domingo, 20 de agosto de 2017

Sindicato reduz Taxa de Sindicalização e conclama os jornalistas a se sindicalizarem

                                                

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais reduziu a taxa para a primeira sindicalização de R$ 350 para R$ 150 para jornalistas da capital e R$ 75 para jornalistas do interior. O objetivo é aumentar o número de sindicalizados para fortalecer a categoria na atual conjuntura de ataques aos direitos trabalhistas e à representação dos trabalhadores.

A Anuidade 2017 para os outros associados também foi reduzida. Os novos valores são R$ 255, para a capital, e R$ 129, para o interior, em três parcelas, com vencimento em setembro, outubro e novembro. Os boletos serão enviados para a residência dos associados a partir do dia 20 de agosto.

Sindicalizados que não pagaram as anuidades de 2016 e 2015 poderão ficar em dia mediante o pagamento de R$ 315 (capital) e R$ 165 (interior).

Sindicalizados inadimplentes desde 2014 ou há mais tempo também poderão ficar em dia pagando R$ 350 (capital) e R$ 175 (interior).

A taxa para a primeira sindicalização pode ser paga na sede do Sindicato com cartão de débito ou cartão de crédito.

Dúvidas podem ser esclarecidas pelos telefones (31) 3224-5450 e 3224-5011 e pelos e-mails gerencia@sjpmg.org.br e registro@sjpmg.org.br. Os valores de confecção das carteiras de jornalista permanecem os mesmos.

O fortalecimento financeiro do Sindicato é urgente. Ao mesmo tempo em que a demanda para defender os direitos dos jornalistas aumenta consideravelmente, os recursos para manutenção do Sindicato são drasticamente reduzidos. O número de ações na Justiça do Trabalho não para de crescer.

Mais do que nunca os jornalistas precisam de um sindicato forte. Mais do que nunca o Sindicato depende dos seus associados. Mais do que nunca os jornalistas precisam se sindicalizar.

É hora de união da categoria em defesa dos seus direitos para resistir ao ataque dos patrões. O pagamento da Anuidade é uma questão de sobrevivência do seu Sindicato. A sindicalização é uma questão de sobrevivência da categoria.

Jornalista: filie-se ao seu Sindicato e fortaleça as lutas da categoria!

Associado: pague a Anuidade 2017 e fortaleça o seu Sindicato!

Construtoras apostam em apartamentos de 10 m²



O mercado imobiliário reagiu no primeiro semestre de 2017, em São Paulo. De acordo com o Sindicato da Habitação, a venda de imóveis novos aumentou 9,6% na comparação com o mesmo período do ano passado. Os apartamentos compactos estão entre as novidades do setor. O repórter Marcelo Torres visitou um decorado com 14 m² para conhecer as soluções tecnológicas que deixam o lugar um pouco mais espaçoso. Mas, imóveis ainda menores também estão à venda



Brasil, o paraíso dos rentistas

                                                              
                                                              Reprodução

Ana Araujo e José Martins (*)

Não re­frescou nada a re­cente re­dução para 9,5% ao ano da taxa bá­sica no­minal de juros da eco­nomia bra­si­leira, a po­pular SELIC. A taxa no­minal de juros pode até cair um pouco, mas sua taxa real (taxa no­minal menos in­flação pro­je­tada para os pró­ximos 12 meses) não sai do lugar. 

O cré­dito não au­mentou nem um tostão para o con­sumo in­di­vi­dual e nem para o con­sumo das em­presas (in­ves­ti­mento). Sem o aque­ci­mento dessas duas es­tra­té­gicas va­riá­veis an­ti­cí­clicas não ha­verá chance de re­to­mada do em­prego e da pro­dução. A eco­nomia bra­si­leira vai con­ti­nuar no bu­raco. Para sair do su­foco atual seria ne­ces­sário agir emer­gen­ci­al­mente no au­mento dos gastos pú­blicos em in­ves­ti­mento (grandes obras de in­fra­es­tru­tura) e re­dução rá­pida da taxa real de juros da eco­nomia. 

O go­verno im­pe­ri­a­lista de plantão faz exa­ta­mente o oposto dessas emer­gen­ciais pro­vi­dên­cias. Con­gelou cons­ti­tu­ci­o­nal­mente os gastos pú­blicos com des­pesas cor­rentes, fator de ine­vi­tável re­dução do cres­ci­mento, para so­brar re­cursos para o pa­ga­mento dos juros reais da dí­vida pú­blica. O re­sul­tado é a pa­ra­li­sação (para não falar de ma­neira mais drás­tica em des­truição) da pro­dução. 

Com essa po­lí­tica econô­mica dos pa­ra­sitas, o Es­tado au­mentou em termos ab­so­lutos e re­la­tivos seus gastos com des­pesas fi­nan­ceiras e acabou pro­vo­cando dé­fi­cits e de­se­qui­lí­brios cres­centes das contas pú­blicas. O Es­tado gasta muito porque o juro é alto. E paga re­li­gi­o­sa­mente uma ab­surda massa de juros para os pa­ra­sitas da pá­tria fi­nan­ceira. 

O pro­blema dos juros só existe como en­trave ao cres­ci­mento econô­mico nas eco­no­mias do­mi­nadas do mer­cado mun­dial. Pro­duzir ca­pital com travão de mão pu­xado. Nunca de­sen­vol­vi­mento econô­mico, eter­na­mente cres­ci­mento econô­mico. No mo­mento, nem este úl­timo está mais ocor­rendo no Brasil. 

No Brasil, como de resto nas de­mais eco­no­mias do­mi­nadas, o pro­blema dos juros não é um mero pro­blema de dis­tri­buição ou con­cen­tração de renda (1). O bu­raco é mais em­baixo. Trata-se de um pro­blema de luta de classes, de ex­plo­ração im­pe­ri­a­lista e de con­ser­vação a qual­quer custo da pro­pri­e­dade pri­vada es­pe­ci­fi­ca­mente ca­pi­ta­lista. 

Nota mar­ginal

Em termos po­pu­la­ci­o­nais, os pa­ra­sitas bur­gueses que vivem ma­mando na dí­vida pú­blica através dos inú­meros e so­fis­ti­cados "pro­dutos fi­nan­ceiros" não passam de 10% da po­pu­lação bra­si­leira. Não são, por­tanto, apenas um pu­nhado de mal­vados ban­queiros ju­deus, como é po­voada a ima­gi­nação po­pular. Cal­cula-se que a massa de bur­gueses no Brasil seja pouco mais de 20 mi­lhões de in­di­ví­duos (entre pais e fi­lhos) to­tal­mente im­pro­du­tivos, mesmo aqueles em­pre­gados na forma as­sa­la­riada para vi­giar e mas­sa­crar, com re­forma ou sem re­forma tra­ba­lhista, os tra­ba­lha­dores pro­du­tivos em­pre­gados ou de­sem­pre­gados do exér­cito in­dus­trial de re­serva no Brasil. 

Esses 20 mi­lhões de pa­ra­sitas da pá­tria fi­nan­ceira e im­pe­ri­a­lista en­carnam a ver­da­deira base so­cial e econô­mica bur­guesa. Ela é com­posta da bur­guesia pro­pri­a­mente dita, pro­pri­e­tária dos meios de pro­dução so­cial, da pe­queno-bur­guesia as­sa­la­riada ou apenas pe­queno e média pro­pri­e­tária, ren­tistas em geral e ou­tras es­pé­cies ge­né­ricas de des­pa­chantes do im­pe­ri­a­lismo. 

Esses 20 mi­lhões de pais e fi­lhos de pa­ra­sitas so­ciais en­carnam, por­tanto, in­con­tá­veis formas e fun­ções de classe do­mi­nante para a pre­ser­vação do mer­cado, do Es­tado de­mo­crá­tico e da pro­pri­e­dade pri­vada es­pe­ci­fi­ca­mente ca­pi­ta­lista: em­pre­sá­rios in­dus­triais, co­mer­ci­antes, pro­fis­si­o­nais li­be­rais, grandes pro­pri­e­tá­rios de imó­veis ur­banos e agrí­colas, en­ge­nheiros, mé­dicos, ad­vo­gados, ban­queiros, juízes, eco­no­mistas, eco­lo­gistas, jor­na­listas, re­li­gi­osos, bu­ro­cracia mi­litar e po­li­cial, pro­fes­sores e ou­tras dis­ci­plinas es­tri­ta­mente ide­o­ló­gicas, téc­nicos e ad­mi­nis­tra­dores em geral, etc. 

En­quanto isso ocorre, a po­pu­lação ope­rária pro­du­tiva de 90% da po­pu­lação na­ci­onal (pouco mais de 180 mi­lhões de pes­soas) con­tinua amon­toada nas imundas li­nhas de pro­dução de ca­pital ou de­sem­pre­gada nas franjas do exér­cito in­dus­trial de re­serva. 

Para que não se diga que a breve des­crição acima da classe bur­guesa no Brasil é um exa­gero, ou que es­teja até in­va­dindo inad­ver­ti­da­mente ou­tras áreas da re­a­li­dade so­cial não au­to­ri­zadas para uma aná­lise econô­mica, vol­temos ao sin­gelo tema econô­mico deste bo­letim. 

Re­lembre-se, então, que é a taxa real de juros, não a no­minal, que conta na di­nâ­mica do mer­cado e na pos­si­bi­li­dade de re­a­ti­vação da pro­dução. E, data vênia, essa sa­grada cri­a­tura dos ca­pi­ta­listas e pa­ra­sitas do im­pe­ri­a­lismo em geral no Brasil con­tinua junto às pi­ores com­pa­nhias no ran­king mun­dial. 

Ver­go­nhosos 3,71% ao ano. Ca­tas­tró­ficos para a re­to­mada do cres­ci­mento. Vejam a lista do "top 10" das pi­ores taxas de juros reais do mundo. 

1 Rússia 4,59%
2 Tur­quia 3,93%
3 BRASIL 3,71%
4 In­do­nésia 3,36%
5 Colômbia 2,06%
6 China 1,45%
7 Mé­xico 1,43%
8 Índia 1,39%
9 África do Sul 0,86%
10 Ar­gen­tina 0,36%

Ob­serva-se na lista acima de grandes de­ve­doras e po­ten­ciais ca­lo­teiras que são todas eco­no­mias do­mi­nadas, sub­me­tidas ao peso do sis­tema ban­cário e fi­nan­ceiro global. As eco­no­mias que con­formam os cha­mados BRICS – Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul – ocupam a me­tade da lista. Os BRICS reúnem grandes eco­no­mias do­mi­nadas no mer­cado mun­dial. Também são re­la­ti­va­mente grandes as de­mais com­po­nentes da lista acima: Tur­quia, In­do­nésia, Colômbia, Mé­xico e Ar­gen­tina. 

Ob­serve-se também, de pas­sagem, uma coisa muito ilus­tra­tiva da na­tu­reza do mer­cado mun­dial mar­cado pelo de­sen­vol­vi­mento de­si­gual e com­bi­nado entre as di­versas na­ções. A re­a­li­dade de taxas de juros reais ele­vadas nas eco­no­mias do­mi­nadas é to­tal­mente di­fe­rente do que se pode ob­servar nas eco­no­mias do­mi­nantes do G7 (sete mai­ores eco­no­mias do mundo). 

1 Ca­nadá - 0,34%
2 Japão - 0,48%
3 Es­tados Unidos - 1,06%
4 França -1,43%
5 Itália - 1,63%
6 Ale­manha - 1,92%
7 In­gla­terra - 2,24%

Todas as eco­no­mias do G-7 apre­sentam taxas de juros reais ne­ga­tivas. Isso não acon­tece por acaso. São eco­no­mias que lutam contra a ten­dência à queda da taxa de lucro de mais um final de ciclo pe­rió­dico de su­per­pro­dução de ca­pital. Nesta luta contra a de­flação e a crise que se apro­xima, as eco­no­mias do­mi­nantes podem aplicar com toda a força suas redes pro­te­toras an­ti­cí­clicas sem de­pender dos in­te­resses es­te­ri­li­zantes de suas par­celas bur­guesas de ren­tistas e pa­ra­sitas econô­micos es­trito senso. 

Fun­da­men­tal­mente, é a pro­du­ti­vi­dade do tra­balho de uma eco­nomia na­ci­onal que de­ter­mina o valor ou qua­li­dade da sua moeda. Di­fe­ren­te­mente das eco­no­mias dos BRICS – onde pre­do­mina a ex­tração da mais valia-ab­so­luta, baixa pro­du­ti­vi­dade do tra­balho, como forma de va­lo­ri­zação do ca­pital – nas eco­no­mias do G7 pre­do­mina a mais-valia re­la­tiva, pro­du­ti­vi­dade do tra­balho re­la­ti­va­mente ele­vada. É essa úl­tima forma de va­lo­ri­zação que per­mite a uma de­ter­mi­nada eco­nomia na­ci­onal pos­suir "moeda forte" ou, sim­ples­mente, moeda con­ver­sível no mer­cado de câmbio in­ter­na­ci­onal. 

Com sua base de va­lo­ri­zação de­sen­vol­vida e di­fe­rente das eco­no­mias do­mi­nadas, as eco­no­mias do­mi­nantes do sis­tema im­pe­ri­a­lista também detêm, além de mo­edas ple­na­mente con­ver­sí­veis, um sis­tema fi­nan­ceiro e ban­cário pri­vado do­més­tico su­fi­ci­en­te­mente de­sen­vol­vido – capaz de ga­rantir au­to­no­ma­mente as ne­ces­si­dades na­ci­o­nais de moeda e de cré­dito dos se­tores in­dus­triais e ou­tras ati­vi­dades onde se produz ca­pital. 

So­mando as duas listas, ve­ri­fica-se que a taxa real de juros do Brasil, do mesmo modo que a no­minal, é uma das três mai­ores do mundo. Pra­ti­ca­mente em­pa­tada com a da Rússia e a da Tur­quia (3,93%). Três grandes me­li­antes da eco­nomia mun­dial. 

Nota mar­ginal 2 

Di­fe­ren­te­mente do Brasil, a Rússia de Putin pelo menos apre­senta a des­culpa de que ela pode ser uma me­li­ante econô­mica, mas é também uma su­per­po­tência mi­litar e ge­o­po­lí­tica. Isso é ver­dade. Uma grande ex­ceção na era mo­derna. Uma eco­nomia do­mi­nada com um exér­cito do­mi­nante. O pro­blema é que fazer guerra pelo mundo custa caro. Prin­ci­pal­mente para uma eco­nomia sem moeda con­ver­sível e sem um forte sis­tema fi­nan­ceiro na­ci­onal para fi­nan­ciar as des­pesas mi­li­tares. 

O Brasil, por seu lado – muito menos, in­clu­sive, que a Tur­quia – não pode jus­ti­ficar sua taxa re­corde de juros pelos mesmos mo­tivos mi­li­tares “no­bres” dos russos de en­frentar ini­migos ex­ternos for­te­mente ar­mados. Muito pelo con­trário. Por aqui, ter­ri­tório de caça de Washington, a única ati­vi­dade mi­litar vi­sível do Es­tado é o co­varde papel do exér­cito na­ci­onal do Sr. Jung­mann (2) de subir o morro para matar a in­de­fesa po­pu­lação tra­ba­lha­dora (muitas cri­anças) do exér­cito in­dus­trial de re­serva na­ci­onal. É por isso que esse gi­gante "dei­tado eter­na­mente em berço es­plên­dido” não passa de um anão ge­o­po­lí­tico e mero quinta-co­luna de Washington junto a seus vi­zi­nhos sul-ame­ri­canos. 

Con­cluímos, por hoje, ou­tras bre­vís­simas ob­ser­va­ções acerca deste ran­king mun­dial de juros reais. A mai­oria das grandes eco­no­mias do­mi­nadas já foi in­te­grada pas­si­va­mente às ca­deias pro­du­tivas glo­bais. Em maior ou menor grau, de­pen­dendo da área ge­o­e­conô­mica da pe­ri­feria. 

A di­nâ­mica pro­du­tiva in­terna dessas eco­no­mias do­mi­nadas de­pende, por­tanto, de uma des­pro­por­ci­onal ati­vi­dade co­mer­cial ex­por­ta­dora e im­por­ta­dora, so­mada a um con­tinuo afluxo de ca­pital ex­terno. Só o ne­o­mer­can­ti­lismo mantém as apa­rên­cias das mo­edas das eco­no­mias do­mi­nadas. 

Isso não é tão pre­mente nas eco­no­mias do G-7, que detêm mo­edas con­ver­sí­veis e sis­tema fi­nan­ceiro pri­vado in­terno que pode bancar sua ati­vi­dade econô­mica na­ci­onal. Não pre­cisam se pre­o­cupar com gi­gan­tescas somas de re­servas in­ter­na­ci­o­nais para servir de mu­leta às suas mo­edas na­ci­o­nais. 

A in­te­gração pas­siva às ca­deias pro­du­tivas glo­bais das eco­no­mias do­mi­nadas neste início de sé­culo 21 é o único re­mendo im­pe­ri­a­lista que po­deria com­pensar as fra­gi­li­dades mo­ne­tá­rias es­tru­tu­rais dessas eco­no­mias: baixa pro­du­ti­vi­dade econô­mica, au­sência de moeda con­ver­sível, au­sência de um sis­tema fi­nan­ceiro pri­vado na­ci­onal de­sen­vol­vido etc. 

Efeito co­la­teral ne­ces­sário deste re­mendo que cria ins­ta­bi­li­dades ma­cro­e­conô­micas muito mais re­sis­tentes que no pas­sado: ine­vi­ta­bi­li­dade de taxas de juros per­ma­nen­te­mente ele­vadas para fi­nan­ciar as dí­vidas pú­blicas dessas eco­no­mias do­mi­nadas. Isto é ines­ca­pável na atual re­es­tru­tu­ração im­pe­ri­a­lista do de­sen­vol­vi­mento de­si­gual e com­bi­nado do mer­cado mun­dial. 

Esta re­es­tru­tu­rada ar­ma­dilha im­pe­ri­a­lista é a prin­cipal razão pela qual o Brasil das "re­formas" deve con­ti­nuar no bu­raco por muito mais tempo do que ima­ginam os eco­no­mistas do sis­tema e a porca pro­pa­ganda da mídia dos pa­ra­sitas na­ci­o­nais e seus pa­trões es­tran­geiros.

Notas:

1) No Brasil chamam de renda a qual­quer tipo de ren­di­mento, in­clu­sive os sa­la­riais. 
2) Raul Jung­mann, mi­nistro da De­fesa. 

(*) Ana Araujo e José Mar­tins são eco­no­mistas.  
O ori­ginal en­contra-se em Crí­tica da Eco­nomia.

https://www.blogger.com/blogger.g?blogID=5538067426554059193#editor/target=post;postID=6018829952937354086

(Com o Correio da Cidadania)

Reforma Política

Mal não faz...


sábado, 19 de agosto de 2017

As atrações do Festival de Gramado

45º Festival do Cinema de Gramado


Comitê de Base da Educação - Unidade Classista BH

·                                                                   
                 Às Mães, aos Pais e Responsáveis:

Nossos representantes não estão trabalhando para resolver problemas como a falta de dinheiro para a Educação, a violência nas escolas e os baixos salários dos trabalhadores e trabalhadoras da educação. Pior ainda, alguns vereadores de BH querem aprovar um projeto que servirá para gerar mais desrespeito e violência nas escolas e na sociedade em geral. Vejamos:

� Todos os dias, a cada onze minutos, uma mulher é estuprada no Brasil, e 13 mulheres são assassinadas por dia. Uma das maneiras para acabar com isso é ensinar
nossos filhos sobre os direitos da mulher.

� Todos os dias muitos rapazes e moças são espancados e mortos no Brasil porque não são heterossexuais. A Escola precisa ensinar a respeitar as pessoas como elas são. Evitar a discussão de gênero é reproduzir a violência cultivando a ignorância.

� O Brasil tem uma população negra e indígena. A história do Brasil é formada pela relação entre a história do povo negro, indígena, branco...Por que a escola deveria ensinar somente a história do povo branco? Os racismos se reproduzem pela hierarquia do conhecimento. O Projeto Escola Sem Partido afirma, ao negar os saberes de outros povos, que o que vale é o conhecimento do povo branco.

Podemos dizer sim para isso?

Aos estudantes e as estudantes:
O Projeto Escola sem Partido tem a falsa intenção de tornar a nossa escola um melhor lugar para se ensinar e aprender. Mas o que de fato ele irá fazer é impedir que os assuntos tratados nas disciplinas sejam relacionados com os acontecimentos políticos, sociais e culturais do nosso dia a dia. As discussões sobre gênero, política, sexualidade e ideologia deixarão de existir nas salas de aula, pois os professores serão punidos e criminalizados se assim o fizerem. 

Isso é um absurdo! A escola se transformará em um lugar de pensamento único, sem debates, sem debate crítico! Querem transformar todas as escolas da cidade em lugares onde o ensino é acrítico onde o estudante não poderão nem opinar sobre o que está escrito nos livros, porque o professor e as professoras não poderão refletir para além do que dizem os livros.

Em linhas gerais, esse projeto criminaliza o professor que pensa; impede o pluralismo de ideias na escola; violenta o estudante por não permitir que pense, fale e interaja em sua escola com professores e colegas assuntos sobre cultura, religião e visão política.

Em resumo, o Projeto Escola Sem Partido é um Projeto de Doutrinação!

DIGA NÃO AO ESCOLA SEM PARTIDO!

Venha lutar conosco, entre em contato:

email: unidadeclassistabh@gmail.com
www.facebook.com/unidadeclassistabh/

CUMPRIMENTO DE METAS

                                       

                    Ameaçar demitir trabalhador fere
                    integridade psíquica e gera indenização


Ameaçar demitir trabalhador caso ele não cumpra meta é um desrespeito à integridade psíquica dele. Com esse entendimento, a 3ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho restabeleceu sentença que condenou uma cervejaria a indenizar em R$ 5 mil um vendedor que era ameaçado de dispensa caso não cumprisse as metas estabelecidas pela empresa. 

Na reclamação trabalhista, o empregado disse que o gerente de vendas destratava todos os vendedores, chamando-os de fracos e burros e ameaçando o grupo de demissão. Já a cervejaria alegou que a cobrança por metas no segmento comercial é normal e sempre foi feita dentro dos limites da normalidade, “sem ofensas ou palavrões”.

O juízo de primeiro grau, ao condenar a empresa, entendeu não ter havido propriamente um assédio moral, mas circunstâncias pontuais, que, segundo ele, embora não na mesma proporção, também causam danos à integridade moral do empregado.

Mero dissabor

O Tribunal Regional do Trabalho da 6ª Região (PE), porém, excluiu da condenação o pagamento de indenização, assinalando que nenhuma das testemunhas ouvidas afirmou ter conhecimento de algum funcionário que tenha sido efetivamente dispensado após as ameaças feitas como forma de pressão para o cumprimento das metas.

Para o TRT, “não é qualquer dissabor ou aborrecimento do dia a dia, ou mero desprazer efêmero, a que todos nós, por infelicidade, estamos sujeitos na vida em sociedade, que configura o dano moral”.

Bem-estar afetado

No recurso para o TST, o vendedor pediu o restabelecimento da condenação e o aumento do valor indenizatório, a seu ver inexpressivo diante da gravidade da falta.

O relator, ministro Maurício Godinho Delgado (foto), disse que o primeiro grau concluiu que as condições de trabalho a que o empregado foi submetido “atentaram contra a sua dignidade, a sua integridade psíquica e o seu bem-estar individual”, justificando a reparação.

Contudo, entendeu razoável o valor de R$ 5 mil de indenização. De acordo com a Súmula 439 do TST, a quantia será corrigida monetariamente a partir da data da fixação do valor (fevereiro de 2015), e os juros incidirão desde o ajuizamento da ação. Com informações da Assessoria de Imprensa do TST.

Processo RR-186-93.2015.5.06.0102

(Com a ConJur)

Médicos dos Estados Unidos graduados em Cuba levantam a voz contra bloqueio


                                     
Cinco graduados estadunidenses da Escola Latino-americana de Medicina em Cuba (ELAM) participarão na Jornada contra o Bloqueio 2017, que acolherá esta capital do 11 a 16 de setembro, anunciaram hoje os seus organizadores.

Dito evento, organizado por agrupamentos solidários com Cuba, centrar-se-á no impacto que tem sobre o setor da saúde o cerco de Washington, a mais 55 anos de duração e recusado pela comunidade internacional, em abrumadora maioria.

Segundo a informação conhecida por Prensa Latina, os médicos mencionados unir-se-ão a profissionais cubanos convidados ao encontro, o terceiro deste tipo.

Criada pelo Governo cubano em 1999 a raiz de uma iniciativa do líder histórico da Revolução, Fidel Castro, a ELAM tem graduado a mais 28 mil e 500 galenos de 103 países, entre eles 170 dos Estados Unidos.

Na semana anterior, a União Nacional de Enfermeiros Unidos, o sindicato maior desses profissionais registados neste país com mais 150 mil membros, ofereceu seu apoio à Jornada contra o Bloqueio.

Estamos em plenos preparativos do encontro, precisou dias atrás a Prensa Latina a coordenadora nos Estados Unidos do Comité Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos, Alicia Jrapko.

Focamos-nos neste ano no tema da saúde pois resulta um momento crítico para o setor nos Estados Unidos e achamos que Cuba pode ser um exemplo, manifestou em alusão a um contexto marcado pelas discussões no Congresso norte-americano para uma reforma sanitária.

A ideia, agregou Jrapko, é debater sobre os efeitos negativos que causa o bloqueio no país caribenho, e o impacto nos próprios estadunidenses, quem se vêem privados de aceder a serviços e tratamentos médicos cubanos contra doenças como o cancro e a diabetes.

Mesmo assim, o Comité Internacional Paz, Justiça e Dignidade dos Povos, deseja encontrar formas de trabalho conjunto entre ambas as nações para pôr fim ao cerco e apoiar a atenção médica universal dos norte-americanos todos.

Durante quase uma semana de atividades realizarão diversos eventos públicos, e membros do agrupamento e outras pessoas interessadas visitarão o Congresso...

(Com Prensa Latina/Pravda Ru)

Especial. Matéria da Al Jazeera

                                                                        Patrick Baz

                       A evolução da fotografia de guerra

Da guerra civil do Líbano à aquisição de Mosul e Aleppo pelo ISIL, como a fotografia de guerra mudou ao longo dos anos?

A fotografia de guerra evoluiu desde a guerra civil do Líbano de 1975 a 1990, influenciada pelo advento das novas tecnologias e da internet. No entanto, muitas das questões éticas daquela época continuam relevantes hoje, inclusive quando colocar a câmera em baixo e como avaliar adequadamente os perigos do trabalho.

Três fotógrafos de guerra libaneses - Aline Manoukian, Patrick Baz e George Azar - falaram com a Al Jazeera sobre suas próprias experiências sobre conflitos e sobre quais fatores moldaram a profissão nas últimas décadas.

O fotógrafo de guerra acidental

                                                                 
Como mulher, Aline Manoukian diz que não foi levada a sério quando começou a fotografar a guerra civil do Líbano [Krista Boggs / Al Jazeera]

"Eu comecei a ser um fotógrafo de guerra por engano", diz Aline Manoukian, observando que ela estava no início dos anos 20 quando ela voltou para o Líbano depois de estudar a história da fotografia nos Estados Unidos .

"Ninguém me levou a sério no começo, mesmo que eu estivesse assumindo os mesmos riscos que os homens", diz Manoukian,  observando que ela foi a primeira fotógrafa de guerra no Líbano . 

Ela lembra que ele pousou sua primeira bola fotográfica em 1984, no bairro de Beirute, em Ras al-Nabaa, no momento em que estava bloqueado, completamente cercado por atiradores.

Manoukian não conhecia esses detalhes quando um conhecido perguntou se gostaria de tirar fotos de trabalhadores que distribuíam pão em Beirute. Ela concordou, e no dia seguinte ela se encontrou dentro de uma ambulância da Cruz Vermelha, tirando fotos enquanto o veículo evitava cascos que caíssem de todas as direções.

Quando ela tirou suas fotos para o jornal local, os editores a olharam contra choque: "Como você conseguiu entrar?" Eles perguntaram, de acordo com a lembrança de Manoukian. "Ninguém tem acesso a essa área agora!"

A partir de então, foi oficialmente encarregada de cobrir a guerra civil.

Décadas depois, Manoukian, agora uma mãe, reconhece a angústia que seus pais teriam enfrentado ao saber que ela estava entrando na linha de fogo para cobrir a guerra. As linhas telefônicas geralmente caíram, de modo que transmitir suas fotos fora do país pode demorar horas.

                                                                  
O campo palestino de Burj el-Barajneh, localizado perto de Beirute, é retratado em 1988 [Aline Manoukian / Al Jazeera]

Manoukian eventualmente passou a se tornar o chefe de gabinete da Reuters, recebendo grande elogio por suas fotografias. Mas em 1989, ela optou por deixar o Líbano para Paris, prometendo nunca mais revogar outra guerra. Tendo testemunhado muitas cenas de violência e morte, sentiu que nada a afastava mais.

"Eu tive algumas chamadas próximas", diz ela. "Uma vez, testemunhei uma execução surpresa ao meu lado. Eu tinha o sangue da pessoa por toda a minha cara".

WATCH: Omran Daqneesh e os limites da fotografia de guerra

O número emocional de tais eventos assumiu Manoukian é claro. Hoje, ela toma medicamentos para ajudar a lidar com a ansiedade, embora nunca tenha sido especificamente diagnosticada com transtorno de estresse pós-traumático (TEPT).

A dessensibilização de Manoukian para a violência a atingiu especialmente quando ela viajou para a Armênia em 1988 para cobrir um terremoto; Apesar de ser de ascendência armênia, sentiu-se incapaz de simpatizar com as vítimas.

"Eu precisava de uma grande dose de tragédia para sentir qualquer coisa", diz ela. "Eu nunca tomei drogas. Mas é como se você oferecesse um viciado em drogas, que faz heroína durante toda a vida, uma articulação. E você pensa:" O que eu faço com isso? "

Perguntado para cobrir o conflito na Iugoslávia na década de 1990, ela recusou. "Eu senti como se eu tivesse meus pés em cimento", diz ela. "Eu não poderia ir para cobrir outra guerra".

Adicto ao ofício


O Líbano tornou-se o campo de treinamento do fotógrafo de guerra Patrick Baz [Colin Bertier / Al Jazeera]
"Eu sempre quis estar onde a ação aconteceu, nunca senti que tive uma missão", diz o fotógrafo francês-libanês Patrick Baz. "Eu só queria tirar fotos e contar uma história. Eu tinha um vício de notícias".

Apenas 12 quando a guerra do Líbano entrou em erupção, Baz começou a trabalhar como fotógrafo de guerra na adolescência.

O Líbano tornou-se seu campo de treino. Fotografando a invasão israelense em 1982, ele lembra a dificuldade em cobrir um conflito que estava se desenrolando em seu próprio país. "Foi muito difícil porque tive que ser neutro em um país - meu país - que estava sendo ocupado", diz Baz.

Começando como fotógrafo freelancer no Líbano, ele passou a cobrir vários outros conflitos regionais para a agência de notícias AFP, desde a primeira Intifada na Palestina , até a Guerra do Golfo, até o conflito na Líbia e muitos outros.

"Quando cheguei em Sarajevo, fiquei chocado. Estava frio, os lutadores e os atiradores estavam em toda parte, isto era guerra", lembra Baz.

"Eu estava acostumado com a" maneira libanesa "de fazer guerra. Você sabe que luta, sim, mas então você iria fazer uma pausa, você iria às montanhas, e mais tarde você voltaria", ele brinca.

Por ser francês-libanês, Baz diz que alguns de seus colegas e membros da comunidade local questionaram sua neutralidade, uma reivindicação que ele rejeita. Baz também acredita que ser um fotógrafo de guerra é "uma profissão mais egoísta, se você é um homem ou uma mulher, você deve ser solteira", pois é muito difícil deixar uma família para trás quando se dirige a uma nova missão.


Baz fotografou as conseqüências de um carro bomba em Beirute em 1985 [Patrick Baz / Al Jazeera]
Baz descreve seus anos como um fotógrafo de guerra com uma analogia preocupante: "É uma droga. Você quer isso de novo e de novo. Eu era como [personagem do livro de quadrinhos francês] Obelix - eu caí nisso quando criança e fiquei viciado".

Em 2014, ele deveria cobrir a guerra em Gaza , mas no final ele percebeu que não podia ir. Seu corpo e sua mente finalmente tinham o suficiente, e ele percebeu que estava lutando com o PTSD.

Embora tenha passado pela terapia, Baz diz que perdeu todo o interesse pela guerra e nem quer mais olhar para as histórias de guerra. Hoje, ele trabalha para o departamento corporativo da AFP.

Ao longo de todos os anos, alguns dos sentimentos mais fortes de Baz foram em funerais de tiro: "Houve momentos em que eu me recusei a disparar nessas ocasiões. Pareceu-me uma invasão de privacidade".

Combinando arte e tecnologia

                                                                                                         George Azar
"Quando eu voltei para o Líbano como adulto, o que testemunhei se assemelhava a uma cena de Mad Max - um mundo de caos onde todos tinham uma arma", o jornalista George Azar diz [Bilal Tarabey / Al Jazeera]

Quando George Azar, americano de descendência libanesa, chegou a Beirute em 1981, suas memórias de infância de visitas de verão ao país foram destruídas.

"Quando voltei para o Líbano como adulto, o que presenciei parecia uma cena de Mad Max - um mundo de caos onde todos tinham uma arma", diz Azar. "Se você tivesse uma arma, você tinha autoridade. Era um mundo louco, mas sobreposto sobre uma bela cidade e lugares aos quais eu estava preso".

Como ele descreve no documentário Beirut Photographer , Azar viajou para o Líbano para contrariar o que ele sentia ser um viés de mídia sobre como o conflito estava sendo coberto pela mídia norte-americana. Separá-lo de outros correspondentes estrangeiros foi a sua determinação em viver em Beirute durante vários anos durante a guerra, ao contrário de colegas que parabenavam dentro e fora do país e do conflito.

Azar sabia há muito tempo que queria ser jornalista. O primeiro carro-bomba que ele disparou revelou-lhe o verdadeiro alcance do conflito. "Eu pensei que iria ver um veículo explodido", ele lembra. "Quando cheguei, vi todo o bloco ter sido despedaçado".

Pensando em seus primeiros trabalhos, ele acredita que o conteúdo foi capaz de compensar sua falta de conhecimento técnico. Sua carreira subiu quando cobriu vários conflitos, trabalhando como fotojornalista e documentarista e ganhando inúmeros prêmios. Hoje, ele está de volta ao Líbano, onde ele ensina na Universidade Americana de Beirute.


Os trabalhadores civis de resgate evacuam o piso superior de um prédio de apartamentos de alto escalão atingido por escudos de artilharia em Beirute em 1984 [George Azar / Al Jazeera]

A motivação para ser fotógrafo de guerra durante a guerra civil do Líbano nunca foi econômica, lembra.

"Você faz isso [fotografia de guerra] porque é importante para você", diz ele, lembrando inúmeras chamadas próximas durante o conflito, inclusive sendo seqüestrado seis vezes e quase executado.

Ao contrário de alguns colegas que descrevem a década de 1980 como a era de ouro dos fotógrafos de guerra, o Azar tem uma perspectiva diferente. Havia menos fotografos de guerra durante esse tempo, exceto em certos momentos de pico, e a remuneração não era melhor ou pior do que hoje, diz ele.

Ele descreve a fotografia como uma combinação de arte e tecnologia, com os dois elementos "intimamente entrelaçados".

Azar também se lembra de debater se era "certo" gravar um vídeo de um incidente que se desenrolou durante a guerra de Gaza em 2006.

"Quando meu motorista não apareceu para trabalhar uma manhã em novembro de 2006, eu correu para sua aldeia depois de ouvir que foi atingido pelo fogo de artilharia israelense. Quando cheguei, encontrei ele sentado na porta desta casa em suas piscinas Sangue da família. Fui confrontado com a questão moral de se filmar ou não. Depois de reconfortá-lo um pouco, escolhi filmar o evento, para que não fosse despercebida, por causa da história ", diz Azar.


(Com a Al Jazeera)

KKK Livre

Alex Falcó/Rebelión

Solidariedade ao Povo Venezuelano

                                                                                                     
                                 
                  
             O que de fato está acontecendo na Venezuela?

Diversos veículos de mídia têm se colocado na tentativa de explicar o clima de instabilidade constante no país, propagando diversas incertezas. A Venezuela vive um dos tempos mais cruciais de sua história, com a resistência do seu povo em uma grave crise política, econômica e social, em uma tensão que se intensifica há meses. 

A ingovernabilidade e o caos da guerra econômica fomentam uma crise que abala a sua soberania. O presidente dos E.U.A. Donald Trump revela de maneira explícita um plano de intervenção militar proposto contra a Venezuela, uma grave violação à soberania e autodeterminação dos povos, à cooperação internacional e à não-intervenção.

Em um momento conturbado como este, é necessário repudiar ameaças intervencionistas e se somar a uma grande corrente de solidariedade. O povo venezuelano tem o direito inalienável de definir os rumos de seu próprio país! 

Entendendo que é necessário analisar o cenário jurídico e político que representa uma série ameaça a toda a América Latina, fortaleceremos a Campanha Internacional de Solidariedade à Venezuela. 

Teremos a presença de juristas e representantes da mídia e de movimentos populares, além do Consulado Venezuelano no Rio de Janeiro, para debaterem conosco a necessidade da solidariedade latino-americana a um povo que existe e que luta por sua soberania.

– Cônsul Edgar Marín (Consulado da Venezuela);
– Wadih Damous (deputado federal);
– Marília Guimarães (Rede de Intelectuais, Artistas e Movimentos Sociais em Defesa da Humanidade).

A Venezuela quer paz! A sua luta pela paz também é nossa!

sexta-feira, 18 de agosto de 2017

Começa o 45º Festival de Cinema de Gramado


Rússia produz superlaptop resistente a neve e batidas

                                                                                              Grigóri Sisoiev/TASS


O Ministério da Indústria e do Comércio da Rússia liberou subsídio de 150 milhões de rublos (2,5 milhões de dólares) para a criação da "T-Platformi", um projeto de supernotebook nacional.

A ideia é que o equipamento funcione mesmo se cair na água, em temperatura ambiente de 50 graus Celsius negativos a 50 graus Celsius positivos e após batidas fortes.

O projeto tem duas vertentes: um será um notebook feito com base no processador x86 da Intel, e outro, com base no Baikal-M, da companhia russa Baikal Electronics, filial da "T-Platformi".

Segundo os representantes da companhia, o primeiro é preciso para prover a infraestrutura necessária e, só então, se passar ao equipamento totalmente nacional.

A ideia veio da necessidade de prover pessoas que trabalham em locais de "condições difíceis" com aparelho funcional.

"Os 'computadores protegidos' poderão ser usados em companhias petrolíferas e de gás, de sondagem, em expedições geológicas, em oficinas de produção, na Sibéria ou na taiga, já que terá segurança e estabilidade a temperaturas extremamente baixas ou altas, umidade, campos magnéticos altos. 

O notebook deve funcionar normalmente caso caia na água ou, por exemplo, em pedras, estando sob vibração ou solavancos fortes", explica o vice-diretor comercial da T-Platformi, Aleksandr Golub.

"Já temos uma carteira de clientes muito grande que se acostumou com determinados programas, e migrar deles seria difícil. 

Para aqueles que já têm infraestrutura criada e foram comprados equipamentos e software, nos próximos três ou quatro anos, para o período de transferência, será preciso configuração com processador Intel, mas o próprio equipamento será completamente nacional", completa.

A base do notebook será construída com sistema operacional Linux - se houver, porém, demanda, algumas unidades terão Windows 10.

 Subsídio

O subsídio pedido pela empresa até 2019 é de 450 milhões de rublos (7,4 milhões de dólares). Em 2016, ela recebeu 150 milhões de rublos do Orçamento Federal.

Durante a realização do projeto, já foram registradas quatro patentes e criados 18 empregos para profissionais de alta tecnologia.

A porta-voz do conselho da Associação de Fabricantes de Equipamentos Eletrônicos, Svetlana Apollónova, diz que a criação de notebooks nacionais é importante não só para o mercado industrial, como para a economia em geral e a segurança da informação.

"A questão, claro, está no preço: os computadores russos serão competitivos em relação aos análogos estrangeiros? Mas se quisermos desenvolver nossa economia, precisamos de tecnologia própria: não de 'regionalizar' os importados, mas produzir nosso próprio equipamento. 

Além disso, com software e equipamento importado não é possível prover a segurança da informação - pode acontecer uma catástrofe tecnológica. Nesse ponto, é de suma importância a defesa contra o terrorismo", diz Apollónova.

De acordo com os fabricantes, a criação do computador deve levar pelo menos um ano. Agora, a companhia espera os processadores da companhia Baikal Electronics. O projeto com processadores Intel, porém, já está em andamento.

A assessoria da Baikal Electronics anunciou que seus primeiros modelos de processadores estarão prontos no segundo semestre de 2017. A empresa também recebeu subsídios do Ministério em 2016, totalizando 400 milhões de rublos (6,5 milhões de dólares), para a produção do processador Baikal-M.

(Com o jornal Izvêstia)

Em tempos de desmonte, um compromisso ético em favor dos direitos sociais

                                                                                
   
 Viviane Aparecida Ferreira de Lara Matos 

“Grandes mentes discutem ideias, mentes medianas discutem eventos, pequenas mentes discutem pessoas”
 (Eleanor Roosevelt). 

Em uma manhã de provocações, assim denominada por Solange Fernandes (PUCPR), na última terça-feira, 15 de agosto, demos início à terceira edição do ciclo de estudos e debates Trabalhadoras(es) do Sistema Único de Assistência Social, promovido pelo CEPAT, com o apoio do IHU. 

Fernandes trabalhou a partir do tema Sistema Único da Assistência Social: desafios frente a nova conjuntura. E já na abertura deste ciclo chamou a atenção a representativa participação de pessoas de diferentes cidades da Região Metropolitana de Curitiba, como Araucária, Colombo, Fazenda Rio Grande e Pinhais.  


Solange Fernandes destacou os difíceis tempos que estamos enfrentando, que não se trata apenas de uma nova onda neoliberal, mas, sim, de um tsunami neoliberal no Brasil. Tudo o que nós trabalhadoras(es) entendemos e construímos de seguridade social está sendo desmontado. 

Por enquanto, estamos sentindo o baque das decisões políticas do Congresso Nacional e da gestão Temer, mas como as mudanças são de curto e longo prazo, tudo pode piorar ainda mais, já que estão previstos progressivos cortes no orçamento da Assistência Social. 

Em 20 anos, significará um corte de 880 bilhões de reais. Infelizmente, voltaremos a viver a era do assistencialismo, um retrocesso inevitável a um Brasil de 20 anos atrás.

Para citar um exemplo, em 2017, já houve um corte de 9% no orçamento destinado às medidas socioeducativas, ou seja, da previsão inicial de 85 bilhões, reduziu-se o orçamento para 79 bilhões. E os cortes seguirão gradualmente nos próximos anos.

Outra informação assustadora: o governo fez um cruzamento de dados, via sistema, em relação ao Programa Bolsa Família, sem nenhuma avaliação técnica dos profissionais da Assistência Social nos Municípios, e simplesmente cancelou a participação de 469.000 famílias que recebiam o programa de transferência de renda. 

Além disso, outras 634.000 famílias tiveram os benefícios bloqueados por causa da renda per capita, ou seja, porque a renda familiar ultrapassou em 10 ou 15 reais o limite de corte. Em outros casos, as famílias possuíam financiamento de uma casa ou de um carro e foram bloqueadas. 

Precisamos nos perguntar: como uma mãe, carrega seu filho deficiente? Quantos atendimentos uma criança portadora de deficiência necessita? É o sistema quem sabe? Ou somos nós, trabalhadoras(es) da política da assistência social? É para isso que servem os pareceres sociais.  

Um outro ponto. O Benefício de Prestação Continuada - BPC, que atende idosos e deficientes, até então estava sob a responsabilidade da Previdência Social e da Assistência Social, contudo, a partir das mudanças oriundas do Governo Temer, a Assistência Social passou a ser uma mera gestora burocrática, sem qualquer autonomia sobre os recursos. 

Em que isto impacta na ação cotidiana do trabalho social? Justamente no tempo de trabalho destinado às escutas qualificadas das famílias, mediações, trabalhos com grupos de adolescentes, idosos, mulheres vítimas de violência doméstica, entre outros, bem como no trabalho com a comunidade. Tudo isto ficará prejudicado.

Segundo Fernandes, o Programa Criança Feliz é o golpe fatal para a Assistência Social, e é o retorno ao assistencialismo. Serão contratados 80.000 visitadores. Para o grupo de participantes do ciclo de estudos e debates, quando questionado por Fernandes, tais visitadores serão meros fiscalizadores da vida das famílias, sem nenhuma preocupação acerca do impacto social de seus trabalhos. 

Fernandes alerta que o desmonte não está focado somente na Assistência Social, também precisamos olhar o pacote da Terceirização, da Reforma da Previdência, da Reforma do Ensino Médio, o congelamento do orçamento em 20 anos para os direitos sociais, entre outros. 

Tal cenário impacta diretamente em nosso trabalho e na sociedade brasileira. Se as coisas continuarem assim, voltaremos à absolutização da pobreza, da miséria crônica, da violência e da criminalização. As pessoas ficarão sem perspectiva, sem força para viver. 

Apesar de todos os males, Fernandes também considera que a crise é uma possibilidade concreta para buscarmos respostas coletivas e qualificadas, pois a resposta para o fenômeno está dentro dele. É nessa perspectiva sócio-histórica que ela acredita. 

“Precisamos continuar nosso caminho”, propõe Fernandes. É tempo de retomarmos o trabalho e fazermos uma autocrítica, avaliando também o nosso modo de proceder no trabalho, promovendo uma nova escuta social. Precisamos priorizar o planejamento. 

É tempo de retomar o trabalho social com as lideranças, despertar novos atores sociais nos territórios. O momento é propício para se elaborar e executar um plano de formação política na defesa dos direitos humanos e das políticas públicas. É urgente a tarefa de ativar fóruns de debate. Além do mais, trata-se de um ato de resistência. 

Quando possuímos um conhecimento, há um compromisso ético em repassá-lo aos que ainda não o possuem, já que o profissional da assistência social é como um marco na estrada. Nosso papel é também o de oferecer caminhos.

(Com o Instituto Humanitas Unisinos)