segunda-feira, 31 de agosto de 2015

Desfile militar serve de advertência para que não se repitam os horrores do passado

                                                         

Hans Van De Vem (*)

PEQUIM,31 de agosto (Diário do Povo Online) - A decisão da China de organizar uma parada militar a 3 de setembro para marcar o 70º aniversário do dia da vitória deve-se a importantes fatores domésticos e globais.

Em nível doméstico, reforça a conglomeração do povo chinês em torno de um marco histórico comum, construído com base na resistência conjunta contra as agressões externas e ao esforço para criar uma nação moderna e próspera.

A demonstração de material bélico vai de encontro ao objetivo de demonstrar que a nação está a par das restantes potências mundiais e, deste modo, é capaz de defender o seu povo. 

No inconsciente comum da nação chinesa, esta demonstração de capacidade militar é importante. Especialmente se for tido em conta que durante cerca de dois séculos a nação sofreu várias derrotas e invasões, o que deixou marcas profundas na identidade nacional.

Ao nível global, esta parada tem como objetivo a consciencialização da comunidade mundial relativamente ao papel desempenhado pela China na Segunda Guerra Mundial, especialmente no contexto asiático, face à agressão japonesa, nunca se resignando e resistindo ativamente até ao final da guerra do lado das potências aliadas. 

Embora no ocidente, o contribuição  chinesa na Segunda Guerra Mundial seja ainda considerada reduzida, para a China e para o seu povo, a vitória final é um dos momentos chave na sua história moderna.

O Japão rendeu-se em território chinês não a 3 de setembro de 1945, mas a 9 do mesmo mês, em Nanquim às 9h00 da manhã. 

A escolha chinesa para o dia da rendição (9 horas do dia 9 de setembro de 1945) deve-se ao som parecido do número 9 com a palavra resistência. 

Chiang Kai-Shek, o líder de então, declarou que a política chinesa seria de “devolver a agressão com generosidade”.

Os 3 dias de comemoração nacional, decididos pela liderança Chinesa no ano anterior, refletem esse espírito. De agora em diante, as vítimas do massacre de Nanquim serão lembradas a 13 de dezembro e a vitória da China sobre o Japão a 3 de setembro. 

A inclusividade das celebrações é notável, pois põem as rivalidades históricas entre o Partido Comunista e o Partido Nacionalista (Kuomintang). Este ano, veteranos que lutaram por ambas as fações vão participar nas comemorações.

A China revê-se um pouco nas palavras do ex-presidente alemão Richard von Weizsacker datadas de 8 de maio de 1985. 

Ele afirmara que para a Alemanha, a rendição aos aliados de 1945 foi um dia de libertação e não de derrota. 

O dia da libertação serve também para lembrar a grande derrota para a humanidade dos anos antecedentes que não se deve voltar a repetir – esta é uma responsabilidade da presente e das futuras gerações.

(*) Hans Van De Vem é professor de História Moderna da China no Departamento de Estudos Asiáticos da Universidade de Cambridge. (Com o diariodopovoonline)

8º aniversário da Casa da América Latina

                                                   

                                           CONVITE

A Casa da América Latina, convida a tod@s, a participarem da cerimônia do seu  8º Aniversário e a entrega da Medalha Abreu e Lima, a cinco internacionalistas.
A Cerimônia se dará no dia, dois de setembro de 2015, às 18:30hs, no Plenário da Assembléia Legislativa (ALERJ),na Rua Primeiro de Março, S/N - Centro -Rio de Janeiro
            Contamos com sua honrosa presença

Agraciados :

Beatriz Bissio
Jose Mujica
Paulo Ramos
Sindicato dos Petroleiros
TeleSur

Fóruns Regionais - Depois de Aloísio Lopes


Uma hora de música comunista italiana

Fascismos: ontem e hoje

                                                                 
                                                             Frederico Haikal/Hoje em Dia

O ex-vereador e ex-prefeito de Belo Horizonte Betinho Duarte convida para o debate "Fascismos: ontem e hoje", com o professor e cientista Político Otávio Dulci (foto) dia 11, sexta-feira, às 19h na sede do CREA, avenida Álvares Cabral, l500. 6º andar, no bairro Santo Agostinho.

Betinho, que é membro da Rede em Defesa da Humanidade, estará lançando na ocasião seu último livro "Estamos vivos.A volta será pior.O DNA do terrorismo de direita em Minas", no qual o professor  Otávio Dulci contribui com o artigo "Fascismos: ontem e hoje", tema que abordará no debate.

No texto que se encontra no capítulo 34, o professor lembra que "a intolerância é uma das marcas da mentalidade fascista.Trata-se de negar a diversidade, de erradicar as diferenças e de atingir os diferentes."

Em suas conclusões, Otávio Dulci diz que em época de crise no Brasil, crescem as diferenças e também as inseguranças quanto ao futuro.

Show de Déa Trancoso

                                                                                   
                                                                                                   Kika Antunes
Projeto ELAS
apresenta

DÉA TRANCOSO

Teatro de Câmara - Cine Theatro Brasil
01 de setembro – terça-feira - 19:30 h

Celebrando 50 anos de vida, e 25 de carreira, a cantora e compositora passeia por sua trajetória

O projeto ELAS, criado e coordenado por Luiz Trópia e Tadeu Martins, apresenta no dia 01 de setembro a cantora, compositora, escritora e produtora cultural Déa Trancoso, que sobe ao palco do Teatro de Câmara Cine Brasil, acompanhada pelo violonista, cantor e compositor, Ricardo Novais.

O concerto celebra os 50 anos de vida e 25 de carreira da talentosa artista e vai mostrar músicas de seus quatro discos: O violeiro e a cantora (2000), Tum Tum Tum (2001), Serendipity (2013) e Flor do Jequi (2013).

Déa mostrará também canções inéditas que farão parte de seu novo trabalho, previsto para 2016, e a canção “Tempo”, uma parceria dela com Ricardo Novais.

A mineira Déa Trancoso foi indicada duas vezes ao Prêmio da Música Brasileira (2007, em quatro categorias – concorrendo com Maria Bethânia, Chico Buarque, Daniela Mercury e Alceu Valença – e 2013, em uma categoria, concorrendo com Elba Ramalho e Simone Guimarães).

Déa criou em 2011 o selo TUM TUM TUM DISCOS, pelo qual lançou seus três álbuns. Ela já se apresentou em turnês pelo país e pela Europa e suas canções já foram gravadas por artistas como Ná Ozzetti, Mônica Salmaso, Ceumar, Gonzaga Leal e Isabel Nogueira.

Ingressos: R$ 30,00 (inteira) e R$15,00 (meia) pelo telefone 2626-1251
no site www.compreingressos.com e nas bilheterias do Cine Theatro Brasil

Informações: 8893-7806 – 8474-2050

PREVISTO NA LEI

                                                                                       
    
Hospital de Porto Alegre tem de garantir acompanhante para idoso internado

O Hospital Nossa Senhora da Conceição, em Porto Alegre, tem de assegurar a todos os idosos internados o direito de contar com um acompanhante durante o período de internação. A decisão liminar é da 3ª Vara Federal da capital gaúcha. A medida, proferida pela juíza federal Maria Isabel Pezzi Klein, também abrange pacientes em observação, inclusive no setor de emergência.

A Ação Civil Púbica foi ajuizada pelo Ministério Público Federal com base em Representação feita por um jovem. O rapaz alegou ter sido impedido de permanecer com o avô enquanto este aguardava por um leito no setor de casos emergenciais. O direito de acompanhante é garantido no artigo 16 do Estatuto do Idoso (Lei 10.741/2003).

De acordo com o MPF, o gerente de Pacientes Externos do hospital teria alegado que as taxas de ocupação da emergência, historicamente acima de 100% de sua capacidade, inviabilizariam o acompanhamento dos pacientes por familiares. Para o autor da ação, entretanto, a situação deveria ser resolvida pela entidade sem prejudicar direito expressamente previsto em lei.

A instituição defendeu-se informando a existência de demanda elevada, aliada à falta de leitos para internação e à insuficiência de recursos humanos e infraestrutura necessários ao cumprimento da legislação. Acrescentou que, em caso de concessão da medida liminar, há risco do dano irreparável reverso, pois a administração pública teria de deslocar verbas para o atendimento da determinação judicial. Destacou, ainda, a excessiva procura de cuidados hospitalares em casos de doença de menor complexidade, que poderiam ser solucionados na rede de atenção básica de saúde.

Ao decidir liminarmente o caso, a julgadora afirmou estar ciente das dificuldades enfrentadas por inúmeras instituições hospitalares no país. "A superlotação das instituições hospitalares, em especial aquelas cujo atendimento seja 100% pelo SUS, não é desconhecida por este Juízo, entretanto, este fenômeno se apresenta já de longa data e, não obstante todo o sofrimento sentido pela população mais carente de nosso país, não se verifica qualquer providência mais efetiva por parte do Poder Público para amenizar tal situação, seja na construção de mais hospitais, ou na ampliação da rede hospitalar já existente, com o aumento do número de leitos, seja, também, na busca de uma maior eficácia na rede de atenção básica de saúde”, escreveu no despacho.

Para a juíza, eventuais impossibilidades de cumprimento deverão ser justificadas por escrito, pelo profissional médico, sendo-lhe vedada a alegação genérica da superlotação do estabelecimento.

O prazo fixado para o atendimento à decisão judicial é de 20 dias, a contar da citação, sob pena de aplicação de multa diária no valor de R$ 200, cobrada sobre cada caso individual. Cabe recurso ao Tribunal Regional Federal da 4ª Região. Com informações da Assessoria de Imprensa da Justiça Federal do RS.
(Co a Conjur)

Um grande começo!


                                                                                                                                                           Juvenal Balán


Amanhã, 1º de setembro, começa em cada sala de aula em Cuba um novo ano letivo e para agrado das mães que trabalham, aumentam em mais de 2,7 mil as vagas para os jardins de infância (creches)

UM novo ano escolar começa amanhã, 1º de setembro, em cada sala de aula em Cuba, nas quais vão entrar quase dois milhões de alunos do ensino geral e superior, e onde o principal objetivo a ser alcançado pelos professores é conseguir maior qualidade em todos os processos da educação e formação integral dos alunos, não só no domínio do conhecimento, mas também em adquirir ferramentas para compreender o mundo em que vivem e serem cidadãos cívicos e éticos, capazes de transformar sua realidade.

Em declarações recentes à imprensa dos dirigentes dos ministérios da Educação (Mined) e do Ensino Superior (MES), soube-se que estão prontos os estabelecimentos educacionais e os materiais escolares e de vida para o presente ano letivo, no qual aumentaram as matrículas do ensino médio, ensino técnico-profissional e a formação de professores e adultos profissionais, mas diminuem no ensino fundamental. Entretanto, e para o agrado das mães que trabalham, aumentaram em mais de 2,7 mil as vagas para os jardins de infância (creches).

Embora em infraestruturas tecnológicas e edificações educacionais ainda haja muito trabalho a fazer, o Mined destinou 17,5 milhões de dólares para a importação de material escolar, como lápis de escrever e de cores, aquarelas, cadernos de cores e desenhos, entre outros, bem como a manutenção construtiva realizada até agora a 2.584 instituições, mais das 1831 previstas.

Por outro lado, mais de 3 mil estudantes em quarto e quinto anos dos cursos universitários vão apoiar a instrução no ensino geral, compromisso ratificado pelos participantes no recente Conselho Nacional da Federação dos Estudantes Universitários (FEU), o que contribuirá para uma maior cobertura educacional que atualmente é deficiente, também beneficiada por mais de 8,3mil graduados de nível médio e superior dos centros pedagógicos. No entanto, se mantem essa situação crítica em Havana e Matanzas, que vai ser reforçada com contingentes de professores de outros territórios.

Como prioridades na educação são mantidas neste curso as matérias como História de Cuba e a língua nativa, assim como o domínio do idioma Inglês e o constante aperfeiçoamento de professores, os quais acabam por influenciar a necessária formação integral dos alunos. (Com o Granma)

"YO TE NOMBRO LIBERTAD"

      
                                                                   

Lançamento da Campanha "YO TE NOMBRO LIBERTAD" pela liberdade dos presos políticos da Colômbia. 
HOJE, segunda-feira, 31 de agosto
Hora: 18:00h
Local: Câmara Municipal do Rio de Janeiro - (Praça Floriano, S/N - Cinelândia - Térreo), com participação do companheiro Marcelo Chalreo da OAB.
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Na Colômbia temos aproximadamente 10.000 presos e presas políticas, dos quais mais do 90% são civis, presos de consciência, companheiros e companheiras camponeses, sindicalistas, indígenas, estudantes, acadêmicos/as, artistas, jornalistas, defensores/as de direitos humanos, entre outros... Só da Marcha Patriótica entre 2010 e 2015 temos tido mais de 300 companheiros/as presos, na atualidade são 92 em cárceres, mas somam mais de 100 com processos judiciais abertos. 

Segundo dados oficiais, em 1998 haviam 43.259 presos, o que implicava uma taxa de superlotação nos cárceres de 31,1%; no inicio de 2015 eram 116.760, chegando a 52,9% de superlotação, sendo que em alguns casos chega a 300%. Entres esses 17 anos se têm construído novos centros penitenciários, sob o modelo estadunidense, mas a população carcerária quase triplicou, como consequência das políticas de criminalização do protesto social, do pensamento crítico e da pobreza... O total de presos, contando os presos em domicilio e outras modalidades chega a mais de 140.000. 

Os presos políticos sofrem constantes torturas e diversas violações aos direitos humanos.
Em geral sem têm paupérrimas condições de vida: fome, insalubridade, insegurança, entre outras...
Milhares de presos na Colômbia não têm tido julgamento.   

Por tudo isso e mais, é fundamental que no processo de paz na Colômbia consigamos a liberdade de todos e todas os presos e presas políticas, e que se redefina a política carcerária em geral. Nessa caminhada é fundamental o acompanhamento e solidariedade internacional. Porque a luta social não é crime, é um passo para a liberdade!

Contamos com vocês e suas organizações, os presos políticos na Colômbia contam com vocês.
Também convidamos a todos os colombianos e colombianas democráticas e sensíveis ao processo de paz, que moram no Brasil, a que nos juntemos nesta iniciativa
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Organizações que apoiam até hoje a Campanha "YO TE NOMBRO LIBERTAD" e as diversas iniciativas pela liberdade dos presos políticos da Colômbia:

1.     ACJM (Associação Cultural José Martí – RJ, Santos SP, RGS)
2.     ALAL (Associação Latino-americana de Advogados Laboristas)
3.     BONDE DA CULTURA
4.     BRIGADAS POPULARES
5.     CALLES (Casa da América Latina Liberdade e Solidariedade)
6.     CASA DA AMÉRICA LATINA
7.     CEBRAPAZ
8.     CGTB (Central Geral dos Trabalhadores do Brasil)
9.     CMP (Central de Movimentos Populares do Brasil)
10.  COLETIVO FEMINISTA ANA MONTENEGRO
11.  COLETIVO MINERVINHO OLIVEIRA
12.  COMITÊ DE SOLIDARIEDADE À LUTA DO POVO PALESTINO (Rio de Janeiro)
13.  CONAM (Confederação Nacional das Associações de Moradores)
14.  CORRENTE SINDICAL UNIDADE CLASSISTA
15.  CRM (Centro de estudos estratégicos Ruy Mauro Marini)
16.  CTB (Central dos Trabalhadores e Trabalhadoras do Brasil)
17.  ESNA (Encontro Sindical Nossa América)
lign: justify;"> 18.  FDIM (Federação Democrática Internacional das Mulheres)
19.  FITEE federação Interestadual dos Trabalhadores em estabelecimento de Ensino)
20.  FSM (Federação Sindical Mundial)
21.  IELA – UFSC (Instituto de Estudos Latino-americanos)
22.  JCA (Juventude Comunista Avançando)
23.  JUVENTUDE 5 DE JULHO
24.  MARCHA PATRIÓTICA CAPÍTULO BRASIL
25.  MAS (Movimento Avançando Sindical)
26.  MMC (Movimento de Moradia da Cidade de São Paulo)
27.  MOPAT (Movimento Palestina para Todos e Todas)
28.  MOVIMENTO DE JUSTIÇA E DIREITOS HUMANOS
29.  MPA (Movimento dos Pequenos Agricultores)
30.  MST (Movimento dos Trabalhadores Sem Terra)
31.  MTST (Movimento dos Trabalhadores Sem Teto)
32.  GEA-SUR – UNIRIO (Grupo de Estudos em Educação Ambiental desde El Sur)
33.  OAB-RJ (Ordem dos Advogados do Brasil)
34.  OCAC (Organização Comunista Arma da Crítica)
35.  ORGANIZAÇÃO A MARIGUELLA
36.  PARTIDO COMUNISTA COLOMBIANO
37.  PT (Partido Dos Trabalhadores)
38.  PCB (Partido Comunista Brasileiro)
39.  PCdoB (Partido Comunista do Brasil)
40.  PCML (Partido Comunista Marxista-Leninista / Brasil)
41.  PCR (Partido Comunista Revolucionário)
42.  PCLCP (Polo Comunista Luiz Carlos Prestes)
43.  PPL (Partido Pátria Livre)
44.  PSOL (Partido Socialismo e Liberdade)
45.  REFUNDAÇÃO COMUNISTA
46.  SINDIPETRO
47.  TSCC-RJ (Trabalho Social Crítico da Colômbia – Rio de Janeiro)
48.  UNIÃO BRASILEIRA DE MULHERES
49.  UNEGRO (União de Negros pela Igualdade)
50.  UJC (União da Juventude Comunista)
51.  UJS (União da Juventude Socialista)

PALAVRAS SEM EQUILÍBRIO

                                                                           
             Paulo Henrique Amorim terá de indenizar Ali Kamel por chamá-lo de racista


Pedro Canário

O blogueiro e apresentador Paulo Henrique Amorim foi condenado mais uma vez a indenizar o diretor de jornalismo da TV Globo, Ali Kamel. Na sexta-feira (28/8), a juíza Lindalva Soares Silva, da 44ª Vara Cível do Rio de Janeiro, fixou em R$ 20 mil o valor a ser pago pelo blogueiro por danos morais cometidos em entrevista ao jornal Unidade, do Sindicado dos Jornalistas de São Paulo.

De acordo com a juíza, “em uma sociedade civilizada, um jornalista precisa administrar com precisão e equilíbrio aquilo que diz, pois esta é a matéria prima do seu trabalho”. A liberdade de expressão, continua a juíza,  "não pode romper com os padrões da convivência civilizada, do respeito recíproco, tampouco podem gerar situações de constrangimento, através de palavras desproporcionais, ainda que lastreadas em críticas”.

Na entrevista contra a qual Kamel se insurgiu, Paulo Henrique Amorim fala do livro Não Somos Racistas, escrito pelo diretor da Globo e publicado em 2006. A obra é um texto de Kamel contra o sistema de cotas raciais. Diz ele que, ao impor esse sistema, o governo “divide o Brasil em duas cores, eliminando todas as nuances características da nossa miscigenação”.

Para o diretor da Globo, a política de cotas trabalha com a ideia de “brancos” e “não-brancos”, considerando os últimos, automaticamente, pretos. Quando na verdade, segundo o livro, a maioria dos brasileiros é parda. As cotas raciais, segundo Kamel, podem criar no Brasil “uma separação de cores que nunca existiu, promovendo ódio racial”.

Em entrevista ao jornal do Sindicado dos Jornalistas de São Paulo, Paulo Henrique Amorim critica o livro e a ideia que o motivou. Foi a conclusão do raciocínio que rendeu a condenação ao blogueiro: “Direi até o fim dos meus dias que o senhor Ali Kamel é um dos esteios mais sólidos do pensamento racista brasileiro”.

Segundo Amorim, “aquele livro é um dos centros ideológicos, uma das matizes filosóficas do pensamento racista ao delegar, ao subtrair a maldita herança da escravidão que está aqui até hoje”. “Seu Ali Kamel escreveu um livro para dizer que no Brasil a maioria não é negra, que a maioria é de pardos e, como não há negros, não precisa de cota.”

Para a juíza Lindalva Silva, está claro que houve violação a honra de Kamel”. “Houve uso desproporcional da linguagem”, segundo ela. “Agiu o réu de maneira abusiva ao não tomar o devido cuidado exigido no emprego da linguagem estando à conduta adequada aos artigos 186 e 187 do Código Civil devendo indenizar o autor pelos prejuízos sofridos”, diz a sentença.

Clique aqui para ler a sentença. (Com a Conjur)

O dinheiro compra a verdade

Kike Estrada/Rebelión/Divulgação
 

"No Brasil, em muitas circunstâncias, a imprensa é o primeiro poder", afirma Paulo Henrique Amorim em seu novo livro


                                                                                   


Jornalista lança livro sobre o papel de imprensa na história brasileira; “em muitas circunstâncias, a imprensa é o primeiro poder”, aponta

O jornalista Paulo Henrique Amorim está lançando o livro O Quarto Poder - uma outra história. Nele, o apresentador e blogueiro mescla sua trajetória profissional com a história de poder da imprensa brasileira em momentos históricos.

"No Brasil, em muitas circunstâncias, a imprensa é o primeiro poder. A força dela aqui é superior à força que a gente encontra em outras democracias no mundo", afirmou Amorim que chama a reunião dos grandes grupos midiáticos brasileiros de Partido da Imprensa Golpista (PIG).

O nome do criador da Rede Globo Roberto Marinho é bastante presente no livro. Amorim conta que, diferentemente das publicações antigas sobre Marinho “de bajulação rasteira e vulgar” seu livro mostra bastidores e trata o empresário “com as armas que ele deveria ser tratado”.

Em uma das passagens, Amorim conta qual foi a ordem de Marinho para a equipe de redação da emissora no episódio do debate entre os então presidenciáveis Collor e Lula, no segundo turno em 1989: “o que for de melhor do Collor com o que for de pior do Lula”.

O livro também conta detalhes do surgimento da Rede Globo e de como o governo do ditador Artur da Costa e Silva (1967-1969) salvou a emissora, fazendo as estatais comprarem maciças cotas de publicidade. 

“A Rede Globo nasceu de uma ilegalidade, financiada por um grupo americano, o Time-Life, o que era proibido pela Constituição. O Roberto Marinho deu uma garantia das posses pessoais dele, sabendo que a Globo receberia uma publicidade a preço de tabela. 

A Globo vendeu esses espaços para as estatais e pôde comprar a parte do Time-Life e saiu no lucro”, denuncia.

O lançamento do livro é na próxima quinta-feira (3), às 19:30, na Livraria Saraiva do Shopping Higienópolis, em São Paulo (SP). (Com o Brasil de Fato)

domingo, 30 de agosto de 2015

Flagrantes do lançamento do livro "Estamos Vivos. A volta será pior. O DNA do terrorismo de direita em Minas", de Betinho Duarte, na última sexta-feira no Sindicato dos Jornalistas Profissionais de Minas Gerais

A deputada federal Jô Morais foi ao lançamento


Betinho Duarte lançou mais um livro, agora sobre atentados
Jornalista Fernando Miranda e sua esposa
Jornalistas Paulo Lott e José Carlos Alexandre
Advogado Vicente Gonçalves, velho militante do PCB
Vereador Gilson Reis com Betinho

Jornalistas Aloísio Morais e Arthur
                                                Dentre os presentes, parentes de vítimas da ditadura

Agatha Christie - O segredo do seu êxito

                           
                                                        
Miguel Urbano Rodrigues

Agatha Christie (1890/1978) foi uma escritora importante?

Sim, muito importante. Dos seus livros, traduzidos em 100 idiomas, foram vendidos mais de 4 mil milhões de exemplares. Um total de vendas assombroso, somente superado pela Bíblia e pelas obras de Shakespeare.

Mas porventura foi uma grande figura da literatura mundial? Não.

Sobre ela foram escritos dezenas de livros, quase todos elogiosos. Uma das suas peças de teatro, A Ratoeira, permaneceu no cartaz no Reino Unido durante mais de uma década. A Rainha Elisabeth, sua grande admiradora, atribuiu-lhe o título de Lady do Império.

Mas nunca obteve o apreço da crítica literária séria.

Como explicar o seu êxito comercial que ultrapassa o de qualquer outro autor de romances policiais, de Conan Doyle a Georges Simenon?

A leitura da sua autobiografia* ajudou-me no esforço para encontrar uma resposta.

Agatha nasceu numa mansão da estância balnear de Torquay. O pai era um americano britanizado. Não trabalhava, como era habitual na época vitoriana para quem vivia dos rendimentos.

Nas memórias a escritora recorda uma infância feliz numa família abastada da alta classe média. Quando no final do século XIX diminuíram os dinheiros que chegavam dos EUA, os pais alugaram a casa de Torquay e foram passar um ano no sul de França e depois na Bretanha, onde o custo de vida era menor.
«Uma das coisas que, penso, sentiria mais - escreveu na velhice – se fosse criança nos dias de hoje, seria a ausência de criados».

As referências à criadagem da época, que ela admirava pelo «orgulho profissional», são abundantes.

Agatha nunca frequentou uma escola. Estudou em casa e em pensionatos franceses, sobretudo música e canto.

Casou aos 22 anos, em l912, com Archibald Christie, um oficial da Força Aérea, que, finda a I Guerra Mundial, se tornou corretor da City londrina. 

Amou intensamente o companheiro, viajou pelo mundo com ele, mas após 14 anos de um casamento harmonioso (nasceu uma filha em 1919), o marido apaixonou-se por uma amiga e pediu o divórcio. 

A escritora conta que olhou para ele e percebeu que afinal era «um desconhecido». Agatha, angustiada, desapareceu durante dias, sofreu horrores, teve uma crise de amnésia.

O seu primeiro livro, um policial, foi escrito durante a guerra mas, recusado por seis editoras, somente foi publicado em 1920. Passou praticamente despercebido.

Durante anos Agatha resistiu a assumir-se como escritora, embora publicasse romances com alguma frequência. O êxito tardou. Para ele contribuiu a personagem que criou, Hercule Poirot, um excêntrico detetive belga muito vaidoso.

A publicação em folhetins dos primeiros livros e a adaptação ao teatro de outros foi para ela uma importante fonte de recursos. No início da II Guerra Mundial já era a escritora mais lida da Inglaterra e nos EUA a sua popularidade era enorme.

Muito inteligente, sensível, com uma imaginação prodigiosa, sentiu sempre dificuldade em se expressar em público, mas cativava as pessoas, era uma comunicadora superdotada.

«Sou muitas coisas - assim se retratou na Autobiografia - bem-disposta, exuberante, distraída, esquecida, tímida, afetuosa, completamente desprovida de autoconfiança, moderadamente altruísta (…) Gosto de sol, de maçãs, de quase todo o tipo de música, de comboios, de quebra-cabeças numéricos, e de tudo o que tenha a ver com números, de nadar no mar, de silêncio, de dormir, de sonhar, de comer, do cheiro de café, de lírios, da maioria dos cães e de ir ao teatro».

Essa confidência não ajuda muito a avaliar a sua personalidade complexa, contraditória, desconcertante.

Nas suas viagens por todos os continentes acumulou uma soma impressionante de conhecimentos. Mas não os transformou numa cultura extensiva, integral. Não tentou sequer esse desafio.

Nos seus livros o leitor não encontra um pensamento estruturado, uma meditação profunda sobre a existência e a História dos países do Médio Oriente onde viveu largos anos.

Ciente das suas limitações, é uma escritora de espumas. Criou um estilo, mas cultiva o superficial, a banalidade.

O tratamento da temática do quotidiano é em alguns escritores de uma grande riqueza. Em Georges Simenon, por exemplo. Nos seus romances, ele retrata admiravelmente les petits gens, as porteiras de Paris, os taberneiros, as prostitutas, as velhas solteironas, os clochards do Sena. O comissário Maigret é a antítese do Poirot de Agatha.

Perguntaram um dia a André Gide quem era na sua opinião o maior escritor da França. A sua resposta desconcertou o entrevistador: Georges Simenon. Exagerou, mas o criador de Maigret atravessou as portas da grande literatura; a mãe de Poirot não.

A gente de baixo não merece atenção especial de Agatha. Não é por snobismo que a esquece. Concentra a sua atenção na sua gente. Com a exceção dos romances de Miss Marple, a velha senhora de uma aldeia inglesa, e de Tommy e Tupence, escolhe as personagens na aristocracia, na gentry britânica, na alta burguesia, no mundo das artes.

Diz ter sido inspirada por Conan Doyle. Mas um abismo intransponível separa Poirot de Sherlock Holmes.

Os seus livros estão infestados de estereótipos e de lugares comuns, de disparates. É categórica na afirmação de que a amizade entre homens e mulheres lhe aparece como um absurdo. 

Sofreu muito durante as duas guerras. Mas concluiu que «vencer uma guerra é tão desastroso como perdê-la». Não hesitou em confessar que «o melhor de escrever naquele tempo é que eu relacionava o trabalho diretamente com dinheiro».

Cultiva com requinte o suspense. Mas a sua técnica faz dela, para alguns críticos, uma «escritora batoteira». Porquê?

Agatha lembra que gostou sempre de abrir «pistas falsas», para enganar o leitor. Mas oculta até às últimas páginas informações indispensáveis para a identificação do criminoso. Em alguns casos, depois de matar várias pessoas, este só aparece quase no final.

O happy end, talvez para atenuar o choque inerente à violência do tema, é frequente nos seus livros, sobretudo a relação amorosa entre personagens secundárias.

As viagens da juventude e as prolongadas estadas com o segundo marido no Iraque contribuíram para o êxito de alguns dos seus romances.

A pedido de um amigo, escreveu aliás um romance policial cuja ação se situa no Egipto faraónico.
Mas os leitores não encontram nesses livros algo que possa revelar um interesse profundo da autora – sequer interesse - pelas culturas da Assíria, da Suméria, ou do vale do Nilo no tempo do último Ramsés.

Na Autobiografia, iniciada em 1950 e concluída em 1965, três quartos são dedicados à infância, à adolescência, à juventude, ao convívio com o primeiro marido. 

Os 48 anos vividos com Max Mallowan, o segundo marido, um eminente arqueólogo, merecem-lhe menos atenção. A desproporção choca o leitor.

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Agatha Christie somente é concebível na Inglaterra do seu tempo. Como mulher e escritora foi totalmente inglesa, inimaginável noutro país, noutro século.

Mas escreveu para milhões de não ingleses, foi por eles admirada como pelos seus compatriotas.
Como compreender, como explicar o seu imenso, surpreendente êxito literário?

Creio que para ele foi determinante ir ao encontro do que é comum no «gosto» da esmagadora maioria dos leitores de qualquer nacionalidade.
Ela escreveu o que as pessoas gostam que lhes digam.

Agatha faz-me pensar nas audiências enormes das telenovelas, na abertura à mediocridade. Penso também no êxito dos comentadores políticos da televisão cujas opiniões ofendem a inteligência.

Obviamente que Aristóteles ou Einstein não poderiam inspirar ao homo sapiens contemporâneo o interesse despertado pelos livros de Agatha Christie.

Autobiografia, Agatha Christie, 900 páginas, Editora ASA, Lisboa,2011 (Com odiario.info)

A banda feminina do exército chinês: um grupo de “beldades de ferro”

                                                                      
                                                                  



PEQUIM- (Diário do Povo Online) - Com o Dia da Vitória cada vez mais próximo, como preparam os soldados o seu espírito para ir de encontro à solenidade desta ocasião?

Recentemente, os jornalistas do exército tiveram acesso exclusivo à orquestra militar e foram averiguar o estado das preparações.

Como primeira banda integralmente feminina do Exército de Libertação do Povo Chinês, elas acrescentam uma identidade singular à orquestra. Mas quem pensar que elas apenas têm aptidão para a música, está enganado. 

Este grupo de senhoras não deixa a desejar face ao sexo oposto. Elas fazem questão de seguir os mesmo padrões de treino dos homens, não desistindo sob pretexto algum.

Por vezes, até se esforçam mais que eles no cumprimento das árduas tarefas diárias! 

Elas acreditam que apenas com a perseverança e suor podem manter as suas belas silhuetas, assim como o seu nível de performance musical, digno da ocasião especial onde se preparam para participar no dia 3 de setembro.

Durante a reportagem, deparamo-nos com um facto. Elas são um grupo de soldados comuns que vão participar na parada militar, mas simultaneamente são o grupo menos comum. Elas são um grupo de “beldades de ferro”!

2º Encontro Nacional da Reforma Agrária