento da crise, Temer não acolheu conselho de sua equipe e manteve viagem ao Rio de Janeiro para distribuir carros a conselhos tutelares, ainda que postos de gasolina do país já anunciassem falta de combustíveis.

A tentativa de solucionar o cenário caótico ficou a cargo de Padilha. Em reunião de mais sete horas com representantes dos caminhoneiros, ele obteve uma vitória parcial. Um acordo foi firmado com a categoria, mas sem consenso: uma entidade abandonou a reunião na metade e outras duas se recusaram a assinar o documento. O anúncio foi feito sem Maia e Eunício.

(Com o Instituto Humanitas Unisinos) 

É pancada e mais pancada...

Bira Dantas/Reprodução do Twiter


"A crise política não dá sinais de arrefecimento"


                                    

Com crescimento pífio da economia, Brasil tem hoje características semelhantes àquelas que a economia norte-americana enfrentou durante os anos 1930, escreve João Sicsu, economista, em artigo publicado por CartaCapital, 24-05-2018.

Eis o artigo.

O Brasil mergulhou em uma profunda recessão nos anos de 2015 e 2016, perdeu mais de 8% do tamanho do seu PIB. O desemprego disparou, são quase 14 milhões de desocupados. A falta de demanda por produtos e serviços é prolongada. A taxa de crescimento dos investimentos é negativa desde 2014. O país tem características semelhantes àquelas que a economia norte-americana enfrentou durante os anos 1930.

Taxas de crescimento, positivas ou negativas, baixas e voláteis, são também uma característica das economias em depressão. Um pibinho é esperado para ser divulgado na próxima semana. Os viúvos da “recuperação” já estão lamentando o acidente que será anunciado.

O crescimento pífio de 1%, de 2017, não pode ser considerado uma recuperação, nem sequer, como querem crer os mais otimistas apoiadores do governo, que foi o início de uma recuperação lenta. Não existe recuperação com taxas pífias associadas a taxas de crescimento negativas do investimento.

Para sair de uma depressão, um país deve buscar a eliminação das causas recessivas primárias e, em paralelo, deve ser lançado um programa de recuperação dos investimentos privados a partir do lançamento de um programa de investimentos públicos. Isso é bem conhecido.

Como disse o Prêmio Nobel,  Paul Krugman: “na Grande Depressão, os líderes tinham uma desculpa, ninguém realmente compreendia o que estava acontecendo nem sabia como resolver a situação. Os líderes de hoje não têm essa desculpa. Temos tanto o conhecimento quanto as ferramentas para acabar com esse sofrimento”.

No Brasil, as causas primárias recessivas permanecem. O mix de políticas econômicas contracionistas com contenção/limitação de gastos públicos e juros elevados não mudou. A crise política não dá sinais de arrefecimento, muito ao contrário. A Operação Lava Jato continua contribuindo para a sua manutenção e agudização.

A Petrobras e cadeias produtivas associadas entram em nova crise. Ambas já tinham sofrido com ações da Operação Lava Jato e com decisões do governo, como por exemplo, o fim da política de conteúdo nacional para a produção de embarcações, navios e plataformas – o que gerou prejuízos aos empresários e desemprego para milhares de trabalhadores.

Não há sentido social nas medidas adotadas pelo governo. Vejamos. Uma economia sofre choques, por exemplo: climáticos, que quebram safras ou sofre choques na taxa de câmbio e nos preços de produtos internacionalizados devido a movimentos especulativos ou episódios externos que não são possíveis de serem controlados ou, sequer, previstos.

Governos socialmente responsáveis adotam medidas para amenizar choques se e quando ocorrerem. Por exemplo, podem diminuir a velocidade e a intensidade dos movimentos de capitais especulativos para impedir variações abruptas da taxa de câmbio. Podem também aplicar políticas de desenvolvimento tecnológico para a indústria e a agricultura visando à autossuficiência de produtos internacionalizados, como o petróleo.

Nas últimas décadas, o mercado de câmbio de moeda estrangeira se tornou cada vez aberto aos movimentos de especuladores. Isso é grave, mas já estava aí. Contudo, o Brasil fez descobertas extraordinárias de reservas de petróleo. Se tornou potencialmente autossuficiente e, em consequência, poderia administrar no mercado doméstico o preço de um produto internacionalizado.

Em meio a uma grave crise econômica com características de uma depressão, o governo adotou uma série de medidas para tornar a produção e os preços domésticos dos combustíveis comandados pelo preço internacional do petróleo e, portanto, também pelas variações cambiais.

O preço internacional do petróleo subiu e a taxa de câmbio se elevou. Os preços dos combustíveis que são bens-intermediários dispararam. Há inflação de custos que se tornaram insuportáveis. Caminhoneiros estão parando o país. O temor cresce. A crise política se agrava. O governo está paralisado. Não é capaz nem de eliminar as causas primárias da crise econômica nem de lançar um amplo programa de recuperação. A profundidade do poço aumenta e o sofrimento será prolongado.

Fiquemos com duas lições de J.M.Keynes dadas durante a Depressão dos anos 1930. Ele sentenciou “... todos os governos têm grandes déficits [em uma forte contração econômica].” Portanto, a questão não é a existência de déficits públicos, mas sim onde deveriam ser utilizados os recursos tomados emprestados para cobrir esses déficits. Disse ele: “É muito melhor ... que os empréstimos sejam tomados para financiar obras públicas ... que para o propósito de pagar seguro-desemprego”.

A segunda lição é de ousadia e criatividade. Keynes via nas obras públicas uma atividade que empregava muito trabalho e que melhorava a qualidade de vida da sociedade. Então propôs: “... por que não demolir inteiramente o sul de Londres de Westminster a Greenwich, e fazer um bom trabalho aí – colocando para morar nessa área, próxima do trabalho, uma população muito maior que a atual, em edifícios muito melhores e com todas as facilidades da vida moderna e, ao mesmo tempo, provendo milhares de metros de praças e avenidas, parques e espaços públicos, tendo, quando tudo finalizado, alguma coisa exuberante aos olhos, e ainda conveniente e útil para a vida humana como um monumento do nosso tempo? Isso empregaria homens? Com certeza, empregaria!”.

(Com o IHU)

quinta-feira, 24 de maio de 2018

O ensino superior na República Popular Democrática da Coreia (Coreia do Norte)



“Queremos acabar com falta de representação indígena na política”, diz Sonia Guajajara

                                                                             

Mulher indígena do povo Guajajara/Tentehar, nordestina do Maranhão, especialista em educação, de 44 anos, Sonia Guajajara é a primeira pessoa indígena a concorrer em uma chapa presidencial no Brasil.

Sonia Guajajara, coordenadora da Articulação dos Povos Indígenas do Brasil (Apib), foi a escolhida dentro do PSOL para ser a vice-presidente — ou co-presidenta — do líder do Movimento dos Trabalhadores Sem Teto (MTST), Guilherme Boulos. Apesar de ser filiada ao partido há algum tempo, essa é a primeira vez que ela disputa uma eleição de política institucional na vida.

A participação nos movimentos sociais, porém, vem de longa data. “Não tem um tempo, um período em que eu comecei, porque sempre fui muito atuante e participativa. Desde a aldeia, no meu estado, tudo foi acontecendo naturalmente”, conta Sonia Guajajara. “Minha participação no movimento indígena seguiu num crescente. A cada lugar que ia, ia ganhando mais espaço para falar e escrever. Quando eu me vi, já estava aí no mundo”.

Sonia Guajajara saiu da casa dos pais aos 15 anos para estudar em Minas Gerais. Voltou formada em Letras e Enfermagem. Sua casa segue sendo a aldeia da Lagoa Quieta, na terra indígena de Araribóia, no Maranhão, com população de 12 mil pessoas falantes de tupi-guarani, que ardeu em chamas durante dois meses em 2015, queimando 45% da área. Lá, segundo ela, os rituais do seu povo seguem sendo vividos de maneira “intensa”.

Ela conta que um mês antes das eleições, em setembro, a filha de 12 anos deve participar de uma das tradições antigas da aldeia: a festa da Menina Moça. Um ritual feito em três etapas. A jovem já passou por duas, a terceira e última é a festa, a maior de todas, quando recebem convidados indígenas e não-indígenas na aldeia, juntando várias meninas da mesma idade. “Espero que eu dê conta de fazer a festa dela, ela está ansiosa”, diz a mãe.

Sul21: Tu já eras conhecida como uma das maiores lideranças indígenas do país. O que te levou a dar o passo para a política institucional?

Sonia Guajajara: Isso foi uma longa conversa entre nós, do movimento indígena, juntamente com a aliança que a gente vem construindo com outros movimentos. A gente fez uma parceria muito séria e profunda com o MTST, com a Mídia Ninja, com o Fora do Eixo, com o 342 Artes. Foi uma decisão bem coletiva. A gente acredita que nunca haverá uma transformação se ficarmos só nessa linha de combate, fazendo somente a luta. Entendemos que é importante ocupar a política e dar continuidade à nossa luta a partir de outro lugar. Não vamos começar agora uma nova história, mas dar continuidade ao que já fazemos.

Numa época de crise de representação na política, estar filiada a um partido, te afetou de alguma maneira?

Sonia Guajajara: Eu já era filiada ao PSOL há muito tempo, mas nunca entrei na disputa em situação nenhuma. Não é simplesmente aceitar que as pessoas tenham esse entendimento que quem está na política é ruim, é corrupto. A gente precisa conscientizar as pessoas de que é possível ter uma forma ética de fazer política, justa, coerente, honesta. Isso só vai mudar a partir da entrada de pessoas que têm essas qualidades. Isso que fez a gente tomar essa decisão, inovar a participação, a metodologia. A gente não concorda com essa forma de fazer campanhas, investindo muito dinheiro, pagando pelo voto antes mesmo de ser eleito. 

A gente quer garantir que o povo tenha participação conjunta, junto com a gente, durante a campanha e depois. O que a gente está fazendo agora é pensar um projeto que vá além das eleições. Sabemos que somente um mandato, uma eleição não vai resolver a situação crítica que temos no país hoje. A gente precisa entrar em disputa, para fazer essa mudança, mas também ter uma base forte para fazer essa organização popular. Não se pode permitir mais que os representantes políticos governem sozinhos.

Tu és também uma das articuladoras da frente que pretende eleger ao menos um indígena em cada estado do país. Como nasceu essa ideia?

Sonia Guajajara: O que mais me influenciou a entrar para essa vida da política partidária foi exatamente a sub-representatividade. A gente não tem ninguém no Congresso Nacional, teve um único parlamentar, que foi o Mário Juruna (PDT), há mais de 30 anos. Não é que estejamos começando agora, mas estamos tentando intensificar a participação. Todos os anos temos representantes indígenas na disputa, só que cada um entrava da sua forma, com seus próprios meios. Agora, o movimento indígena resolveu apoiar essas candidaturas, no sentido de dar visibilidade e um sentido para isso.

A gente precisa ter uma frente com o mínimo de entendimento sobre as nossas demandas, que tenha compromisso firmado com as causas, qualquer um, independente de onde esteja, de qual estado ou partido. Estamos tentando articular isso, estamos criando uma plataforma para articular essas propostas, para que todos os indígenas e todas as pessoas que atuam com a causa indígena possam contribuir. Vai ser um site, que inicialmente vai se chamar “518 anos depois”. A gente sabe que não vai ser fácil, que vai ser um desafio gigante. 

Primeiro, porque somente o eleitorado indígena não elege em lugar nenhum, em nenhum dos estados consegue alcançar o coeficiente eleitoral. Segundo, esses partidos que a gente está, de esquerda, o coeficiente de eleitores é muito maior e os que estão em partidos que não são de esquerda, não têm espaço e não são prioridade dentro do partido, para ter condições de fazer uma campanha. Terceiro, a gente não quer repetir essa forma de fazer política a partir dos agrados.


“É muito feio não reconhecer, nem regularizar, para que os indígenas possam ter condições de existência mesmo” | Foto: Guilherme Santos/Sul21
Tu falaste do Mário Juruna, ele foi eleito em 1983, pelo PDT. Ou seja, há mais de 30 anos. O que aconteceu depois?

Sonia Guajajara: Por conta dessa disputa injusta. Há muito investimento, só elegem quem investe, quem pega dinheiro de empresários, essa é a lógica hoje. São poucos os que se elegem diretamente. A gente não tem representação não é por conta de não ter tentado. Todos os anos temos indígenas concorrendo. Mas não temos dinheiro para fazer uma campanha e não queremos fazer dessa forma. O eleitorado está muito acostumado ainda a votar porque recebeu qualquer coisa. É muito comum no interior, nos municípios. A gente não quer replicar isso, mas está impossível.

Em outro evento em Porto Alegre, tu falaste sobre como a Constituição Federal de 1988 avançou em reconhecer direitos aos povos indígenas. O que aconteceu na prática?

Sonia Guajajara: A nossa Constituição é uma das leis mais bem escritas do mundo inteiro. Tem um texto muito amplo, muito bom, que contempla a diversidade. Quanto a nós, povos indígenas, tem toda a garantia dos direitos territoriais, a uma educação e saúde diferenciadas, tem a garantia do reconhecimento das formas de organização social de cada povo, mas na prática realmente não acontece. Um exemplo disso é o que acontece aqui em Porto Alegre, os indígenas kaingang e guarani, tem inclusive uma lei orgânica do município que reforça o texto da Constituição, sobre reconhecimento da organização social de cada povo, mas eles sofrem muito preconceito e racismo.

Na prática, a Constituição foi uma esperança para indígenas e não-indígenas. Pior do que não ter acontecido, na prática, foi ter acontecido o inverso. As terras indígenas, por exemplo, a Constituição garantiu que a partir de 1988, cinco anos para frente, todas as terras teriam que estar regularizadas. Teve um avanço de 1992 a 2000, na demarcação de terras indígenas na Amazônia, porque houve uma pressão internacional para isso. 

Era uma pressão sobre preservação ecológica, sobre questão ambiental, teve investimento da Europa para poder regularizar esses territórios, então avançou. Mas, nas outras regiões do país, nada. Zero. Inclusive, aqui no sul. A gente tem indígenas numa situação de calamidade, que vivem ainda debaixo de lona. É difícil de a gente poder aceitar isso ou acreditar que o Brasil permite isso. 

É muito feio não reconhecer, nem regularizar, para que os indígenas possam ter condições de existência mesmo. Mas a gente defende a Constituição, porque ela tem uma série de garantias, que se perder isso, daí que o trem não anda mesmo. Hoje, a gente tem um respaldo para poder fazer a luta, cobrar cumprimento. O território, por exemplo, é um direito que antecede a Constituição, é um direito originário, mas ele tem que estar escrito.

No Rio Grande do Sul, os conflitos de terra têm se acentuado. Uma das disputas por demarcação foi usada, inclusive, como justificativa para a CPI da Funai e do Incra. Como tu avalias a situação dos indígenas daqui?

Sonia Guajajara: Ainda há um desconhecimento muito grande no Brasil sobre a presença indígena. Os indígenas do Sul sofrem muito preconceito, por essa negação, não só de direitos, mas da própria existência. A maioria da população brasileira acredita que só existem indígenas na Amazônia. Aqui no Sul tem uma situação já de superioridade por parte dos políticos, da maioria da população, se é indígena sofre duas vezes mais a discriminação. 

Por ser indígena, por estar no meio rural, porque querem tirar dali para dar espaço à produção. No Nordeste é a mesma situação. Muita gente olha para os indígenas do nordeste e fala que não é mais índio. ‘Não fala mais a língua, não parece com índio’. As pessoas ainda associam ser ou não ser indígena a uma aparência física.

Na verdade, isso deixou de ser assim desde que o Brasil foi invadido, desde que os europeus chegaram aqui. Teve muito estupro, muito sequestro de indígena, muito afastamento de indígenas que foram tirados do meio do seu povo, das suas famílias. Por conta desse colonialismo tão perverso e tão violento que foi, o Brasil hoje é esse povo bonito. Mas se você olha a História, foi à custa de muita violência. E o próprio Brasil nega ainda essa mistura. Na verdade, o que importa [para reconhecer um indígena] é a sua origem, o pertencimento da pessoa e o que ela se auto-determina ser.

O que significa a bancada ruralista para uma indígena no Brasil?

Sonia Guajajara: Falar de bancada ruralista para nós, é falar de violência e genocídio. Porque esses ruralistas, que estão hoje no Congresso Nacional, são eles que autorizam toda essa violência que tem aí em relação à disputa territorial contra indígenas. Aqui no Sul é onde está a bancada que mais apresenta medidas anti-indígenas, anti-popular. Agora, está para votação o projeto de lei 6299, que a gente está chamando de “pacote do veneno” [o PL foi apresentado pelo atual ministro da agricultura, Blairo Maggi, do PP/MT, quando era senador]. 

Imagina o mal, o dano que essas pessoas estão causando para a população como um todo. A atuação desses parlamentares não é ruim só para nós, indígenas. Com a gente tem uma violência muito maior, porque é direta, de não quererem nem olhar para nós, nos tratarem como índio genérico. Mas com a população como um todo chega por meio da alimentação contaminada, da água contaminada, das secas. Tudo o que vem como consequência ambiental hoje, vem por conta da atuação desses parlamentares.

O poder da bancada não é novo, o que mudou nos últimos anos é o espaço que eles vêm ganhando dentro de órgãos do Executivo. Como tu avalias?

Sonia Guajajara: Acho que mais do que ter medo, as pessoas têm que reagir, sabe? Tem que reagir e tomar consciência do papel que esse povo está desempenhando sobre a gente. O povo ainda não se deu conta da gravidade de tudo isso. Cabe a nós, meios de comunicação, tentar disseminar essas informações dos prejuízos, dos danos que esse povo tem causado. Eles sempre foram muito influentes no Congresso, mas conseguiram se articular de forma muito mais ampla agora, com outras bancadas, como a bancada evangélica e a própria bancada da bala e com um acordo com o Executivo. 

Esse acordo se deu de maneira muito mais contundente no pós-golpe, pós-impeachment, porque, inclusive, esses acordos de ter seus projetos aprovados se deu nesse processo de votação do impeachment. Eles votariam a favor e, em troca, Temer estaria conivente com tudo o que eles defendem. Tem hoje essa aliança muito forte entre Legislativo, Executivo, mas também o Judiciário. Judiciário não está fora dessa roda. Está ali, muito seleto e muito partidário. Mais do que ter medo, acho que precisa fazer essa leitura da realidade e tentar provocar uma reação das pessoas.

Os dois últimos governos, Dilma Rousseff (PT) e Michel Temer (PMDB), mostram a diferença de ter o Parlamento ao lado do governo. Tendo em conta que a bancada ruralista é a maior do Congresso, como tu pretende dialogar e tocar projetos, num eventual governo?

Sonia Guajajara: É um sistema político com o qual ninguém concorda, essa forma representativa, como está organizada hoje. Mas também, a gente não tem feito nada para mudar isso. Nem votar estamos votando de forma a trocar essa bancada. Enquanto não tem a troca desses representantes ou a própria reforma política, a gente precisa usar um outro formato, que é comum em outros países, que são as consultas públicas. Tem que ter referendos, plebiscitos. 

A aliança que a gente quer fazer é com o povo, não com partidos políticos. A gente precisa trazer o povo para perto, para o lado. Se a gente tem a força do povo junto, aí a gente consegue ser maior. Hoje, é a minoria que decide. Acho que tomar decisão somente com quem está ali, no poder representativo, não é a forma mais correta.


Além da pauta da demarcação, quais as outras que tu pretende defender nessa campanha?

Sonia Guajajara: Nós temos uma pauta bem coletiva, não tem uma que é minha, uma que é do Guilherme [Boulos]. Quando a gente fala de demarcação, é garantir a questão territorial, tanto a questão indígena quanto ambiental, é enfrentamento a esse modelo de desenvolvimento econômico que a gente tem hoje, que é altamente depredador, que destrói tudo. A gente precisa resgatar uma política ambiental que possa garantir a agrofloresta, a agricultura familiar, e parar esses investimento nas monoculturas e no agronegócio. 

Não é verdade que é o agronegócio que alimenta o povo brasileiro e que é a única maneira de crescer. Nós temos aí, a biodiversidade rica que pode ser utilizada com todos os seus valores, sem destruir tudo, como é hoje. Esse modelo que está aí, pode até garantir o hoje, mas não garante o futuro. Nós temos que atuar hoje pensando na continuidade das próximas gerações. O combate à desigualdade também é uma coisa forte e o fortalecimento e aprimoramento da democracia. A gente nunca conseguiu ter uma democracia plena.

A violência, mortes e conflitos por terras no Brasil têm crescido nos últimos anos. Como tu avalias isso com relação ao resto do mundo?

Sonia Guajajara: Aqui, no Brasil, se tornou muito mais grave, por conta dos ataques e das mortes. É o país que mais mata indígenas e ativistas de direitos humanos e da causa ambiental. Acho que quando chega nesse ponto, que vai para além do abandono do poder público, mas que chega a assassinar e reinar uma impunidade, isso se torna muito mais grave do que qualquer outra situação. Isso é público no mundo inteiro, o Brasil é protagonista de denúncias feitas na ONU, no Conselho de Direitos Humanos de Genebra, em vários tribunais internacionais.

O que tu achas da maneira que o Estado se articula em políticas públicas para as populações indígenas?

Sonia Guajajara: A gente teve várias construções de políticas públicas com a nossa participação. A gente conseguiu ser protagonista, por exemplo, da criação da Sesai — Secretaria de Saúde Indígena. Ela é fruto da articulação do movimento indígena, foi a gente que foi para cima e lutou para tê-la. A PNGATI (Política Nacional de Gestão Ambiental e Territorial em terras indígenas), que foi assinada por meio de decreto no dia 12 de junho de 2012, pela presidenta Dilma, veio sendo construída desde o mandato do Lula, com a participação dos povos indígenas. O problema é que essas políticas existem, mas é a mesma coisa da Constituição. 

Elas não conseguem ter as condições, recursos próprios para que consigam chegar de forma satisfatória na ponta. A saúde, por exemplo, tem recursos suficientes, se tiver uma distribuição adequada. Agora, o problema, hoje, é que os próprios parlamentares se apropriam desse recurso, dominam esses órgãos de forma que tiram o benefício. Não é falta de investimento, mas de boa aplicabilidade dos recursos. Depois do golpe, nesses últimos 3 anos, as indicações dos coordenadores de Distritos Especiais Indígenas, que são dos estados, passaram a ser por indicação política. Cada estado tem um deputado que manda naquele cargo. Não é simplesmente considerar o indígena incapaz, mas ignorar a presença e desrespeitar as pessoas.

Aqui no RS houve reclamações por falta de professores indígenas nas escolas indígenas, que a lei não estaria sendo cumprida. Como vês essa questão pelo Brasil? Ela ameaça a cultura?

Sonia Guajajara: Acho que se a gente resistiu até agora, 518 anos de colonialismo, massacre, extinção de povos, não tem mais o risco de extinguir e ameaçar a cultura. A gente tem lutado muito para fortalecer a nossa identidade enquanto língua, enquanto rituais. A gente vem sempre mantendo isso muito vivo. Agora, isso não pode, de forma alguma, substituir a responsabilidade do Estado. O Estado tem sim que garantir, é uma lei ter os professores bilingues e isso não acontece. 

Em todos os estados brasileiros há esse problema. Isso sempre depende muito da relação que as pessoas têm naquele estado com o gestor. Muda o tempo todo. Fica como se fosse favor, quando, na verdade, é uma obrigação. Mesmo sendo lei, a gente precisa estar o tempo todo brigando por isso. Se a gente esperar pela boa vontade dos governos de investir e aplicar numa educação de qualidade, nunca vai acontecer.

No final de abril, o governo Temer trocou pela terceira vez o presidente da Funai, em dois anos, nomeando o empresário Wallace Moreira Bastos. Você conhece o trabalho dele? O que achou da troca?

Sonia Guajajara: Qualquer pessoa que assume a Funai hoje, para nós não é surpresa mais. A gente já teve pastor, general, agora um empresário. Nenhum desses tinha a ver com a questão indígena. Aliás, o primeiro, que era pastor [Antônio Fernandes Toninho Costa] até tinha, porque ele vinha com uma história de trabalhar com povos indígenas a vida inteira. Mas não serviu, exatamente porque tinha essa relação, rapidamente o PSC, que é o partido hoje responsável pela Funai — porque cada órgão foi entregue a um partido, com a distribuição da conta do impeachment — entendeu que o pastor não servia, porque tinha muita aproximação com os índios. 

O general do Exército [Franklimberg Ribeiro Freitas] chegou todo conivente, indicado por todos eles, de repente saiu porque estava muito lento, para atender os interesses deles. Então, agora, certeza que colocaram um para ser mais acelerado. A Funai está totalmente fora do que sempre foi a sua missão, o seu papel institucional. Agora ficou essa moeda de troca para parlamentares, por partido. O que a gente precisa mesmo é resgatar a função dela, o papel enquanto órgão indigenista oficial, que hoje não está servindo para os indígenas, mas para os interesses do próprio estado e como moeda de troca entre eles.

Quem é a Sônia Guajajara?

Sonia Guajajara: Sou uma mulher indígena, que veio do Maranhão e que sempre teve essa sede de justiça e transformação da sociedade, para que a gente possa ter de fato uma liberdade plena.

(Com Diálogos do Sul/Opera Mundi)