sábado, 22 de novembro de 2014

Caminhando e cantando...

Ex-primeiro ministro preso por lavagem de dinheiro

                                                                                           
    Foto de Mentat Kibernes (CC by-nc/2.0)
                                                                    Portugal - Diário Liberdade - O ex-primeiro-ministro, de acordo com uma nota da Procuradoria Geral da República, foi intercetado no âmbito de um processo em que se investigam crimes de corrupção, fraude fiscal e branqueamento de capitais. José Sócrates passou a noite numa cela no Comando da PSP de Lisboa foi interrogado já na tarde deste sábado.

A sua detenção aconteceu cerca das 22h00, depois de aterrar em Lisboa proveniente de Paris. As buscas na investigação a Sócrates decorreram em vários locais, incluindo a casa no edifício Heron Castilho, em Lisboa, e foram em algumas situações acompanhadas pelo juiz de instrução Carlos Alexandre, num inquérito a cargo do Departamento Central de Investigação e Ação Penal (DCIAP) e em segredo de justiça, segundo a nota divulgada pela Producadoria Geral da República.

Para além de Sócrates, mais três pessoas foram detidas e ouvidas já na sexta-feira Carlos Santos Silva (empresário e amigo de Sócrates), Gonçalo Ferreira (advogado que trabalha numa empresa de Carlos Santos Silva) e João Perna, motorista. Todos eles serão, ao que parece, funcionários do Grupo Lena. Precisamente, a sede do holding empresarial da engenharia civil foi alvo de buscas judiciais na tarde de sábado, tendo a administração da empresa confirmado que entregou um conjunto diversos de documentação fiscal.

Na base da investigação estão operações bancárias e movimentos em dinheiro sem justificação conhecida, alegadamente a favor do ex-líder do PS, por conta das quais terá sido alvo de investigações nos últimos meses. Os crimes pelos quais Sócrates é suspeito ocorreram enquanto este exercia o cargo de primeiro-ministro. Assim, em 2010, altura em que a economia portuguesa estava prestes a colapsar, Sócrates terá decidido, alegadamente, trazer para Portugal 20 milhões de euros que tinha num banco na Suíça em nome de uma offshore titulada por Santos Silva.

No entanto, Sócrates disse em julho que "isto é uma verdadeira canalhice", depois da revista Sábado ter noticiado que o ex-Primeiro Ministro era alvo de suspeitas do Ministério Público. Seja como for, a detenção de Sócrates acontece após ele ter contornado responsabilidades em casos com o da Freeport, o 'Face Oculta', o da Universidade Independente

O enésimo escândalo no teatro institucional português, e a poucos dias do caso dos vistos Gold, demonstra que nem a corrupção nem, muito menos, questões mais profundas ligadas à exploração da maioria social portuguesa vão encontrar resposta na alternância institucional do decrépito PSD-PP de Passos Coelho pelo PS. (Com o Diário Liberdade)

Vovós se rendem à cannabis sativa...

Um passeio para compras de Natal

                                                                             

Estamos organizando uma viagem a Resende Costa, Tiradentes e São João Del Rei, no dia 05 de dezembro, retornando a Belo Horizonte no dia 06 à tarde. Conforme roteiro:
Dia 05.12.14 - 6ª feira
07.00hs - Saída de Belo Horizonte, em frente do Conservatório de Música da UFMG, sito à Av. Afonso pena, nº 1534 - Centro.
10.30hs - Chegada prevista a Resende Costa
TEMPO LIVRE PARA COMPRAS ( Na cidade existem muitas lojas e fábricas de roupas de cama, mesa e banho em tear e variado artesanato local ).
Almoço do dia 05.12, livre não incluso.
15.00HS - Saída para São João Del Rei
16.00hs - Chegada prevista ao Hotel Lenheiros, Centro.
15.30hs - Saída para Tiradentes
19.30hs - Show de Som e Luz na Matriz de Santo Antônio
20.00hs - Concerto do Órgão Barroco da Matriz
21.30hs - Jantar no Restaurante das Mercês
22.30hs - Retorno ao Hotel Lenheiros
Pernoite
Dia 06.12.14 - Sábado
08.30hs - Café da manhã no Hotel
09.30hs - Saída para Tiradentes
10.00hs - Visita ao Museu de Sant'Ana ( No prédio da antiga cadeia )
Este Museu foi recentemente inaugurado com uma rica coleção de Sant'Ana, da Sra. Ângela Gutierrez, Presidente da Fundação Flávio Gutierrez. O prédio foi todo restaurado, e o seu interior foi adaptado para abrigar centenas de imagens dessa santa Padroeira da Família, dos séculos XVII, XVIII e XIX.
11.30hs - Tempo livre em Tiradentes para compras.
12.30hs - Saída da rodoviária de Tiradentes para almoço no Restaurante Tutu na Gamela
13.00hs- Almoço ( Buffet variado com churrasco, saladas, e sobremesa )
14.30hs - Visita à Fábrica de Estanhos John Sommers
16.00hs - Retorno a Belo Horizonte
19.30hs - Chegada Prevista em Belo Horizonte, em frente ao Palácio das Artes.
Despesas inclusas;
1 Transporte de ida e volta Resende Costa/Sjoão Del Rei/Tiradentes
1 diária no Hotel Lenheiros de São João Del Rei
1 Café da manhã no Hotel
1 Entrada no Show de Som e Luz e Concerto do Órgão da Matriz de Santo Antônio
1 Jantar no Restaurante das Mercês, em Tiradentes
1 Entrada no Museu da Sant'Ana, em Tiradentes
1 Almoço no Restaurante Tutu na Gamela em Tiradentes
1 Seguro de viagem
VALORES = R$295,00
NOTA: Solicitamos o pagamento à vista até o dia 24 de novembro.
Aconselhamos levarem sombrinha ou capa de chuva.
Atenciosamente,Gislaine Reis ,Últimos lugares.

História secreta das relações entre Cuba e os EUA revela plano de Kissinger para bombardear Cuba por causa da sua luta contra o Apartheid

                                                                  


Amy Goodman (Democracy Now)


Amy Goodman, de Democracy Now, entrevista os autores de um livro que revela aspectos secretos e até agora não documentados da história das tensas relações EUA/Cuba. História que inclui um crime de Estado de dimensão sem precedentes (mais de 50 anos de bloqueio) e numerosos outros crimes, uns tentados, outros realizados.


No seu novo livro, Back Channel to Cuba: The Hidden History of Negotiations between Washington and Havana, os autores Peter Kornbluh e William LeoGrande recorreram a documentos recentemente tornados públicos para revelar a história secreta do diálogo entre os EUA e Cuba. 

Entre as revelações estão pormenores de como o então Secretário de Estado Henry Kissinger considerou lançar ataques aéreos contra Cuba, depois de Fidel Castro enviar tropas para apoiar os guerrilheiros independentistas em Angola, em 1976. 

Nos anos que se seguiram, emissários ultra-secretos dos EUA, incluindo o antigo Presidente Jimmy Carter e o Prémio Nobel Gabriel García Márquez, trabalharam para regularizar as relações com Cuba. 

O lançamento deste livro surge numa altura em que Raúl Castro poderá participar pela primeira vez na Cimeira das Américas do próximo ano, no Panamá. Cuba denunciou recentemente a Administração Obama por prolongar por mais um ano um embargo que já dura há mais de 50 anos, num acto que quase passou despercebido, em Setembro.

Transcrição da conversa:

Nermeen Shaikh: Um documento tornado público, citado no Back Channel to Cuba, permite conhecer um pouco da primeira sessão normal de negociações para desenvolver relações normalizadas entre os EUA e Cuba. Grande parte do livro baseia-se em documentos secretos que foram dados a conhecer recentemente. 

Entre as revelações estão pormenores sobre o modo como o então Secretário de Estado Henry Kissinger equacionou lançar ataques aéreos sobre Cuba, depois de Fidel Castro ter enviado tropas para apoiar os guerrilheiros independentistas em Angola em 1976. Nos anos seguintes, emissários dos EUA ultra-secretos, incluindo o antigo presidente Norte-americano Jimmy Carter e o Prémio Nobel Gabriel García Márquez, colaboraram para normalizar as relações com Cuba.~

O lançamento do livro ocorre numa altura em que Raúl Castro se prepara para participar, pela primeira vez, na Cimeira das Américas do próximo ano, no Panamá. 

No princípio deste mês, o ministro dos estrangeiros do Panamá foi a Havana para, pessoalmente, convidar Raúl Castro para participar, pela primeira vez. O Presidente Obama ainda não confirmou se assistirá às conversações.

Amy Goodman: Entretanto, Cuba denunciou a Administração Obama por prolongar o embargo que dura há mais de cinquenta anos. A Casa Branca autorizou o embargo comercial por mais um ano, num acto que passou quase despercebido, em Setembro. Perante a Assembleia-geral das Nações Unidas, o Ministro dos Estrangeiros cubano, Bruno Rodriguez, afirmou que as restrições dos EUA sobre Cuba pioraram no tempo do Presidente Obama.

[Declaração gravada] Bruno Rodríguez: o Departamento de Estado voltou a incluir Cuba na sua lista unilateral e arbitrária de estados que patrocinam o terrorismo internacional. O seu verdadeiro objectivo é aumentar a perseguição das nossas transacções financeiras internacionais em todo o mundo e justificar a política de bloqueio. Sob a actual administração, têm havido uma crescente tensão aplicada sobre os territórios para além do bloqueio, com uma notável e inaudita ênfase sobre as transacções financeiras, através da imposição de multas de muitos milhões sobre instituições bancárias de países terceiros.

Amy Goodman: Para mais informações, juntam-se-nos Peter Kornbluh e William LeoGrande, autores do novo livro Back Channel to Cuba: The Hidden History of Negotiations between Washington and Havana. Peter Kornbluh dirige o Projecto de Documentação sobre Cuba no National Security Archive na Universidade de George Washington. E William Leogrande é professor de Instituições Governamentais na American University. Podemos ler a introdução ao seu novo livro na página democracynow.org. 

Também escreveram um artigo que está agora na página do The Nation, intitulado “Seis Lições para Obama Melhorar as Relações com Cuba : O Presidente sabe que a política dos EUA tem sido um fracasso. Eis como poderá mudar o rumo dos acontecimentos no pouco tempo de que ainda dispõe.”

Bom, lá iremos, mas, Peter Kornbluh e William LeoGrande, bem-vindos novamente ao Democracy Now! Peter, queria começar por ti e pelos documentos que tens, que nunca foram revelados antes, mostrando mais uma vez quão perto os EUA estiveram [da guerra], que os seus líderes estavam dispostos a arriscar a paz mundial para atacar Cuba. Fala-nos de Henry Kissinger.

Peter Kornbluh: Henry Kissinger tem o mérito de ter tomado de facto a iniciativa de chegar a Fidel Castro através de um emissário secreto, enviando-lhe uma nota manuscrita que dizia: “Deveríamos tentar melhorar as nossas relações, vamos dar início a um mecanismo secreto para começar as conversações.” 

Isto aconteceu no Verão de 1974. E tiveram então lugar uma serie de conversações, culminando numa reunião extraordinária de três horas no Hotel Pierre, aqui em Nova Iorque, em Julho de 1975. Mas, sabe, os EUA sempre quiseram um compromisso por parte de Cuba, fosse na sua política externa, fosse na política interna, para poderem entender-se com os EUA.

E Fidel Castro tinha um pedido de Agostinho Neto, em Angola, para apoio contra as guerrilhas de direita apoiadas pela CIA. Castro enviou tropas para Angola. Furioso, Kissinger temia que um “zé-ninguém”, como chamava a Fidel Castro em reuniões com Gerald Ford, conseguisse de facto estender o seu poderio militar a outro continente e anular o xadrez que Kissinger planeara para a Guerra-Fria nesse continente. 

E então ordenou estes planos de contingência, que agora vêm nas notícias e na página do National Security Archive. O nosso livro, Back Channel to Cuba, revelou a história desses documentos. E eram planos de contingência muito poderosos para ataques aéreos, colocação de minas nos portos de Cuba, talvez um bloqueio naval. 

Na Sala Oval, Kissinger disse a Ford: “Acho que temos de dar cabo dos cubanos, corrê-los de África. Talvez tenhamos de esperar até depois das eleições de 1976”. É claro que Ford, felizmente, perdeu as eleições de 1976.

Amy Goodman: E veio Carter. Fala-nos do que aconteceu a esses planos.

Peter Kornbluh: Bem, Carter com certeza não pegou nesses planos. Ele tinha uma perspectiva completamente diferente das relações com Cuba, e todos os outros países com os quais não tínhamos relações próximas, com os quais tínhamos relações hostis.

De facto, ele disse-nos, a Bill LeoGrande e a mim, quando o entrevistámos, que tinha uma abordagem mais extensa: apostar no diálogo, porque relacionarmo-nos bem com os estados inimigos seria muito preferível a hostilidades militares. 

E portanto também tentou, retomou onde Kissinger tinha abandonado as tentativas de normalizar as relações, e iniciou uma série de reuniões secretas e conversações com os cubanos, cujos pormenores são extensamente revelados neste livro.

Nermeen Shaikh: William LeoGrande, podes dizer-nos de que modo tiveste acesso a estes documentos? Porque é que foram revelados agora? Quanto tempo levaste até teres acesso a eles? E de quantos documentos estamos a falar, a quantos documentos tiveste acesso?

William LeoGrande: Bem, creio que, no decurso da investigação que fizemos para este livro, vimos literalmente centenas e centenas de documentos tornados públicos. Muitos foram tornados públicos como resultado do trabalho de Peter no National Security Archive, porque este arquivo revelou-se um instrumento para levar o Governo dos EUA a tornar públicos documentos que teria preferido manter classificados, mediante o Freedom of Information Act

Estes documentos, em particular, e alguns outros que foram tornados públicos há algumas semanas, documentavam bem esta história desconhecida. Todos conhecemos os 50, 55 anos de hostilidade entre Cuba e os EUA. O que a maior parte das pessoas não sabe é que todos os presidentes, desde Eisenhower, negociaram com Cuba um ou outro assunto.

Durante os anos de Kissinger e Carter, era sobre a normalização das relações. Noutros anos, sobre assuntos menores, mas não menos importantes, como chegar a um acordo de paz no sul da África. E estávamos determinados a desenterrar essa história. Chegar a esses documentos foi a chave para pode fazê-lo.

Nermeen Shaikh: E quantas vezes tomou o Governo cubano a iniciativa de abrir um diálogo com os EUA, nesse mesmo período que vocês consideraram?

William LeoGrande: O que de facto é fascinante é que os cubanos tomaram repetidamente a iniciativa para tentar melhorar as relações. Essencialmente, cada vez que uma nova administração tomava posse, Fidel Castro tinha qualquer espécie de iniciativa. Por vezes, era privado, através de emissários em privado. Outras vezes, era público; em 1964, por exemplo. 

Os Cubanos esforçaram-se repetidamente, o que nos sugeriu que estavam realmente interessados em tentar normalizar as relações com os EUA, embora não em quaisquer termos. Como referiu o Peter, Cuba tem a sua própria política externa, tem o seu modo de fazer as coisas, e nunca quis fazer concessões maiores na sua política estrangeira ou na sua organização política e social interna para ter melhores relações com os EUA.

Amy Goodman: Para o vosso relato das negociações que estavam a decorrer, mesmo as pessoas neste país não têm noção do número, das centenas de tentativas de pôr termo à vida de Fidel Castro. E contam a história de um negociador dos EUA, [James] Donovan, que por um lado negociava, e depois foi ludibriado pela CIA – podem explicar esta história? – para dar a Castro um presente que o matasse.

Peter Kornbluh: Sim, nós falamos desta história literalmente na primeira página do livro. James Donovan era um advogado de Nova Iorque, muito famoso por organizar uma troca de prisioneiros com a União Soviética. E John F. Kennedy escolheu-o para, primeiro, obter a libertação dos prisioneiros da Baía dos Porcos, em troca por mais de mil prisioneiros e suas famílias, e depois a CIA voltou a enviá-lo para, de certa forma, conseguir a libertação de três agentes da CIA que Fidel mantivera nas suas prisões e aí conseguir uma troca de prisioneiros.

E ele estava a trabalhar para conseguir a confiança de Fidel Castro. Fazia diplomacia a correr, a ir e vir de Miami, e trouxe-lhe toda a espécie de presentes, incluindo um fato de mergulho, equipamento, relógio, snorkel, etc. E quando um departamento da CIA, o de Acção Executiva, que era o eufemismo para o departamento de assassínios da CIA, descobriu que ele ia levar este fato de mergulho, congeminaram um plano para pôr veneno no fato. Tinham um veneno em particular para o snorkel, um veneno diferente que…

Amy Goodman: Iam pôr tuberculose no snorkel?

Peter Kornbluh: Sim, iam pôr tuberculose no snorkel, creio eu, e um determinado fungo no fato de mergulho. E Donovan tinha estes manipuladores na CIA, que gostavam dele e que queriam, primeiro, negociar a libertação dos seus colegas da CIA que estavam presos e, segundo, sabes, possivelmente fazer progressos nas relações com Cuba.

E, basicamente, disseram-lhe “nós vamos manter este fato connosco, para que outras pessoas na CIA não possam chegar-lhe e contaminá-lo.” E, portanto, essa era a história de abertura para o braço de ferro entre certas pessoas no curso destes anos no Governo dos EUA que realmente se concentraram em melhorar as relações, e o tipo de radicais que mais não queriam que assassinar Fidel Castro, começar uma contra-revolução em Cuba, e basicamente lançar o poder dos EUA sobre a Revolução Cubana.

Tradução: André Rodrigues (Com odiario.info)

Cuba denuncia agressões com tecnologias da informação

                                                                         
WUZHEN, China. — Quinta-feira (20), durante a primeira conferência mundial da internet Cuba denunciou as agressões que têm lugar com a utilização das tecnologias da informação e as comunicações, e chamou a criar mecanismos para proteger, enfrentar e mitigar suas consequências.

O vice-ministro das Comunicações de Cuba, Wilfredo González, proferiu um discurso nesta reunião, inaugurada pelo primeiro vice-ministro chinês, Ma Kai.

Em sua intervenção, González expressou que existem exemplos que demonstram a necessidade de regulamentar e fazer um uso adequado da internet. “Podemos mencionar desde os novos elementos conhecidos sobre as colossais capacidades da rede global de espionagem do governo estadunidense, até o projeto ZunZuneo, dirigido a criar situações de desestabilização em Cuba para provocar mudanças na ordem política da Ilha”, disse, segundo a PL.


Arquivo estatal da Rússia traz exposição sobre Nikita Khruschov

                                                                           
A exposição dá grande atenção à política internacional de Khruschov Foto: Vladímir Pésnia/RIA Nóvosti
        
Boris Chibanov, especial para Gazeta Russa


Foi inaugurada em Moscou uma exposição alusiva ao 120º aniversário de nascimento de Nikita Khruschov. Foram apresentados ao público pela primeira vez documentos raros que colocam luz sobre o papel do líder soviético na crise do Caribe e no episódio da entrega da Crimeia à Ucrânia.

Na sala de exposições do Arquivo Estatal da Rússia podem ser vistas fotografias e documentos audiovisuais dedicados à personalidade de Nikita Khruschov. O público tem a possibilidade de conhecer, pela primeira vez, apontamentos pessoais do antigo primeiro secretário do Comitê Central do Partido Comunista da União Soviética, documentos relativos à crise do Caribe, peças de acusação contra ele e contra outros, assinados por ele, e deliberações relacionadas com a transferência da Crimeia para a Ucrânia.

“O período em que Khruschov esteve no poder foi importante para a União Soviética”, relata Andrêi Sorokin, diretor do Arquivo Estatal da História Social e Política da Rússia. “Khruschov anteviu muito do que tem a ver com os tempos de Gorbatchov, incluindo a Perestroika. 

As questões que tentou resolver, estando no cargo de primeiro secretário, foram de novo levantadas 25 anos depois da sua demissão, mas já forçosamente.”

O período ucraniano e a entrega da Crimeia

Um dos temas centrais da exposição é o papel de Khruschov no relacionamento entre a Rússia e a Ucrânia. A carreira de Khruschov teve início em 1938, quando chegou a dirigente da república irmã.
As razões que estão na base da entrega da Crimeia à Ucrânia, segundo o despacho oficial presente na exposição, é a “semelhança econômica, a proximidade geográfica e os fortes laços no domínio da cultura e da economia popular”. 

De outros documentos se deduz que Khruschov se deixou arrastar por interesses pessoais e que a Crimeia foi uma dádiva aos seus antigos camaradas que estavam à frente dos destinos da República Socialista Soviética da Ucrânia.
                                                       
                                                                                              Foto: RIA Nóvosti

A mostra expõe também a interpretação bem original dos acontecimentos pelo filho de Khruschov, segundo o qual a Crimeia teria passado para a Ucrânia devido a uma necessidade organizacional, já que assim seria mais fácil fornecer água à península.

A política externa

A exposição dá grande atenção à política internacional de Khruschov.

“Ele foi o primeiro dirigente soviético a encarar a política externa como uma atividade social”, opina Sorokin. “Ele assegurou claros avanços em muitas direções nesta área. O objetivo principal da política externa de Khruschov ficou bem expresso nas palavras que dirigiu a Kennedy: ‘A URSS também é uma grande potência’.”

As peças expostas são bem demonstrativas de como Khruschov reforçou a influência da URSS nos países do Tratado de Varsóvia, como telegramas de parabéns enviados por dirigentes estrangeiros e fotografias conjuntas. Mas outras testemunham erros graves, por vezes trágicos, cometidos por Khruschov na sua política para com países aliados.

Como o caso um estenograma de uma conversa de Khruschov com dirigentes poloneses, no qual ele ameaça “intervir grosseiramente” nos assuntos internos do país caso eles não satisfaçam suas exigências. A ordem para a entrada das tropas na Hungria foi um passo para agravar as relações no mundo bipolar.     
                                                                            
                                                                 Foto: Getty Images/Fotobank

A política de Khruschov para os países do campo socialista provocou a maior tensão em toda a história das relações entre a URSS e os EUA –a crise do Caribe. 

A exposição mostra o crescimento das paixões. O embaixador soviético em Washington comunica a Moscou, num telegrama cifrado, que na capital norte-americana, após a instalação dos mísseis soviéticos em Cuba, foram “elaborados planos para a evacuação urgente do presidente, governo e principais ministérios  para uma região secreta situada a 300 milhas”.

Atualização da herança histórica

As decisões políticas de Nikita Khruschov na memória dos russos não são tão determinantes como as dos dois líderes soviéticos que o antecederam: Lênin e Stálin.

A consciência popular tem do “líder-economista” uma imagem excêntrica, de um homem não muito inteligente e até cômico. Tal reputação se deve a certas atitudes extravagantes: na tribuna da ONU, bateu com um sapato, que se fixou na consciência das massas como um martelo do juiz, enquanto uma promessa dirigida ao mundo, com o recurso a uma expressão idiomática (que por mais intraduzível que seja não deixa de ter um sentido ameaçador e, simultaneamente, burlesco), continua ainda hoje sendo um popular aforismos.

No entanto, os mais recentes acontecimentos políticos e sociais russos demonstram que a Rússia continua a lidar com as consequências das decisões por ele tomadas, apesar de seus traços caricatos. (Com a Gazeta Russa)

Home Gallery

                
Um novo conceito de arte nasce em Belo Horizonte. É a home gallery, iniciativa da jornalista e promoter, Dagmar Trindade, que começa uma jornada inovadora na capital mineira depois de mais de 30 anos de experiência nos Estados Unidos. De segunda-feira, dia 24 até o domingo, dia 30, a mostra estará a disposição do público.

Aqui a promoção é com a artista plástica Áurea Trindade que transformou sua residência numa ampla galeria de arte. Ao invés do sofá, da mesa da copa e outros mobiliários o que se vê são cerca de 100 objetos de arte de todas as tendências espalhados por cada canto.

Com mais de 35 anos de trajetória artística Áurea Trindade mostra de singelos panos de prato pintados a mão, passando por telas  a óleo temáticas, impressão gráfica até chegar em perfeitas esculturas em bronze.

Uma arte apurada, bem trabalhada é o que o visitante, agendado, poderá ver e adquirir do acervo forjado em muita dedicação e pesquisa.

A inquietação e a criatividade de Áurea Trindade chegaram ao limite nesta mostra individual. Quer um exemplo? Uma colcha trabalhada artesanalmente em retalhos jeans. E o que se pode ver é o que a artista, sem estilo definido, tem de melhor.

Mais informações e agendamentos podem ser feitos pelo telefone 9102.5456 ou pelo facebook, Dagmar Trindade.

RESPONSABILIDADE CIVIL

                                       

Supermercado deve indenizar cliente por furto em estacionamento

Supermercado é responsável por danos a veículos de clientes que ocorram em seu estacionamento. Com base nesse entendimento, a 5ª Vara Cível de Maceió condenou o Hiper Bompreço a pagar R$ 9 mil a um consumidor que teve o carro arrombado e objetos furtados em uma de suas lojas.  

De acordo com os autos, o cliente foi a uma das lojas do supermercado, na capital alagoana, para fazer compras. Quando voltou ao estacionamento, percebeu que seu carro havia sido violado e que seus objetos não estavam mais lá.

Ele procurou o setor de segurança do supermercado e informou o ocorrido. Os seguranças colheram as informações necessárias, comunicaram ao supervisor e informaram que o cliente seria ressarcido.

Passados três meses, no entanto, nenhuma providência foi tomada. Por isso, o consumidor ingressou com ação na Justiça pleiteando indenização.

Ao analisar o caso, a juíza condenou a empresa a pagar R$ 5 mil por danos morais e R$ 4 mil a título de reparação material.

O supermercado não contestou e por isso o alegado pelo autor foi considerado verdadeiro. 

(Com informações da Assessoria de Imprensa do TJ-AL/Conjur)

ABI condena reação de traficantes à jornalistas

                                         
A Associação Brasileira de Imprensa expressa sua repulsa e indignação diante da violenta agressão sofrida pelos jornalistas de O GLOBO, rebidos a tiros de fuzil  por traficantes do Morro da Rocinha, no Rio de Janeiro. 

A ABI  deplora que  episódios dessa natureza estejam se transformando em condenável rotina em áreas da cidade sob rígido controle policial. 

Não se pode permitir que profissionais de imprensa, no livre exercício de suas funções, continuem a ser vítimas de intimidações e ameças que comprometam o trabalho de informar a opinião pública que lhes é assegurado pela Constituição. 

O acesso à informação e a liberdade de imprensa, preceitos básicos do Estado de Direito, são pilares do regime democrático. 

A ABI exige que o Governo do Estado do Rio monitore esse episódio com o máximo rigor,  identificando e punindo os responsáveis por mais essa violência praticada contra jornalistas, a fim de que seja entancado o processo de erosão que tanto compromete a credibilidade das instituições nos dias de hoje. 

As autoridades devem se convencer, de uma vez por todas,  que qualquer agressão à imprensa representa  também uma ameça à Democracia.


Domingos Meirelles

Presidente da ABI

Áurea Trindade e a recriação do Universo

                                                                             
A recriação do Universo
No Atelier
                                                 
                                                                         
Chaplin
                                                               
O começo de tudo: a primeira realização...
Ela já está na faixa dos 80, tem quatro filhos, neta, um marido que fica o tempo todo ao seu lado, admirando seu trabalho e sendo sua fonte de inspiração. Falo de Áurea Trindade.

Artista plástica, sim senhor! Pintora, escultora, artesã de colchas maravilhosas e de obras inimagináveis como a recriação do Universo ou a Explosão do Cosmos, um painel que praticamente resume todo seu rico trabalho de criação e que é inegociável. 

Por dinheiro nenhum sairá de seus salões de exposição que têm nomes significativos no campo das artes plásticas mineiras: Salões "Maristela Tristão", "Amilcar de Castro" e Áurea Trindade", o último dedicado à sua própria obra. Por que não?

Aurelina ou Áurea Trindade tem diplomas e placas relativas às mostras de suas obras no Masp de São Paulo, em Atenas, Nova York, Londres, Madrid e outros importantes salões pelo mundo.

Simples, gosta de lembrar de suas braçadas com o jornalista Antônio Meira na piscina da ACM. Não menciona o período em que morou em Teófilo Otoni e em Brasília e fala muito bem de sua antiga residência na Rua Bonfim. Hoje continua morando no bairro numa casa que está prestes a se transformar num prédio com mais pavimentos acima.

Enquanto tomamos chá, vou me deliciando com seu apreciado artesanato, como rostos esculpidos em madeira que acabam sendo transformados também em pinturas. Um detalhe: todos têm uma boca muito familiar...

Quem for à sua residência-atelier logo vai descobrir...

Certo dia ela teve uma visão. O de um homem que, pela sua descrição: seja a, digamos, incorporação inconsciente de todos os principais deuses do Universo: Amon, Zeus, Thor, Iavé, Jesus Cristo,Maomé, divindades da Mesopotâmia, dos impérios persa, caldeu, assírio e quem sabe até outros...

Inexplicavelmente acordou no banheiro depois de seis horas, sem que ninguém em casa se desse conta...

O resultado talvez tenha sido sua obra mais emblemática; o painel em que retrata de certa forma, a

recriação do Universo, o Big Bang, a explosão inicial do Cosmos, gerando a vida, este mundão interminável que agências espaciais, naves que viajam dez anos, o Hubble estão pouco a pouco nos trazendo.

Ela, diante do episódio, prefere não dar detalhes. Eu, lembrando-me das aulas frequentes de Maristela Tristão,quando fazíamos viagens e mais viagens pelo Estado, como membros do antigo Conselho Estadual de Artesanato e Formação de Mão de Obra , volto-me mais uma vez extasiado diante do imenso painel.

De qualquer ângulo em que é visto ela retrata a explosão milagrosa da vida no Universo. Um Universo que, sem dúvida, de todos os deuses , é cobiçado por todos os homens...



Nova Lima poderá ter Museu de Veículos antigos. Veja matéria do "Hoje em Dia"

                                                              

Jeferson Rios Domingues possui rádios, bicicletas e Jipes utilizados na Segunda Guerra
                                                                    Frederico Haikal/Hoje em Dia/Divulgação




Ricardo Rodrigues - Hoje em Dia


Automóveis, peças e utensílios que sobreviveram ao tempo e narram curiosidades sobre os antigos donos farão parte do Museu de Objetos e Veículos Antigos (Mova), que está sendo implantado com recursos da Lei Rouanet, em Nova Lima. Guardado em quatro galpões no bairro Esplanada, região Leste de Belo Horizonte, o acervo de 8 mil itens catalogados ficará exposto em um espaço nobre de 10 mil m² no Alphaville, cedido pela prefeitura por 20 anos.

Dentre as preciosidades que serão exibidas ao público estão o primeiro modelo de televisor fabricado no mundo – o RCA Victor 1948 –, além de jipes utilizados na Segunda Guerra Mundial, na Guerra do Congo e no golpe militar de 1º de abril de 1964, que derrubou o presidente João Goulart. 

A coleção reúne jukeboxes resgatadas na outrora zona boêmia da capital, rádios, gramofones, pimballs dos anos 1950, geladeiras a querosene (dos anos 1920 e 1930), bicicletas e móveis do Palácio de Versailles, em Paris. 

“Nosso projeto propõe a construção de um complexo cultural e de entretenimento temático, para dar a uma coleção de carros e artigos antigos, reunida ao longo de quase 40 anos, uma destinação pública, educativa e cultural que melhor se traduz na forma de museu”, afirma o empresário belo-horizontino Jeferson Rios Domingues, de 68 anos, morador do bairro de Lourdes e idealizador do Instituto Cultural Artigos e Carros de Época (Icace).

Tesouros

Espalhados pelos galpões e pendurados no teto, muitos objetos resguardam a genialidade dos inventores. “O museu é o cartório de registros da história”, diz Rios, que atua na seleção, compra e restauração de peças e veículos antigos. 

Ele conserva a primeira bicicleta da Harley-Davidson, uma bomba de gasolina dos anos 1920, sinos de estação de trens, microscópio do início do século 20, relógios de parede, chopeiras feitas em pinho de riga, câmeras fotográficas, lambretas, lampiões dos tempos de escravidão, mapas e equipamentos militares dos anos 1940, como morteiro de guerra e canhão antiaéreo. 

À cata desses “tesouros”, ele esteve na Argentina, nos Estados Unidos e na Europa. Circulou por várias regiões do Brasil procurando motores, maçanetas, para-choques e volantes. 

“O colecionador quer peças que são inusitadas e que ninguém tem”, justifica o bioquímico aposentado e guardião inveterado de objetos, móveis e veículos antigos. “Para quem restaura, nada se perde. Guardo tudo”. 

Jeferson Rios alugou peças para compor cenários dos filmes “O grande mentecapto” e “O menino no espelho” e da minissérie “Hilda Furacão”, ambientados em diferentes épocas da capital mineira. Segundo ele, festas de aniversário de 15 e de 60 anos costumam requisitar as antiguidades também. 

Depois de três anos de tentativas junto ao Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), Jeferson Rios anunciou ao Hoje em Dia que o Icace foi considerado pelo Ministério da Cultura apto a captar recursos para implantação do Mova, através da Lei Federal 8.313/1991.

Mova terá dois andares e oficina para capacitar a comunidade

O projeto prevê a construção de prédio de dois pavimentos, que abrigará o museu, reserva técnica, gerenciamento de coleções, pesquisa, biblioteca, ações educativas (sala para oficinas de capacitação para estudantes e comunidade). 

No primeiro se concentram os espaços para exposições e laboratórios de conservação e restauro. No segundo piso ficam os espaços destinados às atividades de apoio técnico, administrativo e cultural.

O anexo terá restaurante temático, com mostras temporárias do acervo, exibição de filmes e apresentações musicais com repertório correspondente à época. Além disso, será criado um espaço de entretenimento com café e lanchonete, além de um hotel para carros antigos, onde os colecionadores poderão guardar seus veículos. 

Para compor o acervo do Mova, todas as peças passaram por um processo de documentação museológica com arrolamento, inventário, ficha catalográfica, banco de dados, documentação fotográfica, marcação e registro dessas. 

O Mova abrigará exposições de longa duração, temporárias e itinerantes, além de cursos, palestras, workshops e projetos que viabilizem o acesso qualificado da população à cultura e à educação. Nesse contexto serão realizadas oficinas de interação familiar, entre pais e filhos, com montagem de carros e artigos de época.

A entrada para visitação do Mova será gratuita para idosos (acima de 65 anos), crianças até 10 anos e para alunos de escolas públicas. Os demais estudantes pagarão meia entrada e o público pagará ingressos com preços acessíveis. (Com o Hoje em Dia)

sexta-feira, 21 de novembro de 2014

MEU RECADO

                                          

           Sobre voos e catástrofes


José Carlos Alexandre

Tenho muitas horas de voo. Nem poderia ser diferente....

Desde meu primeiro: de BH a Ipatinga, para cobrir a inauguração da sede do Sindicato dos Metalúrgicos, o Sindipa.

Um voo num pequeno avião, debaixo de forte tempestade...

E voos para a Europa, Estados Unidos, Norte da África e para o Oriente Médio...

Sem se falar nos cansativos voos para Havana (agora dá para ir de São Paulo-Havana sem escalas)...

Já contei aqui o aperto passado pela delegação mineira ao Congresso Nacional dos Jornalistas realizado em julho de 1968 em Porto Alegre.

Sim, 1968, "O ano que não terminou", na expressão do acadêmico Zuenir Ventura...

Depois do Congresso, vinhamos de São Paulo para cá quando um  dos motores do avião
pegou fogo...

O ex-presidente do Sindicato dos Jornalistas, Salomão Borges, pai dos quatro ou cinco Borges que orgulham a música brasileira, sempre contava o episódio em conversas domésticas.

A preocupação entre os passageiros, a aparente calma das comissárias de bordo, as voltas em torno da lagoa da Pampulha (não existia o aeroporto de Confins) e até terços misteriosamente aparecidos entre a maioria dos 14 jornalistas.

Este contista lendo o Jornal da Tarde...

"Sem prestar atenção aos salpicos da chuva, nem à queda estrondosa das árvores na mata", como dizia Oscar Wilde.

Ou ao pânico instalado entre a tripulação...

Finalmente a nave pousa e a emoção toma conta de todos: a ditadura militar que não conseguiu impedir as críticas ao regime forte instaurado no país.

Teria de aguentar um pouco mais jornalistas ávidos pela volta da liberdade de imprensa e da democracia...

Passados poucos anos, na década de 70, a Polícia Federal me impede de tomar um avião para Brasília, onde assistiria a posse um sindicalista mineiro como ministro do Tribunal Superior do Trabalho.

Estava sem carteira de identidade e fui tentar um salvo-conduto. Depois de um chá de cadeira de horas a fio na PF, ali no Edifício JK , o delegado me chamou.

À sua frente, sobre a mesa, uma pasta onde consegui ver recortes de vários jornais, alguns de minhas colunas publicadas na imprensa mineira à época...

Após explicar o motivo da viagem , a pressa em ir e voltar de avião ( voltaria a tempo de trabalhar a matéria para a edição  do dia seguinte), disse-me que não poderia liberar-me para um voo.

Nos anos 68 e 69 equipes de patriotas equivocados quanto aos instrumentos de luta contra a ditadura, haviam sequestrado aviões, embaixadores, conseguindo a liberdade de presos políticos.

Eu que nunca havia participado de ANL, VAR, VAR-Palmares, PCBR, MR-8 e organizações parecidas ou assemelhadas, tive de contentar-me em voar mais tarde...

(Eu sempre lutei contra a ditadura mas no âmbito do PCB, que priorizava a organização das massas...como a campanha das Diretas-Já.)

De posse de carteira de identidade, pude ir a Brasília, São Paulo e até a Marabá, bem próximo à região onde o PC-do B movimentou uma guerrilha...

Depois da ditadura...

Agora assisto na Rede TV! a entrevista de  um viajante astral que prevê a queda de um avião em plena avenida Paulista no próximo dia 26...

Trata-se de Jucelino Nóbrega da Luz , professor que registra em cartório suas previsões, como as da queda do avião do ex-candidato à Previdência da República Eduardo Campos...

Ele prevê uma tragédia talvez superior à acontecida em 2007 também em São Paulo quando morreram 187 pessoas que estavam na nave da TAM mais 12 que se encontravam no solo...

Sou tão cético...

Histórias do fim do mundo ouço desde criança...

Assim  como de catástrofes, desastres iminentes ou não...

Este professor que tem ares de vidente só pode estar sonhando...

Espero sinceramente que tenha melhores premonições.,.

Deixe a Paulista para as nossas passeatas contra a política econômica, pelo socialismo...


Aniversário da Revolução Mexicana

Rebelión/Divulgação

quinta-feira, 20 de novembro de 2014

Café com jazz

                                                                      

Que tal descobrir um pouco mais sobre O Mundo do Jazz, num workshop incrível com o projeto Sons do Palácio, no Café do Palácio? Seus desejos foram atendidos! As apresentações acontecem todos os sábados e, no dia 06 de dezembro, a partir das 10h, teremos um evento incrível com direito a CD com coletânea exclusiva do projeto para cada participante.

O Jazz nasceu em New Orleans e influenciou muitos músicos mineiros. A curadoria é do português Dj Lau Son aka Ricardo Silvestre, com participação de editoras do mundo inteiro e consiste numa mostra musical das novas sonoridades de música eletrônica, Jazz, Blues, World Music e suas variadíssimas fusões em sub-gêneros!

Este evento é para os consumidores que AMAM transformar a cidade com a gente! Afinal, Kekanto é o guia dos melhores lugares da cidade e, esse evento, para os kekanteiros que mais transformaram a cidade compartilhando suas opiniões por aqui.

SERVIÇO


Quando: 06 de dezembro (sábado), às 10h;
Onde: Café do Palácio - Palácio das Artes - Avenida Afonso Pena, 1537 - Centro;
Descrição: Workshop sobre O Mundo do Jazz; será realizado exclusivamente, em edição única aos convidados do Kekanto, após o workshop, os participantes estão convidados a apresentação musical Sons do Palácio de 15h as 19h, Sons do Palácio, que ocorre todos os sábados, de outubro a dezembro, das 16h às 19h, no Café do Palácio.
Quem pode participar: Convidados selecionados pelo Kekanto e que avaliaram estabelecimentos de Belo Horizonte através do guia, que transformaram a cidade e melhoraram os serviços com opiniões de qualidade e informativas.

SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

                                                             
           DIA INTERNACIONAL DE SOLIDARIEDADE AO POVO PALESTINO

DIA: 27 DE NOVEMBRO - QUINTA-FEIRA
HORA: 19 HORAS
LOCAL: PLENARINHO DA CÂMARA MUNICIPAL DE FLORIANÓPOLIS - 1º ANDAR
RUA  ANITA GARIBALDI, 35, CENTRO - FLORIANÓPOLIS - SC

Você é nosso convidado para denunciarmos a Nakba palestina que teve seu início em 1948, com a criação do Estado de Israel sobre o Solo Pátrio Palestino.

São 66 anos de luta do povo palestino em defesa da sua terra!

Recentemente, Israel atacou Gaza novamente, assassinando 2300 palestinos civis, matando mais de 600 crianças, deixando mais de 10 mil feridos e destruindo casas, Mesquitas, Igrejas, hospitais, escolas e toda a  infraestrutura em Gaza. 

Violências orquestradas pelo sionismo e imperialismo contando com o  silêncio cúmplice dos governos reacionários do mundo. O sionismo não é  um perigo apenas para a Palestina, mas uma ameaça para o mundo.

Mas, vozes se levantaram em denúncias! Solidários amantes da paz e da justiça saíram as ruas protestando contra as  brutalidades do Estado de Israel com grandes marchas e ações de solidariedade a Palestina.

Em respeito a resistência palestina, ao seu povo lutador, aos mártires realizamos este chamado à solidariedade ao povo palestino para nos somarmos na construção da Palestina Livre, um direito milenar deste povo.

Somos todos Palestinos!

Viva a Palestina livre!

Participe e divulgue!

Palestina livre!

Viva a Intifada! Resistência até a vitória!

Comitê Catarinense de Solidariedade ao Povo Palestino

"Um beduíno sozinho não vence a imensidão do deserto, é preciso ir em caravana"

www.vivapalestina.com.br

www.palestinalivre.org