quinta-feira, 9 de outubro de 2014

Abert denuncia centenas de casos de ataques a jornalistas desde janeiro de 2014

                                                           
                                                                           

Cláudia Souza (*)

A Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert) anunciou nesta quinta-feira, dia 9, durante a 44ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), na Cidade do Panamá, o “Relatório sobre Liberdade de Imprensa”, produzido pela entidade. 

De acordo com o documento, em 2014 foram registrados 173 casos de violência contra profissionais de imprensa e veículos de comunicação no Brasil.

Os dados incluem assassinatos, agressões, ataques, ameaças, detenções, intimidações, casos de censura e condenações. 

O número total se agressões é 27% maior que o registrado no período em 2013, quando foram identificados 136 casos.

Os dados constam do Relatório sobre Liberdade de Imprensa da Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert),apresentado nesta quinta-feira, dia 9,  pelo presidente da entidade, Daniel Slaviero, durante a 44ª Assembleia Geral da Associação Internacional de Radiodifusão (AIR), na Cidade do Panamá. A base do levantamento envolve o período de outubro de 2013 a outubro de 2014..

Neste período, de acordo com o relatório da Abert, foram registradas 66 agressões contra jornalistas, incluindo as agressões registradas durante as manifestações populares durante a Copa do Mundo, quando foram totalizados 35 casos de violência contra profissionais de imprensa e veículos de comunicação, agressões e intimidações, parte cometidos por manifestantes e policiais militares, na maioria das denúncias.

De acordo com a Abert, após a morte do cinegrafista Santiago Andrade, da TV Bandeirantes, o governo reforçou medidas de segurança para jornalistas durante as manifestações nas ruas, mas os equipamentos de proteção individual, como coletes à prova de balas, capacetes e máscaras antigás não foram introduzidas na rotina das equipes de reportagem dos veículos de comunicação.

Também foram registrados no período15 casos de ataques ao patrimônio de veículos de comunicação, incluindo incêndios e depredações de sedes de rádios e de jornais e de automóveis, o que representa cinco casos a mais em relação ao ano de 2013.

— A Abert tem cobrado das autoridades que essas agressões sejam devidamente apuradas e não fiquem impunes. A liberdade de imprensa carece de vigilância permanenente”, analisa Daniel Slaviero.

(*) Com informações da Agência Brasil 

(Com a ABI)

Após pedido da ONU, Paraguai anuncia que vai identificar desaparecidos da ditadura


Operação Condor uniu aparelhos repressivos de ditaduras sul-americanas para perseguir opositores políticos (Carlos Latuff/2008/Divulgação


Comitê das Nações Unidas recomendou que Paraguai investigasse desaparecimentos forçados durante governo militar de Stroessner
      
O governo do Paraguai aprovou nesta quinta-feira (09/10) a criação de um fundo no valor de US$ 150 mil para identificar vítimas desaparecidas durante a ditadura militar de Alferdo Stroessner (1954-1989), a mais longa da América do Sul.

Após um pedido expresso da ONU (Organização das Nações Unidas) para que o país investigue os desaparecimentos forçados cometidos durante o período, o Ministério da Justiça paraguaio liberou a verba para realizar a identificação genética das ossadas de 27 vítimas.

"O importante é que o mesmo Estado que cometeu esses crimes horrendos contra a dignidade humana finalmente assuma o assunto. É como exigir a um pai que reconheça seu próprio filho", explicou à agência Efe Rogelio Goiburu, responsável por iniciar as escavações. Goiburu dedicou a última década para investigar o paradeiro de fossas e cujo pai foi sequestrado durante a ditadura.

Há duas semanas, o Comitê contra o Desaparecimento Forçado das Nações Unidas recomendou que o Paraguai averiguasse e julgasse os responsáveis pelos crimes cometidos durante a ditadura. O órgão da ONU mostrou especial preocupação com "o reduzido número de vítimas que teriam sido localizadas e que ainda não foram identificadas".

Em 2011, a ONU fez pedido semelhante ao Brasil, recomendando que o governo brasileiro trabalhasse para investigar e punir oficiais que praticaram tortura e outros crimes contra a humanidade durante a ditadura civil-militar (1964-1985). O Brasil, inclusive, já foi condenado pela CIDH (Corte Interamericana de Direitos Humanos) da OEA (Organização dos Estados Americanos) por não ter investigado crimes cometidos no combate à Guerrilha do Araguaia.

Convênio firmado

O governo do Paraguai assinou um convênio para que o Inecip (Instituto de Estudos Comparados em Ciências Penais e Sociais do Paraguai) administre o fundo de US$ 150 mil, travado durante anos apesar dos pedidos das vítimas.

O primeiro uso do dinheiro será feito na contratação de um instituto legista argentino para que analise em Assunção os restos achados durante anos de busca por iniciativa das famílias das pessoas desaparecidas. O trabalho dos especialistas consistirá em resgatar material genético e fazer um perfil que possa ser comparado com as amostras de sangue de 400 familiares, das quais só puderam ser coletadas 80 até agora, pela falta de fundos.


"Vamos poder identificar compatriotas que deram sua vida para que hoje possamos ter democracia e convencer cada vez mais que, sem o compromisso e a responsabilidade do Estado, é impossível construir a democracia com justiça social que queremos", disse Goiburu. Em repetidas ocasiões, o ativista havia pedido publicamente o desembolso do fundo, orçado e aprovado há dois anos pelo governo anterior, para a identificação de 20 corpos de pessoas assassinadas pelo regime militar — agora já são 27.

Saldo da ditadura

A CJV (Comissão de Verdade e Justiça) registrou 425 executados ou desaparecidos e quase 20 mil detidos durante o governo de Stroessner, a grande maioria vítimas de surras, choques elétricos, queimaduras e outras formas de tortura física.

Outras 20.814 pessoas se viram forçadas ao exílio por motivos políticos durante a ditadura que se transformou na mais longa da América do Sul e sócia da Operação Condor, um plano de repressão dos governos ditatoriais do Cone Sul.

Goiburu explicou que o convênio também prevê a formação do primeiro banco de dados genéticos do Paraguai, começando pelos familiares dos desaparecidos.

"Portanto, como valor agregado, obteremos, com mais amostras que tomemos no futuro em todo o território, o perfil genético da população paraguaia que até o momento não temos", comentou.

 Com informações da Agência Efe/Opera Mundi)

Che Guevara vive em nossos corações e mentes

                                                               

Eduardo Vasco

Há exatos 47 anos, morria o maior de todos os revolucionários da Nossa América. Não porque seja mais importante que Fidel. Ou tenha governado junto a seu povo, como Chávez. Mas a figura do mártir, que deu sua vida, junto com muitos de seus companheiros, para libertar nosso continente, foi e é a maior inspiração para toda uma juventude que sonha com um mundo melhor.

A indústria cultural imperialista cria fantasias de heróis das histórias em quadrinhos e filmes de Hollywood, do mocinho que derrota o vilão e salva as pessoas. As religiões criam mitos de pessoas que morreram heroicamente, para tentar difundir uma "verdade universal". A grande mídia deturpa a realidade para lançar personagens "bons" ou "maus" de acordo com seus próprios interesses.

Em nenhum desses casos, o herói é real. Muitas vezes, o herói é tachado de vilão, e vice-versa.

Mas Che Guevara, sim, foi um verdadeiro herói. Um mártir. Um ser humilde, que nunca quis e nem precisou ser bajulado. Porque seus feitos falam por si. Internacionalista, o Che saiu da Argentina para lutar pela verdadeira independência de uma pátria que nem era a sua, ao lado de outros grandes guerreiros pelas causas populares, todos movidos por um ideal de liberdade e igualdade.

Che matou. Porque em uma guerra a única coisa anormal é que se viva. Che viu muitos dos seus companheiros e do povo que o acolheu padecerem na brutalidade do exército do ditador Batista, apoiado diretamente pelos Estados Unidos, que, antes da Revolução de 1959, utilizava Cuba como um grande bordel para sua burguesia exploradora.

Che venceu a guerra. O povo cubano, inspirado pela garra do revolucionário, conquistou sua liberdade, que a tem até hoje. Mas a guerra do Che não terminou aí.

Recusando todos os cargos que lhe foram oferecidos, o mais novo cidadão da ilha se considerava cidadão do mundo. E era. Ele provou isso. Viajou à África para ajudar os povos explorados daquele continente, algo que os cubanos entenderam muito bem, e desde os primeiros anos de Fidel no poder, oferecem sua camaradagem aos irmãos africanos.

Do Congo, voltou à Pátria Grande. A Bolívia não era tão diferente do que vira nas selvas africanas. Seu povo era pobre, levava uma vida sofrida. O governo era sustentado por militares fantoches de Washington.

Che encabeçou a guerrilha pela libertação do povo boliviano nos mesmos moldes de suas batalhas anteriores, nas zonas rurais. Após duros confrontos com as tropas do general Barrientos, Che foi capturado. Por ordens da CIA, em 9 de outubro de 1967, o comandante da luta pela libertação dos povos oprimidos foi executado fisicamente.

Fisicamente, pois sua memória continua intacta e descansa dentro do coração e da mente de todos aqueles que acreditam que o sonho de uma América Latina e um mundo livre das mazelas provocadas pela exploração capitalista se tornará realidade um dia.

Até sempre, Comandante Che Guevara!

Hasta la victoria siempre!

(Com o Diário Liberdade)

PORTUGAL

                                                           

DIA 13 PRÓXIMO: DIA NACIONAL DE INDIGNAÇÃO, AÇÃO E LUTA


Portugal - CGTP - A CGTP-IN ( Confederação Nacional dos Trabalhadores Portugueses- Intersindical Nacional ) anunciou  um "Dia Nacional de Indignação, Acção e Luta" para 13 de Novembro, em defesa do aumento dos salários, estabilidade do emprego, reposição dos direitos laborais e contra as políticas do Governo. O protesto incluirá plenários, manifestações e greves em diversos pontos do país.

O objectivo é reclamar o aumento dos salários, incluindo do mínimo, uma vez que a central sindical não aceita os 505 euros já em vigor desde dia 1.
                                                                   

A decisão foi tomada pelo Conselho Nacional da Intersindical, depois de analisados os resultados da quinzena de "informação, reivindicação e luta", que terminou no domingo e permitiu auscultar milhares de trabalhadores.

Em conferência de imprensa depois do Conselho Nacional, Arménio Carlos revelou que o Orçamento do Estado para 2015 vai merecer especial atenção, porque a CGTP-IN está convencida que vai ser apresentado de outra maneira.

"Estamos crentes que este ano o Governo vai tentar esconder os cortes que já estão previstos, vai tentar omitir outros cortes que vai avançar e tentar passar a ideia que está a diminuir o nível de sacrifício dos trabalhadores, quando na prática o que está a fazer é iludir os trabalhadores porque está a manter o essencial desses sacrifícios", afirmou o Secretário-geral.

Arménio Carlos, não tem dúvidas que está ser preparada uma "combinação de aumento de impostos", que vai continuar a penalizar os trabalhadores e pensionistas, os mais castigados nos últimos três anos.

A discussão do Orçamento do Estado vai por isso ser acompanhada de perto pela central sindical que promete, para o dia da votação final, uma manifestação à porta da Assembleia da República. (Com o Diário Liberdade/CGTP-IN)

Notícias das FARC-EP

quarta-feira, 8 de outubro de 2014

Criado o Partido Comunista, primeiro partido na República Popular de Donetsk

                                                            

Nesta quarta-feira (08) foi realizado o congresso de fundação do Partido Comunista da República Popular de Donetsk, o primeiro partido político criado na nova república.

Em Donetsk, com seu novo caráter de República Popular, já haviam sido criadas outras organizações civis, como movimentos sociais, mas o Partido Comunista surge como vanguarda política da luta dos povos contra o fascismo de Kiev e pelo direito à sua autodeterminação na região leste da Ucrânia.

Boris Litvinov, presidente do Conselho Supremo da República Popular de Donetsk, foi escolhido para ocupar o cargo de líder máximo do partido. De acordo com a agência de notícias russa Tass, Litvinov disse que o primeiro-ministro de Donetsk, Alexander Zakharchenko, tem o apoio dos comunistas em sua candidatura nas próximas eleições para o cargo de primeiro-ministro.

Esse fato fortalece a luta dos trabalhadores no leste da Ucrânia e mostra mais uma vez a importância dos comunistas no processo de independência da região e que o socialismo orienta o caminho da república desde os seus primeiros dias, como disse nesta entrevista um membro do Comitê de Comunicação Social da República Popular de Donetsk. (Com o Diário Liberdade)

MINÉRIO NÃO DÁ DUAS SAFRAS

                           


José Carlos Alexandre


Como diria Mauro Iasi, nós somos muitos, incontáveis. Eles, os reacionários, exploradores do povo, dirigentes de multinacionais é que são poucos.

Antes de 1964 mas também nos anos 60, nós, "poucos" mas atuantes, promovemos ou ajudamos a promover, cobrimos, participamos (estávamos lá!) uma série de palestas, conferência, seminários sobre a Política de Minérios.

Vivíamos, é verdade, a fase da aliança com a burguesia (depois fizemos séria autocrítica), julgamento ser o imperialismo e o latifúndio os inimigos principais daquele etapa, digamos, da Revolução Brasileira.

Mas tudo era válido, é preciso que se diga também.

Junto com a Associação Comercial e outras organizações das autointituladas "classes produtoras", levantávamos o problema ainda mais sério hoje da entrega de nossas reservas minerais aos grandes grupos internacionais.

À Hanna, em primeiro lugar, representada no Estado pela Mina do Morro Velho (hoje Anglo American).

Nomes nacionais, nacionalistas de escol, vinham dar palestras. A gente estava nas primeiras fileiras...

Defendendo a criação da Usiminas, campanha vitoriosa, desenvolvida principalmente através do Jornal do Comércio , por seu fundador José Costa, Pelo Binômio, do José Maria Rabêlo, às vezes pelo jornal Última Hora, que tinha Sucursal em Minas, e pelo jornal dos comunistas,  Novos Rumos, que tinha Sucursal na Rua Carijós, pertinho da Praça Sete.

Por vezes conseguíamos mobilizar também organizações da sociedade civil, como a Federação dos Trabalhadores Favelados, a União Israelita (realizamos um seminário muito concorrido lá, na Rua Pernambuco) , esposas e filhas dos operários de Nova Lima, onde se situa a antiga Saint John Del Rey Mining Co. , grupos estudantis etc.

A mobilização era muito grande, o que, de certa forma, servia para dar ao país um esboço de nossa indignação com o fato de "minério não dar duas safras", slogans que pregávamos por toda a cidade, através de altos falantes alugados para circular pelo centro, na Renascença, Cachoeirinha, Cidade Industrial etc, onde se situam indústrias com aglomeração de trabalhadores.

Depois veio a triste noite de 1º de abril de 1964, calando nossas vozes, prendendo, torturando, exilando, cassando mandatos, desempegando , matando...

Os anos passam.

Hoje os problemas da época continuam. Não temos mais a Usiminas, a Companhia Siderúrgica Nacional e a Petrobras está sucateada pela má gestão dos últimos 12 anos.

Mas pouco a pouco vamos retomando as velhas lutas. 

Hoje sabemos que não contamos mais com a burguesia ("nacionalista e democrática") mas unidos com o melhor das forças populares , à frente os trabalhadores, vamos construir um País onde o Poder Popular haverá de abrir as portas para uma nova era, a do socialismo.

Comitê quer proibir mineroduto da multinacional Anglo American






Multinacional Anglo American pretende exportar minério utilizando água de Minas Gerais para movimentar o Mineroduto Minas-Rio

O Comitê Mineiro em Defesa dos Territórios e do Mundo Natural Frente à Mineração encaminhou denuncia ao Ministério Público de Minas Gerais (MP) solicitando a imediata suspensão da licença de funcionamento da mina do projeto Minas Rio da multinacional Angloamerican.

Segundo a denúncia, a licença foi concedida de forma irregular, sem considerar os danos ambientais causados no teste do mineroduto que transportará o minério de Minas para o Rio de Janeiro consumindo grande quantidade de água.

Dentre os danos denunciados pelo Comitê Mineiro ao meio ambiente, em consequência da implantação do mineroduto, aparecem a elevada mortandade de peixes e os riscos da transferência de água entre bacias hidrográficas diferentes.

A denúncia também relata o abuso do poder econômico da multinacional Angloamerican que teria coagido técnicos durante o processo de elaboração dos pareceres para o licenciamento da mina localizada na cidade de Conceição do Mato Dentro (MG).

O Comitê Mineiro em Defesa dos Territórios e do Mundo Natural Frente à Mineração manifesta, no documento encaminhado ao MP-MG, a necessidade de modificação da política mineral voltada à exploração predatória de caráter exportador que desconsidera, inclusive, as determinações constitucionais.

Ao Sr. Procurador Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais Carlos André Mariani Bittencourt

O Comitê Mineiro em Defesa dos Territórios e do Mundo Natural Frente à Mineração por este instrumento vem requerer a urgente intervenção da Procuradoria Geral de Justiça do Estado de Minas Gerais no processo de concessão da licença de operação para a mina do Projeto Minas Rio da mineradora Anglo American no município de Conceição do Mato Dentro – MG pelos motivos que abaixo apontamos:

1 – A Constituição Federal em seu capítulo da Ordem Econômica apresenta como princípios básicos a soberania nacional, função social da propriedade, defesa do meio ambiente, redução das desigualdades regionais como forma de assegurar a todos uma existência digna e justiça social;

2 – Para cumprimento desta determinação constitucional torna-se indispensável  a efetividade do Estado no exercício das funções de fiscalização, incentivo e planejamento, sendo este determinante para o setor público;

3 – Tratando-se do licenciamento ambiental citado o fato planejamento e equilíbrio econômico/ambiental encontra-se prejudicado considerando-se a clara intenção predatória do empreendimento, cuja principal característica encontra-se na simples extração de minério de ferro por uma empresa estrangeira a custa da injustiça social e ameaça à soberania nacional.

4 – A citada empresa multinacional passa a deter, a partir desta concessão, o poder de implantar a sua política econômica de mineração atendendo aos interesses de seus acionistas em detrimento dos direitos assegurados na Constituição ao povo brasileiro, violando direitos, abusando do poder econômico e até exportando imensa quantidade de água de Minas Gerais para o Rio de Janeiro fatos que demonstram a ineficiência dos órgãos licenciadores;

5 – Como prova desta decadência do Sistema Ambiental de Minas Gerais, foi votada e aprovada pelo COPAM em 29 de setembro a licença de operação citada, mesmo sem o atendimento a princípios básicos como o de precaução e prevenção, participação popular e função social da propriedade.

6 – Os movimentos sociais da Articulação do Rio Santo Antônio relataram a este Comitê o cometimento de inúmeras outras irregularidades e ilegalidades por parte do COPAM, o que motiva a atuação do Parquet em defesa dos interesses difusos e coletivos sob ameaça. Dentre outras irregularidades, foi reportado o não cumprimento de condicionantes nas fases anteriores do licenciamento; a não caracterização do universo de atingidos e a não apuração de impactos ambientais de grande monta, incluindo intensa mortandade de peixes, no córrego Passa Sete em decorrência de testes pré-operacionais do empreendimento.

7 – Assim exposto, requeremos a imediata atuação do Ministério Público de Minas Gerais no sentido de pleitear administrativa ou judicialmente, a anulação da supra citada decisão do COPAM visando, principalmente, a segurança da população, o restabelecimento das condições dos corpos d´água afetados, a eliminação de riscos oriundos de barragens de rejeitos, além do restabelecimento das mínimas condições que sustentam o Estado Democrático de Direito e paz social, bem como a apuração e eventual criminalização de responsáveis pelos crimes e violações cometidos contra Conceição do Mato Dentro e região, sua gente, seu presente e futuro.

Pede deferimento o Comitê Mineiro em Defesa dos Territórios e do Mundo Natural Frente à Mineração, apoiado pelos movimentos:

- Movimento comunitário, cultural, esportivo e ecológico do Bairro Saudade e adjacências – MOC-ECO;
– Movimento dos Trabalhadores Rurais sem Terra – MST;
– Arquitetos sem Fronteiras;
– Águas do Gandarela;
– Família Franciscana / Sinfrajupe;
– Atingidos de Bicas;
– Centro Franciscano de Defesa dos Direitos – CEFAD – JPIC;
– Movimento de Lutas nos Bairros, Vilas e Favelas – MLB;
– Atingidos de Conceição do Mato Dentro;
– Movimento Nacional de Direitos Humanos – MNDH
– Greenpeace;
– Associação dos Povos Indígenas de Minas Gerais;
– PROUT;
– Articulação da Bacia de Santo Antônio

Belo Horizonte, 01 de outubro de 2014

Fernanda Gonçalves Oliveira p/ Comitê Mineiro em Defesa dos Territórios e do Mundo Natural Frente à Mineração (Com A Verdade)

ALBERTO DINES

                                                           
                                                                                                      O Dia/Reprodução da internet

                            ELEIÇÕES COM SEDE DE MUDANÇAS

                      
                             Notas para uma agenda

Alberto Dines em 07/10/2014 na edição 819

    
Completada a primeira fase do processo de escolha de novos chefes de governo (estaduais e federal) assim como dos respectivos legisladores, já é possível discernir alguns itens a serem incorporados a um debate sobre a desejada reforma eleitoral.

O chamado “horário eleitoral gratuito” instituído em 1965, no primeiro ano da ditadura militar, exige atualizações, sobretudo no tocante à sua depuração, limitando-se a crescente influência do marketing e dos recursos extrapolíticos. Normatizar e equilibrar o “tempo de antena” de partidos e candidatos não é suficiente para manter o caráter democrático e isonômico da disputa.

A atual espetacularização da propaganda política esvazia a apresentação de propostas conceituais, programáticas, e enganosamente valoriza a embalagem em detrimento do conteúdo das mensagens. Com isso mantém-se e se incrementa a assimetria que sempre se pretendeu evitar. Mesmo que doações para partidos e postulantes continuem sendo feitas por empresas e não por pessoas físicas – como seria desejável – a crescente marquetização do processo eleitoral só aumenta e pereniza as desigualdades, distorções e deformações dentro do Estado de Direito.

Mantido a instituto da reeleição conviria que se introduzissem algumas ressalvas, sobretudo na disputa para a chefia do Estado. Presidir reeleições na instância mais alta da República exigirá uma separação mais rigorosa entre a atuação do candidato e a do governante. 

A prática atual é cosmética: a exigência de que os atos de campanha do candidato sejam realizados fora do expediente do governante é mera formalidade. Assim também a utilização para atos eleitorais da residência oficial ou gabinete de despachos. 

Um avanço efetivo nesta separação poderia ser implementado por meio do licenciamento do candidato pelo prazo de 30 dias e, no caso do segundo turno, outros 30 dias. Para isso existem vice-presidentes, vice-governadores, presidentes de assembleias legislativas ou câmaras municipais.

Imparcialidade enganosa

Mais importante do que reformas radicais, espetaculares, geralmente inalcançáveis, seria a adoção de um sistema de alterações pontuais, regulares, através de consultas diretas ao eleitorado propostas pelo Legislativo, dois anos depois de cada pleito. O processo se tornaria naturalmente dinâmico, progressivo e a sede por mudanças aplacada com naturalidade, sem traumas.

Porém, o mais importante para a plenitude democrática seria uma imprensa mais adulta, mais bem preparada para evitar abusos. Inclusive os seus próprios. Exigir isenção equivale a ignorar a falibilidade do ser humano que jamais será seja corrigida. Como prova aí estão as religiões – todas as religiões – igualmente incapazes de conscientizar os fiéis para a virtude.

O que se espera de um poder-sem-poder como a imprensa é a consciência da sua singularidade. De nada adiantam as enganosas imparcialidades construídas na base da infame alternância de parcialidades. Assumir posições não é pecado. Pecado é ignorar que, de alguma forma, elas possam ser consensuais.


Escola do voto

Por misericórdia! É preciso explicar aos jovens repórteres que as escolas onde geralmente estão instaladas as urnas não são “colégios eleitorais”. Segundo a Wikipédia, um “colégio eleitoral” é um órgão formado por um conjunto de cidadãos com o poder de um corpo deliberativo para eleger alguém a um determinado cargo. Durante a ditadura militar os colégios eleitorais eram as assembléias legislativas que escolhiam indiretamente os chefes do executivo. O colégio eleitoral dos Estados Unidos é composto pelos delegados escolhidos pelos estados de acordo com o tamanho da sua população. O colégio eleitoral da Academia Brasileira de Letras é composto pelos acadêmicos (vivos ou que se imaginam vivos).

(Com o Observatório da Imprensa)

Documentário mostra a Escola das Américas que os EUA instalaram no Panamá para a "luta contra o comunismo"


O Documentário "Hidden in Plain Sight”, cujo título em português é "A escola das Américas”, revela as contradições e críticas contra a instituição máxima de treinamento estadunidense de militares, batizada de Escola das Américas. A instituição foi criada pelos EUA em 1961 e seu objetivo era treinar soldados das nações latino-americanas para servirem aos interesses norte-americanos. OS EUA buscavam, então, formar um exército de anticomunistas.

O documentário mostra o lado obscuro dos treinamentos. Alguns depoimentos revelam que o centro de treinamento estadunidense era chamado de "Escola da Morte” e "Escola de Genocidas".

Os depoimentos do linguista Noam Chomsky e do escritor e jornalista uruguaio Eduardo Galeano, estão no documentário e questionam como era a formação da Escola, apontando as contradições da política de treinamento dos estadunidense, que primeiro se diziam contra as ditaduras, mas planejavam e executavam golpes de Estado nos países da América Latina.

O filme narra ainda a tortura praticada pelos alunos da Escola, como choques nas genitálias e afogamentos. Em depoimento, uma mulher relata os momentos de tortura aos quais foi submetida. Ela sofreu 111 queimaduras de cigarro nas costas.

A Escola está fechada atualmente, mas marcou para sempre a luta contra as violações dos direitos humanos praticadas por seus alunos contra presos políticos.

Ficha técnica

Título original: Hidden in Plain Sight

Ano: 2003

Duração:52 min

País: Estados Unidos

Diretor:John Smihula

MENSALÃO

                                    


Veja não indenizará Dirceu por 
dizer que ele tinha regalias na prisão

Tadeu Rover

A Editora Abril, responsável pela publicação da revista Veja, não deve indenizar o ex-ministro José Dirceu por ter publicado notícias afirmando que ele — condenado na Ação Penal 470, o processo do mensalão — tinha benefícios na prisão. Para o juiz Renato de Abreu Perine, da 17ª Vara Cível de São Paulo, há indícios de veracidade nas notícias publicadas, não existindo, portanto, abuso por parte da revista.

José Dirceu ajuizou ação contra a editora pedindo indenização por danos morais e direito de resposta. De acordo a defesa do ex-ministro, são falsas as afirmações de que ele tinha regalias dentro do presídio, enquanto cumpria sua pena pela condenação na AP 470.

Representada pelos advogados Alexandre Fidalgo e Thaís Gonçalves Fortes, do EGSF Advogados, a Abril sustentou não haver ilegalidades na publicação da Veja do dia 19 de março de 2014, que mostrou a rotina dos condenados na AP 470 dentro da prisão. De acordo com os advogados, os fatos apresentados são reais e por isso não há o dever de indenizar.

Ao analisar o caso, o juiz Renato de Abreu Perine deu razão à revista. Em sua decisão o juiz conclui pela veracidade dos fatos apresentados na revista. “Analisando o teor da reportagem com as demais provas produzidas pelas partes, torna-se evidente que os fatos noticiados não são divorciados da realidade, tendo havido regalias ao autor que não eram destinadas aos demais presos que estavam na mesma localidade”, afirma.

Segundo o juiz, isso ficou comprovado nos relatos de integrantes da Comissão de Direitos Humanos da Câmara dos Deputados. Como exemplo cita a declaração da deputada federal Mara Gabrilli (PSDB), que após visitar o presídio relatou que a cela de José Dirceu possuia televisão e micro-ondas, diferentemente das dos demais presos. De acordo com o juiz, as provas juntadas ao processo, demonstraram que também são verídicas as informações apresentadas pela Veja de que Dirceu utilizou celular durante o cumprimento da pena e de que recebeu visitas fora do dia previsto.

As críticas, diz o juiz, são parte do "exercício regular do direito de manifestação assegurado no artigo 5º, incisos IX e XIV, da Carta da República, inexistindo abuso do aludido direito, o que implica na improcedência da pretensão inicial pela ausência de ato ilícito”.

Responsável pela defesa de José Dirceu, o advogado Luciano Medeiros, do Lottenberg Advogados Associados, afirmou que vai recorrer da decisão. Segundo ele, o juiz levou em consideração informações equivocadas, como por exemplo o micro-ondas que, de acordo com o advogado, nunca houve na cela. Além disso, ele conta que as televisões existem em todas as celas da ala na qual estava preso José Dirceu.

O advogado diz ainda que nunca houve visita fora do horário e que a filha de José Dirceu o via às quartas-feiras, dia de visitas. Quanto a afirmação da deputada Mara Gabrilli, Medeiros aponta que as declarações da parlamentar foram desmentidos pelo relatório da Comissão de Direitos Humanos da Câmara, além de depoimentos dos deputados Jean Wyllys (PSOL) e Luiza Erundina (PSB). (Com a CONJUR)

terça-feira, 7 de outubro de 2014

Crianças retratam seu drama na Guerra em Gaza


300 funcionários da CNN são demitidos

                                                                         
A Turner Broadcasting, que opera o canal CNN, anunciou que reduzirá em 10% o número de funcionários nas próximas duas semanas. O número representa cerca de 1.475 demissões, das quais 300 integram a emissora jornalística.

De acordo com a EFE, a empresa conta atualmente com 14 mil funcionários, sendo 3.500 da CNN Worldwide. A medida diminui em 8,5% sua força de trabalho na tentativa de cumprir um plano de seis anos para economizar e concentrar novos investimentos.

A Turner opera ainda os canais a cabo TNT, TBS e Cartoon Network, que também terão cortes, embora não se saiba o número exato. As demissões afetam todos os setores da companhia: notícias, entretenimento, infantil, adolescentes, esportes e negócios. Além disso, tarefas corporativas em 18 centros serão reduzidas.  

A empresa enviou comunicado aos empregados por meio de seu chefe-executivo John Martin. Segundo ele, dois terços dos demitidos (975) afetarão os escritórios de Atlanta que, apesar da medida, serão "a maior base de empregados da companhia". (Com o Portal Imprensa)

segunda-feira, 6 de outubro de 2014

A Catalunha não abre mão do referendo pela independência

LANÇAMENTO REVISTA HISTÓRIA & LUTA DE CLASSES 18

                                                             

   
                                         Dossiê Cultura e Projeto Social

Divulgamos o lançamento do número 18 da Revista História & Luta de Classes, com o dossiê CULTURA E PROJETO SOCIAL.

A revista pode ser adquirida através do endereço eletrônico historiaelutadeclasses@uol.com.br, ao custo unitário de R$ 15,00 por edição, acrescido de R$ 5,00 de despesas postais (postagem como impresso registrado). Segue abaixo o sumário.

A revista pode ser adquirida também através do pacote promocional com todos os números disponíveis, ou por assinatura. Também é possível a aquisição individual de números anteriores isolados.

ASSINATURAS: 4 edições (R$ 60,00) ou 6 edições R$ 90,00 
PACOTE PROMOCIONAL – 12 edições por R$ 95,00 (postagem incluída)

 5. Trabalhadores e suas organizações
6. Imperialismo: teoria, experiência histórica e características contemporâneas
8. Questão Agrária e Reforma Agrária
9. Teoria da História
10. Militares e Luta de Classes
11. Criminalização e Violência
12. Revolução e Contra-Revolução
13. Educação e Ensino de História
14. Sociedades Pré-Capitalistas
15. História e Memória
16. Crises, Resistências e Insurreições
17. Golpe de 1964

As 16 primeiras edições estão integralmente disponíveis na página eletrônica , de forma integral e gratuita
Endereço eletrônico: www.projetoham.com.br


Comissão Editorial - História & Luta de Classes

SUMÁRIO
CULTURA E PROJETO SOCIAL
Conceito de Cultura e concepção materialista da História: um debate sobre os estudos culturais

Zuleide S. Silveira

Uma vida para os quadrinhos: Moacy Cirne e sua interpretação marxista para as histórias em quadrinhos no Brasil

Ivan Lima Gomes
A Noite dos Pingentes: experiência e crítica social nas crônicas de João Antônio

Hugo Bellucco
Condenado pela raça, absolvido pelo trabalho: notas sobre historiografia e ideologia no Jeca Tatu de Monteiro Lobato

Wesley Rodrigues de Carvalho
Contra-hegemonia e literatura negra nos Becos da Memória de Conceição Evaristo

Bárbara Araújo Machado
O rock como revolução: a radicalização política de John Lennon em sua obra musical e na “entrevista perdida” ao jornal Red Mole (1971)

Romulo Costa Mattos
POLÊMICA

Sentido trágico e responsabilidade histórica: um debate necessário sobre a luta armada no Brasil
Tiago Coelho Fernandes
ARTIGOS

Estados Unidos y Europa frente a la crisis.

Claudio Katz
O corpo, a História e a pessoa com deficiência

Silmara Aparecida Lopes
RESENHA

Rumos para a produção de evidências empíricas sobre a política e as classes sociais no Brasil

Lucas Massimo

Sempre é conveniente lembrar...