sexta-feira, 20 de outubro de 2017

Atualidades Xinhua


Os Mineiros da Morro Velho


O jornalismo de guerra na América Latina


1º Congresso Colatinense de Criminologia Abolicionista


Manifesto para abolir as prisões


China tece maior rede de seguros de saúde do mundo abrangendo 1,3 bilhões de pessoas

                                                             
Por Qu Pei

“É necessário aprimorar as políticas nacionais de saúde, para providenciar uma ampla gama de serviços de saúde de círculo completo ao nosso povo”, afirmou Xi Jinping durante a apresentação do relatório, na abertura do 19º Congresso Nacional do PCCh, reforçando que a China irá continuar a implementar a estratégia “China Saudável”. A estratégia inclui o estabelecimento de um sistema médico e de saúde básico com características chinesas, de alta qualidade e eficiente.

O município de Wanan, na província de Jiangxi, criou um centro de assistência, ajudando os residentes assolados pela pobreza a cobrir as despesas médicas.

De acordo com o livro branco sobre o “Desenvolvimento da Saúde da China e Progresso dos Direitos Humanos”, publicado pelo Gabinete de Informação do Conselho de Estado, indica que a China teceu a maior rede nacional de seguros de saúde do mundo, fornecendo um sistema de serviços de saúde que abrange áreas urbanas e rurais.

No final de 2016, o sistema cobria mais de 95% da população, o equivalente a 1,3 bilhões de pessoas. O ano passado marcou a início da reforma do sistema de seguro médico, visando unificar as áreas urbanas e rurais, e aumentar a equidade entre as mesmas.

A China lançou em 2012 um programa piloto de seguros, que em 2015 já cobria a grande maioria da população. Em setembro de 2016, as despesas de assistência médica do governo atingiram os 18,9 bilhões de yuans (cerca de 2,9 bilhões de dólares), e um total de 51,45 milhões de pessoas foram abrangidas.
A revista médica mundial "The Lancet" publicou uma reportagem sobre o sistema de seguro de doença grave da China, elogiando o país quanto aos esforços na erradicação da pobreza, se tornando uma referência importante para os outros países em desenvolvimento.

Por forma a aliviar os persistentes problemas de assistência médica, a China está também a explorar ativamente um novo sistema de triagem. Em 2016, 200 hospitais públicos iniciaram, em algumas cidades, o programa piloto de atribuição de médico de família, estando 22% dos médicos registrados como médico de família, prestando serviços a 38,8% da população com necessidades (idosos, doentes crónicos, portadores de deficiência, entre outros.).

O programa de liquidação de despesas médicas interprovincial está também a ser reconstruído, permitindo aos cidadãos aceder aos serviços de assistência médica noutras cidades ou províncias, com um sistema informático que permite o pagamento remoto pelo seguro de saúde.

 Segundo a avaliação da Organização Mundial de Saúde (OMS), o mais importante da reforma do sistema médico da China é que liderará o país para o caminho certo a seguir. O Banco Mundial comentou também que, a resolução da China, que resultou na cobertura de 1.3 bilhões de pessoas, é um feito notável.

(Com o Diário do Povo)

Realizada primeira coletiva de imprensa do 19º Congresso Nacional do PCCh

                                                              

Foi realizada a primeira coletiva de imprensa do 19º Congresso Nacional do Partido Comunista da China (PCCh), no centro de imprensa, em Beijing. Na ocasião, focou-se na construção e na administração integral e rigorosa do Partido. Yang Xiaodu, deputado-chefe da Comissão Central para a Inspeção Disciplinar, ministro de supervisão e diretor do Birô Nacional da Prevenção de Corrupção, afirmou que, após o Congresso, será mantido o ímpeto esmagador no combate à corrupção e será aprimorado o sistema de anticorrupção. 

A fim de adquirir a vitória esmagadora nessa luta, os dirigentes partidários devem deixar as atitudes de passividade e desamparo perante a corrupção e tornar impraticável os atos corruptos a partir de suas próprias consciências.

No relatório do 19º Congresso Nacional do PCCh, a construção do Partido foi mencionada 13 vezes e a administração integral e rigorosa do Partido teve 7 citações. Deu-se uma grande importância, sem precedentes, a essas referências. Foi referida também a nova meta de lutar pela vitória esmagadora no combate à corrupção. Yang Xiaodu disse na coletiva:

“Após o 19º Congresso Nacional do PCCh, o ponto chave da Comissão Central para a Inspeção Disciplinar é combater os funcionários corruptos de alto nível, sobretudo os dirigentes corruptos ligados à política e economia. Os funcionários corruptos danificam os interesses do povo, o que é inconciliável com a natureza e o propósito do nosso Partido. Eles ameaçam severamente a base da governança do Partido e devem ser eliminados dos seus cargos. ”

Com base nas leis publicadas nos últimos cinco anos, o relatório propôs várias medidas, incluindo estabelecer o sistema de inspeção itinerante nos comitês do Partido nas esferas municipal e distrital, impulsionar a legislação nacional sobre o combate à corrupção e aprofundar a reforma do sistema de vigilância. 

Dentre as providências, o impulso da reforma ganha uma alta atenção do exterior, quanto a isso, Yang Xiaodu disse que deseja melhorar o efeito supervisor por meio da combinação entre a supervisão dentro do Partido e do Estado. Segundo ele:

“O 19º Congresso Nacional do PCCh decidiu elaborar uma lei nacional sobre a supervisão para impulsionar a reforma dessa área. Essa lei consolidará a combinação entre a supervisão dentro do Partido e do Estado. A inovação do sistema ampliará a nossa esfera de supervisão, concentrará a força de supervisão e melhorará o efeito de supervisão.”

Segundo revelou Yang Xiaodu, o próximo passo é aprimorar consistentemente o sistema e fornecer uma garantia do sistema para conseguir a vitória esmagadora.

Há uma afirmação que diz que sob alta pressão de governar com políticas estritas, muitos funcionários se demitem do cargo. Em relação a isso, o deputado chefe do Departamento de Organização do PCCh respondeu:

“Conforme as estatísticas, o grupo de funcionários públicos tem se mantido geralmente estável nos últimos anos. O número daqueles que renunciaram ocupa só 0.1% no total, por ano. Temos mais de sete milhões de funcionários públicos e, por ano, cerca de dez mil pessoas pediram demissão. Portanto, isso está em conformidade com a regra da circulação de talentos.”

Ele também admitiu que realmente existe, na equipe de dirigentes, o fenômeno da falta de atuação do funcionário nas suas responsabilidades. Para isso, os comitês do Partido, as organizações e os departamentos elaboraram medidas de muitos aspectos conforme as disposições do Comitê Central do PCCh. O objetivo é incentivar os dirigentes a serem audaciosos e desempenhar bons resultados com o empreendedorismo.

(Com a Rádio Internacional da China)

As três mortes de Che segundo Flávio Tavares

                                                                   
                                                                      
O lançamento do livro ‘As Três Mortes de Che Guevara’ (L&PM) no Rio de Janeiro acontecerá no dia 23 de outubro (segunda-feira) às 19h. Haverá um Bate-papo com o autor e a jornalista Miriam Leitão, seguido de autógrafos na Livraria da Travessa do Shopping Leblon.

No dia 9 de outubro de 1967. Che Guevara era executado na Bolívia e seu corpo magro exibido como um troféu.

Agora, exatos 50 anos depois, o escritor e jornalista Flávio Tavares desvenda os labirintos desse fim, lançando uma luz sobre as cinco décadas que permaneceram em segredo.

Em ‘As três mortes de Che Guevara’, Flávio Tavares adentra zonas nunca antes exploradas pelos biógrafos do revolucionário argentino, como o fato de Che ter sido abandonado por Fidel que cedeu às pressões russas e virou as costas ao antigo aliado. E revela por que, afinal, ele deixou Cuba e foi ao Congo, depois à Bolívia, em improvisações que o levaram ao fracasso.

O autor e seu personagem se conheceram em 1961, durante a Conferência Interamericana de 1961, em Punta del Este. Desde encontro, já havia nascido o livro Meus 13 dias com Che Guevara (L&PM Editores, 2013). Em sua nova obra, Flávio amplia a experiência pessoal que teve com Che e vai mais além, revelando depoimentos que ele colheu junto a testemunhas como o guerrilheiro que lutou com Che em Cuba, no Congo e na Bolívia; um coronel e um major bolivianos que o combateram e Dona Celia, mãe do revolucionário. Flávio Tavares reconstrói os passos de Che e mostra que, na verdade, sua morte foi um longo percurso: começou em Cuba, o fez agonizar no Congo e culminou na Bolívia.

A tese central do autor

 A tese central do autor é de que Che, ideólogo e estrategista que ajudou a levar Fidel Castro ao poder em Cuba, em 1959, acreditava fanaticamente em uma versão muito pessoal da revolução socialista, diversa da experiência soviética hegemônica na época. Teria, então, deixado Cuba em 1965, quando sua desconfiança da URSS ameaçava rachar a revolução cubana.

– Che acreditava na criação, pelo socialismo, de um “homem novo”, e via com maus olhos a burocracia partidária soviética – destaca Tavares. – Ele abandona Cuba, para deixar Fidel livre para se aproximar dos russos. Ele não seguiria o caminho soviético, então se sacrifica.

Essa é a primeira morte, a morte política dentro de Cuba, uma vez que sua figura havia se tornado inconveniente ao quadro geral da política cubana. A segunda, Tavares situa no Congo, para onde Che foi tentando implantar uma nova revolução – mas acabou forçado a abandonar o projeto também devido ao boicote soviético.

– Che Guevara foi uma grande vítima das disputas políticas daquele tempo, da Guerra Fria entre URSS e EUA e da própria disputa entre URSS e China para decidir quem conduziria o destino do comunismo internacional. Tanto que é a União Soviética que força a retirada dos cubanos da África –  afirma Tavares.

Para redigir o livro, Tavares amparou-se em anos de pesquisas e entrevistas realizadas em seu ofício de repórter. Uma das fontes do livro, Reque Terán, coronel boliviano que participou das ações de repressão à guerrilha, conversou longamente com o jornalista quando ambos estavam exilados na Argentina, nos anos 1970. 

O autor também falou ao longo dos anos com outros personagens cruciais da história, além de acompanhar a extensa produção biográfica que cerca o personagem. Visitou lugares significativos da história do Che e, quando finalmente se dedicou a colocar tudo no papel, levou apenas seis meses.

– Comecei em fevereiro deste ano e terminei em agosto. Antes disso, demorei 10 ou 12 anos pensando no tema. Eu faço uma distinção entre escrever, pensar o tema e redigir, que é a etapa braçal. Para escrever eu levo anos e para redigir levo umas semanas.

Tavares conheceu Guevara pessoalmente em agosto de 1961, quando acompanhou uma conferência da Organização dos Estados Americanos (OEA) realizada em Punta del Este, no Uruguai, à qual Guevara compareceu como enviado oficial de Cuba. Narrou a experiência em seu livro anterior, Meus Trezes Dias com Che Guevara. Essa visão remota em primeira mão também o ajudou a formar a imagem de Che expressa na biografia:

– Ele acreditava no socialismo como a construção de algo ético e tinha uma mentalidade de cristão dos primeiros tempos: inflexível.

O autor                                                  

Ex-militante da esquerda partidária da luta armada, foi um dos presos políticos trocados pelo embaixador norte-americano Charles Burke Elbrick, à época da ditadura militar brasileira.

Na juventude, foi aluno de colégio marista e ligado à Ação Católica. Aos 20 anos, Flávio foi eleito presidente da União Estadual dos Estudantes do Rio Grande do Sul. Formou-se em Direito, mas nunca atuou como advogado, trabalhando desde cedo na área de jornalismo.

Foi comentarista político do jornal Última Hora, de Samuel Wainer, quando cobriu eventos importantes pelo jornal, como a Conferência da Organização dos Estados Americanos, em Punta del Leste, Uruguai, em 1961. Lá, conheceu Ernesto Che Guevara, que era o delegado de Cuba.

Foi também um dos fundadores da Universidade de Brasília. Ligado ao então governador do Rio Grande do Sul, Leonel Brizola, Tavares foi preso pela primeira vez logo após o golpe militar de 1964. Foi solto logo depois. “No início, a ditadura aqui foi muito branda. Nos vigiava, mas garantia a liberdade de imprensa”, recorda. Mas não demorou para que Flávio passasse a conspirar contra a ditadura, na luta armada.

Entre 1967 e 1969, foi novamente preso, acusado de participar de uma ação armada para libertar presos políticos na Penitenciária Lemos de Brito, no Rio de Janeiro. “Aí, eu fui conhecer a tortura, que eu duvidava que acontecesse daquela forma. Desconfiava que era propaganda da esquerda para desmoralizar os militares”, confessa.

Em setembro de 1969 foi enviado para o exílio, no México, no grupo de prisioneiros trocados pelo embaixador Elbrick, sequestrado por integrantes das organizações clandestinas Dissidência Comunista da Guanabara e da Ação Libertadora Nacional.

Exílio

Nos anos 1970, durante o exílio, trabalhou no jornal mexicano Excelsior, pertencente a uma cooperativa de trabalhadores. Como correspondente do Excelsior, a partir de 1974 foi viver em Buenos Aires, onde também escrevia para o jornal O Estado de S. Paulo, assinando sob o pseudônimo de “Júlio Delgado”. 

Sua permanência na Argentina terminou em 1977, quando foi ao Uruguai para contratar um advogado para outro jornalista do Excelsior que fora preso lá. Em julho daquele ano, Flávio foi sequestrado por militares dos órgãos de repressão do uruguaios, passando 195 dias preso. Foi libertado graças à solidariedade do Excelsior e do Estadão. 

O jornal brasileiro mobilizou toda a imprensa para denunciar a prisão ilegal de Flávio. Sob pressão de uma campanha internacional, o governo do Brasil pediu sua libertação às autoridades uruguaias. O problema era que o jornalista não podia voltar ao Brasil e nem possuía passaporte, posto que fora banido do país em 1969. 

O impasse foi resolvido em janeiro de 1978, com a sua expulsão do Uruguai e a oferta de asilo feita pelo governo de Portugal, que havia passado recentemente pela Revolução dos Cravos. Assim, Flávio Tavares foi morar em Lisboa e só voltou ao Brasil com a anistia de 1979.

Atualmente, o jornalista vive e trabalha em Búzios. É professor aposentado da UnB e articulista dominical do jornal Zero Hora. É pai da fotojornalista Isabela e do cineasta Camilo, autor do filme O dia que durou 21 anos (2013).

(Com a ABI)


Congresso peruano aprova uso medicinal da maconha

                               
O Congresso do Peru aprovou, na quinta-feira, um projeto de lei que autoriza "o uso medicinal e terapêutico do cannabis (maconha) e seus derivados" no país. Informação da EFE.

A proposta recebeu 67 votos a favor, cinco em contra e três abstenções do pleno legislativo, que imediatamente aprovou a isenção da segunda votação ordenada por lei, portanto estava pronta para a promulgação do Executivo.

A lei legaliza o uso medicinal da maconha e seus derivados, como o óleo de cannabis, para aliviar os sintomas de doenças como o câncer, epilepsia e parkinson.

O legislador governista Alberto de Belaunde, que foi o promotor da proposta, informou que, uma vez promulgada a lei, o Governo terá 60 dias para elaborar suas regras.

A proposta foi apoiada pelo congressista Ricardo Narváez, presidente da Comissão de Saúde do Congresso, que na semana passada já tinha aprovado a decisão.

"Para nós é uma grande satisfação; é uma lei que vai revolucionar, em um país com muitos preconceitos e medos, acredito que seja uma boa mensagem", disse Narváez.

Ele acrescentou que foi autorizada a importação, produção e pesquisa no país sobre o uso medicinal da maconha e que, para a questão da produção, que considerou "a mais polêmica", o Executivo terá que estabelecer o regulamento.

O parlamentar Javier Velásquez, presidente da Comissão de Defesa, que também aprovou o projeto no mês passado, informou que em uma primeira etapa, o cultivo e a produção da maconha deverá ser autorizado por instituições do Estado como o Instituto Nacional de Saúde.

A norma nasceu de uma proposta do Governo, que se comprometeu a elaborar um projeto para descriminalizar o uso medicinal da maconha, depois de uma polêmica criada quando a Polícia Nacional invadiu um laboratório clandestino, em fevereiro, onde era fabricado óleo de maconha para crianças doentes.

Alberto de Belaunde anunciou que na lei aprovada seria incorporada uma disposição sobre a responsabilidade penal, para que os pais que estavam sendo investigados pela Promotoria por suposto tráfico de drogas fiquem livres dessas acusações.

A legalização do uso medicinal da maconha no Peru era uma demanda antiga da associação Buscando Esperança, um grupo de pais que até agora tinham que importar a altos preços os óleos de cannabis para tratar as doenças de seus filhos.

(Com a Agência Brasil)

Documento para a História: O 20º Congresso do Partido Comunista da URSS


As tarefas do Exército Vermelho


Lenin em Vida


quinta-feira, 19 de outubro de 2017

Vencedores do 39º Profissionais do Ano


Partido Comunista da China, o maior partido governista no mundo


                                                                 
O Partido Comunista da China (PCC), fundado há 96 anos e o maior partido governista no mundo, com mais de 89 milhões de membros, realiza o 19º congresso nacional desde quarta-feira.
Seguem alguns fatos importantes sobre ele:

-- O PCC foi fundado em julho de 1921. Um total de 12 delegados representando cerca de 50 membros do Partido convocou secretamente o primeiro congresso nacional do PCC no final de julho em Shanghai. O dia 1º de julho foi então designado aniversário de fundação.

-- Como o PCC representa sempre os interesses fundamentais da maioria esmagadora do povo chinês, vem se evoluindo em um partido com mais de 89 milhões de membros, mais que a população da Alemanha.

-- Os membros do PCC são de todos os círculos de vida. Trabalhadores e agricultores representam a maior porção, de 36,95%, seguidos por profissionais e gerentes com 25,1%. Os outros membros são funcionários, estudantes e aposentados.

-- Os membros do PCC se associam a mais de 4,5 milhões de unidades de base do PCC, com cada uma tendo cerca de 20 pessoas na média. Segundo a Constituição do PCC, uma filial de base deve ser estabelecida quando houver mais de três membros do Partido. Serão estabelecidas unidades de base do PCC no espaço e no mar profundo.

-- O PCC estipula em sua Constituição que é a vanguarda da classe trabalhadora da China, do povo chinês e da nação chinesa. É o núcleo da liderança para a causa do socialismo com características chinesas e representa a tendência do desenvolvimento das forças produtivas avançadas da China, a orientação da cultura chinesa avançada e os interesses fundamentais da maioria esmagadora do povo chinês. A realização do comunismo é o maior ideal e o supremo objetivo do Partido.

-- O PCC é guiado com Marxismo-Leninismo, Pensamento de Mao Zedong, Teoria de Deng Xiaoping, o importante pensamento de "Três Representatividades" e o Conceito Científico de Desenvolvimento.

-- Sob o princípio de centralismo democrático, a eleição dos delegados do congresso do PCC e os membros do comitê do Partido de todos os níveis devem refletir a vontade dos votantes. A minoria deve ser subordinada à maioria ao tomar decisões em qualquer assunto.

-- O congresso nacional do PCC é organizado em cada cinco anos e convocado pelo Comitê Central do PCC. Pode ser realizado antes disso se o Comitê Central achar necessário ou se mais de um terço das organizações do Partido de nível provincial assim solicitar. A não ser sob circunstâncias extraordinárias, não pode ser adiado.

-- O Birô Político, o Comitê Permanente do Birô Político e o secretário geral do Comitê Central do partido são eleitos pelo Comitê Central nas sessões plenárias. O secretário geral do Comitê Central deve ser membro do Comitê Permanente do Birô Político.

(Com a Xinhua/Diário do Povo)

O diário de Anne Frank em quadrinhos

                                  
 Capa da edição alemã de O diário de Anne Frank em quadrinhos, da editora S. Fischer

Um dos livros mais lidos mundo afora ganha agora versão em graphic novel. Adaptação do cineasta Ari Folman e do ilustrador David Polonsky já foi publicada no Brasil, e em 2019 deve chegar ao cinema.

Publicada pela primeira vez há 70 anos, a trajetória de Anne Frank já tocou leitores e espectadores em todo o mundo. Agora o diário da menina judia que fugiu com a família da Alemanha para Amsterdã em 1933, ficou escondida na cidade após a ocupação alemã e acabou deportada para o campo de concentração nazista de Auschwitz, pode ser lido em forma de quadrinhos.

Em sua adaptação de O diário de Anne Frank, o roteirista e diretor de cinema Ari Folman e o ilustrador David Polonsky – nomeados ao Oscar por Valsa com Bashir (2008) – combinam o texto original do caderno de memórias da garota com diálogos fictícios. A graphic novel retrata uma jovem autoconfiante, que mira o leitor com uma expressão desafiadora.

Neste mês, o livro, com 160 páginas, é publicado em 50 países, incluindo os idiomas holandês, alemão, francês e espanhol. No Brasil, foi lançado pela editora Record com o título O diário de Anne Frank em quadrinhos. Após os primeiros lançamentos, mais idiomas devem se seguir.

O volume é baseado no diário originalmente publicado pelo pai da jovem, Otto Frank, em 1947, e foi autorizado pela Fundação Anne Frank. A dupla Folman e Polonsky também está preparando um filme sobre Anne Frank, que deve ser lançado em 2019.

O diário da adolescente judia, escrito enquanto se escondia com a família até sua captura pelos nazistas, em 1944, é um dos livros mais lidos mundo afora. Folman disse ter tentado "preservar o senso de humor mordaz de Anne, seu sarcasmo e sua obsessão com comida".

Polonsky também considera que o diário original tinha muito humor. "É um lindo trabalho escrito por uma linda pessoa, e a melhor coisa que podemos fazer é levar esse espírito adiante e tratá-lo como uma obra de arte."

Folman, nascido em Israel, afirma ter uma boa ideia do sofrimento da garota, já que os pais deles são sobreviventes do Holocausto. "Anne e a família chegaram aos portões de Auschwitz no mesmo dia em que meus pais chegaram lá", diz o cineasta.

Segundo Folman, de início ele resistiu à proposta de adaptar o diário feita pela Fundação Anne Frank, mas depois se deu conta da importância de transmitir a história a uma nova geração.

"Temo que estejamos chegando a um momento em que não haverá mais sobreviventes do Holocausto vivos e mais nenhuma testemunha para contar suas histórias", diz o diretor. "Há uma grave ameaça de que as coisas que temos que saber [sobre o Holocausto] não sejam mais ensinadas e aprendidas se não encontrarmos uma nova linguagem para elas."

Uma biografia ilustrada de Anne Frank já havia sido lançada em 2010 – no Brasil, foi publicada pela Companhia das Letras neste ano.  A obra foi encomendada pela Casa de Anne Frank, em Amsterdã. O livro foi ilustrado pelo americano Ernie Colón, e os textos ficaram a cargo de Sid Jacobson.

Colón se manteve amplamente fiel aos documentos fornecidos, e o volume pode ser considerado bem mais clássico que o de Folman e Polonsky. Além disso, a nova versão em quadrinhos é a primeira reprodução gráfica do diário em si, e não da vida da jovem judia.

Depois de Auschwitz, Anne e a irmã foram enviadas ao campo de concentração de Bergen-Belsen. Ambas morreram no local no início de 1945, provavelmente de tifo. Anne tinha 15 anos. O campo foi liberado por soldados britânicos pouco depois.

QUEM FOI ANNE FRANK?               
                                                  
Fugindo dos nazistas
Em 1933, Anne Frank e a família fugiram da Alemanha para Holanda. Para escapar dos nazistas, eles tiveram de se esconder durante a Segunda Guerra Mundial. Viveram dois anos nos fundos de uma casa em Amsterdã. Mas alguém denunciou o esconderijo, e, em 4 de agosto de 1944, a família foi descoberta, presa e deportada para o campo de extermínio de Auschwitz.

(Com a Deutsche Welle)

Professor americano relembra a Guerra da Coreia