quarta-feira, 25 de maio de 2016

Beleza inimaginável... (Baby Can I Hold You Tonight)




Baby Can I Hold You Tonight

"I'm sorry,"
Is all that you can say
Years gone by and still
Words don't come easily
Like "sorry" (like "sorry"... like "sorry"..)

"Forgive me,"
Is all that you can say
Years gone by and still
Words don't come easily
Like "forgive me" ("forgive me"... "forgive me"..)
Forgive me..

But you can say, baby
Baby can I hold you tonight?
Baby, if I told you the right words
Oooh, at the right time
You'll be mine

I love you
Is all that you can say
Years gone by and still
Words don't come easily (words don't come easily..)
Like "I love you", I love you..

But you can say, baby
Baby can I hold you tonight?
Baby, if I told you the right words
Oooh, at the right time
You'll be mine

(Baby can I hold you...)
But you can say, baby
Baby can I hold you tonight?
Baby, if I told you the right words
Oooh, at the right time
You'll be mine

(Baby, if I hold you..)
(Baby, can I hold you..) You'll be mine..
(Baby if I told you..)
(Baby, can I hold you..)
You'll be mine..
(Baby if I told you..)
Baby, can I hold you.

Querido, posso te abraçar?

"Desculpe"
É tudo o que você sabe dizer
Os anos se passam e ainda assim
As palavras não vêm facilmente
Como "me desculpe" ("desculpe", "desculpe")

"Perdoe-me"
É tudo o que você sabe dizer
Os anos se passam e ainda assim
As palavras não vêm facilmente
Como "me perdoe" ("me perdoe", "me perdoe")


Mas você pode dizer, querida
Querido, eu posso abraçar você esta noite?
Talvez se eu dissesse a você as palavras certas
Ooh, no momento certo
Você seria minha

Eu te amo
É tudo que você sabe dizer
Os anos se passaram e ainda assim
As palavras não vêm facilmente
Como "eu te amo", eu te amo

Mas você pode dizer, querida
Querido, eu posso abraçar você esta noite?
Talvez se eu dissesse a você as palavras certas
Ooh, no momento certo
Você seria minha

(Querido, posso te abraçar)
Mas você pode dizer, querida
Querido, eu posso abraçar você esta noite?
Talvez se eu dissesse a você as palavras certas
Ooh, no momento certo
Você seria minha

(Querida, se eu te abraçar)
(Querido, posso te abraçar...) Você será minha
(Querida, se eu te dissesse)
(Querido, posso te abraçar...)
Você será minha
(Querida, se eu te dissesse)
Querido, posso te abraçar?

Mídia empresarial e a corrosão dos valores democráticos

                                                                 

Gaudêncio Frigotto (*)

Um dos temas mais cruciais hoje para a vida democrática no Brasil é a necessidade inadiável de assumir o debate sobre as corporações empresariais que detêm o monopólio da informação. Não por acaso, um tema que, de imediato, essas próprias corporações esgrimam em suas redes de TV, rádio e seus jornais, no esforço de convencer mentes e corações que a censura voltou e se está cometendo o maior atentado contra a democracia. Democracia por elas entendida como defesa do mundo privado.

O filme documentário de Camilo Galli Tavares, O dia que durou 21 anos, mostra o quanto foi decisiva a grande mídia no golpe civil e militar de 1964. O que se revela no documentário é que esta mídia agiu nos bastidores com políticos brasileiros e dos Estados Unidos e, diretamente, com as pautas diárias a induzir a opinião da classe média e das grandes massas, a respeito da suposta ameaça comunista, que estaria às nossas portas.

Mas valeria, também, analisar os tempos que precederam a morte de Getúlio Vargas. Esse retrospecto pode nos ajudar a ver com meridiana clareza que esta mesma mídia está implicada diuturnamente em fomentar as massas para manter privilégios de grupos e, no momento, legitimar o golpe institucional que representa um retrocesso pior, porque mais profundo, do que o golpe de 1964.

As consequências sociais e políticas podem ser dramáticas, pois as três décadas de frágil ordem democrática permitiram formar sindicatos, organizações científicas, culturais e movimentos sociais e populares que não existiam em 1964 e que certamente não se calarão. Os efeitos podem não ter sido vistos no dia seguinte ao golpe consumado, mas logo quando grandes massas se perceberem a manipulação a que foram submetidas por uma minoria rica, cínica e prepotente representada em todas as esferas institucionais do país.

Pela Constituição brasileira, os meios de comunicação são concessão do Estado e deveriam atender aos interesses universais e não privados. Portanto, interesses democráticos. Mas a imprensa empresarial privada e monopolizada é, por definição, antidemocrática. Vale dizer, atende aos interesses de grupos e não aos interesses da sociedade no seu conjunto. O argumento de que o controle social da mídia é censura dissimula o caráter de censura da grande mídia empresarial ao pensamento divergente, fermento da ordem democrática.

Os estudos acadêmicos sobre o caráter parcial, direcionado, seletivo da grande mídia monopolizada são abundantes. No plano internacional, as análises de um dos maiores sociólogos do século 20, o francês Pierre Bourdieu, e do linguista e cientista político Noam Chomsky, mostram o quão parcial e demolidora dos direitos à informação livre é a mídia monopolizada mundialmente.

No Brasil, poucas vozes de juristas, políticos e intelectuais têm se manifestado sobre o risco da manipulação midiática para a manutenção e aprofundamento da ordem democrática e, consequentemente, para avanços nas reformas estruturais historicamente postergadas e que nos constituem como uma sociedade das mais desiguais do mundo. Desigualdade que está na origem de todas as formas de violência, tão banalizadas pela mídia empresarial.

O que se está presenciando pela pauta dominante da grande mídia empresarial, sem dúvida o maior partido ideológico atual no Brasil, torna mais que atuais as afirmações feitas pelo jornalista húngaro Joseph Pulitzer. “Com o tempo, uma imprensa cínica, mercenária, demagógica e corrupta formará um público tão vil como ela mesma (grifos meus)”

Na mesma direção, de candente atualidade, é o destaque que o Eric Hobsbawm dá em seu livro Tempos Fraturados (Companhia das Letras, 2013) ao que o escritor alemão Karl Kraus observou sobre o papel da mídia no contexto da primeira Guerra Mundial. Hobsbawm destaca que “a imprensa não só expressava a corrupção da época, mas era, ela própria, a grande corruptora, simplesmente pelo “confisco dos valores através da palavra”. E apoiado em Confúcio sublinha que quando não “se diz tudo o que deve ser dito e se quer dizer, o que precisa ser feito não será feito; se isso não é feito, a moral e a arte se deterioram; se a justiça se extravia, o povo esperará em impotente confusão”( p.162)

Por fim, em meados do século 20, na coletânea de textos de Pier Paolo Pasolini, publicada em 1990 pela editora Brasiliense com o título Jovens Infelizes, este autor de vasta obra, observando o papel da imprensa no pós-Segunda Guerra Mundial, assinalava que o fascismo arranhou a Itália, mas o monopólio da mídia arruinou. O magnata da mídia Berlusconi é a expressão política mais candente da ruína a que foi submetida a Itália.

Há que denunciar e combater a corrupção, mas não seletivamente e, sim, sob todas as formas e todos os envolvidos. Corrupção por propinas a políticos, corrupção por evasão fiscal, corrupção da dívida pública etc. Para aqueles que lutam pela efetiva democracia e o esforço de construir uma nação não é termos uma imprensa de monopólio estatal ou empresarial, mas uma imprensa com controle social de forma institucionalizada, para que, sobre todos os temas de interesse universal, não se diga apenas meias verdades, pois isto é pior que a mentira.


(*) Gaudêncio Frigotto é filósofo e doutor em Educação, História e Sociedade pela Pontifícia Universidade Católica de São Paulo. Atualmente professor na Faculdade de Educação e no Programa de Pós-Graduação em Políticas Públicas e Formação Humana da Universidade do Estado do Rio de Janeiro

Comissão Interamericana de Direitos Humanos preocupada com jornalistas desaparecidos na Colômbia


                                                                               
O Relator Especial para a Liberdade de Expressão da Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) manifesta a sua preocupação com a situação de três jornalistas desaparecidos na cidade de Filogringo, Colômbia, localizado a 700 quilômetros ao norte de Bogotá e apenas 50 quilômetros da fronteira com a Venezuela. 

O Relator Especial apela às autoridades colombianas para implementar todos os instrumentos disponíveis para atuar em uma maneira rápida e oportuna, encontr -los e tomar medidas de proteção adequadas. 

De acordo com a informação disponível, o primeiro jornalista a desaparecer foi Salud Hernández -Mora colunista de jornal El Tiempo de Bogotá e correspondente do El Mundo de Madrid, tendo se mudado para a área como parte de uma história que estava fazendo. Filogringo é uma cidade historicamente perturbada, com a presença de guerrilheiros e paramilitares, topografia montanhosa, de difícil acesso e má comunicação no departamento de Norte de Santander. 

Hernández-Mora foi dado como desaparecido no sábado, 21 de maio segundo  de relatos da mídia. 

O jornalista Diego Velosa, da Caracol TV , o cameraman que o acompanhava e o repórter da agência EFE foram libertados no mesmo dia, enquanto um jornalista e um cinegrafista da RCN -Diego D'Pablos e Carlos Melo estavam desaparecidos até à data.

"Quando já estávamos desenvolvendo o trabalho que fomos abordados por guerrilheiros do ELN que nos deteve por três horas e depois de três horas de interrogatório tiraram todos os equipamentos: câmeras, computadores, tudo o que tínhamos , " disse Velosa na terça-feira 24 . 

Ele acrescentou que eles foram forçados a deixar o lugar e que o equipamento não tinha sido devolvido a eles. O presidente da Colômbia, Juan Manuel Santos, ordenou às autoridades para fortalecer o trabalho de segurança para encontrar os três jornalistas. 

"

Lançado no Brasil o Bloco da Esquerda Socialista

                                                                         
            
– Uma grande frente de luta anti-capitalista e anti-imperialista 
– Aprovada a "Carta de S. Paulo"

 Reunião que aprovou a 'Carta de S. Paulo'. Cerca de 200 militantes das organizações convocantes do evento, de coletivos em geral e militantes independentes participaram do ato-debate de lançamento do Bloco da Esquerda Socialista, em São Paulo. 

O evento foi convocado por várias organizações políticas e animado por Virgínia Fontes e Plinio de Arruda Sampaio Filho. Ambos realizaram uma análise da conjuntura atual e convergiram no sentido de que é necessário a criação de um instrumento que busque a construção de uma alternativa dos trabalhadores para enfrentar o governo Temer e os ataques do capital, além da necessidade de se forjar uma perspectiva clara que rejeite a conciliação de classe e aponte a necessidade das transformações sociais no Brasil. 

Ao final do evento aprovou-se a Carta de São Paulo: Por um Bloco da Esquerda Socialista (v. abaixo), uma Coordenação composta por representantes das organizações que convocaram o ato, um seminário para aprofundar o debate entre as organizações, além de um conjunto de intervenções nas lutas sociais que estão se desenvolvendo em São Paulo. O Bloco deverá realizar ainda contatos com outras organizações sociais e coletivos independentes no sentido de ampliar a unidade da esquerda socialista. 

Para Edmilson Costa, do PCB e um dos organizadores do evento, a atividade foi um sucesso, muito além das expectativas, uma vez que no mesmo dia estavam ocorrendo várias ocupações na cidade e assembleias de trabalhadores. "Reunir cerca de 200 pessoas numa noite de frio, com várias atividades pela cidade, demonstra que há um espaço muito largo para a unidade da esquerda socialista e para a construção de um grande bloco de lutas para enfrentar o atual governo, os ataques do capital e apontar uma alternativa dos trabalhadores para a conjuntura de crise que o país está vivendo". 

Carta de São Paulo: Por um Bloco da Esquerda Socialista

"A luta de classes no Brasil entrou em uma nova etapa. Vivemos uma das crises econômicas e sociais mais graves de nossa história. Junto com ela, uma crise política resultante, de um lado, das manobras antidemocráticas da direita e do grande capital e, de outro, da absoluta falência da política de conciliação de classes adotada pelo PT e o modelo lulista. 

A ofensiva da direita e as manobras antidemocráticas que resultaram no impeachment de Dilma Rousseff oferecem ao grande capital uma chance para que aprofundem ao máximo sua política de colocar na conta dos trabalhadores e do povo todo o peso da crise. Com Michel Temer buscarão aplicar de maneira mais brutal as contra-reformas estruturais que o débil governo de Dilma vinha aplicando de maneira lenta. 

Diante de nós temos a ameaça concreta de uma nova contra-reforma da previdência, o fim da garantia legal dos direitos trabalhistas, a desvinculação permanente dos recursos da saúde e educação no orçamento e uma política radical de privatizações. Já estamos vendo a concretização dessa política de ataques nos cortes do programa Minha Casa Minha Vida – Entidades e o desmonte do Ministério da Cultura. Além disso, existe o risco de um retrocesso histórico nos direitos das mulheres, negros e negras, população LGBT, indígenas, etc. 

Sem ter recebido nenhum voto e sem apoio popular, o conglomerado reacionário que usurpou o poder (PSDB, DEM, PMDB, etc), liderado por Michel Temer, terá que recorrer à repressão em níveis qualitativamente superiores para que consiga implementar suas políticas. Para isso, aprofundará a criminalização dos movimentos sociais e a perseguição a quem luta e resiste. Poderá inclusive utilizar-se do aparato repressivo e legal (como a lei antiterrorismo) criados pelo próprio governo Dilma Rousseff. 

A luta contra o governo ilegítimo, golpista e antipopular de Michel Temer é a tarefa central de toda a esquerda e dos movimentos da classe trabalhadora, de todos os explorados e oprimidos em nosso País. Lutamos para construir um grande movimento de massas pelo "Fora, Temer" e suas políticas de ataques aos direitos e garantias dos trabalhadores, na perspectiva de construção de um novo rumo para o País. Para isso, é preciso o máximo de combatividade, organização de base, democracia e unidade nas fileiras da classe trabalhadora, da juventude e do povo. 

Um exemplo da combatividade e radicalidade necessários é o da juventude estudantil na ocupação de escolas em vários estados e sua disposição de luta conjunta com os trabalhadores da educação, como no caso do Rio de Janeiro. 

Porém, além disso, essa nova etapa exige novas respostas e alternativas políticas que a esquerda socialista ainda não foi capaz de apresentar plenamente. Essa alternativa política se mostra ainda mais urgente na medida em que a velha direção lulista e petista coloca a nu todos os seus limites e debilidades. 

Um dos principais obstáculos da luta contra a direita no último período, incluindo a luta contra o impeachment, foi o caráter burguês e antipopular do próprio governo Dilma. Esse governo até o último dia insistiu em aplicar políticas típicas da direita como a lei antiterrorismo, o apoio ao projeto de abertura do pré-sal para exploração de empresas estrangeiras, a reforma da previdência, o PL 257 que ataca os servidores e, mesmo com o impeachment já definido, ainda buscava ilusoriamente um pacto nacional com a burguesia. 

As direções do PT e do PCdoB, atreladas ao governo como estavam, não foram capazes de levar a luta até as últimas consequências. Da mesma forma, não conseguem apontar uma estratégia de luta contra Temer que vá além da disputa institucional e supere sua velha forma de fazer política, além de procurar desviar a luta das massas contra o impeachment para ilusões em relação à disputa eleitoral de 2018. 

Uma nova alternativa de esquerda é urgentemente necessária. Uma alternativa que rejeite o sectarismo estéril – que saiba, portanto, fazer unidade de ação contra o inimigo de classe e ao mesmo tempo saiba construir coletivamente, sem hegemonismos, no campo da esquerda, uma frente de luta anticapitalista, que recuse firmemente o atrelamento à estratégia do lulismo e que aponte uma nova perspectiva para os trabalhadores. 

A construção dessa alternativa política passa necessariamente pela unidade das forças políticas e sociais da esquerda socialista sobre uma base programática clara, anticapitalista e socialista. Por isso, defendemos a construção de um Bloco da Esquerda Socialista para lutar em todos os espaços possíveis, unificando partidos como o PSOL, PSTU e PCB, organizações políticas de esquerda não legalizadas e movimentos sociais classistas e combativos, como o MTST, a CSP-Conlutas, Intersindical, além da juventude que enfrenta com bravura a política neoliberal. 

Esse bloco político unificado da esquerda socialista poderá representar um grande polo de atração para amplos setores que estão tirando as conclusões sobre os limites do lulismo e do PT e suas organizações aliadas, além de poder atrair as novas gerações que nunca tiveram referência nessas velhas direções. 

Na luta por esse Bloco da Esquerda Socialista buscaremos promover a discussão política sobre programa, políticas, táticas e estratégia, além de uma intervenção organizada em todos os espaços de luta da classe trabalhadora. Não somos aqueles que já têm as respostas prontas, mas sim aqueles que querem, a partir do debate franco e aberto e da atuação concreta na luta, ajudar na construção de novas sínteses e alternativas para os trabalhadores e a juventude. 

Primeiros signatários 
Coletivo "Chega de Sufoco"- Metroviários 
Conspiração Socialista – CS 
Insurgência (PSOL) 
Liberdade, Socialismo e Revolução – LSR (PSOL) 
Nova Organização Socialista – NOS (PSOL) 
Partido Comunista Brasileiro – PCB 
Socialismo ou Barbárie – SoB (PSOL)"


23/Maio/2016
O original encontra-se em http://pcb.org.br/portal2/11158 

Este artigo encontra-se em http://resistir.info/ .

Caminho do impeachment

Adán Iglesias/Rebelión

terça-feira, 24 de maio de 2016

Conferência Europeia de Aposentados e Pensionistas


Fantasmas em Jesus del Monte

Laz/Juventud Rebelde

Site expõe dados de jornalistas na Ucrânia

                                                    
Um site que seria ligado ao governo ucraniano divulgou dados pessoais de jornalistas que cobriram um conflito no país. O “Mirotvorets” publicou, há duas semanas, uma planilha com os nomes completos, telefones e e-mails, além outros dados, de cerca de 4.500 jornalistas. Entre eles estão, pelo menos, quatro brasileiros. A lista inclui profissionais de imprensa da CNN, The New York Times, BBC, Reuters e Associated Press.

Eles são acusados de “colaborar com organizações terroristas”, pelo fato de terem se credenciado junto à República Popular de Donetsk, região separatista que declarou independência da Ucrânia. A entidade separatista exige que os jornalistas que atuam em sua área de sejam identificados e credenciados por eles.

Entre os quatro jornalistas brasileiros está Leandro Colon, enviado pela Folha em 2014 para cobrir o conflito. Na época, Colon era correspondente do jornal em Londres e hoje é repórter especial do jornal na sucursal de Brasília. 

Os outros três jornalistas são Andrei Netto (“O Estado de S. Paulo”), o fotógrafo Mauricio Lima (que recentemente ganhou o Prêmio Pulitzer, o mais prestigiado do jornalismo) e Sandro Fernandes, que atuou para o site Opera Mundi na região.

Segundo informações de órgãos de imprensa locais, o site é ligado a um assessor do ministro do Interior da Ucrânia, Arsen Avakov.

Em nota divulgada na última segunda-feira (23/5), a Associação Brasileira de Jornalismo Investigativo (Abraji) e outras entidades internacionais criticaram o site ucraniano Mirotvorets por divulgar dados privados de jornalistas que cobriam o conflito no leste do país.

                                                                      Crédito:Reprodução
                                         
                          Seis jornalistas brasileiros tiveram dados revelados por site ucraniano

"A Abraji considera inadmissível a perseguição de agentes e apoiadores do Estado ucraniano a repórteres no desempenho de suas funções e vai acionar as entidades internacionais das quais é associada para encaminhar manifestações de repúdio à divulgação dos dados e à tentativa de intimidar os jornalistas", afirmou.

De acordo com agências de notícias, o portal teria ligação com o governo do país e procurava "espiões russos" entre os repórteres que pediram credenciamento para as autoridades separatistas pró-Rússia para cobrir as ações na região.

Segundo a Folha de S. Paulo, na lista, que contém informações como nome, telefone e e-mail, há pelo menos seis brasileiros: Leandro Colon, da Folha, Andrei Netto, d'O Estado de S. Paulo, Sandro Fernandes, colaborador do site Opera Mundi na Rússia, Maurício Lima, credenciado pela Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), Yan Boechat e Patrick Muzart, da IstoÉ.

A relação inclui dados de cerca de 4.500 jornalistas credenciados, incluindo nomes de veículos como CNN, The New York Times, BBC, Reuters e Associated Press. Os responsáveis acusam os jornalistas de "colaborar com organizações terroristas". As informações teriam sido obtidas por hackers que acessaram arquivos dos separatistas.

A organização Repórter Sem Fronteiras (RSF) chamou o vazamento de "absurdo". "Isso expõe os jornalistas a um perigo real e muitos deles já começaram a receber ameaças", disse Johann Bihr, do RSF no leste europeu e Ásia Central. Para ele, o caso é um "intolerável ataque à liberdade de informação e deve ser tratado com a maior seriedade".

Por meio de nota, o Comitê para Proteção dos Jornalistas (CPJ) repudiou o episódio. "A publicação de contatos privados de jornalistas os colocam em risco. Na pior das hipóteses, essa ação pode ser lida como um gesto velado para atingir jornalistas", ponderou Nina Ognianova, coordenadora do comitê para Europa e Ásia Central.

Há dois anos, áreas da região leste do país estão sob controle de rebeldes separatistas pró ­Rússia. O grupo, que se autoproclama República Popular de Donetsk, exige que os profissionais de imprensa que acompanham os territórios de seu comando sejam identificados e credenciados por eles.

O usurpador e o caminho da usurpação

                                                        


Mauro Luis Iasi (*)

“Por parte do conspirador, não há senão medo,

inveja e a suspeita da punição, que o atormenta”

Nicolau Maquiavel

Temos no governo um usurpador, mas devemos nos indagar sobre a natureza dessa usurpação. Para um marxista o caráter de um governo se mede pelos interesses de classe que representa, por vezes direta e claramente, por vezes mediados e ofuscados por formas que dificultam a percepção do caráter de classe envolvido.

No caso particular que analisamos, nossa tarefa fica facilitada pelo fato que as medidas anunciadas não procuram disfarçar sua intencionalidade. Seja nos termos expressos no projeto do PMDB, batizado de Ponte para o Futuro, seja na forma apresentada pelo presidente do Senado, Renan Calheiros, como Agenda Brasil, seja nos inúmeros projetos que tramitam no Congresso, cerca de 56 proposituras, e que encontrão um rito aligeirado para serem implementadas, tudo indica claramente uma linha inequívoca que aponta para a brutalidade do ajuste necessário ao capital, o ataque aos direitos dos trabalhadores e o retrocesso social e cultural.

Em linhas gerais podemos indicar três eixos fundamentais: o ajuste econômico manifesto nas medidas ditas de “austeridade”, medidas no campo dos valores e relativas à ofensiva moralista/obscurantista e medidas jurídico-políticas de garantia da ordem.

No campo da austeridade vemos os cortes orçamentários nas áreas sociais, as críticas à dimensão de políticas públicas como o bolsa família, propostas de diminuição e descaracterização do SUS, privatização do ensino em todos os níveis – do ensino básico ao superior – , mais uma reforma da previdência, diminuição de ministérios, flexibilização ou extinção das licenças ambientais, o famigerado PL 257 que em nome de regularizar a relação e as dívidas dos Estados e municípios coloca condicionantes para acertar as contas que vão desde o congelamento de salários e estancamento das carreiras, corte brutais de gastos até programas de demissão voluntária que tornarão letra morta a estabilidade no emprego dos funcionários públicos em todos os níveis.

A ofensiva obscurantista se expressa, também, nestas medidas chamadas de “austeridade”, como é o caso do fechamento do Ministério da Cultura e outras pastas, no retrocesso na pauta dos Quilombolas e nações indígenas, no desmonte do SUS. No entanto, é em algumas iniciativas que se apresenta de forma mais clara, como no Estatuto da Família em tramitação, nas diferentes iniciativas de restrição do debate de gênero, da pauta LGBT e do livre direito de opinião no ato educativo, tal como se expressa nas diferentes leis da mordaça no âmbito municipal, como as chamadas iniciativas da Escola sem Partido ou o que denominam de “ideologia de gênero” e que iniciativas similares no Congresso Nacional.

Ocorre que os segmentos dominantes que usurparam o poder executivo através de manobras jurídicas, paramentares e midiáticas de caráter casuístico, oportunista, contornando o próprio marco legal e constitucional, sabem que a dramaticidade de tais medidas provocará reações, sendo necessárias medidas legais de contenção e garantia da lei e da ordem. Neste âmbito o Estado burguês parece estar bem aparelhado, não apenas com instrumentos jurídicos e dispositivos judiciários, mas com aparatos de repressão dispostos a serem utilizados.

O caráter de classe da usurpação parece evidente. Trata-se de encontrar a forma adequada de impor, mais rápida e profundamente, os “ajustes” necessários ao bom andamento da acumulação de capitais, ao mesmo tempo em que se produz um acerto de contas político e ideológico que legitime perante a sociedade tais medidas, não pelo seu evidente caráter particular, mas por sua suposta universalidade: “salvar o Brasil”. Mas do que o Brasil precisa ser salvo?

O discurso ideológico dos usurpadores procura se legitimar com o discurso que o país precisa ser salvo de um governo “desastroso” e “irresponsável” que, colocando em risco a economia, jogou a nação no caos. Talvez o discurso mais significativo na bacia de impropérios que marcou as falas no Senado da República por ocasião da aceitação do processo de impedimento da Presidente, tenha sido de um Senador do PTB de Pernambuco que a pretexto de defender o governo Dilma fez uma fala muito bem articulada argumentando os motivos pelo qual não se poderia acusar a presidente de “irresponsabilidade fiscal”. 

Diante de um certo incômodo dos governistas, o senador deslindou um rosário de iniciativas que vão desde os cortes no orçamento, medidas de saneamento financeiro, reforma na previdência, contenção de gastos, tudo isso sem deixar de incentivar o agronegócio, as indústrias, o comércio exportador e os bancos, medidas, muitas vezes, nas palavras do parlamentar, que não se preocuparam em ferir interesses de aposentados, de categorias profissionais e do funcionalismo público.

Quando olhamos as medidas apontadas na pauta reacionária do usurpador que o ocupa o Palácio do Planalto, vemos com preocupação que o governo que foi afastado, em todos os níveis, aplainou o terreno para o retrocesso. As negociações com Renan e sua Agenda Brasil, já haviam avançado muito no ataque as licenças ambientais, aos quilombolas, indígenas e atingidos por barragens, em nome de criar as condições para retomar o “crescimento econômico”, o volume de cortes já implementado sucateava a ponta de inviabilizar, por exemplo, as universidades, e garroteavam fortemente as políticas na área da saúde, da educação, da assistência. O risco evidente de privatização e mercantilização do ensino já está indicado claramente no Plano Nacional de Educação, por exemplo, quando indica que o fundo público pode ser direcionado para financiar tanto a educação pública como a privada.

A ameaça de regularizar as terceirizações, inclusive em atividades fins, não é uma novidade em várias esferas, mas destacamos a área da saúde. Destacando que devemos ser contra a terceirização em todos os níveis, lembramos que quando uma OS implementa um CAPS, no corpo da eufemisticamente chamada parceria público-privada para operar ações no SUS, contrata médicos, psicólogos, assistentes sociais e outros profissionais pela CLT. Ora, estes profissionais desempenham atividades “meios” ou “fim” no ato dos atendimentos realizados. Para não deixarmos o campo da saúde, o que significa exatamente a EBSERH imposta goela abaixo nas universidades?

No âmbito do chamado retrocesso de valores as coisas não são melhores. O governo interrompido flertou perigosamente com o obscurantismo, cedeu por várias vezes para não provocar a suscetibilidade fundamentalista, seja no campo da pauta LGBT, seja no campo mais geral dos valores, até mesmo na necessária defesa do caráter laico do Estado. As imagens da presidente implorando voto no Templo de Salomão, monumento do atraso moral e do precário senso estético, aceitando a carta das “mulheres evangélicas” de olho nos votos do segmento e do apoio da bancada evangélica, são a indicação de concessões muito maiores que viriam a ocorrer.

Mesmo no campo dos meios repressivos e jurídicos o terreno foi amplamente aplainado pelo governo interrompido, seja pela manutenção injustificável de dispositivos legais, como a famigerada Lei de Segurança Nacional, como a criação de novos como a Portaria Normativa de dezembro de 2013 que dispõe sobre as Operações de garantia da Lei e da Ordem, e, mais claramente, na atual Lei Antiterrorismo.

Neste ponto a usurpação adquire forma paradoxal. Por que interromper um governo que em tudo cedia às exigências dos segmentos conservadores? Na verdade as camadas dominantes dividiram-se quando a isso. Até o final de 2015 havia claramente um alinhamento das frações de classe da burguesia monopolista em nome da “estabilidade” e uma direção clara de enfraquecer o governo para derrotá-lo em 2018. 

O que mudou de lá para cá é o fato que a direita, parlamentar e social, pressentiu o momento difícil do governo e decidiu partir para o ataque. O desencadear do processo de impeachment no qual o destempero de Cunha é elemento chave, precipitou a situação de instabilidade que culminou no alinhamento da burguesia na direção da interrupção do mandato de Dilma e o fim do ciclo petista no governo.

Este é o elemento que torna complexa a conjuntura. Para o bom funcionamento da equação usurpadora era necessário legitimar o ato. No entanto, como para sua execução seria necessário torcer a legalidade, uma vez que parece evidente não ter ocorrido o chamado crime de responsabilidade, a linha adotado foi da legitimidade de substituir um governo que perdeu o apoio parlamentar e social, por um novo que garantiria a estabilidade necessária.

Todo conspirador, já dizia Maquiavel, precisa fazer crer que o afastamento do governante irá satisfazer desejos e anseios do povo, uma vez que a própria ação conspirativa que culmina na usurpação do poder é por sua natureza vista como odiosa pelo povo fazendo com que, nas palavras do florentino, “as dificuldades com que os conspiradores teriam que lutar seriam infinitas”. 

Era imprescindível criar um clima de insatisfação e oposição em amplos segmentos da população contra o governo e isso foi produzido pela combinação de ações judiciais e midiáticas que foram eficientes em colar no governo a pecha da corrupção, do desmando e da incompetência. Como é próprio da lógica do preconceito, foi funcional atribuir estes estigmas à condição de “esquerda” e tirar dos esgotos da luta política o anticomunismo e a ameaça à família, a moral, à pátria como pretexto para a ação usurpadora.

A condição do “conspirador” implica mais dificuldades do que a posição de governo para empreender seus objetivos. O governo tem recursos de poder consideráveis que haviam se demonstrado eficientes, desde o poder de nomear cargos, negociar verbas, oferecer apoio político-eleitoral, assim como um recurso que não devemos menosprezar que é a “legitimidade” do voto. Colocamos entre aspas o termo legitimidade porque não consideramos que nas condições em que se dão as eleições no Brasil podemos pressupor, sem maiores considerações, que o voto implica legitimação. Uma disputa onde um candidato dispõem com a generosa doação de empreiteiras, bancos, planos de saúde, do agronegócio, ente outros, de R$ 381 milhões para gastar, quase 12 minutos de tempo de televisão, contra outros que não chegaram à R$ 40 mil de contribuições militantes e tendo 45 segundos na TV (depois da minireforma de 2015 este tempo cairá para 17 segundos), possa ser base para qualquer coisa que possa ser chamada de legítima.

Seja como for, o cargo reúne recursos consideráveis que somados à um respaldo popular, lembremos que o nível de valoração positiva do governo em anos anteriores beirou a casa dos 80%, torna difícil a vida dos conspiradores. Era preciso reverter um por um estes recursos. A ofensiva midiática, as manifestações de rua, as ações judiciais, o corroer da base de sustentação, fizeram este trabalho.

Este foi o papel da direita e ela o desempenhou com eficiência. No entanto, o fato do governo, nos termos da governabilidade pelo alto escolhida, insistentemente se empenhar em mostrar-se responsável perante aqueles a quem devia sua governabilidade (as alianças políticas no parlamento e o pacto com a burguesia em pró do “crescimento econômico”), através das inúmeras medidas das quais aqui enumeramos apenas algumas, solapou o principal recurso do governo interrompido: o apoio popular.

É verdade que segmentos da esquerda, generosamente, movem seus recursos contra a direita usurpadora, mas há uma diferença entre mover segmentos sociais pontuais, bases de partidos, sindicatos e movimentos sociais e ter o apoio dos trabalhadores como classe e a possibilidade de ampliar este apoio para bases de massa. O problema é que isso não é passível de ser mobilizado agora como forma única de reação ao ataque institucional que a direita operou com habilidade.

O próprio Maquiavel afirmava que não se deve cair só por crer que poderá encontrar quem te levante, pois isso não acontece. E explica:

“Aqueles que possuíram, por muitos anos, seus principados, para depois perdê-los, não acusem a sorte, mas sim a própria ignávia (negligência): porque não tendo nunca nas boas épocas pensado e que os tempos poderiam mudar (e é comum nos homens não se preocupar, na bonança, com as tempestades), quando vieram tempos adversos, pensaram em fugir e não defender-se e esperam que as populações fatigadas da insolência dos vencedores os chamassem novamente”.

Isso só pode ter algum sentido quando tudo mais falha. Será este o nosso caso? A frase de Lula, empenhando suas esperanças em um racha no PMDB que permitiria recompor a base da governabilidade revertendo o impedimento ou criando as condições para uma volta ao governo em 2018 parece indicar este caminho. Nos parece um caminho muito ruim.

A usurpação foi facilitada pela negligência. As massas, em especial os trabalhadores não se movem na defesa de abstrações. Esperam que saiam às ruas na defesa da “democracia” ou do “Estado de Direito” é uma ilusão. Como já afirmei, a democracia não morre apenas por manobras palacianas e parlamentares, por meio de contorcionismos e oportunismos legais. A democracia agoniza quando um pedreiro é seqüestrado, torturado, assassinado e seu corpo escondido, como o corpo de Amarildo. A democracia agoniza com seu corpo arrastado por uma viatura, como o corpo de Claudia.

 A democracia morre em cada jovem negro que engrossa a lista dos famigerados autos de resistência. A justiça definha quando Rafael Braga continua preso por portar um desinfetante e militantes são processados por se manifestar contra as fraudulentas obras da Copa do Mundo da FIFA. A democracia morre com cada casa que cai na Vila Autódromo, em cada comunidade indígena atacada por pistoleiros, em cada cidade arrasada pela lama das mineradoras ou a sanha de empreiteiras. Depois de transformar a democracia numa abstração que não faz sentido para boa parte de nossa classe, não se pode esperar que as pessoas se mobilizem para defendê-la.

As medidas empreendidas pelos usurpadores e que já haviam começado pelo governo interrompido atacam alguns dos elementos mais essenciais à vida, não na abstração de “direitos”, mas nas condições de nossa existência. Na casa para morar, na terra em que precisamos plantar, no alimento que sacia a fome, no tratamento que salva a vida, na escola que alimenta o espírito e a consciência, no trabalho, no transporte. Os jovens que ocupam as escolas, os companheiros nas ocupações urbanas e rurais, as fábricas ocupadas, artistas que ocupam o falecido Ministério da Cultura, nos mostram um caminho para substanciar a democracia, rechea-la de carne real, cor e cheiro.

Quando deixar de ser um fantasma de terno e gravata, quando beijar a boca dos oprimidos, quando marchar ao nosso lado, andar de ônibus, morar na periferia, quando sofrer da violência da cidade e do trabalho, quando suar nosso suor, sangrar nosso sangue e chorar as nossas lágrimas, quando arrancar a venda dos olhos e empunhar a espada na direção dos opressores… quem sabe, haverão muitos na defesa da democracia e os usurpadores não poderão mais se esconder sob seu manto de noite e de arbítrio.

“Somente são bons, certos e duradouros

os meios de defesa que dependem de ti mesmo

e do teu valor”

Maquiavel

https://blogdaboitempo.com.br/2016/05/20/o-usurpador-e-o-caminho-da-usurpacao/

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(Mauro Luís Iasi é professor e membro do Comitê Central do PCB

Novos usos para a vodca

                                                                         
A vodca é mais conhecida como uma bebida com alto teor alcoólico, ótima para fazer coquetéis e outros drinques. A maioria das pessoas não imagina que, além da sua utilidade no bar, ela tem vários outros empregos que são de muito auxílio nas tarefas domésticas. Veja a seguir.

1. Mantenha as flores frescas

Acrescente 3 a 4 gotas de vodca com uma colher de chá de açúcar à água do vaso com flores e elas durarão por mais tempo.

2. Desodorize roupas

Remova odores desagradáveis e extermine bactérias com umas borrifadas de vodca. Pendure as roupas malcheirosas em uma área bem ventilada e borrife-as com uma solução de 1:1 de vodca e água. Deixe a roupa secar, e o cheiro terá saído em um dia.


3. Dê mais brilho ao cabelo

Acrescente 50 ml de vodca a uma embalagem de xampu de 350 ml para obter um cabelo ainda mais brilhante.


4. Conserve a cor das roupas escuras

Misture uma parte de água e uma parte de vodca e pulverize tecidos e roupas escuras antes de lavá-los.

5. Remova mofo e bolor

Pulverize vodca sobre a área mofada ou embolorada. Deixe agir por 15 minutos e escove o mofo com uma escova de dentes velha.


6. Um colchão mais limpo e desinfetado

Desinfete seu colchão e travesseiros pulverizando uma solução de água e vodca em 1:1. Quer ver como fazer uma higienização completa do seu colchão? Clique aqui!

                                                         
7. Lentes limpas e cristalinas

Use vodca dissolvida em água para manter as lentes dos seus óculos límpidas como cristal.


8. Limpe janelas e outras superfícies da cozinha


Funciona com vidros, cromados e porcelana: umedeça um pano com vodca e passe-o nas superfícies, que ficarão brilhantes como novas.


9. Faça um enxaguante bucal caseiro

Combine algumas gotas de essência de canela, hortelã ou menta com vodca e deixe a mistura em repouso por duas semanas para fazer um eficiente enxaguante bucal.


10. Acabe com o mau odor nos sapatos e tênis

O mau odor que vem dos calçados é produzido por bactérias que gostam de locais úmidos e escuros. Pulverize seus sapatos e tênis com vodca para matá-las e eliminar o cheiro. Colocar os pés de molho na vodca também cura o famigerado chulé. Outras dicas de como acabar com ele você pode conferir clicando aqui.


11. Faça um desinfetante para as mãos

Como a vodca mata bactérias, com ela se faz um ótimo desinfetante. Encha uma garrafinha de spray com vodca e aplique nas suas mãos quando for necessário.


12. Proteja-se contra picadas de insetos

O alto teor de álcool contido na vodca faz com que ela seja fatal para os insetos. Misture-a com água em um pulverizador e passe nas pernas e braços ou borrife nos insetos para evitar desconfortos ao ar livre.


13. Trate irritação cutânea causada por hera venenosa


Limpe a área afetada com vodca, e enxágue com água morna. Seque e esfregue delicadamente a área atingida com um chumaço de algodão embebido em vodca várias vezes e deixe secar naturalmente. Este procedimento também é eficaz para picadas de mães d'água.


Comprima a área em volta do curativo com um chumaço de algodão embebido em vodca para facilitar a sua remoção sem causar dor.


15. Deixe seus ornamentos de prata brilhando

Coloque um pouco de vodca numa tigela e mergulhe a peça de joalheria nela. Seque e dê polimento com um pano seco e macio. Se a peça estiver muito suja, deixe de molho na vodca e escove a sujeira com uma escova de dentes. Mergulhe na vodca de novo e deixe secar.


16. Use como bolsa de gelo


Coloque uma mistura de água e vodca em um saco plástico e leve ao freezer. A vodca impede o total congelamento da água, formando uma bolsa de gelo ótima para aplicar sobre contusões

segunda-feira, 23 de maio de 2016

10ª Mostra Cinema e Direitos Humanos

                                                                 

Convidamos todas e todos a participar da exibição comentada do Filme "500 – Os Bebês Roubados Pela Ditadura Argentina”, promovida pela Rede Latino-Americana de Justiça de Transição e pelo Centro de Estudos sobre Justiça de Transição.

Debatedores:
Ministro José Antonio Cafiero - Cônsul Geral da Argentina
Profª Drª Céres Pimenta – Coordenadora Comissão da Verdade em Minas Gerais
Prfª Drª Ingrid Gianordoli-Nascimento – Coordenadora do Núcleo de Pesquisa em Memórias, Representações e Identidade Social - Psicologia/UFMG
Presidindo a mesa: Mariluci Cardoso de Vargas – Consultora RLAJT/Doutoranda História/UFRGS

Dia: 24/05
Horário: 19:00
Local: Auditório Orlando Magalhães Carvalho, 16º andar, Prédio da Pós-graduação - Faculdade de Direito e Ciências do Estado/UFMG

Rede Latino-Americana de Justiça de Transição

Feitiço de amor dos antigos egípcios foi decifrado

                                             

                                                         © AP Photo/ Nasser Nasser

O egiptólogo italiano decifrou dois Papiros de Oxirrinco (do século III). Nos papiros foram encontradas fórmulas mágicas: feitiços de amor para as mulheres e para os homens, a fim de subjugar a vontade da pessoa. O descobrimento foi anunciado no site Live Science.

As fórmulas mágicas foram decifradas por Franco Maltomini, da Universidade de Udine. Elas estavam escritas em egípcio antigo e não eram destinados para uma pessoa concreta. Ao ler a fórmula, tinha que se pronunciar (ou escrever) o nome da pessoa a quem o feitiço era destinado. O autor das fórmulas não está indicado.

​Os textos dos feitiços de amor apelam a uma divindade. Aquele que quisesse enfeitiçar uma mulher era aconselhado a queimar algumas substâncias (seus nomes não foram encontrados) no banho, e em seguida, escrever na parede as seguintes palavras: "Enfeitiço-a, terra e água, em nome do demônio que habita em você e (enfeitiço) o destino deste banho, como você brilha, se queima e flameja, assim que você queima [nome da mulher], parida pela [nome da mãe da mulher], até que se torna minha…" 

O objetivo da segunda fórmula mágica – subjugar a vontade do homem. Recomenda-se gravar algumas frases "mágicas" em uma placa de cobre e depois a colocar junto com os pertences da pessoa (por exemplo, com sandálias). 
Além disso, na parte traseira do papiro estão gravadas algumas receitas médicas. Dor de cabeça, lepra e outras doenças, segundo elas, podem ser tratadas com excrementos de animais.

Os papiros foram encontrados no início do século XX, junto com milhares de outros, entre as ruínas da antiga cidade egípcia de Oxirrinco. Os documentos estão sendo decifrados até hoje.

Leia mais: http://br.sputniknews.com/mundo_insolito/20160523/4722270/feitico-amor-decifrado.html#ixzz49WXauOrF

(Com o Sputnik)

Jornalistas de O Dia e Meia Hora discutem greve

                                                                              

Por conta dos atrasos salariais, incluindo o 13º salário, e da redução de benefícios, jornalistas de O Dia e Meia Hora decidiram iniciar uma greve a partir segunda-feira (23). Em assembleia na última quinta-feira (19/05), os trabalhadores decidiram que a ação será progressiva e começará um ato público na porta da Ejesa, na Rua dos Inválidos 198, na Lapa, às 16h de segunda.

A pauta de reivindicações foi aprovada pelo Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Rio de Janeiro sexta-feira (20/05) com o comunicado de greve. Os trabalhadores exigem a regularização imediata dos salários atrasados, do 13º salário e das férias de todos os funcionários – celetistas e pessoas jurídicas.

Os funcionários também reivindicam a recomposição salarial de 2015 (7,13%), com o retroativo; a regularização e a manutenção do plano de saúde e do vale-refeição; e a quitação dos depósitos atrasados de FGTS e INSS. A carta exige ainda o pagamento integral das verbas rescisórias dos funcionários que foram demitidos recentemente e a garantia de diálogo permanente com os donos/gestores da empresa.

Na quarta-feira (18/05), foi anunciada a chegada do executivo Mário Cuesta, do Diário de S.Paulo, que deverá atuar como ‘gestor’ da Ejesa e já sinalizou corte de 30% dos custos, incluindo a folha salarial atual.

 O grupo português Ongoing controla 30% do Ejesa. Os outros 70% pertencem à empresária Maria Alexandra Mascarenhas, mulher do português Nuno Vascocellos e que vem a ser acionista do Ongoig. Nuno e Maria Alexandra estiveram se encontraram com Cuesta nesta quarta-feira (18).  O empresário adquiriu a participação do grupo no portal iG em 2015. O maior questão da negociação são as dívidas da Ejesa com funcionários, fornecedores e impostos, que somam mais de R$ 250 milhões.

Na assembleia de quinta-feira, os trabalhadores se manifestaram contrários a novas demissões. Pelo arranjo apresentado pela empresa, Maria Alexandra Mascarenhas e Nuno Vasconcellos continuariam como donos da Ejesa.

A greve nas redações de ‘O Dia’ e ‘Meia Hora’ é o passo mais recente do imbróglio que atravessam os funcionários da Ejesa há dois anos. Os atrasos salariais começaram em 2014 e, de lá para cá, foram se tornando cada vez mais longos e sistemáticos.

(Com a ABI)

Grave crise financeira da CIDH leva à suspensão de audiências e perda iminente de quase metade do seu pessoal

                                                                             
A Comissão Interamericana de Direitos Humanos (CIDH) atravessa uma profunda crise financeira que terá graves consequências sobre a sua capacidade para cumprir seu mandato e funções básicas. A Comissão lamenta profundamente ter de informar que em 31 de julho de 2016 vencem os contratos de 40% de seu pessoal e que neste momento não possui recursos, e tampouco a expectativa de captar recursos, para poder renovar esses contratos. Ademais, a Comissão informa com profundo pesar que se vê obrigada a suspender todas suas visitas previstas para este ano, bem como seu 159º e 160º períodos de sessões inicialmente previstos para julho e outubro.

É alarmante para a CIDH o fato de que esta situação irá resultar no desmantelamento de áreas essenciais para o cumprimento do seu mandato. A Comissão manifesta o seu profundo pesar às vítimas, aos peticionários e às organizações da sociedade civil que tinham planejado participar em audiências, reuniões de trabalho e outros espaços previstos para as sessões de outubro. A Comissão manifesta igualmente a sua extrema preocupação porque a suspensão das sessões tem um impacto direto na capacidade da Comissão de avançar com o processamento das denúncias de violações de direitos humanos, já que são nessas sessões que os Comissários e Comissárias analisam, debatem e aprovam relatórios sobre petições e casos.

Direitos Humanos

É igualmente perturbador o fato de que esta situação irá deixar sem defesa milhares de vítimas de violações de direitos humanos. É inevitável que a morosidade processual que se estava tentando reduzir volte a aumentar e chegue a um ponto incompatível com o direito de acesso à justiça. A Comissão também lamenta profundamente estar diante de um cenário iminente em que poderá perder valiosos/as funcionários/as que têm trabalhado incansavelmente em favor dos direitos das vítimas e que se entregaram à causa dos direitos humanos com responsabilidade e dedicação.

Nos últimos meses e semanas, a Comissão e sua Secretaria Executiva têm feito todos os esforços que estiveram dentro de seu poder para confirmar doações que haviam sido previamente conversadas, mas infelizmente estes esforços não prosperaram. A Comissão continuará realizando todos os esforços ao seu alcance para garantir que este cenário possa ser revertido imediatamente a fim de evitar a perda de 40% do seu pessoal e poder reagendar os períodos de sessões, visitas e todas as demais atividades previstas para o ano de 2016. Para esse fim, a Comissão Interamericana insta os países membros, países observadores e outros possíveis doadores a fazerem contribuições financeiras urgentes que possam estar imediatamente à disposição da CIDH.

Para evitar esta situação catastrófica, a Comissão precisa de receber fundos, ou ao menos compromissos escritos de doações antes de 15 de junho.

Além da crise financeira atual, a Comissão sofre uma situação estrutural e sistémica de financiamento inadequado que precisa ser tratada e resolvida. Existe uma profunda discrepância entre o mandato que os Estados Membros da Organização dos Estados Americanos (OEA) atribuíram à Comissão e os recursos financeiros que são fornecidos a ela. 

O orçamento ordinário da Comissão para o ano corrente não atinge 5 milhões de dólares, ou seja, menos de cinco milésimos de dólar ($ 0,005) por habitante. O pessoal da Comissão financiado pelo Fundo Ordinário da OEA totaliza 31 pessoas, ou seja, o número de funcionários é menor que o número de países sob a jurisdição da CIDH. Os outros 47 funcionários são financiados por doações que podem ser instáveis e imprevisíveis conforme demonstra a crise atual.

Ao longo das últimas duas décadas a Comissão tem feito esforços contínuos junto aos Estados Membros da OEA para garantir um orçamento que lhe permitiria trabalhar de forma eficaz no cumprimento do seu mandato. Como resultado desses esforços, a Assembleia Geral da OEA aprovou várias resoluções comprometendo-se a tratar desta situação, mas estas resoluções não se refletiram em um aumento significativo dos recursos. Enquanto o Conselho da Europa aloca 41,5% do seu orçamento para a promoção e proteção dos direitos humanos, a OEA aloca 6% do seu orçamento à Comissão Interamericana de Direitos Humanos.

A este respeito, a Comissão Interamericana de Direitos Humanos faz um forte apelo aos Estados Membros da OEA para assumirem a sua responsabilidade com o Sistema Interamericano de Direitos Humanos. A Comissão espera que a próxima Assembleia Geral da OEA, que será realizada em junho, aprove uma decisão histórica e transcendental que reflita o compromisso dos Estados com a defesa dos direitos humanos na região. Isto significa aumentar drasticamente o orçamento do Fundo Ordinário da OEA e atribuir à CIDH e ao Sistema Interamericano de Direitos Humanos em geral os recursos necessários para cumprir o mandato definido pelos próprios Estados. É essencial, imperativo e urgente que os Estados efetivamente adotem uma solução sustentável para este problema grave e crónico e demonstrem o seu compromisso a respeitar e garantir os direitos humanos com atos e não apenas com palavras.

A Comissão exprime o seu firme compromisso de continuar trabalhando para cumprir as suas funções, inspirada pelo ideal expresso na Convenção Americana sobre Direitos Humanos, que “só pode ser realizado o ideal do ser humano livre, isento do temor e da miséria, se forem criadas condições que permitam a cada pessoa gozar dos seus direitos econômicos, sociais e culturais, bem como dos seus direitos civis e políticos”.

A CIDH é um órgão principal e autônomo da Organização dos Estados Americanos (OEA), cujo mandato surge a partir da Carta da OEA e da Convenção Americana sobre Direitos Humanos. A Comissão Interamericana tem como mandato promover a observância dos direitos humanos na região e atua como órgão consultivo da OEA na temática. A CIDH é composta por sete membros independentes, que são eleitos pela Assembleia Geral da OEA a título pessoal, sem representarem seus países de origem ou de residência.

domingo, 22 de maio de 2016

EXPLORAÇÃO (Reportagem especial do "Brasil de Fato/EBC")



                              Documentário relata turismo sexual no Brasil

Diretor do filme Cinderela, Lobos e um Príncipe Encantado, Joel Zito Araújo, comenta experiências chocantes

Taiana Borges
EBC, 03 de Maio de 2016 às 10:43

Cinderela, Lobos e um Príncipe Encantado mostra o universo de meninas e mulheres que sonham em se tornar Cinderelas, casar com um príncipe encantado e mudar de vida - Créditos: Tomas Castelazo/Wikipedia/CC
                                                                        
Para muitas meninas e mulheres pobres do Brasil, encontrar um príncipe encantado, se casar e mudar de vida é o maior sonho. Entretanto, durante essa busca, algumas encontram apenas lobos maus.

O Brasil é uma das rotas preferenciais do turismo sexual no mundo. Isso se deu entre as décadas de 1980 e 1990, quando o mercado asiático começou a ficar saturado.

Em entrevista ao programa Amazônia Brasileira desta quarta-feira (9), o cineasta e diretor do documentário “Cinderela, Lobos e um Príncipe Encantado”, Joel Zito Araújo, falou sobre o filme e sobre suas impressões, em relação ao turismo sexual no Brasil.

Cinderela, Lobos e um Príncipe Encantado mostra o universo de meninas e mulheres que sonham em se tornar Cinderelas, casar com um príncipe encantado e mudar de vida. O documentário mostra um intercâmbio de ilusões, degradação e abismos culturais, que chocam e emocionam.

No filme, Joel Zito Araújo entrevista tanto turistas, quanto mulheres envolvidas nesse turismo sexual. Ele mostra a exploração de crianças e adolescentes e vai até a Alemanha e a Itália, entrevistar as mulheres que foram ganhar a vida no exterior, encontrando desde mulheres que foram iludidas, enganadas e acabaram se tornando escravas sexuais; até as que encontraram homens que realmente gostaram delas, casaram e mudaram suas vidas.

Segundo Joel Zito, que sempre foi um diretor engajado no tema da discussão do preconceito racial, a ideia de fazer esse documentário veio ao descobrir que 70% das mulheres, que os estrangeiros procuram para turismo sexual, quando vem ao Brasil, são negras. 

“Fiz um levantamento prévio, para entender esse universo e surgiu outra coisa que me chamou a atenção. Nas praias brasileiras, do Rio de Janeiro até o Norte do país, existe um choque, entre o tipo de homem estrangeiro, majoritariamente europeu, com um tipo de beleza que corresponde ao príncipe encantado dos filmes, um homem branco, loiro e dos olhos claros, que vem buscar um tipo de mulher que é desvalorizada pela sociedade brasileira, que é a mulher negra. Sendo assim, em um primeiro momento, observei que é uma relação de valorização da autoestima delas”, revela.

De acordo com o Diretor, 95% das mulheres envolvidas no turismo sexual são de classes sociais mais baixas. “A entrada no universo do turismo sexual é uma forma de ascensão econômica e social. Percebemos uma forma de apartheid racial no Brasil, pois essas mulheres não tem acesso aos equipamentos sociais, que as mulheres de classes sociais mais altas possuem. 

Elas não frequentam as melhores praias, não vão aos melhores shoppings, não podem frequentar os melhores restaurantes. Então quando um estrangeiro chega e levá-la a um bom restaurante, ao shopping para comprar roupa, essas mulheres começam a circular por espaços sociais que não circulavam, anteriormente, uma parte boa da cidade em que elas não tinham acesso, e isso, além de sedutor, envolve o lado da autoestima também”, analisa.

Joel Zito percebeu que os estrangeiros, que vem em busca desse turismo, querem além do sexo fácil, a possibilidade de encontrar uma mulher diferente das nativas do seu país, geralmente, mulheres que já conquistaram direitos e igualdades, que mulheres brasileira ainda buscam no Brasil. Sendo assim, eles enxergam nessas brasileiras, mulheres iguais as que viviam no século XX, que cuidavam da casa, do marido e dos filhos. 

“Eles acreditam que casando com essas mulheres, eles não vão se defrontar diante de conquistas como as das mulheres europeias, diante da independência e da liberdade de cobrar que dentro de casa, esses homens dividam os cuidados com os filhos e com a casa. Entretanto, essa foi a surpresa, pois as brasileiras após anos de casamento, adquirem a cidadania e reivindicam, sim, direitos iguais aos das europeias, frente a esses homens”, constata.

O diretor relatou que umas das coisas mais chocantes é a vinda dos estrangeiros, em busca de turismo sexual, com crianças e adolescentes. “O que me chocou de verdade foi a cumplicidade da sociedade brasileira com essa exploração. Eu estive em cidades onde classes sociais mais altas, não se importavam com esse turismo. Fui em uma praia onde um estrangeiro estava com uma menina de 10 anos no colo, convivendo, tranquilamente, com as pessoas em volta e ninguém se importava”, relata.

O programa Amazônia Brasileira vai ao ar de segunda a sexta, às 8h, na Rádio Nacional da Amazônia, e às 6h, na Rádio Nacional do Alto Solimões (horário local).

A apresentação é de Sula Sevillis e a produção-executiva, de Taiana Borges.

(Com o Brasil de Fato)

Ocupa tudo!

                                                                         

 Mauro Luis Iasi

Foi assim. Começou mais ou menos quando os jovens ocuparam as escolas. Aprendiam e ensinavam, uns aos outros, sem diário de classe, sem avaliação e nota. Sentavam-se em roda e conversavam. Cantavam, liam, falavam alto, sorriam e se punham sérios. Limpavam os banheiros, faziam comida, arrumavam as carteiras, pintavam paredes, dando um jeito nas lousas e janelas quebradas.

Alguns levavam comida e cobertores, livros e músicas, poemas e esperanças... E eles foram, assim do nada, construindo uma nova escola. Pelo menos é o que achavam àquela época. Mas, aos poucos, vindo das sombras onde se escondem entre as luzes da cidade, começaram a brotar pessoas. Não se sabia que ainda havia pessoas. Os moradores de rua trouxeram pão com manteiga e chocolate quente. Os ladrões de comida ficaram pasmos: afinal, como é que a comida chegava às escolas e eles não ganhavam nada?

Os camponeses, então, resolveram que não poderia faltar comida para a moçada e decidiram imitar os estudantes (que os haviam imitado) e ocupar as terras. E lá plantavam comida, uma coisa que muita gente tinha esquecido o que era, acostumados que estavam em produzir emulações de comida em caixas coloridas e vistosas cheias de química, espessantes, acidulantes e sabores artificiais idênticos ao natural. Para plantar precisavam de instrumentos de trabalho, máquinas e caminhões... Os estudantes precisariam de lápis, cadernos, panelas, janelas e portas, fogões e geladeiras, carteiras e tintas, tijolos e cimento...

Foi assim que eles apareceram. “Sei cozinhar”, disse um senhor, “sei fazer tijolos”, disse uma senhora. “Conserto panelas”. Um sabia pintar paredes, outros levantar paredes, trabalhar a madeira, o ferro, o barro, o pano. Sabe-se lá onde estavam este tempo todo, sofrendo de dura invisibilidade, presos pela magia das coisas, reificados em seus corpos de metal, sua pele de plástico, atrás das embalagens nas gôndolas do supermercado, em sua existência coisal, desempregados, demitidos, descartados, explorados... E os operários ocuparam as fábricas e decidiram que a partir daquele momento produziriam objetos úteis e foram conversar com os estudantes, os camponeses, as pessoas e quanto mais produziam para satisfazer necessidades, menos coisas eram, as coisas e eles mesmos.

É verdade que não sabiam fazer de tudo e erravam muito. Era muito divertido ver aquelas coisas todas erradas, como casa de parede caiada que mostra a tinta que já foi sua, a pedra e barro de que é feita, e tudo foi ficando muito bonito. Sem embalagem e sem propaganda, às vezes torta, às vezes feia, como a gente que fazia as coisas... bonitas.

Foi neste momento que, meio assim envergonhadas, meio sem jeito, foram aparecendo pessoas que diziam que sabiam de algumas coisas que podiam ajudar... Quem sabe... Saíram de seus escaninhos, seus laboratórios, suas salas, seus currículos lattes. Saíram de seus esconderijos e dos livros, e foi assim que as universidades foram ocupadas e alguns professores descobriram, atônitos, que também ali havia estudantes e funcionários, e que do lado de fora também havia pessoas com necessidades.

Fizeram então uma pergunta que há muito tempo tinham abdicado de formular: o que é que vocês querem? Foi engraçado porque justamente eles que viviam fazendo perguntas e respondendo suas próprias perguntas, e discordando entre eles de suas respostas, nem sempre sabiam responder às perguntas daquela gente toda que ocupavas as escolas, as terras, as fábricas... Todos riram muito disso e depois ficaram sérios buscando as respostas.

E não faltaram mais professores, médicos, enfermeiras, engenheiros, assistentes sociais, agrônomos, psicólogos, filósofos, sociólogos, pedagogos, dentistas, biólogos, químicos, físicos e de tudo um pouco. A diferença é que agora eles vinham em todas as cores. Eram índios, eram negros e negras, eram gente que olhando assim, parecia gente, igual àquelas que viviam lá fora. Um desavisado diria que eram pobres, pelo jeito simples de falar e de se vestir, porque andavam de ônibus, moravam perto e comiam do mesmo pão.

Porque comiam do mesmo pão e respiravam do mesmo ar, porque ficou difícil de diferenciar um do outro, começaram a se apaixonar loucamente, de todos os jeitos possíveis. E foi tanta paixão, tanto beijo, tanto tesão, que ninguém mais achou que precisava catalogar como homo, hetero, trans, bi e combinou chamar tudo de amor e foi assim que aconteceu. A família foi ficando uma coisa tão grande que não cabia mais, nem no estatuto, nem na lei, então, foi assim que de tão grande cabia o jeito de cada um.

Como todo mundo estava ocupando tudo, os loucos ocuparam os manicômios e decidiram em assembleia geral... Fechar todos os manicômios. Saíram pelas ruas e diziam para as pessoas... “Estou triste”, “dói muito”, “enfim vocês entenderam... “Você gosta de mim”, “me dá um cigarro. Decidiu-se que não era crime ser triste, nem louco, para ser punido com remédio e contenção, mas mereciam e precisavam de tratamento e compreensão, então, os loucos foram assim se misturando com a vida e foi bom. Os loucos ficaram mais vivos e a vida mais louca... O que foi bom.

E os cantores cantaram, os poetas poetaram, os pintores pintaram, os escultores esculpiram, os escritores escreveram. No começo ninguém se deu conta, mas tinha gente cantando em escola ocupada, no ônibus, nas escadas do Teatro Municipal, tinha gente recitando poesia em sala de aula, dando aula em teatro, uma bagunça gloriosa.

Num dia destes, de tamanha confusão, um policial que foi prender uma mulher que havia roubado comida de um supermercado, resolveu perguntar por que ela tinha feito aquilo e diante da resposta que foi para dar comida para seus filhos que estavam com fome, foi lá e fez uma compra e deu pra ela. Vejam só!

Quando quase tudo estava ocupado foi que ouviram gritos vindos do palácio do governo. O povo foi até lá com cuidado. Não foi passeata nem manifestação, foram lá por curiosidade. Na sala presidencial estavam Temer e Cunha, engalfinhados rolando pelo chão disputando aos tapas a faixa presidencial. “É minha, é minha! Eu peguei antes”!

O pessoal que havia ocupado os CAPS disse que ia cuidar deles. Havia outros que sofriam de comportamento tão estranho e que nem tinham percebido que tudo já estava ocupado.

Eram empresários que sentados no canto de suas casas em posição fetal ficavam repetindo “é meu, é meu”, banqueiros agarrados a malas de dinheiro com olhos vidrados e loucos dizendo “posso comprar qualquer um que queira se vender, outros agarrados a espingardas gritavam eu mato, eu mato”, parlamentares aos berros choravam “se me der um cargo eu voto”, homens altos e raivosos de terno com um saiote cor de rosa de bailarina que berravam “eu não sou gay, não sou”, gente sentado na frente da TV tentando, sem conseguir, achar a Globo News e até mesmo pessoas comuns com camisas da seleção brasileira que olhavam assustadas pelas janelas esperando que os militares as salvassem.

Quando o último pedacinho do mundo foi ocupado e as pessoas se reuniram para decidir se já era hora de passar do reino da necessidade para o reino da liberdade é que apareceu a última surpresa. Um operário pediu a palavra e falou: “reino é o cacete... Proponho que seja uma República”!

Não sei, só sei que foi assim. Todos os fatos aqui narrados são rigorosamente verdadeiros, apenas alguns deles não aconteceram... Ainda.


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(*)Mauro Iasi é professor adjunto da Escola de Serviço Social da UFRJ, pesquisador do NEPEM (Núcleo de Estudos e Pesquisas Marxistas), do NEP 13 de Maio e membro do Comitê Central do PCB.