terça-feira, 29 de julho de 2014

ALBERTO DINES

                                                             
SONÂMBULOS

A Grande Guerra, as guerras

Alberto Dines em 29/07/2014 na edição 809

      
Impossível desligar-se da data e esquecer que a Grande Guerra começou formalmente há exatos 100 anos. Sobretudo quando os assuntos dominantes do noticiário internacional são três guerras regionais, herdeiras diretas da catástrofe euro-afro-asiática de 1914-1918. A remissão torna-se imperiosa num Observatório comprometido com o debate sobre o desempenho da imprensa.

Impossível ignorar o papel dos jornais como fomentadores do clima nacionalista, guerreiro e triunfalista produzido pelo atentado de Sarajevo  
(pronuncia-se Saraievo). Mas o espírito algo sonso e delirante daqueles Anos Elétricos foi também fabricado pelos arautos do progresso e da prosperidade – a mídia de então.

Hermann Broch (1886-1951), o visionário e cético vienense, produziu (entre outros) dois títulos que sintetizam a mentalidade daquele tempo – o ensaio “Alegre Apocalipse” e a trilogia ficcional “Os Sonâmbulos” (este também utilizado por Christopher Clark para explicar como eclodiu a guerra de 1914; Companhia das Letras, 2014).

Os avanços das ciências, da tecnologia e as facilidades oferecidas às massas criaram uma falsa sensação de certeza e inevitabilidade. A imprensa não foi propriamente belicista, ela se embalou num imenso autoengano, a primeira grande bolha da história: as evidências de progresso e prosperidade irreversíveis. Naquele clima sonambúlico imaginava-se que os grandes
impérios com suas tríplices alianças eram imperecíveis. Guerras, se houvesse, seriam breves.

A Grande Guerra foi precedida por um inédito movimento pacifista e em suas fileiras engajaram-se muitos jornalistas e intelectuais de grande prestígio. Alguns (como o jornalista-tribuno socialista francês Jean Jaurès) pagaram com a vida seu idealismo humanitário. Não é por acaso que outro vienense, o satirista Karl Kraus (1874-1936), pacifista intransigente, converteu-se no primeiro media critic de que se tem notícia.

Armas perigosas

Num mundo ainda mais informado e conectado do aquele do início do século 20, é imensa a capacidade do sistema midiático global em embarcar nas simplificações, fomentar preconceitos, equívocos e
exacerbações. Deveria ser o contrário: antes mesmo de apontar culpados por um conflito bélico é indispensável desativá-los.

Não há quem desconheça os horrores da guerra (mesmo quando o sangue é clonado com massa de tomate), mas quando uma começa ou se reacende – caso do atual enfrentamento entre Israel e o Hamas, na Faixa de Gaza – a primeira reação é tomar partido. E, ao tomar partido, transfere-se a batalha da linha de frente para a retaguarda e a guerra amplia-se, torna-se total.

Quem começou o terceiro round entre Israel e o Hamas? O sequestro e morte dos três adolescentes israelenses ou a represália contra o jovem palestino queimado vivo por fanáticos? Os quatro martírios são igualmente abomináveis, esta é a mensagem que deveria resultar do noticiário.

Cabe à mídia listar antecedentes ou causas – sobretudo a mídia digital, cada vez mais pulverizada e rasa –, mas a busca de antecedentes sem um suporte humanitário e moral costuma ser deletéria. No caso do conflito entre árabes e judeus pode-se chegar à rivalidade entre Sara, mulher do patriarca Abrahão, e a sua concubina, Agar.

Os filmes onde a guerra é retratada com fidelidade devem conter uma carga equivalente de horror. Relatos de guerras podem ser armas de guerra quando manejados pela soldadesca tacanha e burra.

Utopismo e palpitismo

Do primeiro conflito entre o Estado de Israel e os países árabes até a sangueira de hoje, o contencioso central é a partilha da antiga Palestina em dois estados decidida pela Assembleia Geral da ONU, sob a presidência do
brasileiro Oswaldo Aranha, em novembro de 1947. O governo de Israel (então liberal-trabalhista) saudou-a e a acatou prontamente. Os vizinhos não reconheceram e procuraram anulá-la.

Quatro décadas e cinco guerras depois, em Oslo, com a liderança de Yasser Arafat, os palestinos convenceram-se de que era a única solução viável e construtiva capaz de interromper a dinâmica da guerra. Hoje, a extrema direita israelense em coalizão com os fanáticos religiosos se recusa a reconhecer o Estado Palestino previsto na partilha que legitimou o Estado de Israel. Está na contramão do que deseja a Autoridade Palestina, os pacifistas dos dois lados, a esquerda judaica na diáspora, os governos dos EUA, União Europeia, América do Sul, Rússia, China, Índia e alguns países árabes.

O articulista de plantão na pág. A-6 da edição de
segunda-feira (29/7) da Folha de S.Paulo, camuflado com o uniforme de utopista, declara que Israel é uma aberração, precisa acabar, judeus e árabes devem ser obrigados a conviver num estado único. Não explica quem os obrigará. O premiê Benjamin Netanyahu agradece, também os aiatolás iranianos.

Saudações ao jornalista Ricardo Melo, o mais sério candidato ao Nobel da Guerra.

Leia também

As desproporções da guerra – A.D.

Pacifismo ou é integral ou não é pacifismo – A.D.

Onde a objetividade é impossível – Luciano Martins Costa
                                     _______

Porta-voz do Hamas considera crime as ações de Israel

                                                                   

O Hamas e o governo de Israel chegaram a alguns acordos humanitários de cessar-fogo temporário e o acordo mais recente foi quebrado após o lançamento de mísseis por membros armados palestinos contra Israel nesta segunda-feira (28), o dia da celebração muçulmana do Eid al-Adha, conhecida como a Festa do Sacrifício. Na tarde do mesmo dia, o exército israelense anunciou o retomar integral das operações militares contra a Palestina.

O premiê de Israel, Benjamin Netanyahu, ressaltou que o país se vai preparar para combater a longo prazo na Faixa de Gaza e indicou que a guerra não terminará até que as ameaças para o povo israelense tenham sido eliminadas. O ministro da Defesa do país reiterou que Israel não cede nos assuntos relacionados com a segurança dos seus cidadãos.

O primeiro-ministro palestino, Rami al-Hamdallah, apelou à comunidade, na cerimônia de Festa do Sacrifício, que tome medidas para parar com os ataques israelenses que matam civis na Faixa de Gaza e as contra manifestações na Cisjordânia. O porta-voz do Hamas, Sami Abu-Zuhri, anunciou que as ações do Israel como crimes e disse que o país terá de pagar por isso. (Com a Rádio Internacional da China)

Defesa de acusado pelo assassinato de jornalistas alega inocência

                                                         
            Walgney Carvalho e Rodrigo Neto (Reprodução:  Estado de Minas)


Alessandro Neves Augusto, conhecido como “Pitote”, acusado de matar o fotógrafo Walgney Carvalho em abril de 2013, prestou depoimento por cerca de uma hora nesta segunda-feira, 28 de julho, no Fórum de Coronel Fabriciano, município no sudeste de Minas Gerais. Uma testemunha também seria ouvida, mas não compareceu. Durante a audiência, o acusado alegou inocência.

Esta é a segunda vez que Alessandro participa de uma audiência de instrução. No entanto, na primeira, ocorrida em março passado, ele não pode ser ouvido, porque ainda faltavam depoimentos de outras testemunhas importantes no processo.

O advogado de defesa, Rodrigo Márcio do Carmo Silva, retornou com a tese de que o assassino de Carvalho é um homem conhecido como Sérgio Vieira da Costa, que teria uma longa ficha criminal. A defesa alega ainda que Sérgio e o fotógrafo assassinado teriam matado o jornalista Rodrigo Neto, em março de 2013.

Segundo o advogado, “Serginho”, que também era amigo de Walgney Carvalho, teve medo de que o fotógrafo falasse alguma coisa sobre a morte de Rodrigo e então teria decidido eliminar Walgney.

No entanto, essa versão já havia sido contestada pelo Ministério Público em Ipatinga e também foi rechaçada pela promotora Carolina Pestana. Serginho também foi apontado por Alessandro como sendo o autor de uma dupla tentativa de homicídio em Vargem Alegre, em 2012.

Caso

A Polícia Civil conclui o inquérito e solicitou à Justiça no dia 13 de agosto, a conversão da prisão provisória de Alessandro Neves Augusto, conhecido como Pitote, e do policial civil Lúcio Lírio Leal em prisão preventiva. Ambos são indiciados como autores do assassinato do jornalista Rodrigo Neto Faria e do fotógrafo Walgney de Assis Carvalho.

Os inquéritos foram concluídos, relatados e entregues à Justiça com o indiciamento de Pitote pelas duas mortes. No assassinato de Rodrigo Neto, as apurações apontaram que Pitote agiu com a ajuda de Lúcio Lírio Leal.

Segundo o inquérito, Pitote estaria em uma motocicleta e teria sido avisado sobre os passos do jornalista por Lúcio. Atualmente, o DHPP trabalha em uma investigação paralela para tentar descobrir a motivação do crime, bem como o seu mandante e ainda se havia alguém pilotando o veículo.

(Com informações o G1) (Com a ABI)

Juiz americano propõe guilhotina para execuções de penas de morte no país

                                                                 

João Ozorio de Melo

A execução do americano Joseph Wood, no último dia 23 de julho, foi um escândalo nacional. Depois que fabricantes europeus deixaram de fornecer as drogas para execução de pena de morte, o estado do Arizona resolveu usar produtos nacionais. O resultado foi chocante: Wood demorou quase duas horas para morrer e os convidados para a execução observaram, assustados, seu sofrimento “interminável”. Havia jornalistas no grupo e a “punição cruel”, proibida pela Constituição do país, foi relatada nos jornais.

O “desastre” estimulou os movimentos contra a pena de morte no país. Uma arma, que os líderes desse movimento acabaram de descobrir foi o voto do presidente do Tribunal de Recursos da Costa Oeste dos EUA, juiz Alex Kozinski, no processo que examinou um adiamento da execução de Wood, dias antes de ela acontecer. O juiz previu, de certa forma, que o “protocolo de execução” por drogas era falho e, ironicamente, propôs formas mais eficientes de execução, como a guilhotina.

O juiz, um dos mais proeminentes do país, segundo os jornais, disse, em seu voto dissidente na decisão do tribunal, que usar drogas para matar é um grande erro, porque elas foram desenvolvidas para curar. Para executar pessoas, os estados que mantêm a pena de morte deveriam usar instrumentos feitos especificamente para matar.

“A guilhotina é, provavelmente, o melhor instrumento, embora pareça inconsistente com o etos nacional”, ele sugeriu. “Se querem matar, devem abandonar esse caminho equivocado [do uso de drogas] e retornar a métodos de execução mais primitivos, mas infalíveis” — os que não causam sofrimento ao executado, ele declarou.

“O uso de drogas, criadas para ajudar indivíduos com necessidades médicas, é um esforço equivocado para mascarar a brutalidade das execuções, para que pareçam um acontecimento tranquilo e sereno — como algo que qualquer um de nós pode experimentar em nossos momentos finais”, escreveu Kozinski.

Mas não há nada que transforme uma execução em um ato tranquilo e sereno, ele diz. “Nem poderia haver. Assim, se nós, como uma sociedade, queremos realizar execuções, deveríamos estar prontos para enfrentar o fato de que o estado está cometendo uma brutalidade horrenda em nosso nome”.

Kozinski sugeriu que os estados que não abrem mão da pena de morte poderiam, por exemplo, readotar a cadeira elétrica, o enforcamento ou a câmara de gás. Porém, esses instrumentos também estão sujeitos a falhas que podem causar sofrimento. Portanto, a solução mais promissora para aqueles que querem matar sem que os convidados assistam o sofrimento do executado é o pelotão de fuzilamento, ele afirma.

“Embora o fuzilamento faça uma lambança, com sangue esborrifando para todo o lado, sabe-se que balas de rifles de calibre oito ou dez, disparadas de perto, infligem um dano físico gigantesco no executado, causando morte instantânea, todas as vezes”, ele escreveu. “Há muitas pessoas empregadas pelo Estado que têm coragem de puxar o gatilho e são bem treinadas para acertar cada tiro que disparam”.

Há mais vantagens, diz o voto. Armas e munições são compradas pelo Estado em grandes quantidades para as operações policiais, de forma que seria impossível interromper o suprimento — como os fabricantes europeus estão fazendo com as drogas. E ninguém poderia alegar que as armas estão sendo usadas para um propósito para o qual não foram desenvolvidas (como as drogas). “Elas não têm outro propósito senão destruir seus alvos”.

“É claro que pelotões de fuzilamento podem fazer uma bagunça, mas se queremos levar as execuções em frente, não devemos tapar o sol com a peneira, porque o que estamos fazendo é, de qualquer forma, um derramamento de sangue”.

“Se nós, como uma sociedade, não temos estômago para aguentar o borrifo de sangue causado pelo pelotão de fuzilamento, então não deveríamos realizar execuções, de forma alguma”.

Até meados dos anos 1970, os estados usavam, para matar, instrumentos inventados para matar. Mas, nessa época, começaram a abandonar esses instrumentos e adotar o uso de drogas, com o argumento de que era “mais humano” ou “menos brutal”, conta o juiz. Porém, segundo ele, se isso fosse realmente um propósito nobre, “então deveríamos adotar uma forma de matar que funcionasse”. (Com a Conjur)


O depoimento de Berta Ludischevitch Goifman, mulher do ex-dirigente comunista mineiro Jaime Goifman, sobre a perseguição ao seu marido durante a ditadura

Se os ricos têm os meios,as ruas são nossas!

                                                            

A juventude em nosso país está em luta! Mesmo após anos sendo educados para não lutar e para perder de vista qualquer esperança de transformação nós estamos nas ruas! Estamos nas ruas porque sentimos que pesam em nossas costas uma série de problemas sociais: somos nós, jovens, que sentimos as mais altas taxas de desemprego, que sofremos cotidianamente com a violência policial, que temos o acesso à educação negado, que nos endividamos antes mesmo de começar a trabalhar, que também sofremos com o racismo, o machismo e a homofobia.

Não é fácil ser jovem nos dias de hoje. O desemprego nos ameaça. A miséria nos ameaça. A polícia e o Estado nos ameaçam cotidianamente. Durante algum tempo tentaram nos enganar, repetindo a mentira de que esse era um modelo de desenvolvimento do país que beneficiaria a todos, porém, o que vemos, é um país que se consolida como uma grande potência capitalista mantendo uma grande desigualdade social, que tira a comida do prato dos trabalhadores para engordar os patrões. Os 10% mais ricos controlam 74% da riqueza nacional, tornando os ricos cada vez mais ricos e deixando para nós apenas as migalhas e falsas promessas.

Durante as últimas manifestações, os poderosos mostraram que não tolerariam qualquer tipo de mobilização da juventude e dos trabalhadores. Através de seus meios, a mídia ou a polícia, eles nos criminalizam e nos perseguem, sempre no sentido de garantir seus lucros e de combaterem qualquer risco de uma revolta e transformação social. Porém, se os ricos dominam os meios, as ruas são nossas!

Mostramos que não estamos dispostos a viver dessa maneira, que perdemos a paciência. A juventude tem muitos motivos para ir às ruas. São motivos que vão muito além dos vinte centavos. Mostramos a capacidade de mobilização que temos. Enchemos as ruas de esperanças, mostramos aos poderosos que não estamos dispostos a sofrer calados, que não iremos nos entregar sem lutar.

Porém, se conseguimos dar os primeiros passos e tomar as ruas, muito ainda deve ser feito. Nesse momento de eleições, mais uma vez a política aparece como um velho jogo de cartas marcadas, vinculada aos grandes monopólios empresariais. Mais uma vez tentarão deturpar as informações, reprimir os trabalhadores, reduzir o debate político a apenas poucas alternativas dentro de um mesmo programa, sem debater a fundo os verdadeiros problemas da sociedade.

Para nós, apesar de um momento muito importante na vida política do país, as eleições, mais do que uma ocasião para eleger candidatos, são um momento fundamental para apresentarmos uma alternativa política de poder, para criarmos nossos próprios meios contra a ofensiva dos poderosos, para expandirmos nossa visão de mundo, para fortalecermos nossos espaços de autodefesa e de elaboração política, como associações de bairros, sindicatos, organizações estudantis, comitês populares, fóruns unitários de luta, etc. Para, em suma, apresentarmos uma proposta e construímos coletivamente o Poder Popular.

É nesse sentido que lançamos o Comitê Nacional de Juventude: Mauro Iasi Presidente. Sem vender ilusões à juventude sobre a democracia burguesa, o que defendemos é que, através de uma candidatura, possamos contribuir para expressar os anseios da juventude e dos trabalhadores, apresentar uma real alternativa de poder e uma proposta de construção de um novo país. Para propagar e organizar nossas lutas, estaremos nas ruas, com toda a alegria e rebeldia da juventude, gritando em alto e bom som para os que nos exploram:

Se os ricos têm os meios, AS RUAS SÃO NOSSAS!

http://ujc.org.br/ujc/?p=1323

segunda-feira, 28 de julho de 2014

Fidel recebeu o presidente da República Popular da China

                                 

                           CUBA
O líder histórico da Revolução Cubana, Fidel Castro Ruz, teve na manhã da terça-feira, 22 de julho, um encontro fraternal com o presidente da República Popular da China, companheiro Xi Jinping, quem lidera uma nutrida delegação que realiza uma visita oficial ao nosso país.



 O intercâmbio mantido caracterizou-se por um clima de amizade, que espelha os laços históricos entre nossos Partidos, governos e povos.

 Fidel e Xi Jinping refletiram acerca de diversos temas de interesse internacional e, no particular, os enormes perigos e desafios com que se defronta a humanidade, assim como a significação da Declaração adotada, em 15 de julho, pelos países que integram o grupo Brics, a transcendência da recente visita do presidente chinês a vários países da América do Sul, cuja fecunda e inesquecível digressão finalizará nesta quarta-feira, 23 de julho, na Cidade Heróica de Santiago de Cuba.

 Em um ameno diálogo, após um percurso por áreas de pastagens e forragens, também trataram acerca da ampla e crescente cooperação entre Cuba e a China e os resultados das experiências na cultura de plantas para a alimentação humana e animal.

O companheiro Fidel explicou ao presidente Xi Jinping os resultados da investigação e os estudos teóricos e práticos que veio realizando, dos quais deriva a possibilidade real de multiplicar a produção de alimentos protéicos de alta qualidade e demanda internacional, como as carnes, leite, ovo, gordura refinada, frutas tropicais, subtropicais e produtos agrícolas ricos em vitaminas e sais minerais, assim como medicamentos de grande demanda, aspectos relacionados com a investigação agrícola nos quais o líder chinês, amigo sincero de nosso país, promoveu a colaboração entre ambos os Estados.

 Com o líder chinês participaram do fraternal encontro o ministro chinês das Relações Exteriores, Wang Yi; dois membros do Bureau Político do Partido Comunista da China e outros líderes jovens da delegação do gigante asiático.

 Foi um gesto sumamente amistoso, por parte do presidente Xi Jinping, a entrega de um busto em bronze do companheiro Fidel que pesa 175 quilos, e que segundo aquele é mais parecido com o Fidel jovem, que o parecido atual dele com o busto. (Com o Grama)


PELO FIM DOS PROCESSOS CONTRA MANIFESTANTES


Defensores dos direitos humanos: liberdade de expressão nos EUA está ameaçada

                                                                          
                                                                          Foto: RIA Novosti
  
Os programas de vigilância de grande escala, realizadas pela Agência de Segurança Nacional dos EUA, ameaçam a liberdade de expressão no país. Essa declaração foi feita por duas organizações de direitos humanos – Human Rights Watch e União Americana pelas Liberdades Civis.

Os ativistas de direitos humanos observam que os funcionários começaram a ter muito cuidado, falando com jornalistas, visto que "qualquer troca de informações – emails ou telefonemas – deixa uma pegada digital que pode ser usada contra eles".

De acordo com as organizações de direitos humanos, os programas de vigilância norte-americanos vão muito além da segurança nacional.

O dia em que o governo EUA decretar a lei marcial vai ser uma guerra por lá. Esse é o tipo de democracia que eles querem implantar no mundo.

#Domingos Kifuta BrogonhaDomingos Kifuta Brogonha Ontem, 23:37

Um País que controla toda a liberdade dos cidadãos do Mundo como é que vai permitir liberdade aos cidadãos que andam nas palmas das suas mãos.

Julgo que o Povo americano é o mais tolerante. Se fosse Europa já estariam a pagar. Não tardará que Reino Unidos e França começarão a pagar.

Leia mais: http://portuguese.ruvr.ru/news/2014_07_28/Defensores-dos-direitos-humanos-liberdade-de-express-o-nos-EUA-est-amea-ada-0708/ (Com a Voz da Rússia)

Ato em São Paulo pede rompimento de relações diplomáticas e militares do Brasil com Israel

                                                   
Maura Silva

Da Página do MST

Fotos: Sérgio Koei e Mídia Ninja

Um ato organizado pela Frente em defesa do Povo Palestino, MST, Levante Popular da Juventude, MTST, CUT e diversas organizações sociais reuniu centenas de pessoas nesse domingo (27/07) para pedir o fim do massacre israelense à Faixa de Gaza. 

Os manifestantes se concentraram na Praça Oswaldo Cruz, na avenida Paulista e seguiram em direção ao Parque do Ibirapuera.

Além do cessar-fogo, o objetivo do ato foi pedir ao governo brasileiro que rompa os laços comerciais, militares e diplomáticos com Israel, e seguindo a Campanha de Boicote, Desenvolvimentos e Sanções (BDS), realiza um boicote às empresas e produtos israelenses ligados às violações perpetradas contra os palestinos.

Para Mohamad El Kadri, um dos organizadores do ato, o governo brasileiro precisa assumir uma postura mais dura em relação ao Estado de Israel.

“Uma nota não é suficiente para pressionar o governo israelense, o Brasil pode e deve exercer um papel muito maior nesse processo. Devemos exigir o fim dos acordos e das relações comerciais e acadêmicas com Israel, além de condenar veementemente as empresas que financiam o apartheid palestino”, diz.

A passeata terminou com o Monumento às Bandeiras, símbolo do empreendimento colonial de limpeza étnica e genocídio desenvolvido contra os indígenas brasileiros, coberto por bandeiras palestinas e faixas que pediam o fim do genocídio na Palestina.  

Ana Carolina Mazin, dirigente estadual do MST, que esteve presente no ato, chamou atenção para a necessidade do boicote econômico ao Estado de Israel e para a desproporcionalidade de forças no conflito. 

“Acredito que o boicote seja a maneira mais efetiva de pressionarmos o governo israelense. Eles devem parar de chamar o que está acontecendo de guerra. Não é uma guerra, é um genocídio, a morte excessiva de mulheres e crianças mostra isso”.
                                                       
Cerca de 200 militantes do MST estiveram presentes no ato para demonstrar apoio ao povo palestino.

De acordo com Marcelo Buzzeto, militante do MST e um dos organizadores do ato, “O MST se soma a essa luta do povo palestino porque é um povo que luta por terra por soberania e apoiamos essa luta e esse povo porque faemos parte de uma organização internacional chamada Via Campesina. “

O ato faz parte da série de protestos que estão acontecendo em todo o mundo, desde o início da operação militar israelense, chamada de “Barreira Protetora”.

"Estão sendo realizadas várias mobilizações. Isso nos dá esperança e a certeza de que o povo palestino esta no caminho certo. É da luta, da mobilização e com a solidariedade que um dia veremos a Palestina livre", afirma Marcelo.

Até o momento, mais de 1000 pessoas morreram na Faixa de Gaza, os feridos já ultrapassam os seis mil.    

Um bebê prematuro nasceu após a morte da mãe em um ataque aéreo israelense em Gaza. O médico disse que a criança tem iguais chances de viver e de morrer. Mais de 800 pessoas foram mortas em Gaza desde que Israel iniciou sua ofensiva militar no dia 8 de julho, com o objetivo declarado de impedir os disparos de foguetes do Hamas contra seu território, e diz ter descoberto uma rede de túneis usados pelo grupo militante para supostamente se infiltrar em território israelense. Pelo menos 35 israelenses (ao menos dois deles civis) e um tailandês, atingido por um foguete palestino, também perderam a vida na onda de violência até agora.

Solidariedade à Palestina


domingo, 27 de julho de 2014

Matéria da BBCBrasil: Depois de conquistar a África a China parte para fazer o mesmo na América Latina

                                          
A simpatia de Xi Jinping tem conquistado admiradores na América Latina (Reuters)


Marcos Salas


Depois de "conquistar" a África com contratos bilionários de comércio e investimentos na produção de matérias-primas, a China está voltando sua atenção para outra região capaz de suprir os bens necessários para o seu crescimento: a América Latina.

Países com dificuldades financeiras, como Venezuela, Argentina e Cuba, foram destaque no giro que o premiê chinês, Xi Jinping, fez pela região na última semana, levando a tiracolo um 'pacote de bondades' financeiras.

Em um momento em que o setor de manufaturas "made in China" mostra sinais de declínio (ou talvez por causa disso), o fluxo de dinheiro do gigante asiático para a América Latina continua forte e poderoso.

Soja, minérios, petróleo e bens básicos são alvos de contratos bilionários de empréstimos e investimentos chineses na região - o que ajuda o gigante asiático a reforçar a sua influência internacional.

Um estudo das Nações Unidas prevê que até 2016 a China deve ultarpassar a União Europeia para se tornar o segundo maior parceiro comercial da América Latina, atrás apenas dos Estados Unidos.

E de acordo com um artigo publicado em janeiro na revista China Policy Review, em 15 anos a China ultrapassará até os EUA, tornando-se o principal sócio comercial da região.
Parceiro pragmático

Hoje, a China é o maior parceiro comercial do Brasil, Chile e Peru, e o segundo parceiro do México, Argentina e Chile.

Pelos latino-americanos, o país é visto como um ator pragmático, mais interessado na economia do que na política - diferentemente dos EUA e de potências europeias -, como avaliaram, em um 
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A Venezuela fornece cerca de 630 mil barris de petróleo por dia para a China

"Eles não estão preocupados se a China irá ampliar sua crescente influência na região para modificar políticas locais, recrutar parceiros para seus objetivos globais ou competir com os EUA por potenciais aliados", escreveram Hakim e Myers.

Ao mesmo tempo, "a América Latina é importante para a China, por duas razões principais: por seus recursos naturais e pelo potencial de se tornar um mercado importante para os produtos chineses", disse à BBC Joe Chi, diretor-executivo do Centro Comercial Sino-Latinoamericano, com sede em Miami.

Os contratos preferidos dos chineses na região são para compra de matérias-primas ou criação de joint ventures para a extração de matérias-primas.

Os acordos da China com a Venezuela, país com uma das reservas de petróleo mais volumosas do mundo, são os mais vistosos.

De acordo com um estudo da Universidade de Boston, o país de Nicolás Maduro recebeu cerca de US$ 50 bilhões em aportes chineses, dos quais US$40 bilhões seriam empréstimos a serem pagos com petróleo.

Em 2013, o governo venezuelano anunciou um investimento de US$ 14 bilhões da petroleira chinesa Sinopec para desenvolver um campo na bacía petrolífera do rio Orinoco, no leste da Venezuela, com capacidade de produção de 200 mil barris de petróleo.

Na Argentina, de quem a China compra soja, o comércio bilateral quadruplicou nos últimos anos, chegando a cerca de U$ 15 bilhões - e a balança se mantém desfavorável para o país sul-americano.

"Nós temos US$ 10 bilhões de exportações e US$ 5 bilhões de importações: ou seja, o saldo deficitário é de US$ 5 bilhões", explica o economista Luis Palma Cane.

Libra

No Brasil, o consórcio vencedor para explorar o campo de petróleo de Libra, um dos mais promissores do pré-sal, inclui duas empresas chinesas, a China National Offshore Oil Corporation (CNOOC) e o fundo privado China National Petroleum Corp (CNPC).

Libra tem um volume estimado entre 8 e 12 bilhões barris de petróleo, e calcula-se que vá requerer um investimento entre US$ 200 bilhões e US$ 400 bilhões para exploração em 35 anos. Não se sabe quanto desse dinheiro virá da China.

Também em 2013, a PetroChina, uma subsidiária da CNPC, adquiriu todos os ativos da subsidiária peruana da Petrobras por US$ 2,6 bilhões.

O Chile, maior produtor de cobre do mundo, vende um terço da sua produção para o gigante asiático.

Além disso, em 2010, a China assinou um acordo com Cuba para financiar a expansão da refinaria de petróleo de Cienfuegos, que custará US$ 6 bilhões.

Para Alejandro Grisanti, chefe de pesquisa para América Latina do banco britânico Barclays, a China soube aproveitar o que ele considera "um declínio no interesse dos EUA pela região" nos últimos cinco anos.

"A China está buscando aumentar seus investimentos em matérias-primas e tem feito isso de maneira agressiva", diz o economista.

Ambições maiores

Como se não bastassem esses números, o histórico aponta para uma evolução dos interesses chineses na América Latina para além do comércio de commodities.

"Eles agora também investem em infraestrutura, através de licitações ou de acordos privados entre os governos, com financiamento do governo chinês e participação de empresas chinesas", diz Luis Palma Cane.

"Obviamente, o que se busca é garantir trabalho para as empreiteiras chinesas, mas também há uma estratégia geopolítica (por trás dessas iniciativas), que envolve ter uma importância econômica na América Latina."

Na Nicarágua, por exemplo, a China está financiando a construção de um canal interoceânico que deve competir diretamente com o Canal do Panamá.

Especialistas acreditam que o projeto será crucial para a expansão do comércio da China com o resto do mundo.

Em junho de 2013, o governo do presidente Daniel Ortega anunciou a assinatura de um contrato de US$ 40 bilhões com o grupo HKND, do bilionário de Hong Kong, Wang Jing.

O montante garante à China uma concessão de 50 anos pelo direito de construir o canal e mais 50 anos para administrá-lo.

Chi explica que a China também tem interesse em construir fábricas na América Latina no futuro.
"Os custos de produção na China estão subindo lentamente e vai chegar um momento em que (a concentração da produção no país) não será mais sustentável", explica.

A soja representa 75% das exportações da Argetina para a China

A presença chinesa na América Latina, de fato, é cada vez mais evidente: agora é comum encontrar executivos chineses andando pelas ruas de grandes cidades da região, por exemplo.

Nas grandes rodadas de negócios, há uma presença significativa de investidores chineses. E empresas chinesas estabeleceram escritórios em países latino-americanos.
Também estão começando a circular com mais frequência na região carros de fab
ricação chinesa.

De acordo com a consultoria AT Kearney, em 2015 as montadores chinesas de marcas como Chery, Foton, Geely e Yangtze exportarão cerca de 2 milhões de unidades (em comparação com meio milhão em 2011).

Na região, seus maiores mercados são Brasil, Colômbia, Venezuela, Peru e Argentina.
O carros chineses são vendidos pela metade ou dois terços do valor de modelos de marcas americanas, europeias e japonesas já estabelecidas.

Ameaça e oportunidade

Fabricados a custos menores por conta do valor ainda baixo de produção na China, os produtos chineses tiram o sono de muitas empresas latino-americanas - o que faz a relação com a China representar ao mesmo tempo uma ameaça e uma oportunidade para a região.

"Estamos constantemente competindo porque ninguém pode produzir sapatos com os preços da China", disse à BBC Micheline Grings Twigger, proprietária da fábrica de calçados brasileira Picadilly.

"Ao mesmo tempo, (a relação com os chineses representa) uma grande oportunidade, se considerarmos o tamanho do mercado do país. Seria loucura não olhar para a China como um grande mercado para nós."

(Com a BBCBrasil)

Declaração do Partido Comunista de Israel sobre os ataques contra Gaza

                                      

Comunistas denunciam perseguição israelense e afirmam que apesar da intimidação, judeus e árabes seguirão juntos na luta pela libertação da Palestina


O Partido Comunista de Israel (PCI) e a Frente Democrática para a Paz e a Igualdade (Hadash) manifestam sua ira e sua angústia pelo assalto brutal, criminoso e desumano realizado pelo governo de Israel contra o povo de Gaza.

Estamos transmitindo nossa profunda simpatia e solidariedade com o povo de Gaza e a solidariedade com aqueles que foram mortos ou feridos por um governo vicioso, cuja intenção é manter a ocupação e a colonização dos territórios palestinos ocupados e continuar com o cerco a Gaza.

Mais de 150 crianças morreram nos ataques de Israel a Gaza, segundo a Unicef

Desde que começou o ataque a Gaza, o PCI e o Hadash organizaram e lideraram uma série de manifestações e atividades contra esse ataque, chamando o cessar-fogo imediato e a manutenção de todos os civis, palestinos e israelenses, fora deste sangrento conflito.

Através de nossas atividades e iniciativas, os grupos fascistas e racistas nos atacaram física e verbalmente, enquanto a polícia israelense simplesmente não tem feito nada para impedir isso. 

Estes ataques violentos foram praticamente promovidos pelo governo neofascista israelense que incita continuamente contra todas as forças progressistas e democráticas em Israel, especialmente contra o PCI e Hadash, e mais ainda contra a população árabe-palestino que reside dentro do estado de Israel.

No último sábado 19 de julho, centenas de nós — judeus e árabes-palestinos juntos— nos manifestamos na cidade de Haifa contra a agressão israelense.

Temos sido agredidos e perseguidos pela máfia neonazista judaica, alguns de nós fomos feridos por pedras e garrafas que foram atiradas contra nós. A polícia prendeu 13 dos nossos membros, embora nenhum deles estivesse envolvido em qualquer ação violenta.

Camaradas, vamos seguir! 

Nós nunca nos renderemos à intimidação e violência. Gaza, nós do PCI e Hadash, judeus e árabes da mesma forma, vamos manter a nossa luta pela libertação do povo palestino!

Judeus e árabes não são inimigos, mas companheiros — irmãos e irmãs!

CSB e Comissão Nacional da Verdade promovem homenagem às vítimas da ditadura (Veja o depoimento do empresário Omene Vera sobre a vida e a ação sindical e política de seu sobrinho Nestor Veras e outros importantes depoimentos da resistência dos trabalhadores , como a ação dos 43 ferroviários)


                                                


“Um povo que não preserva a sua história jamais será um povo livre”, afirmou Antonio Neto em ato sindical de Sorocaba

Evento homenageou mais de 80 ferroviários, têxteis, metalúrgicos e rurais do interior de São Paulo que resistiram e lutaram contra a ditadura militar

Na manhã de sábado, 26 de julho, o Grupo de Trabalho “Ditadura e Repressão aos Trabalhadores, às Trabalhadoras e ao Movimento Sindical” (GT13) da Comissão Nacional da Verdade (CNV), em parceria com a Central dos Sindicatos Brasileiros (CSB), organizou o “Ato Sindical Unitário em Homenagem à Memória dos que Lutaram. Para que sua Luta seja Eternizada”.

O evento foi realizado na sede do Sindicato dos Empregados no Comércio, em Sorocaba, e homenageou a resistência dos trabalhadores e dirigentes sindicais ferroviários, metalúrgicos, têxteis e rurais do interior de São Paulo contra a ditadura. Personalidades, políticos, trabalhadores, dirigentes sindicais e familiares dos homenageados participaram do evento.
                                                 
Luta dos trabalhadores
O presidente da CSB, Antonio Neto (foto), é filho de um dos homenageados: Guarino Fernandes, líder dos ferroviários em Sorocaba. Neto lembrou o caráter de resgate da memória daqueles que contribuíram para a história do Brasil

. “Estou absolutamente emocionado de estar hoje ao lado de velhos companheiros. Precisamos resgatar a memória desses heróis e seus familiares e exigir que o Estado peça desculpas e repare a crueldade e a injustiça que cometeram”, destacou o presidente.

João Vicente Goulart foto), filho do ex-presidente João Goulart (Jango), afirmou que é fundamental homenagear a todos que lutaram por um Brasil mais justo, com melhor distribuição de renda. Goulart lembrou a luta do pai. 


“A batalha pelas reformas de base que Jango tanto almejou não acabou. Precisamos apoiar os conselhos populares, criados e estimulados pelo governo, para mantermos acesa a chama da participação do povo nas decisões mais importantes para os trabalhadores e para o Brasil”, ressaltou.

Para a coordenadora do GT13, a luta pela verdade não se esgota. Rosa Cardoso lembrou que a batalha dos trabalhadores começou muito antes do Golpe de 1964 e salientou o papel dos empresários no financiamento à repressão.

“Os patrões precisam responder politicamente pelos atos criminosos que cometeram. Toda essa violência e exploração precisa ser reparada. Esse dia se tornará inesquecível porque aqui estão pessoas de tribos diferentes, mas pertencentes à tribo única dos trabalhadores indignados”, reforçou.

Resgate da memória

O secretário-geral da CSB, Alvaro Egea, coordenou o evento e salientou a necessidade de resgatar informações sobre os perseguidos. Para o dirigente, governo e sociedade devem cobrar a manutenção de todos os documentos da época da ditadura. “Alguns querem que nosso povo não tenha memória, mas vamos trabalhar para construir um  museu para contar essa história que jamais pode ser esquecida”, pontuou Egea.

Após o ato de leitura dos nomes dos homenageados, que foram diplomados e receberam uma placa na entrada do evento, Raphael Martinelli, ferroviário e dirigente do Comando Geral dos Trabalhadores, discursou sobre a importância a união para fortalecimento das lutas.

“Quero elogiar o trabalho das centrais e a unidade entre os companheiros de organização. Isso fortalece o nosso trabalho de resgate da memória. Precisamos agora de comissões da verdade em todos os sindicatos para levantar ainda mais o trabalho da Comissão Nacional da Verdade”, defendeu Martinelli.

A deputada federal Iara Bernardi (PT-SP) afirmou que Sorocaba foi o berço das lutas dos ferroviários, têxteis, metalúrgicos e rurais. “Temos o compromisso de manter essa memória viva e passar essa experiência para os mais jovens”, disse.

Sebastião Neto, secretário-executivo do GT13, deixou claro o caráter coletivo dos líderes da resistência. “Eles jamais quiseram ser protagonistas de nada, sempre desejaram o bem comum. Estar aqui relembrando esses heróis é uma grande honra para todos nós”, concluiu.
                                                           
                                        OS HOMENAGEADOS

                                                   

Guarino Fernandes dos Santos Ferroviário
Cabeça Filho Metalúrgico
Paulo Kurak Camponês
Armando Kurak Camponês
Hélio Navarro Advogado e Deputado Federal
Hary Normaton Ferroviário
Nestor Vera Trabalhador Rural e membro do Comitê Central do PCB (foto)
Wilson Fernando da Silva – Bolinha Metalúrgico
Nilson Ferreira Costa Ferroviário
Hélio Lobato Ferroviário
Irineo Luiz de Moraes – Índio Camponês
Raphael Martinelli Ferroviário
Sebastião Perreira da Silva Ferroviário
Paulo de Mello Bastos Aeronauta
Antonio Chamorro Tecelão
Patrocínio Henrique dos Santos Camponês
Celestino dos Santos Ferroviário
Francisco Gomes Ferroviário
Reginaldo Valadão Ferroviário
Antonio Pedroso Ferroviário
Haroldo Lino Corrêa Ferroviário
Jofre Correa Neto Camponês
Jeyme Schenkel Ferroviário
Josephina Sanches Tecelã
Miquel Gonçalves Trujillo Junior Professor
José Leite Ferroviário
Edison Bastos Gasparini Advogado
Massilon Bueno Ferroviário
Lucio Petit da Silva
Jaime Petit da Silva
Maria Lúcia Petit da Silva Professora
Arcôncio Pereira da Silva Ferroviário
Norberto Ferreira Ferroviário
Nilson Furtado Metalúrgico
Francisco Gomes Ferroviário
Ademar Figueiredo Ferroviário
Antonio Figueiredo Ferroviário
João Batista Spanier Ferroviário
Marino Tonsig Dirigente do PCB
Antônio Navarro
Joaquim Mendonça Sobrinho Advogado
Sebastião Domiciano da Silva Ferroviário
Edson Yoshino Ferroviário
Jonas Paes Cavalcante Ferroviário
Milton Dota Servidor Púlico do INPS
Enêas Ildefonso Martins Ferroviário
João Sola Palhares Tecelão
Vanderson Roberto Corrales Lao Professor
Olavo Fernandes Gil Advogado
Edgard de Almeida Martins Camponês
Jose Alves Portela Camponês
Paulo Cseh Tecelão
Sinfrônio de Souza Nunes Construção Civil
Stanislaw Szermeta Metalúrgico
Essio Roseetto Tecelão
Adilio Roque – Gaúcho Gráfico
Maria Sallas Dib Metalúrgica
Dirceu Campos Ferroviário
Gentil Navarro Gráfico
José Nobrega Junior Metalúrgico
José Carlos Linares Tecelão
José Paiva Gráfico
José Mesiano Cabeleireiro e Dirigente do PCB
José Melo Metalúrgico
Análio Gilberto Smith Advogado
José Ivan Gibin de Mattos Dirigente do PCB
Luíz Baschiera Ferroviário
Antônio Carlos Félix Nunes Jornalista
Guerino Peretti Ferroviário
Percy Camargo Sampaio Professor Unesp
Nelson Polastro Ferroviário
Brasil Mirim Dirigente do PCB
Newton Candido Metalúrgico
Oscar Rodrigues da Paz Ferroviário
José Dib Gráfico
João Belchior Marques Goulart Presidente da República
Cleber Piccirilli Advogado
Nelson Gonçalves Metalúrgico
Ilton Mendonça Silva Metalúrgico
Marcos Maravilha Aeronauta
Dario de Paula Tralhador Rural e Presidente do STR de Ourinhos
Roque Pedroso Tralhador Rural e Presidente do STR de Xavantes
Jose Carlos Zanirato Professor
Aluisio Fleury Aeronauta
Carlos Roberto de Lucas Militante do PCB

Argentina entrega documentos à Comissão Nacional da Verdade

                                   

A Comissão Nacional da Verdade recebeu da Comissão pela Memória da Província de Buenos Aires (CPM) eo relatório "Víctimas del Terrorismo de Estado", que reúne documentos encontrados no Arquivo da Divisão de Inteligência da Polícia da Província de Buenos Aires. A nova documentação traz informações sobre as circunstâncias da prisão e desaparecimento de onze cidadãos brasileiros na Argentina.

O conjunto de documentos inclui também informações do Estado Argentino sobre seis argentinos presos e desaparecidos no Brasil e sobre mais outros cinco casos de graves violações de direitos humanos envolvendo a colaboração de organismos da repressão de ambos os países. A documentação inclui ainda acervo sobre o monitoramento sofrido pelo ex-presidente João Goulart em solo argentino.

A documentação entregue  atende solicitação feita pela Comissão Nacional da Verdade durante a missão realizada pela Comissão ao país vizinho em abril de 2013. Leia aqui o relatório sobre a documentação. 

Durante a missão na Argentina, o secretário-executivo da CNV, André Saboia, reuniu-se com o presidente da CPM, Hugo Cañon, e com a diretora de pesquisa Sandra Raggio. Na reunião, foi definida a pauta de trabalho para a elaboração do relatório.

Os casos de brasileiros sequestrados e desaparecidos na Argentina presentes no relatório são os de Edmur Péricles Camargo ; David Chab-Tarab; Francisco Tenório Cerqueira Júnior (veja os documentos 1, 2, 3 e 4), o Tenorinho; João Batista Rita; Joaquim Pires Cerveira (veja dos documentos 1, 2 e 3); Jorge Alberto Basso; Maria Regina Marcondes Pinto; Roberto Rascado Rodriguez; Sergio Fernando Tula Silberberg; Sidney Fix Marques dos Santos e Walter Kenneth Nelson Fleury (veja os documentos 1, 2, 3, 4 e 5).

Os casos de argentinos presos e desaparecidos no Brasil são os de Antonio Luciano Pregoni, Horacio Domingo Campiglia, Jorge Oscar Adur, Lorenzo Ismael Viñas, Norberto Habbeger e Susana Pinus de Binstock.

Os outros cinco casos de graves violações de direitos humanos listados são os desaparecimentos de Ary Cabrera Prates e Marcos Arocena, cidadãos uruguaios filhos de pais brasileiros, assim como os casos dos brasileiros Daniel José de Carvalho, Joel José de Carvalho e do argentino José Lavecchia, desaparecidos em julho de 1974, próximo à fronteira da Argentina, no Parque Nacional de Foz do Iguaçu.  (Com a Comissão da Verdade)