sábado, 16 de setembro de 2017

Desvendando os mistérios do maior país do mundo

                                   

sexta-feira, 15 de setembro de 2017

Tem 150 vagas para estágio na Globo


                                                                     
O Grupo Globo anuncia que as inscrições para o Programa Estagiar estão abertas. A empesa busca novos talentos nas área jornalismo, tecnologia, esporte, engenharia, administração, entre outras. A oportunidade é para estudantes com previsão de formatura entre dezembro de 2018 e dezembro de 2019, além de alunos de cursos técnicos formandos de dezembro de 2016 a dezembro de 2018.

No total, a Globo oferece mais de 150 vagas, sendo que o Programa Estagiar distribui as oportunidades nas cidades de Belo Horizonte, Brasília, Recife, Rio de Janeiro e São Paulo, onde estão localizadas as cinco emissoras do grupo. A edição deste ano tem caráter especial, já que o projeto de treinamento para os estudantes completa 20 anos.

Os interessados em participar precisam se candidatar  até 28 de setembro. O processo de seleção inclui atividades online e presenciais. O Portal Comunique-se adianta o que acontece em cada etapa! Na online, o estudante precisa estar preparado para responder teste online sobre os valores da empresa, mostrar sua competência, além de um vídeo entrevista e redação. Quem chegar ao presencial terá painel com os gestores e entrevistas individuais.

O Programa Estagiar é a porta de entrada para quem quer trabalhar na Globo. No site especial do projeto, o futuro contratado pela empresa tem acesso a depoimentos de quem já passou pela seleção e atualmente trabalha para as unidades de negócio do grupo.

(Com a ABI)

Direitos trabalhistas motivaram greves o ano passado

                                               
   
De acordo com o Dieese, 81% das 2.093 greves ocorridas em 2016, nos setores público e privado, tiveram, como principal motivação, a defesa de direitos sociais e trabalhistas sob ataque. Em 56% dos casos, os atrasos no pagamento de salários foram o elemento deflagrador dos movimentos. O Dieese observou, ainda, que o aumento do número de trabalhadores terceirizados, em diversos segmentos, como os de coleta de lixo, asseio e conservação, contribuiu decisivamente para esse quadro.

Outras causas importantes das greves deflagradas em 2016 foram a falta de segurança no trabalho, como no caso dos trabalhadores rodoviários, e a luta pela reposição de perdas salariais, como no caso dos servidores públicos das esferas municipal e estadual.

O número de greves ocorridas em 2016 supera em muito o patamar vigente até 2012, de cerca de 500 paralisações por ano. As razões para esse aumento são claras: a crise econômica, a política de retirada de direitos dos trabalhadores para o favorecimento dos empresários, que se aproveitam da situação para aumentar seus ganhos com a maior exploração do trabalho, e a taxa de desemprego atual, muito mais elevada que em 2012.

A elevação do número de greves mostra também que a classe trabalhadora está disposta a enfrentar o aumento da exploração. Essa mobilização deve se manter e se reforçar, para que, num próximo momento, possa se converter em ofensiva para a retomada e a ampliação de direitos, por mais empregos e aumento de salários, avançando na luta maior pela superação do sistema capitalista.

(Com o site do PCB)

FARC, muito mais do que siglas na Colômbia


                                                                                                      LAS2ORILLAS

 Sergio Alejandro Gómez 

Uma rosa vermelha e as siglas de Força Alternativa Revolucionária do Comum são identificativo do partido político surgido da maior guerrilha da Colômbia. 

FORÇA Alternativa Revolucionária do Comum (FARC). Assim se chama o novo partido político com o qual os ex-guerrilheiros colombianos buscam assaltar a arena política, sem perder as siglas pelas que combateram em montanhas, planícies e florestas, durante mais de meio século.

O nome escolhido vai além das formalidades e envia uma clara mensagem sobre quais são seus objetivos, depois do histórico acordo de paz atingido em Havana.

O primeiro Congresso dos guerrilheiros desde sua passagem à vida civil, realizado na semana passada em Bogotá, não só devia definir a nomenclatura do partido, mas sua estrutura e a estratégia a seguir, perante o primeiro choque com as urnas nas eleições legislativas e presidenciais do próximo ano.

Contudo, o debate sobre o nome monopolizou parte das manchetes.

Alguns consideravam que o fim do conflito podia ser o momento para deixar atrás as antigas siglas e optar por uma renovação. Nova Colômbia e Esperança Popular estiveram acima da mesa, mas finalmente nenhuma conseguiu apoio. A decisão da maioria foi manter as iniciais das antigas Forças Armadas Revolucionárias da Colômbia e apenas mudar seu significado.

Para uma parte do país, essas siglas levam uma carga de morte e sofrimento. Mas os antigos guerrilheiros apostaram em manter um símbolo de sua luta revolucionária que os acompanha desde os tempos de Marquetalia, quando surgiu o agrupamento, sob a liderança de Manuel Marulanda.

É, igualmente, uma clara mensagem de que não abandonaram os objetivos pelos quais tomaram as armas, há mais de 50 anos, mas que pretendem atingi-los por outros meios. A rosa vermelha que escolheram como logo acompanha essa lógica.

Aspiram a que a paz, na medida em que ajuda a fechar as feridas da guerra, remova os estigmas acumulados durante anos de propaganda negativa.

E esse caminho já começou a ser andado. Na sexta-feira, dia 1, reuniram-se na Praça Bolívar de Bogotá os mais de 1.200 delegados das FARCs que assistiram ao Congresso. 

Para muitos deles, era a primeira visita à capital sem ter que se esconder ou evadir as autoridades. Também foi a primeira oportunidade dos bogotanos para ver tantos ex-guerrilheiros juntos, sem ter que sintonizar seus televisores.

O Congresso, que se estendeu por mais de uma semana, definiu que o partido se alimentará das diferentes correntes revolucionárias e libertárias, inclusive o pensamento bolivariano e terá entre suas prioridades o trabalho nas comunidades.

De fato, o «comum» do novo nome faz referência a células de trabalho nas calçadas e bairros da Colômbia profunda nas quais se define o destino do agrupamento, apesar de que para as próximas eleições legislativas têm garantido dez cadeiras no Congresso como resultado do Acordo de Paz.

Além de contar com sua própria organização e liderança – chefiada por Timoleón Jiménez, mas distribuída de maneira coletiva em forma muito similar ao antigo secretariado –, as FARCs buscam uma grande coalizão de movimentos sociais e partidos progressistas que garanta o cumprimento do acordo de paz e apague as ameaças guerreiristas da estrema direita e o paramilitarismo.

Ainda que tenham um forte caminho em diante, as Forças Alternativas Revolucionárias do Comum surgem em um momento de descrédito dos partidos tradicionais. Na última enquête de Gallup, as FARCs têm maiores probabilidades que nenhum outro agrupamento política nacional. 

Embora esse dado por si só não lhes garanta uma via expedita à Casa de Nariño, é um sinal da necessidade de novos ares na política colombiana, ainda que venham acompanhados de nomes com longa história.

(Com o Granma)

A Venezuela está vencendo a parada

                  
                                                                       

Elaine Tavares

Instituto de Estudos Latino-ameericanoss

Mesmo com toda a campanha midiática internacional contra o governo da Venezuela, o país atravessou mais uma onda de violência desatada pela oposição, que teve início em abril deste ano e se estendeu até julho. As chamadas “guarimbas” - trancamentos violentos de rua - foram incentivadas pelas lideranças da direita e chegaram a provocar mais de 100 mortes. 

Durante o auge do terror, os guarimbeiros queimaram pessoas e incendiaram até um hospital infantil. Mas, se a jornada de violência possibilitou que os meios de comunicação demonizassem ainda mais o presidente Maduro, dentro da Venezuela, o que provocou foi mais apoio popular ao projeto bolivariano.

Durante meses a população venezuelana encarou as guarimbas com marchas massivas de protestos e com ações pontuais de enfrentamento. Trabalhadores da VTV, por exemplo, colocaram para correr um grupo que tentava incendiar a emissora. Pessoas nas ruas, desciam de seus carros e enfrentavam os pequenos grupos, desbloqueando os caminhos e, nas comunidades, a população se armou para impedir a entrada dos guarimbeiros. 

A violência foi a reação desesperada da direita venezuelana, tendo à frente Henrique Capriles e Leopoldo López, uma vez que, apesar de terem iniciado uma guerra econômica contra o país ainda em 2015, não haviam conseguido paralisar o bolivarianismo e isso era ponto de honra.

Só que mais uma vez as ações da oposição não conseguiram quebrar o espírito de luta do povo venezuelano, que reagiu sistematicamente. E, conectado com a indignação crescente da maioria da população, o governo apresentou então, em maio, a proposta de uma Assembleia Nacional Constituinte para garantir mais poder ao povo e assim, pavimentar um caminho para a pacificação nas ruas.

A oposição bateu pé, denunciou inconstitucionalidade - que não havia – buscou o apoio dos EUA para que houvesse uma ingerência no país e tentou aprofundar as ações de terror. Mas, apesar de tudo, a proposta da Constituinte ganhou as ruas e a população aceitou a ideia como uma possibilidade de aprofundar as propostas de poder popular. 

A oposição não quis participar das eleições e perdeu ainda mais espaço. Afinal, as ruas arrefeceram, a violência explícita foi contida e as lideranças da direita perderam a possibilidade de disputar projeto dentro da Constituinte. Ficaram sem chão. 

A Constituinte iniciou seu trabalho e com o apoio massivo da população, afinal, mais de oito milhões de venezuelanos foram às urnas para escolher seus candidatos. Um número significativo considerando que o voto não é obrigatório.

Mas, se a violência nas ruas não deu resultado para a oposição, isso não significa que os políticos e as lideranças se aquietaram. Pelo contrário. A campanha contra o governo foi levada outra vez para a Casa Branca, nos Estados Unidos. Como um filho mimado que não consegue travar suas próprias batalhas, foram pedir arrego aos gringos.  

O presidente Donald Trump, de olho no petróleo venezuelano, que pode ficar mais acessível na mão dos vende-pátria, decidiu então por exigir sanções econômicas contra a Venezuela. Seria mais ou menos como o aprofundamento da guerra econômica interna que já existe desde 2015, na qual os empresários responsáveis pela importação e distribuição de produtos, escondem a mercadoria e provocam o desabastecimento no país.

Ora, quem conhece a história dos Estados Unidos sabe muito bem o que isso significa: a águia está afiando as unhas para dominar o espaço. Na história recente, o caso do Iraque ainda reverbera. Baseado numa mentira - presença de armas químicas  - repetida à exaustão pelos meios de comunicação, o Iraque foi invadido para que a “democracia” do “mundo livre” pudesse chegar. O resultado é o que vemos na televisão todos os dias. Um país destruído, devastado pela guerra e que desde 2004 está sob intervenção e ocupação dos EUA. Nem a democracia nem o mundo livre chegaram por lá, mas o petróleo continua jorrando e chegando bonitinho nos Estados Unidos.  


Agora, a bola da vez é a Venezuela. Porque tem petróleo, porque tem um governo que insiste na soberania, porque tem um governo nacionalista. Não é um governo socialista, mas tem esse sul, então, para os EUA, é um perigo no continente. Desde a morte de Hugo Chávez, que pode ter sido um assassinato, as medidas vêm se aprofundando na tentativa de destruir a proposta bolivariana. 

Mas, ao contrário do Iraque, que tem graves problemas de disputas internas bastante fragmentadas, na Venezuela existe um bloco gigantesco de gente que sabe que sem o bolivarianismo está fadada a retornar para a miséria e o abandono. Essa gente sustenta o governo, ainda que Maduro cometa muitos erros, principalmente no campo da economia.

A ideia de sanções, como sempre, vai envolver muito mais os “países amigos” dos EUA do que os próprios EUA. Afinal, se o governo estadunidense quiser diminuir a importação de petróleo da Venezuela para sufocar economicamente Maduro, o que vai fazer é causar problemas às empresas locais, visto que são elas que negociam o petróleo e não o governo. Justamente por isso que caberá aos demais países cumprirem a função de cães de guarda dos EUA.

No âmbito do Mercosul os países membros já suspenderam Venezuela do grupo, usando os argumentos apregoados pelos EUA: que na Venezuela tem uma ditadura, que a Constituinte é inconstitucional, que não tem liberdade de expressão. Ou seja, mentiras. Mas, que servem como justificativa para as ações contra Maduro e o povo venezuelano. 

No parlamento europeu também crescem as pressões para que os países da Europa efetuem sanções contra funcionários do governo que atuam no continente, também alegando que a Assembleia Constituinte é inconstitucional. Apenas uma lida na Constituição do país e eles poderiam ver que ali está muito bem definido quem pode chamar uma Constituinte. E o presidente pode chamar, está consolidado na carta magna. 

A acusação de que o governo de Maduro é uma ditadura é outra bobagem homérica, visto que poucos países no mundo têm uma democracia participativa como a Venezuela, na qual a maioria da população não apenas vota como participa ativamente da condução das políticas. Mas, ainda assim, essa é uma mentira que se espalha e segue sendo mantida pelos meios de comunicação comerciais.

Sobre a falta de liberdade de expressão o que se pode ver é que é outra mentira deslavada. As lideranças de oposição estão nas televisões, jornais e rádios locais a todo o momento. E também viajam por todo o mundo fazendo campanha para que os países participem do embargo contra a Venezuela. Eles incitam o ódio contra o próprio povo e voltam para casa onde não são perturbados. Ora, se isso não é liberdade de expressão, o que seria?

E é justamente pela ação dos vende-pátria que a OEA, instituição hegemonizada pelos EUA, tem feito sua parte para obrigar os países membros a atuarem contra a Venezuela. Essa semana, por exemplo, abre um processo de investigação contra o governo venezuelano ao qual acusa de “crimes de lesa humanidade”. O que seria risível se não fosse mais uma trágica mentira para respaldar a ingerência. A OEA quer responsabilizar Maduro pelos crimes que foram praticados pelos seus opositores que, no caso, são os que estão dando depoimento como “vítimas”. 

Um teatro burlesco que tem o completo beneplácito da mídia comercial. Foi a oposição venezuelana a que queimou pessoas, que ateou fogo em asilos, hospitais e escolas e é a oposição venezuelana que leva uma guerra econômica contra o povo, desabastecendo os mercados, provocando o terror. Se alguém está cometendo crimes contra a humanidade é a elite venezuelana representada por Capriles e López. Mas, quem se importa com a verdade? 

E é assim que o império vai fechando o cerco contra a Venezuela. Trump publicou um decreto aprofundando sanções como a proibição aos estadunidenses de comprar bônus da dívida venezuelana e da companhia estatal de petróleo. Mas ficou nisso. Por outro lado, bravateiro como é, chegou a ameaçar com uma possível invasão militar, com o objetivo de levar a “democracia”.

Para a América Latina, que vem olhando para a Venezuela de maneira vesga – muita gente de esquerda, inclusive, reproduzindo o mesmo discurso da oposição local e da direita mundial - essa ameaça é muito grave. Como analisa a professora mexicana Ana Esther Ceceña (UNAM) o ataque de Trump à Venezuela pode ser a entrada da guerra explícita no continente, e isso afetará a todos os países, de qualquer maneira. 

Por isso que defender a soberania da Venezuela deveria ser um ponto inegociável. Até porque as acusações contra o governo de Maduro, que servem como justificativa para uma invasão, são mentirosas. Permitir que a guerra chegue a Venezuela é ser cúmplice de um provável massacre dos venezuelanos, da destruição do país e de uma possível ingerência em todos os países do continente.

Assim, se os governos da América do Sul, excetuando Bolívia e Cuba, se mantêm ajoelhados diante do império estadunidense, resta às gentes de cada país atuar no sentido de não permitir que a mentira vença mais uma vez. O poder dos EUA e da mídia é grande, mas a história mostra que um povo unido também pode vencer. Cuba é prova. Que a Venezuela resista!

(Com o Diàrio Liberdade)

Missel da Coreia sobre o Japão

Martirena/Divulgação

"O Caminho para a Vida", é o filme de hoje do Cine Santa Tereza, às 17h, dentro do Festival do Cinema Russo. A produção é de 1931/1932. Atenção para o horário: 17h


quinta-feira, 14 de setembro de 2017

Moscou comemora sábado seu 870º

                                           

             Como a paixão de um príncipe 
             levou à fundação de Moscou

Primórdios da capital foram marcados por romance, ciúme e até morte. Saiba como tudo começou nessa grande cidade que celebra seu 870º aniversário neste sábado (9).

Moscou surgiu de um conflito acalorado entre um senhor e um vassalo, e a natureza apaixonada de seus primeiros governantes ajudou a cidade a se erguer.

A fundação de Moscou é tradicionalmente creditada ao príncipe Iúri Dolgoruki de Suzdal (estátua do príncipe Iúri Dolgoruki em Mosco). A cidade foi mencionada nas crônicas russas pela primeira vez em 1147 como um lugar de encontro do príncipe Iúri com outro governante de um dos diversos principados russos que naqueles tempos viviam em disputa constante.

No entanto, inicialmente, as terras e as aldeias situadas onde Moscou está hoje situada não pertenciam ao príncipe. Elas eram de propriedade do boiardo (aristocrata) Kutchka, e a região era conhecida como Kutchkovo. Kutchka caiu em desgraça com Dolgoruki, e, além de ter todas as terras confiscadas, foi condenado à morte.

Paixão principesca

De acordo com alguns relatos que conhecemos apenas pelos escritos do famoso historiador russo do século 18 Vassíli Tatischev, há um caso de amor no centro dessa história. Segundo Tatischev, a esposa de Kutchka era o amante de Dolgoruki.

Quando o príncipe partiu em uma campanha militar, Kutchka ficou em casa e aprisionou sua própria mulher, planejando deixar o príncipe e fugir em busca dos inimigos de Dolgoruki em Kiev. No entanto, o príncipe foi informado sobre a prisão de sua amante e, enfurecido, retornou e executou o nobre.

Os filhos de Kutchka foram levados à propriedade do filho de Dolgoruki, Andrêi – estadista famoso na antiga Russia que se tornou o sucessor de Iúri. Acredita-se que eles nunca esqueceram o destino do pai e se vingaram ao planejar a morte de Andrêi.

O nome do nobre esteve ligado a Moscou por muito tempo. Até o século 15, havia um distrito no centro de Moscou que se chamava Kutchkovo Pole (Campo de Kutchka).
                                                         
                             
                                                                                        Fátima de Oliveira
O Kremlin atualmente
   
Antes desses acontecimentos, quando o príncipe Iúri ainda estava no comando, ele construiu uma fortaleza de madeira no local onde o Kremlin existe hoje.

A fortaleza não era grande, tinha um perímetro de cerca de 500 metros, e deveria defender o principado de Suzdal dos ataques de seus vizinhos do oeste.

O lugar onde Moscou foi fundada estava na encruzilhada das rotas comerciais importantes, o que ajudou a garantir que a cidade crescesse em tamanho e relevância.

Segundo arqueólogos, alguns assentamentos no território de Moscou existiam cerca de 1.000 a.C. e provavelmente pertenciam a povos fino-úgricos. No século 9 d.C., eles foram substituídos por eslavos.

Lar de ursos

São às línguas fino-úgricas que, segundo alguns pesquisadores, se deve o significado da palavra “Moscou”. Em geral, há um consenso de que a cidade recebeu o nome por causa do rio homônimo. Mas de onde vem o nome do rio?

Para o historiador Stefan Kuznetsov, as raízes de “Moscou” (Moskva, em transliteração direta do russo) estão nos termos fino-úgricos para “urso” (Maska) e “represa” (Ava). Por isso, Moscou seria um lugar habitadas por ursas vistas como um ‘animal sagrado’ pelas tribos que ali também moravam.

Os adeptos das teorias das origens eslavas e bálticas de “Moscou” tendem a conectá-la a palavras antigas que significam “molhado” e “pantanoso”, devido às condições do território. Mas muitos na Rússia medieval também atrelavam o nome da capital a Mesech, ou Meseque, um dos filhos do lendário Jafé, incorporando assim a história da Rússia em um contexto mundial mais amplo.

Ascensão de Moscou

Fundada em meados do século 12, Moscou tornou-se, em um período de 200 anos, líder incontestável entre os principados russos no momento do domínio mongol da Rus Kievana. O principal fator para isso é relacionado a questões geográficas.

A cidade e o principado em torno dele estavam situados no centro do território russo e, assim, permaneceram protegidos de inimigos externos por outras unidades, além de se beneficiarem das rotas comerciais. No entanto, há também outro motivo.

Em primeiro lugar, Moscou era pequena e periférica, e, seus governantes, percebendo isso, entenderam que só podiam contar com sua própria iniciativa. E foi justamente esse espírito de combate que se tornou a força motriz por trás da ascensão de Moscou.


(Com RUSSIA BEYOND)

Solidariedade à campanha pela independência da Galícia


Paris e Los Angeles sediarão Jogos Olímpicos de Verão

                                                                   
                                                                         
O Comitê Olímpico Internacional (COI) confirmou Paris e Los Angeles como cidades organizadoras dos Jogos Olímpicos de verão para os anos de 2024 e 2028 respetivamente, através de um voto em Lima, a capital peruana.

“Parabéns a Paris 2024 e a Los Angeles 2028! Esta atribuição histórica é um caso de vitória tripla para a cidade de Paris, a cidade de Los Angeles e para o COI”, disse Thomas Bach, presidente do COI.

“É difícil imaginar algo melhor. Assegurar a estabilidade dos Jogos Olímpicos para os atletas do mundo nos próximos 11 anos é algo extraordinário”, comentou Bach.

Após o anúncio, os representantes das duas cidades anfitriãs e o presidente do COI assinaram contratos oficiais para os Jogos Olímpicos, respetivamente.

Celebrando a decisão em júbilo, Paris e Los Angeles ambos expressaram a sua excitação por receberem o evento renomado.

“Estou hoje feliz por vos convidar a se juntarem à grande família de parisienses, uma família que pertence ao mundo”, disse a prefeita de Paris, Anne Hidalgo.

“Trazer os Jogos Olímpicos a Los Angeles dá-nos a oportunidade de imaginar o que será a nossa cidade dentro de uma década”, disse Eric Garcetti, o prefeito da cidade estadunidense.

De acordo com acordos trilaterais atingidos entre as cidades e o COI em julho, Paris seria candidata para organizar os Jogos Olímpicos de 2024 e Los Angeles a edição de 2028.

“Estas são duas grandes cidades de dois grandes países com uma grande história olímpica. Ambas as cidades são entusiastas dos Jogos Olímpicos e estão a promover o espírito olímpico de forma fantástica”, disse Bach.

A decisão do COI em Lima decreta que as duas cidades venham a receber pela terceira vez os Jogos, sendo que Paris já organizou as edições de 1900 e 1924 e Los Angeles em 1932 e 1984. 

(Com o Diário do Povo)

Esta é uma matéria do jornal "Brasil de Fato"

                                                           Agência  Brasil

Janot denuncia Temer por organização 
criminosa e obstrução à Justiça

É a primeira vez na história do Brasil que um presidente da República é denunciado duas vezes

Kátia Guimarães e Rafael Tatemoto


Com mais de 200 páginas, as acusações de Janot tem como base as delações premiadas da JBS e do operador Lúcio Funaro. / Lula Marques/AGPT

O procurador-geral da República, Rodrigo Janot, enviou nesta quinta-feira (14) a 2ª denúncia contra o presidente golpista Michel Temer ao Supremo Tribunal Federal (STF). Temer é acusado de organização criminosa e obstrução à Justiça. Um dos focos da peça é o chamado “quadrilhão”, grupo do PMDB que articulava o recebimento de propinas. Com mais de 200 páginas, as acusações de Janot tem como base as delações premiadas da JBS e do operador Lúcio Funaro.

Os governistas alegam que a nova denúncia está enfraquecida diante da reviravolta envolvendo os executivos Joesley e Wesley Batista e Ricardo Saud, da JBS, que tiveram seus benefícios suspensos pelo ministro Edson Fachin. Após o recebimento, o STF enviará a denúncia à Câmara dos Deputados, que deverá autorizar ou não a abertura de processo de investigação contra o presidente golpista. Caso caso seja aceita, Temer ficará afastado do cargo. Na 1ª denúncia, Temer foi acusado de corrupção passiva, mas conseguiu barrar o processo sob a farra de compra de votos e concessões a sua base aliada. Apenas no mês de julho, período da denúncia, foram liberados R$ 2,1 bilhões em emendas parlamentares, segundo dados do portal Siga Brasil. 

No entanto, nos últimos dias Michel Temer tem vivido uma verdadeira maré de azar. Só esta semana foram três reveses. Ontem, o presidente perdeu a batalha no Supremo contra o procurador Janot, acusado pela defesa de Temer de suspeição, mas foi mantido à frente do seu caso por unanimidade. Os ministros entenderam que não há provas de que o atual procurador-geral tem “inimizade capital” com Temer, uma das razões previstas na lei para afastar Janot do caso.

O delator Lúcio Funaro, apontado como o operador financeiro do PMDB pela Operação Lava Jato, disse que Temer e Cunha conspiravam diariamente para derrubar a presidenta eleita Dilma Rousseff, revelando que parlamentares foram comprados para votar a favor do golpe.

Relatório da Polícia Federal aponta Temer como chefe do “quadrilhão” do PMDB e beneficiário de R$ 31,5 milhões em propinas. Parte da cúpula da legenda citada na denúncia já está presa – o ex-deputado Eduardo Cunha, e os ex-ministros Henrique Eduardo Alves e Geddel Vieira Lima. Geddel voltou para a cadeia depois de encontrado mais de R$ 51 milhões em um apartamento utilizado por ele. Dois ministros, Eliseu Padilha, da Casa Civil, e Moreira Franco, da Secretaria-Geral, ainda estão soltos e têm foro privilegiado.

Rejeitado por 97% dos brasileiros, segundo pesquisa Vox Populi, a expectativa é que o presidente golpista reabra as negociatas para se manter no poder. É a primeira vez na história do Brasil que um presidente da República é denunciado duas vezes, acusado de vários crimes depois de articular um golpe contra uma presidenta eleita legitimamente.

Calendário

O entrega da segunda peça da PGR acusando Temer de corrupção passiva era esperada por conta do saída de Rodrigo Janot do cargo de procurador-geral no dia 17 de setembro.

A Procuradoria, segundo informações de bastidor, tinha a peça pronta, mas aguardava a homologação da delação de Rodrigo Funaro pelo ministro Edson Fachin, do STF.

Uma questão envolvendo a nova denúncia é justamente o sigilo em torno da delação. Via de regra, o sigilo só cai em uma fase posterior. Na Lava Jato, muitas vezes o segredo é afastado antes mesmo do oferecimento da denúncia. Como a questão divide o STF, o plenário dá corte deve se manifestar sobre o tema.

Parlamento

Como se trata de proposta de ação penal por crime comum contra o presidente da República, a lei determina que dois terços da Câmara, 342 parlamentares, autorizem o STF apreciar a denúncia, podendo recebê-la ou rejeitá-la.

A primeira denúncia formulada por Janot, a partir do caso envolvendo Temer e a JBS, não recebeu tal autorização dos deputados federais. No caso, após o término do mandato de Temer, ela poderá ser apreciada pelo STF, mesmo destino que a nova peça terá caso seja novamente rejeitada pela Casa.

(Com o Brasil de Fato)

Centenário da Revolução de Outubro


Perseguição à colônia japonesa


Anita Prestes em Florianópolis dia 19 para falar de seu último livro


No Centenário da Revolução de Outubro, hoje, no Cine Santa Tereza, às 19h30, "O Velho e o "Novo", de Eisenstein

                                                                           
Os jornalistas José Carlos Alexandre e Fátima de Oliveira, após o filme "Lenin em Outubro"